Azul é a Cor Mais Quente
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4,2
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135 Críticas do usuário

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Ricardo L.
Ricardo L.

63.289 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 12 de abril de 2018
França na área com filme Erótico, romântico e dramático! Aqui temos um roteiro de 3 horas que não cansa e muito menos se arrasta, trás consigo atos bem definidos e uma direção eficiente, atuações fortes, essas meninas mereciam óscar, pois são atuações de cair o queixo. Azul é a cor mais quente nos transmite o melhor do cinema francês.
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 15 de abril de 2020
O filme é de uma sensibilidade imensa!Não tem medo de falar de um assunto tão delicado, que é a sexualidade e fala de uma forma muito boa disso!A fotografia é impecável.As atuações são muito boas principalmente a de Adèle Exarchopoulos!É emocionante, tendo um final bem triste e de certa forma inesperado!Entretanto o filme fica cansativo em alguns momentos, quase não andando e talvez a forma como a relação das duas atrizes principais é retratada em algumas ocasiões cause um certo desconforto em algumas pessoas!De forma geral o filme não deixa de ser muito bom e ter sim seu valor artístico, muito forte e de ser muito bonito tanto esteticamente quanto pela história de amor!Aprovado!
Rodrigo R.
Rodrigo R.

30 seguidores 73 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 8 de março de 2018
Esse filme superou todas as minhas expectativas positivamente. O filme conta a história da adolescente Adèle, uma estudante que está em busca de ser feliz e encontra no amor sua plena realização. Uma jovem doce que se entrega de corpo e alma ao grande amor de sua vida, a estudante de artes Emma. O grande ponto do filme é a espetacular atuação da jovem atriz francesa Adèle Exarchopoulos, que mesmo tendo o desafio de interpretar um papel extremamente difícil consegue encantar os expectadores com sua leveza e delicadeza. Sua beleza, seus olhares nas cenas dramáticas, suas expressões e até mesmo suas falas são dignas de aplausos. Roteiro muito bem escrito mesmo nos extensos diálogos que parecem não ter fim. Ótima direção do então desconhecido Abdellatif Kechiche que consegue conduzir com maestria essa obra prima do Cinema Francês ... Vale muito a pena conferir !!!
Alan
Alan

16 seguidores 358 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 16 de junho de 2024
O filme retrata a vida de um casal de jovens lésbicas, como se fosse um casal de heterossexuais. Não dá muita ênfase na questão do preconceito, o que é um ponto positivo para o filme não ser clichê. Está de acordo com a aceitação da sociedade atual, especificamente a francesa, que é mais liberal. E claro, os diálogos são sempre um destaque nos filmes franceses. Um bom filme, se não visto de forma preconceituosa.
Juarez Vilaca
Juarez Vilaca

2.918 seguidores 393 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de dezembro de 2013
Um excelente filme. Um doce romance homossexual de duas mulheres. O tema tem aparecido com bastante normalidade nas telas, mas não com a simplicidade, qualidade e realidade do filme francês. Mesmo assim, não havia necessidade de quase 3 horas de filme. Acredito que as filmagens ficaram tão boas que tiveram pena de cortar muito. Adèle Exarchopoulos, no papel de Adèle e Béatrice
Anne Loiret, como Emma, estão perfeitas. A direção, também. O filme é quase todo feito para explorar as emoções faciais. Os olhos, a boca, o sorriso, as preocupações, as alegrias, a felicidade, a tristeza. As muitas e duradouras cenas explícitas de sexo entre elas, embora selvagens, não eram pornográficas, talvez educativas. O filme é simples, sem apelações, sem clichês, sem exibicionismo, sem criar situações agressivas. Imperdível, para quem gosta de cinema e de desafios.
Jorge Eduardo M.
Jorge Eduardo M.

114 seguidores 367 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 1 de janeiro de 2022
Assisti esse filme sem expectativa nenhuma, mas o mesmo me causou uma grata surpresa. Um filme de temática polêmica e complicado para os que vivem este processo, onde em poucos filmes vi atuações brilhantes como as de Adelle e Emma. A primeira transmite todas as emoções e sensações apresentadas no filme, primeiramente o seu lado menina, ingênua, pura e curiosa, depois suas dúvidas, medos inseguranças, em alguns momentos do filme é como se ela estivesse desconfortável em determinadas situações. Aos poucos a personagem vem vivendo essa busca de auto conhecimento que parece ser encontrado ou ficado próximo disso, mas o passar do filme e o final mostra q mesmo vivendo a grande paixão, para uns a certeza do q é ou quer é fato, para outros existe uma complexidade muito maior.
Kamila A.
Kamila A.

7.940 seguidores 816 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2015
“Azul é a Cor Mais Quente”, filme dirigido e co-escrito por Abdelatif Kechiche, não é a primeira obra a falar sobre o desabrochar da juventude e sobre a descoberta do primeiro amor. Mas, sem dúvida, o filme francês vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cinema de Cannes 2013, é uma obra que quebra padrões, especialmente na forma como retrata uma história de amor tão intensa e verdadeira quanto os seus dois principais vértices.

Para os franceses, a cor azul já simbolizou a liberdade na trilogia dirigida por Krzysztof Kieslowski. Aqui, no filme de Abdellatif Kechcihe, a cor azul tem um significado completamente oposto àquilo que está normalmente ligado (tranquilidade, serenidade, harmonia, frieza, monotonia e depressão). Para a jovem Adèle (Adèle Exarchopoulos), uma estudante do colegial, o azul da cor dos cabelos de Emma (Léa Seydoux) que tanto lhe chamam a atenção, passam a representar para ela o calor, o conforto e o companheirismo advindos da descoberta e da vivência do primeiro amor.

Na forma como é retratada, especialmente no início de “Azul é a Cor Mais Quente”, Adèle nos passa a imagem de uma adolescente confusa, que ainda precisa encontrar seu lugar no mundo. E ela tenta isso por meio dos relacionamentos amorosos que estabelece, primeiramente, com Thomas (Jérémie Laheurte), e, posteriormente, com Emma. A verdade é que, com Emma, Adèle experimenta o amor na sua forma mais plena, na medida em que ela passa por um grande processo de amadurecimento, se descobre como mulher, expande seus horizontes e encontra o seu caminho. São essas transformações em Adèle, por meio da vivência do mais belo dos sentimentos, que são retratadas, de uma forma muito real, no filme de Abdelatif Kechiche.
Leo Thomas D.
Leo Thomas D.

23 seguidores 29 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 12 de abril de 2015
Primeiro são os planos usados pelo diretor, são incríveis, segundo a história ficou intrigante pela descoberta do relacionamento da protagonista e os conflitos, muito bom o filme!
Sidnei C.
Sidnei C.

127 seguidores 101 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de dezembro de 2013
Azul é a Cor Mais Quente chega cercado de polêmicas. E todas as suas derivantes tem origem nas discutidas cenas de sexo. O filme ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano, cuja decisão foi criticada em função de suas ousadas cenas de sexo, consideradas por alguns como quase pornográficas. Logo após o Festival, as duas principais atrizes (ambas premiadas em Cannes) passaram a se queixar publicamente do diretor tunisense Kechiche, acusando-o do tratamento dispensado para obter o realismo desejado nas tais cenas, chegando a dizer que se sentiram como prostitutas.
Fatalmente, o filme passou a chamar a atenção do público por estas razões, e não por suas qualidades, que são inegáveis. Muitas das pessoas que se interessem e cheguem a ir assisti-lo no cinema, irão buscando as tais cenas quentes de sexo entre duas mulheres. Mas o filme não foi feito absolutamente com a intenção de saciar a curiosidade voyeurista do espectador. Quem for assisti-lo somente com esta ideia na cabeça, sairá frustrado. Azul é a Cor Mais Quente não é absolutamente O Último Tango em Paris ou O Império dos Sentidos numa versão com duas mulheres. Quem for assisti-lo sem saber das cenas de sexo que contém, poderá se sentir chocado ou ao menos desconfortável, mas poderá apreciar suas qualidades dramáticas. É verdade que não há como ignorar as cenas de sexo, principalmente aquela que marca o primeiro encontro de Adele e Emma, que é particularmente longa e realista, mas não chega a ser explícita.
Então chegamos à questão: as tais cenas de sexo são mesmo necessárias? Para o diretor Kachiche, um dos objetivos de seu filme era banalizar uma relação homossexual, tratando-a com a naturalidade de qualquer outra relação amorosa. Em um filme sobre uma paixão, até mesmo obsessiva, seria natural e esperado a presença do sexo. Além disso, basta lembrar de uma questão colocada no filme. Emma é estudante de Belas Artes, e numa conversa com Adéle, esta lhe pergunta: por que chamamos de "belas artes", existiria uma arte feia? Ao retratar sua paixão homossexual, o diretor parece ele próprio nos perguntar: existe amor "feio", existe sexo "feio", o sexo é feio? Culturalmente, e por motivos religiosos, o sexo sempre foi (e ainda é) um tabu. Ao longo do tempo, a cultura ocidental deixou de considerar a nudez como algo inaceitável, passando a apreciar a beleza do corpo humano, o feminino principalmente. Mas o sexo em si, o ato sexual, sempre foi "mascarado" nas artes em geral, porque há um consenso geral que ele é feio - pode ser feito, mas não deve ser visto, a não ser com propósitos puramente libidinosos. Ao retratar suas cenas de sexo, o diretor está acima de tudo provocando esta discussão. Qualquer um irá perceber que estas cenas não são erotizadas ou romanceadas, mas tratadas com um realismo crú poucas vezes visto num filme dramático.

Azul é a Cor Mais Quente é um típico filme francês na sua escritura cinematográfica. Em muitos aspectos ele me lembrou o estilo de diretores como André Téchiné (As Rosas Selvagens) ou Maurice Pialat (Aos Nossos Amores) . O desenrolar do filme não parece estar seguindo um roteiro pré-escrito, mas dá a impressão, como num livro, que são as personagens que estão escrevendo sua própria história, e o diretor apenas a acompanha, filmando. Por isso, sua aparente longa duração tem o grande mérito de nos fazer conhecer Adèle em toda sua complexidade. Suas dúvidas, seus conflitos, suas angústias transformam o filme quase em um diário filmado. O filme é de tal forma focado na história e suas personagens, que não temos quase nenhuma referência sobre espaço e tempo. Há inclusive um avanço temporal, logo após o rompimento entre Adèle e Emma, que percebemos sutilmente, simplesmente pela aparência diferente de Adèle - que num novo corte de cabelo passa a dar impressão de mais velha, e pelo fato que agora ela já está trabalhando como professora, o que fazia parte apenas de seus planos no início do filme. Apenas quando ela e Emma conversam num bar, o lapso de 3 anos fica explícito. Há outras sacadas notáveis do diretor. Os detalhes de objetos de cena em azul (como o vestido de Adèle) passam a aparecer a partir do momento em que Emma deixa de pintar o cabelo, e quando a paixão entre as duas começa a esfriar e entrar em crise, revelando que a cor azul do cabelo de Emma passou a habitar a memória afetiva de Adéle.
Não é à toa que a atriz Exarchopoulus empresta seu nome à personagem principal do filme, Adèle. É difícil dizer se a personagem foi adaptada sob medida à atriz, ou se esta a incorporou totalmente, "transformando-se" na personagem, que transpira fragilidade e insegurança. O diretor pode não ter sido o tirano de que foi acusado pelas duas atrizes principais, mas seu método de filmar não deixa realmente espaço para os atores respirarem. Em praticamente todo o filme sua câmera enquadra os atores em primeiro plano, em closes. Assim, Adèle, a atriz principal, não pode em praticamente nenhuma cena deixar de expressar algo. Temos a impressão que seu rosto está a todo momento revelando algum sentimento, algum pensamento. Léa Seydoux, jovem atriz-fenômeno da França também merece todos os elogios. Mas como sua Emma é quase coadjuvante, é sua caracterização de personagem, mais que sua performance, que nos impressiona. Sua Emma demonstra uma certa masculinidade, mas de uma maneira totalmente sutil. A interpretação das 2 atinge o equilíbrio de forças perfeito na inesquecível cena do rompimento entre elas, quando Emma expulsa Adèle de sua casa. Você não verá em nenhum outro filme deste ano, ao menos, uma cena igualmente carregada de uma dramaticidade tão autêntica, genuína e brutal. Bastaria esta cena para catalogar Azul é a Cor Mais Quente como uma obra antológica.
Azul... é um filme moderno e único, despojado e sem artifícios, carregado de uma carga dramática intensa e que sem sombra de dúvidas possui a melhor interpretação do ano na composição impressionante da novata Adèle Exarchopoulus.
Phelipe V.
Phelipe V.

510 seguidores 204 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de dezembro de 2013
Esperava que me tocasse muito mais, diante do hype. Mas mesmo não tendo sido um filme emocionante (pra mim), é impossível não reconhecer a impecabilidade no discurso narrativo (principalmente no que concerne às tantas trajetórias pelas quais Adèle passa). Na direção, Kechiche também está mais afiado do que nunca. É o seu maior filme até então, e ele faz questão de mostrar isso. Não só pela duração recorde em sua filmografia, mas também nos tantos desconcertantes closes, na belíssima construção de uma personagem apaixonante e na orquestração das cenas de sexo, feitas de forma para que sejam, por si só, obras de arte (ainda que sejam alongadas um pouco demais). E claro, tudo isso coroado por duas atrizes entregues em duas interpretações viscerais e acima de tudo, muito naturais. Meu coração pende mais pro lado da Léa Seydoux como Emma, por sua transformação completa dentro da personagem, mas Adèle Exarchopoulos está simplesmente maravilhosa em todos os momentos do filme.
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