Jogos Vorazes: A Esperança - O Final
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Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 15 de janeiro de 2016
Quando se voluntariou para ir no lugar da irmã Primrose Everdeen (Willow Shields), no primeiro filme desta série, Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence), não tinha consciência disso ainda, mas, além de colocar em risco a sua própria vida, ao participar dos Jogos Vorazes, ela estaria entrando numa espécie de prisão interna, seja dos seus próprios sentimentos, dos seus medos, mas, principalmente, de todas as consequências que ela enfrentou pelas ações sangrentas que foi obrigada a tomar.

Consciente disso e, mais ainda, da manipulação que era sofrida pelos cidadãos de Panem, a grande batalha de Katniss durante todos os filmes desta franquia, foi, não só pela libertação do seu povo; porém, muito mais ainda, pela sua própria liberdade, pela possibilidade de ela mesma viver uma vida o mais próximo possível do normal, sem todo o peso que ela carregava por ser uma das sobreviventes dos Jogos Vorazes, como também o símbolo da resistência contra o Presidente Snow (Donald Sutherland).

É esse o conflito interno que marca a personagem durante boa parte de Jogos Vorazes: A Esperança – O Final, filme dirigido por Francis Lawrence, e que, como o próprio título deixa subentendido, encerra a série de longas baseados nos livros escritos por Suzanne Collins. Durante esta obra, Katniss vai, acompanhada de um grupo que inclui Gale (Liam Hemsworth), Finnick (Sam Claflin) e Peeta (Josh Hutcherson), em uma missão que tem por objetivo final o assassinato do Presidente Snow.

Em uma nova arena, lidando com obstáculos bem complicados, Katniss passa por uma peregrinação bem pessoal, cujas dificuldades só reforçam dentro dela mesma as suas decisões sobre o que ela acredita ser fundamental para a liberdade que ela tanta almeja. Ou seja, a jornada de Jogos Vorazes é toda de Katniss Everdeen e tudo que vem no pano de fundo disso (o triângulo amoroso entre ela, Peeta e Gale; a ascensão de Alma Coin, a constante decadência do Presidente Snow), nada mais é do que o verdadeiro Jogos Vorazes que a personagem enfrenta.

Seguindo a tendência recente, iniciada pela saga Crepúsculo, Jogos Vorazes: A Esperança – O Final teve o último livro no qual se baseia dividido em duas partes cinematográficas. A decisão, no caso da obra de Suzanne Collins, revelou-se equivocada, uma vez que este filme se revela um tanto anticlimático. Por exemplo, a sua parte mais importante, do ponto de vista emocional (que acontece em meio à evacuação da capital de Panem), se perde em meio a tantos outros acontecimentos, o que faz com que um longa que toca em pontos muito interessantes, como a manipulação de ideias, se perca por completo. Uma pena!
Enilson S.
Enilson S.

149 seguidores 167 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 1 de fevereiro de 2016
Puxa até esqueci de escrever uma crítica sobre esse filme, mas foi um final esperado e muito bonito, mas ainda acho melhor começar a ler o livro...
Roberto O.
Roberto O.

26 seguidores 59 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 20 de novembro de 2015
É chegada a hora de se despedir dessa série que trouxe à tona temas tão fascinantes

“Que os Jogos comecem!” Quando ouvimos essa frase no cinema pela primeira vez, talvez ainda não soubéssemos, mas estávamos diante de um produto diferenciado. Sim, Jogos Vorazes mostrou a que veio. A trilogia literária de Suzanne Collins, transposta para o cinema em quatro filmes, contou uma história que conseguiu distribuir em doses certas aventura futurista em meio a uma forte temática política, temperada com uma severa crítica à espetacularização da mídia e um (já habitual) triângulo amoroso juvenil, todos esses elementos adicionados com competência, tanto literária quanto cinematográfica. Esta bem sucedida saga, contudo, chega ao seu fim, deixando carentes milhares de fãs por todo o planeta que cresceram assistindo (e lendo) Harry Potter, Crepúsculo e que, após o encerramento dos Jogos, já anseiam pela próxima série que os fará devorar páginas e mais páginas de cada novo livro, além de formar filas quilométricas para assistir a cada novo filme de sua respectiva adaptação para o cinema. É claro que há diversas outras obras do gênero por aí, mas, se colocadas lado a lado com a escala de sucesso comercial que essas três acima citadas alcançaram, a comparação se torna um tanto quanto... divergente.
A odisséia de Katniss Everdeen, que despertou tanto fascínio ao redor do mundo, encontra seu desfecho neste aguardadíssimo capítulo final que, sem dúvida, deixará os fãs plenamente satisfeitos, ainda que tristes pela despedida. Assim como também aconteceu no segundo e terceiro episódios, sobre os quais também escrevi, a narrativa deste é imediatamente seqüencial aos fatos anteriores. Portanto, se você NÃO viu os três filmes que antecedem a este, corra para a locadora mais próxima, ou para aquele canal da internet, e veja. Jogos Vorazes, como já foi dito, é muito mais do que uma série juvenil, e a diversão que oferece, bem como as reflexões que propõe são recomendáveis para todas as idades.
Katniss, vivida por Jennifer Lawrence com a magnificência de sempre, colocou uma idéia na cabeça: “matar o Presidente Snow”. Ela acredita que só assim será possível a restauração da paz em toda Panem, depois de tantos anos de tirania com os distritos sendo oprimidos pelo regime ditador, enquanto os abastados da Capital se divertiam com as mortes alheias exibidas ao vivo pela TV, como se fossem apenas uma ‘competição em um reality show’, e não uma carnificina. Todos os aliados de Katniss a ajudarão a concretizar seu plano, embora cada um tenha suas próprias motivações, o que inclui Peeta (Josh Hutcherson), em busca de redenção, Coin (Julianne Moore) em busca de uma ‘nova democracia’, e Plutarch (Philip Seymour Hoffman, em sua última aparição nas telas), o mais complexo personagem de toda a série, nos dando a impressão de estar sempre nos lugares certos para fazer as articulações necessárias para, enfim, atingir seus objetivos. Mas quais seriam?
Quem ‘conhece’ a idealista Katniss sabe que ela sempre teve vocação para a rebeldia, só acata as ordens que quer, não escuta recomendações, toma suas próprias decisões, e segue firme em suas pretensões (talvez por isso tenha conquistado multidões). Ironicamente, desde o primeiro filme, ela é o tempo todo manipulada, seja como a ‘garota em chamas’ dos Jogos, ou como o ‘tordo da esperança’ dos rebeldes. E Katniss sabe disso, até certo ponto... O roteiro do longa se encarrega de incluir camadas nessa manipulação, levantando mais discussões acerca do autoritarismo, e as conseqüências da quebra de um regime fascista, que pode dar brecha para a entrada de outro, igualmente ditatorial. Porém, antes que vejamos qual é, afinal, o destino de Snow (o impecável Donald Sutherland), e qual será o futuro de Panem dali para frente, teremos visto uma série de desafios enfrentados por Katniss e sua trupe. Destaque para a arrepiante sequência envolvendo as assustadoras bestas subterrâneas. O árduo caminho para se chegar ao ‘palácio do governo’ não será percorrido sem que haja perdas irremediáveis, pelas quais nem dá tempo de chorar, dado o ritmo frenético em que se encontra a narrativa a esta altura, rumo ao iminente confronto final. E quando os rebeldes enfim chegam aos portões da mansão e estão prestes a derrubar o regime do tirano... Não se surpreenda se, ao chegar neste trecho, ficar com a desconfortável sensação de que ‘perdeu alguma coisa’.
A edição do terceiro ato deste episódio final lamentavelmente constitui o maior problema do filme. Ao invés de uma sequência apoteótica, optou-se por uma omissão anticlimática, na qual não se vê aquilo que seria tão significativo para uma trama libertária como essa, a tomada do poder. Onde foi parar todo o idealismo da série mostrado até aquele momento? No conservadorismo hollywoodiano? Mas não se preocupe, esse pequeno detalhe não chega a ser um spoiler. Depois da cena citada (e não vista) é que vêm os instantes verdadeiramente decisivos. E eles valem o ingresso. Já quanto ao epílogo, se por um lado poderá soar ‘forçado’ ao grande público que aderiu à saga justamente pelos conceitos tão radicais que desenvolveu durante toda a série, por outro deverá agradar em cheio aos fãs que conhecem os diálogos de cor e se realizam ao verem seus astros pronunciarem exatamente as mesmas palavras que leram nos livros, nesta adaptação tão fiel ao produto original. É chegada, pois, a hora de se despedir de personagens cujo carisma só aumentou ao longo da franquia, como Effie (Elizabeth Banks) e Haymitch (Woody Harrelson), que aqui ganhou mais falas, uma solução encontrada pelo roteiro em virtude do falecimento de Philip Seymour Hoffman. Com isso, Haymitch funciona quase como um porta-voz de Plutarch. E é evidente que este último capítulo traz, enfim, a resolução do (mal desenvolvido) triângulo amoroso entre Katniss, Peeta e Gale (Liam Hemsworth), para delírio, principalmente, das fãs.
Tecnicamente primoroso, Jogos Vorazes: A Esperança – O Final, apesar de seus (poucos) deslizes, comprovou a decisão acertada de se manter Francis Lawrence na direção, que assumiu a franquia a partir do segundo filme e não largou mais, conseguindo, durante esses três anos, extrair do elenco estelar grandes atuações, e da equipe de produção uma ambientação futurista ideal, sem exageros, ora clean, ora caótica, que foi cenário de batalhas memoráveis, sem esquecer dos muitos dramas vividos na trama, das metáforas para o sensacionalismo da TV, dos amargos questionamentos políticos, e dos ideais de liberdade que fizeram da jovem arqueira Katniss Everdeen uma revolucionária. Sim, tudo isso em uma história juvenil, que conseguiu ser ao mesmo tempo POP e profunda, agradando a tantos.
Os Jogos terminaram. Corações e mentes se exaltaram e se emocionaram. A revolução chegou ao fim, levando consigo personagens e situações dos quais não vamos nos esquecer tão cedo. E o tordo viverá para sempre como uma lembrança de que a arte pode dar a sua enorme contribuição para o bem social, ao contar histórias que, embora pareçam juvenis, podem trazer uma ebulição de temas sérios o suficiente para torná-las mais relevantes e, com isso, ainda mais fascinantes. Adeus, Katniss, sentiremos saudades.
Lucas E.
Lucas E.

50 seguidores 7 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 18 de novembro de 2015
Eu tenho receio de comentar sobre pelo fato de ser fã, e isso pode influenciar muito. But, eu achei um bom filme. Não mudou nada em aspectos de fotografia, arte etc. O 3D não ficou ruim mas não faria falta. As cenas escuras ficaram mais prejudicadas por isso. Não dava pra ver quase nada. Trilha sonora é a mesma de sempre. Boa até. Alguns atores fizeram maravilhosamente personagens como a Presidente Coin, Snow, Plutarch (apesar de quase não aparecer). Jennifer como sempre arrasou. Já sabia muito bem o que fazer com a Katniss. O Josh se destacou tbm, só que menos que os já mencionados. Os outros não fedem nem cheiram . O filme ficou muito sem emoção, e parece que todo aquele laço que eles fizeram durante a franquia foi esquecido. O epígolo ficou estranho. Enfim, não chega a decepcionar, mas da pra assistir.
Ricardo M.
Ricardo M.

13.444 seguidores 697 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 22 de março de 2016
Quase épico, mas real.

Ao assumir o comando da saga idealizada pela escritora Suzanne Collins, o diretor Francis Lawrence não parecia capaz de criar algo que alçasse a série a um status de referência, dado seu histórico tão oscilante no cinema. Curiosamente, os três filmes que Lawrence comandou surgem como uma grandiosa absorção do poder político existente na obra de origem, pontuados de forma generosa.

Iniciado exatamente no ponto em que A Esperança: Parte 1 terminou, Katniss (Jennifer Lawrence) volta a servir como peça propagandista dos rebeldes que a utilizam para realçar a imagem do tordo salvador, alguém que está na linha de frente, capaz de enfrentara tudo e todos em busca da liberdade de Panem. Isso chega a consumir cerca de 40min iniciais do filme, pois as ações que levam o grupo de Katniss a capital são sempre registradas em vídeo, algumas vezes sutil, outras bem explícitas. Essa insistência faz com a que a protagonista perceba os primeiros indícios de que está sendo manipulada em prol de algo diferente de suas ideologias. Acompanhada por personagens já bem desenvolvidos nos filmes anteriores, a invasão da Capital sofre com baixas durante seu percurso, alguns até mesmo bobos, principalmente pela importância conquistada por certos personagens nos outros filmes da franquia.

A busca por derrubar Snow do trono de Presidente rende bons, e tensos momentos, principalmente realçados com certa competência pela montagem ágil. Duas sequências, em especial, são bem interessantes: a fuga dos bestantes, cujo desenvolvimento relembra bons momentos do ótimo Eu Sou a Lenda também dirigido por Lawrence, com um tom claustrofóbico por conta do local; e também a sequência de chegada à mansão, em que tempos um contraponto entre lealdade e desejo de poder, conceito este que molda de vez aqueles que desejam a liberdade.

Evidentemente que, apesar de ser uma grande produção precedida por outros filmes bem avaliados, em especial o antecessor direto, é nítida a queda de performance narrativa neste A Esperança: O Final. O ponto mais forte, que ganhou seu ápice no filme anterior, fica relegado aos momentos finais, a política da qual Katniss era peça chave, aqui quase inexiste, pois o foco fica tão direcionado a invasão e cenas de ação que mal somos lembrados do que realmente importa: a liberdade e a derrocada de um governo tirano.

Apesar de serem vários os problemas existentes no desenvolvimento da história, incluindo aí o pouco aproveitamento de personagens como Haymitch Abernathy (Woody Harrelson), Beetee (Jeffrey Wright), Effie Trinket (Elizabeth Banks), Presidente Snow (Donald Sutherland), Finnick Odair (Sam Claflin), Johanna Mason (Jena Malone) e Comandante Lyme (Gwendoline Christie); ainda sim o roteiro ilustra de forma pontual com as dificuldades da protagonista em ter que lidar com um fardo tão pesado, além de sermos agraciados com a pequena, mas ótima, performance do falecido Philip Seymour Hoffman, o astuto e convincente Plutarch Heavensbee.

Arquitetando sua narrativa durante três outros filmes, a saga protagonizada por Katniss Everdeen ganha, em seu último episódio, uma conclusão sóbria e contemporânea. Sóbria porque faz sentido dentro daquilo que se esperava, e contemporânea porque ilustra como a sociedade perde ante a tirania de um governo despreparado, que vislumbra unicamente interesses pessoais e de poder, ainda que isso resulte na destruição dos valores éticos, culminando na completa destruição do respeito pela sociedade.
Alvaro Triano
Alvaro Triano

98 seguidores 97 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 22 de novembro de 2015
O fim da franquia teen da escritora Suzanne Collins que arrebatou milhares de fãs, chega ao fim seguindo a receita hollywoodiana com pitadas de clichês. A aventura final da heroína do arco e flecha Katniss (Jennifer Lawrence) seguiu a risca o conceito de "Jornada do herói" de Joseph Campbell ao se deparar com o mundo comum, ser chamada para aventura, testes, aliados e inimigos, caminho de volta e retorno transformado. O filme de Francis Lawrence (Jogos Vorazes - A Esperança parte 1) começa onde parou o anterior, mostrando Peeta (Josh Hutcherson) ainda pertubado e uma Katniss com sede de vingança para com Snow (Donald Sutherland). Jogos Vorazes: A Esperança - O final continua batendo na tecla que consagrou a quadrilogia com temáticas adultas e bem construídas como: Figura feminina forte, a revolução através da guerra, propaganda de guerra, segregação, manipulação política e midiatização. Todos esses conceitos marcaram a adaptação de Collins na cultura pop, como a melhor ficção de futuro distópico dessa safra de best-sellers infantojuvenil que vão para o cinema. A última aventura de Katniss é ótima até a metade da narrativa, o roteiro de Danny Strong e Peter Craig é bem pontuado no clímax de tensão e ação, principalmente, pelas armadilhas denominadas de casulo e os mutantes, que dão um ar de Resident Evil ao longa. O olhar do diretor também faz jus ao dar destaque a protagonista, colocar o triangulo amoroso em segundo plano, valorizando mais o ambiente da capital Panem e seus subsolos, transformando a cidade em uma arena dos Jogos Vorazes.
Apesar do filme ir bem e decair no final, assim como a pontaria de Katniss, que acerta um pássaro em movimento a metros de distância, mas erra um copo em um gato a 1 metro, faz sentido o twist previsível no desfecho para que a harmonia volte a reinar e a paz seja estabelecida.
Ana Balsanelli
Ana Balsanelli

48 seguidores 11 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 17 de março de 2016
Final revolucionário. Gostei. Mas não gostei do romantismo forçado que acabou o filme. Bem história pra dormir.
Klaus S.
Klaus S.

3 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 8 de dezembro de 2015
Gostei Muito das cenas de ação. mais o fim... eu esperava bem mais do que uma simples flechada e mais dois filhos que pena.
Alan David
Alan David

17.183 seguidores 685 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 19 de novembro de 2015
Pior dos 4, até por culpa do Esperança parte 1 na necessidade de enrolar, trabalhou mais a emoção dos personagens, a segunda parte foi tudo corrido igual ao livro, deviam ter balanceado mais as duas partes, fora que falhou em dois momentos ápices do filme no final, um deixou sem emoção e a outro óbvio que a Katniss ia fazer, coisa que no livro você não tinha essa percepção imediata.
Lucas Alcântara
Lucas Alcântara

14 seguidores 49 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 16 de julho de 2016
Depois do excelente Esperança — Parte I (2014), Lawrence traz um filme batido e nada atraente, dando um dos piores fins possíveis para a franquia.
Como marketing, dividir a última adaptação do livro de Collins pode ter sido uma boa ideia. No início, em sua primeira parte, Francis Lawrence provou que poderia ter fôlego para a divisão, mas em sua segunda parte quebra todo o prometido. A sinopse digitada aqui pode parecer simples e curta, mas resume o filme ao seu máximo possível: seguindo os acontecimentos de A Esperança — Parte I, Katniss foge, sem autorização, para a Capital, com o intuito de assassinar o Presidente Snow.
No longa, Lawrence não dá chance ao público para respirar e pensar, jogando a trama imediatamente para as cenas de ação. Quebra o clima do filme, não tendo sutileza — o que o filme mais pareceu necessitar precisar—, e fazendo com que essa Parte II seja completamente dependente da Parte I. Em alguns momentos importantes, o longa chega até a ser apressado; como nas mortes de personagens, nas quais você não tem tempo para sentir o mínimo pesar por eles.
Outro ponto baixo da trama talvez possa ser a continuidade do triângulo amoroso de Katniss. Em seu antecessor, A esperança - Parte I, o filme restaura a velha amizade entre Katniss e Gale, mas já no desenrolar de sua sequência o diretor volta a investir no romance, quebrando os princípios de Katniss: num momento, ela está preocupada com Peeta nas mãos da Capital, já no outro está aos beijos com seu melhor amigo sem motivo algum — isso se deve, em parte, ao principal público alvo do filme.
spoiler: A tecla política na qual o filme bate salva o longa de ser um completo fiasco: as vezes é preciso mudar para continuar no mesmo lugar. O por quê do Distrito 13 nunca ter ajudado os outros distritos antes vem a tona, e Katniss novamente vê a razão: a guerra na qual luta não se trata de uma batalha à favor da população necessitada, justiça ao povo tanto dos Distritos quanto os da Capital. É apenas uma disputa acirrada de poder político, o que acontece muito atualmente em nossa realidade.

Outra salvação para o filme é a personagem Katniss, carregando nas costas o poder feminino representado de forma excelente.
Levando consigo mais um dos fatores dos livros, o longa acaba tão previsível pelo fato de carregar o mesmo final de franquias conhecidas como Harry Potter e até mesmo Crepúsculo. Porém, acho que podemos considerar isso um fan-service.
Os fãs provavelmente vão adorar, mas o resto do público talvez possa se sentir perdido pelo fato do filme começar tão abrupto. Seguindo a mesma altura em parte técnicas dos seus dois antecessores, com uma fotografia até certos pontos escura que faz Lawrence parecer Nolan dirigindo Batman -Begins, o filme não traz nada de surpreendente. Provavelmente, se o filme não tivesse sido dividido — mesmo contando com uma boa primeira parte —, teria um final digno e fecharia como uma trilogia competente.

Nota: 7/10
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