Desde Crepúsculo, o cinema tem certos problemas em como adaptar as suas histórias de vampiros. Pouco realmente rendeu algum fruto (principalmente quando se fala em qualidade), e, infelizmente, Drácula – A História Nunca Contada caiu nesse problema.
O filme tem uma proposta que foge do terror das criaturas para focar na ação, mostrando a origem de um Drácula mais bondoso do que o que já vimos no cinema, misturando alguns pontos das histórias de Vlad, O Empalador, com os mitos. Assim acompanhamos o personagem, interpretado aqui por Luke Evans, em uma batalha para proteger seu reino dos Turcos, usando o poder dos vampiros para tal.
Contudo, nada realmente se encaixa no filme. A ação, embora tenha seus poucos momentos de brilho, peca na maior parte do tempo, sendo simplória, seja no seu contexto ou coreografia. O mesmo pode-se dizer da história em geral. Não há personagem que seja remotamente profundo, que seja relacionável. As motivações de Vlad soam extremamente pífias, assim como as atuações de praticamente todo o elenco de apoio. No final, você só se lembrará do nome do personagem principal, e isso apenas porque é também o título do filme. E o final de Drácula é algo totalmente dispensável, desconstruindo completamente personagem e lenda, mudando até mesmo o tom que o filme apresentava até ali. Em sua tentativa de se tornar um filme para qualquer público, perdeu-se completamente a identidade do filme.
Os efeitos visuais, um dos poucos itens que também poderiam dar alguma inovação (ou pelo menos algo bom) ao filme, também beiram o limite da falta de finalização. São vários os momentos onde fica claro que há um efeito mal aplicado, pois ele não foi finalizado. Vemos isso em cenários, principalmente. O lado bom é que as batalhas mantiveram um nível mais elevado neste quesito, sendo uma das poucas experiências mais palatáveis.
“Drácula – A História Nunca Contada” quis construir uma mansão sobre um terreno ruim. A falta de argumentos e qualidade visual tornam o filme, que poderia ser uma boa ação, em mais um nome em uma lista infindável de terríveis filmes do gênero, o que é uma pena para um elenco e mitologia que mereciam muito mais.
O filme seguia por um bom caminho até o envolvimento da mulher do Drácula e do filho covarde na história. Na minha opinião os dois estragaram o filme, ficou com muita melação, muitas vezes parecia romance. Em contramão, adorei o Vlad, pena que a presença de uma esposa sem sal e um filho apagado estragaram o restante da trama.
Filme completamente diferente da linha de pensamento "vampiresco".. Se trata de um Drama envolvendo sacrifícios em suas escolhas, entretanto se torna solto conforme o passar do filme. Se está à procura de um filme para passar a tarde comendo pipoca sem ter que prestar bastante atenção e fantasiar como seria ter poderes do tipo, é uma boa pedida..
Não é por acaso que se surge um vilão. Após, a terrível Malévola (2014), explicar a origem do seu ódio nas telonas, eis que o conde dos vampiros se apresenta com o mesmo propósito, só que no maior estilo. O filme mostra os sacrifícios feitos por Vlad para ter o poderes mais promissores das trevas, ainda que dividido entre a sobrevivência do seu reino e os amores da sua vida. A história é muito bem trabalhada a ponto de cometer alguns excessos em explicações, porém aos que curtem detalhes, isso se torna uma diversão. Enquanto que os efeitos de imagem são arrasadores numa estética admirável, especialmente, exibida nos conflitos travados por Drácula. Assim, a obra garante os valores de Vlad, mostrando, desde o princípio, a sua elegância de caráter e o mérito de garantir a sua marca visual.
Cenas aterrorizantes, efeitos especiais belíssimos, otimas fotografias, atuação impecável de Luke Evans mais uma vez, uma história realmente diferente, segue a iniciação correta, ação não falta do início ao fim, dialogos inteligentes fizeram desse filme uma bela e grata produção. A crítica mais uma vez vai ao fundo, do fundo, do fundo... e nada dizem, esquecem que filme é ENTRETENIMENTO E AQUI TEMOS UMA FANTASIA, portanto na minha leiga concepção cabe quase tudo. Ótimo filme!
Muito bom. Para mim, só não supera o de Coppola. Porque são visões diferentes. Eu, pelas notícias do Adoro Cinema, percebi claramente que seria um filme inspirado mais na parte histórica da vida de Vlad Tepes. Só, que contém alguns toques do sobrenatural, mas não a ponto de virar um terror apavorante. Lembra mais a franquia Underworld. Que inclusive relata uma saga inspirada na família inimiga dos Dracul, os Corvinos...... Interessante...... "Voltando ao planeta Terra".. O filme tem muito de ação, elementos de terror, e drama também. Luke Ewans nos comove como Vlad, lutando desesperadamente, e tomando decisões insanas para defender sua família. Quem conhece o romance de Bram Stoker, vai se deliciar, percebendo aqui e ali, personagens, relatos, como se fossem Easter Eggs..... Se eu falar mais, vira Spoiler, kkkk. spoiler: Aliás, nada me tira da cabeça que o personagem de Charles Dance, não seja um Corvino....
Um bom filme para quem gosta do gênero, ficção, ação, guerra. Foi bem feito e os efeitos especiais dão conta do recado. É mais uma história de drácula e sua origem. O enredo peca muito nas continuidades e na lógica, ficou truncado e confuso. Finalmente, ele é ou não é o primeiro? Para quem gosta, vale a pena.
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