Praia do Futuro
Média
3,1
253 notas

43 Críticas do usuário

5
4 críticas
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danilo s
danilo s

1.092 seguidores 293 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 4 de novembro de 2016
Esperava mais desse filme por ter o Wagner tinha uma história boa mas que ficou totalmente vaga no final, faltou algo nesse filme.
Eduardo Santos
Eduardo Santos

340 seguidores 183 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 16 de maio de 2014
Gosto muito do trabalho do Wagner Moura. Ele é um ator que se entrega em seus projetos e faz personagens bem diferentes uns dos outros. Passando desde o icônico Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, passando por outros personagens bem distintos como nos filmes A Busca, Cidade Baixa, Saneamento Básico, Elysium e O Homem do Futuro, só pra citar alguns, ele sempre demonstra um talento indiscutível. Aqui não é diferente. Seu personagem em Praia do Futuro é bem complexo e difícil. Trata-se de um homem de poucas palavras, que é um heroi que falha logo na primeira sequência do filme. Donato (Moura) é um salva-vidas que trabalha na praia que dá nome ao filme e pela primeira vez não consegue resgatar um homem que morre afogado. Daí, sua jornada é bastante dura, pois ele tem dificuldades de lidar com isso e com a realidade que o cerca. Ele se apaixona por um gringo alemão (Clemens Schick, também muito bem em cena), amigo do homem que não conseguiu salvar, e parte para Berlim viver uma nova vida longe da família, tentando esquecer todos os problemas deixados pra trás. Só que nem tudo são flores em Berlim, e tudo fica ainda mais tenso com a chegada de seu irmão mais novo (Jesuíta Barbosa), que vai atrás do irmão que abandonou a família procurando uma satisfação que nem mesmo Donato sabe explicar. Basicamente o filme é isso. Uma busca por respostas onde quase nada é respondido. O filme foca bastante na beleza plástica das imagens. As cenas na praia são lindas demais, assim como algumas cenas em Berlim, onde há uma drástica mudança no clima do filme, muito mais frio, não só no clima chuvoso do local, mas nos tons mais sombrios das ambientações, apesar de mostrar lugares belíssimos como uma aquário fantástico (que faz qualquer um ter vontade de conhecer). O filme soa meio estranho por ser bem parado, não há muita ação. Os personagens falam pouco e suas ações são mais expressivas do que suas palavras. Esse ritmo lento cansa um pouco, e algumas cenas parecem bastante desnecessárias. A impressão que dá é que algumas cenas ficam deslocadas, e embora os personagens se expressem pouco por meio da fala, por vezes nem mesmo suas ações dizem algo de significativo. Os personagens são introvertidos, com dificuldade de expressarem seus verdadeiros sentimentos, e nem sempre as imagens se fazem claras para transpor isso. Algumas coisas que acontecem no filme são simplesmente inexplicáveis como o surgimento de uma arma de brinquedo durante uma paquera do personagem de Jesuita, ou desnecessárias como a cena de nudez de Wagner Moura ao saborear uma maçã na cozinha (precisava ele estar pelado, gente?), e o final em aberto, que deixa mais perguntas que respostas na tela, fazem com que o filme provavelmente não seja muito apreciado pela grande massa. Ainda assim, o filme tem muitos bons momentos e tecnicamente é muitíssimo bem realizado, com uma elenco fantástico e irretocável. Um filme estranho, que não é para todo o público e gosto, mas que tem grandes qualidades artísticas, mesmo que por vezes maquiadas por uma pretensão exagerada de ser cult.
Heverton K.
Heverton K.

4 seguidores 2 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 21 de maio de 2014
Não compreendo todo o hype atraído pelo filme... com bem pouco tempo de estória e nessa correria do roteiro o amigo de alguém morre afogado e enquanto não se acha o corpo... lepo lepo com o salva vidas no banco de trás do carro (ahn!?)... nenhuma construção de personagem... empatia... nada... Não se vê a conexão que justificaria um fazer algo que seja pelo outro, quiçá mudar de país, do nada. Nessa hora, tudo que um dos personagens não sofreu pela perda do parceiro afogado, você vê repentinamente sofrer, e pela primeira vez chorar, pela possível partida do salva vidas recém conhecido (hein!?). Daí você imagina que essa pressa toda pode ser porque depois é possível que haja alguma guinada... mas o que vem são longuíssimas cenas contemplativas, vazias, intercaladas com cenas de sexo dignas de superprodução pornô, ainda que não agreguem mais nada à estória... Se há algum mérito aqui é na utilização de um personagem não estereotipado. Mas se é pra ser vazio assim, prefiro um viado rasgado, como diria Madame Satã!
Bruninho M.
Bruninho M.

8 seguidores 5 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de novembro de 2014
emoção, drama e muita aventura. loucura de amor e de limites humanos
Israel C.
Israel C.

18 seguidores 3 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 8 de maio de 2014
Trecho da minha breve reflexão sobre "Praia do Futuro": "Neste filme, a linha narrativa é fluida, organizada, mas não tradicional. As imagens, e não o verbo, ditam o ritmo aqui. O foco nos movimentos, nas expressões de Donato (Wagner Moura), nos contatos, nos delírios, servem para captarmos cada grito ou silêncio da alma através da carne. Tudo é necessário de se realizar no presente-urgente-imediato. A longo prazo? Somente a dor."
anônimo
Um visitante
3,0
Enviada em 4 de outubro de 2014
Entre curtas e longas,o diretor Karim Ainouz,ganhou muita experiência.O diretor cearense,encara a direção de A Praia do Futuro,que toda a história começa ali mesmo,no litoral de Fortaleza.Quando Donato e Konrad,se conhecem de uma forma meio que inusitada.Temos ali o afogamento do amigo de Konrad.Onde Donato,tenta salvá-lo,e daí faz uma grande amizade com Konrad,um alemão de férias no Brasil.A Praia do Futuro,não traz nenhum tipo de novidade em relação ao tema abordado,e vivido entre os personagens do mesmo sexo.Teve histórias bem mas resolvidas.Mas o que prende,é mesmo as atuações.A história é bem dividida.As vezes melhora,outras vezes piora.A fotografia é bem interessante,fazendo com que você viva bons momentos assistindo ao filme.
Guillermo M.
Guillermo M.

54 seguidores 103 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 26 de novembro de 2014
A história não consegue ser cativante... apresenta muitas lacunas e aspectos fantasiosos.
Eliseu C.
Eliseu C.

44 seguidores 82 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 19 de maio de 2014
Praia do Futuro começa com o dia em que o salva-vidas Donato (Moura) perde para o mar pela primeira vez. Na tentativa de socorrer dois turistas alemães, apenas um sobrevive e, assim, começa a ligação do protagonista com o alemão Konrad que come o ator dentro do carro e que faz Donato trocar Fortaleza por Berlim. Donato se muda para a cidade de inverno cinza e frio, longe do mar cearense e também de Ayrton (Barbosa), seu irmão mais novo. O Filme é podre, pobre e horrível
só tem cenas de nudez masculina, todos no cinema começaram a se retirar inclusive eu.
Não recomendo a ninguém é jogar dinheiro no lixo
tentar assistir a essa CARNIÇA.
Marco G.
Marco G.

540 seguidores 244 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 18 de maio de 2014
o filme trata basicamente da historia de vida de um homosexual, apesar de wagner estar òtimo, a fotografia e a mūsica serem boas.. a història năo prende o expectador.. năo recomendo
Phelipe V.
Phelipe V.

510 seguidores 204 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 13 de maio de 2014
Praia do Futuro sofre de alguns maus, e gostaria de dizer que eles são inevitáveis, mas não: prejudicam, um pouco, o filme. Mas o que respira, no fim, é o belíssimo trabalho de Karim Ainouz, mais uma vez, na direção, dessa vez em uma parceria mais que esperada com Wagner Moura, que tem uma fé enorme na trajetória de seu personagem e o agarra com unhas e dentes. Separar o filme em três partes, entretanto, pra simbolizar cada um dos personagens que são foco narrativa me parece muito mais uma decisão maketeira, pra estampar os títulos no pôster, do que algo que realmente acrescente a esse "caso".

Há aqui uma combinação técnica perfeita de todos os aspectos da cinematografia, desde montagem a roteiro, todos muito bem cuidados e pensados pra dizer bastante, com pouco. Ainouz é um diretor que ama a imagem, e tudo o que ela pode dizer sem a necessidade de grandes diálogos, e a explora até ao máximo, além de ser um exímio diretor de atores, como prova sua filmografia. Isso gera uma série de silêncios nos filmes, que, outrora tão bem incorporados à trama, como em seu filme anterior, O Abismo Prateado (sua obra-prima até hoje, em minha opinião), nesse novo projeto resulta em alguns momentos enfadonhos, que pouco ou nada acrescentam à narrativa, do tipo que faz o filme dar a impressão de alongamento em sua duração, quando na verdade não chega nem a duas horas de sessão. E, se a química entre Moura e Schick é perfeita, o roteiro, ainda que obviamente proposital, peca em pular, violentamente, passagens importantes do relacionamento dos dois, o que me incomodou um tantinho (como o início de tudo).

A entrada de Jesuíta Barbosa, por um lado, bastante pontual, ao trazer à trama de Donato um conflito do passado que ele tenta fugir a qualquer custo, por outro provoca uma ruptura com a estrutura do filme até ali, que se torna indeciso, sem saber sobre o que realmente quer falar. E, se a intenção a partir dali era dar um giro e explorar os efeitos que a ida de Ayrton a Berlim causaram no protagonista Donato, a relação entre Ayrton e Konrad podia ter sido melhor trabalhada, já que o segundo é o grande estopim de tudo, mas é bastante superficial. Jesuíta, aliás, está em sua atuação mais fraca, pouco acrescenta ao personagem. Além disso, o personagem, que está apenas há duas semanas no país, fala um alemão fluente de dar inveja a qualquer nativo, fato que é porcamente explicado, mesmo quando Konrad pergunta. Do lado de cá, o português improvisado do alemão na primeira parte do filme tem momentos que são muito difíceis de compreender, confesso que sequer consegui entender metade do que ele estava falando na cena do carro, por exemplo.

Ressaltando só os pontos que me incomodaram, parece até que não gostei, o que não é verdade. O filme é excelente, e esses pequenos probleminhas, ainda que tenha sentido a necessidade de comentar, não são praticamente nada diante da forma com que Karim Ainouz a dirige. Assumidamente, um diretor que mete a mão na fotografia, a desse filme tem muito dele, e a obsessão com o mar e com a cidade de Berlim gera planos que são obras-primas. Das diversas cenas que me deixaram sem ar, destaco a cena da balada em que Donato e Konrad dançam juntos uma música agitada, enquanto nós os acompanhamos com uma trilha incidental lenta, o que é uma escolha divina; a praia sem água que Donato "dá" ao irmão, que aliás, é absolutamente perfeita pra equilibrar a caloricidade da Praia cearense com o frio bucólico de Berlim; e o belíssimo final, enquanto acompanhamos, numa sequência longa, os três meninos pelas estradas Alemãs.

Aliás, no fim, Karim segue largando seus personagens em estradas, abandonando em uma jornada do qual não conhecemos o fim, e jamais chegaremos a ele, já que o que vimos até então, foi só um pedaço da história de cada um. E a cada final, em seus "filmes-realidade", assim como na vida, depois de erros, acertos, tentativas frustradas e fugas inevitáveis, resta a estrada. Metafórica ou física, mas sempre ela.
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