Azul é a Cor Mais Quente
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4,2
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135 Críticas do usuário

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Maíra M.
Maíra M.

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5,0
Enviada em 29 de janeiro de 2014
"Você é da polícia do sexo?"

"Azul é a cor mais quente" é um filme bonito esteticamente, que trabalha com cores de forma provocante, com rostos de forma sufocante, e com o silêncio de forma constrangedora (posterguei a mastigação da pipoca para ouvir o silêncio sepulcral do quarto de Adèle).

Um filme que enfoca as pessoas, e, assim, se identifica, ergue a mão em meio ao mar de filmes que mescla identidades uns dos outros e diz: "Eu vim pra mostrar a vida de Adèle", como quem mostra um RG.

Como não se identificar com Emma quando ela diz que conhece Adèle muito bem? E quem, naquela sala de cinema lotada, não conhece Adèle muito bem? Adèle da boca gulosa melada de molho tomate que guarda chocolates embaixo da cama, dos cabelos eternamente desgrenhados, dos olhares perdidos, Adèle do nariz escorrendo, do choro compulsivo.

Kechiche sabe quem deve aparecer, não interessa o cobrador de ônibus, a bar girl. Interessam as sardas das personagens, as axilas de Emma, que não usa sutiã por baixo da blusa. Interessam os detalhes das pessoas. E você sai 3 horas depois inebriado com esses detalhes.

Acho que as cenas de sexo precisavam mesmo ser longas. E precisavam mesmo dos closes. Kochiche naturaliza o sexo ali, torna algo corriqueiro na vida de Adèle tanto quanto comer macarronada. E, a partir disso, vêm as reflexões.

Se você se sente desconfortável ou não no primeiro minuto de cena é algo que não importa. Ora, cena de 1 minuto de sexo já vemos toda hora, se duvidar até (e principalmente) num Zorra Total da vida.

Quero ver o que você vai fazer no 2º minuto. No 3º, a cena não acaba. A você não é dado partir pra próxima, deixando pra lá a anterior, como se ela não tivesse acontecido. Você tem muito tempo pra pensar sobre ela. ESSA é a diferença e a utilidade. Necessariamente a reflexão sobre aquela cena é feita por quem assiste, independente de ser superficial ou não. São cenas assim que trazem uma mudança de parâmetros. Cinema não precisa ser o que já se conhece. E, assim, acho que esse filme, marca uma época.

O importante é: a obra é muito mais do que qualquer cena ou qualquer personagem. Se Adèle é linda, doce e misteriosa; Se Emma é envolvente em seu mundo acadêmico e criativo; Se as ruas, ainda que quase nunca mostradas, sempre parecem cenário de ensaio fotográfico, assim como os parques e os bares; Se a trilha sonora invoca o silêncio e dá mesmo vontade de ficar quieta apreciando; Se as crianças da escola de Adèle enfeitam o filme com a puerilidade que não se via há mais de 1 hora e meia; Se o próprio ensinar de Adèle já representa um enfrentamento às imposições intelectual-burguesas dos hábitos de Emma, não dá pra escolher cena que sintetize a beleza do filme, nem reflexão que o justifique. O filme precisava mesmo de 3 horas.
Carlos P.
Carlos P.

266 seguidores 431 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de março de 2017
Não é apenas uma história sobre homossexualismo e juventude. Nas 3 horas de filme, embora tendo algumas cenas delongadas, o roteiro constrói uma relação que envolve paixão, superação, erotismo, drama e arrependimentos. Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux são o ponto alto do filme, com atuações que encantam e uma química magnífica. A cada minuto do filme é possível se envolver mais com os sentimentos dos personagens. Um dos melhores filmes do ano!
Elis B.
Elis B.

16 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de janeiro de 2014
O filme conta sobre a vida de Adèle, mas sobretudo, tenta mostrar a vazia relação que elas levam. Por isso o apelo a cenas de sexo tão longas e realistas. Era uma relação baseada em atração, e isso se pode perceber desde a primeira conversa das personagens, em que já discordam do gosto para bebidas. E assim, divergem também no gosto para comida, jeito, e principalmente, divergem no lado profissional. O que ocasiona o trágico término da relação, pois Emma se entrega ao trabalho, e a imaturidade e egoísmo de Adèle, a faz procurar consolo em outros lugares.
Thayná S.
Thayná S.

29 seguidores 10 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 11 de janeiro de 2014
Eu simplesmente amei. Achei que foi simples e monótono de uma forma peculiar, linda. A relação entre as duas, o primeiro amor, a perda, o medo, a solidão... Tudo se encaixou perfeitamente.
Além de ser um tipo de filme que abre a mente, ele te envolve. Faz com que você ria, chore (e muito); sinta a emoção e a dor de cada uma delas. É o tipo de filme que te marca, pra sempre.
Gostei de como refletiram a realidade. Nem tudo é eterno; a vida continua para alguém; novos amores; paixões antigas sempre serão lembradas; a solidão que você sente na vida a dois; a intensidade do desejo; a dor constante.
E por último, só quero dizer que... A sensação que senti ao acabar de assistir, foi única.
Adrieli S.
Adrieli S.

16 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 3 de janeiro de 2014
Um filme incrível que te prende do início ao fim e que quando acaba você ainda quer mais. Adorei como o filme foi feito, cada detalhe das falas, das cenas. Um linda história de amor que realmente comove. Sem duvidas esse foi um dos melhores filmes que já vi na vida. Sou apaixonada por filmes franceses e esse com certeza se destacou. As duas estão incríveis, um trabalho impecável. A trilha sonora também é maravilhosa!
Daiane F.
Daiane F.

2 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 2 de janeiro de 2014
Ótimo filme! Todas as cenas são intensas e muito realistas; roteiro muito bem escrito, onde toda fala,de cada personagem, tem um significado ligado ao contexto geral da história. As atrizes principais estão perfeitas em seus papeis, Léa Seydoux, foi a que mais me impressionou pela mudança em seu aspecto físico, ela e Emma são realmente pessoas diferentes.
Acho de extrema ignorância, ao longo de um filme de caráter tão profundo e sensível se ater apenas as cenas de sexo, como se tudo não passasse de um bacanal. A veracidade das cenas e dos personagens é maravilhosa; tudo se passa com naturalidade. Acredito que o filme não se restrinja a pegação entre duas lésbicas e sim à uma história de amor como qualquer outra. A diferença é que a nossa sociedade pseudo conservadora tem mania taxar como errado tudo que é diferente do que está acostumado ou do que fizeram-no acreditar que era errado.
A longa duração do filme é perfeita, e nos leva a ficar cada vez mais envolvidos com a trama. A passagem do tempo, mostra as dificuldades que Adéle enfrentou em cada fase da sua vida, como teve que lidar com as emoções e desejos de uma menina que procura se encontrar de alguma maneira; de certa forma isso acontece em seu relacionamento com Emma que é uma moça mais velha e que teve uma educação diferente da sua, é como se elas aprendessem diversas coisas juntas, a partir de suas diferenças.
Porém, o seu medo da insegurança, como diz a mãe de Emma em certa parte do filme, faz com que ela se sinta ameaçada por acreditar não corresponder as expectativas da amada levando-a a acreditar que alguém da mesma profissão que a sua e interesses em comum, possa ampara-lá caso Emma a rejeite.
Durante todo o longa estão representadas emoções que ao menos uma vez na vida, todas nós mulheres já sentimos independente da opção sexual. Dúvida, insegurança, curiosidade, impulsividade, desejo, arrependimento. Todos estamos sujeitos a isso, Adéle apenas faz uma escolha diferente do que a maioria julga certo; no entanto o que importa é que isso é certo para ela e a faz bem.
Repito, um ótimo filme! que ao meu ver não busca a banalização do homossexualismo, do sexo. Mostra apenas a realidade como é afinal, as pessoas não se apaixonam pela aparência ou conta bancária, e sim pela personalidade por tudo de bom que o parceiro pode vir acrescentar a sua vida, ou ao menos é assim que deveria ser.
Suzyelly R.
Suzyelly R.

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 31 de dezembro de 2013
NOSSA eu gostei muito do filme, as 2 atrizes são ótimas...
amei...

Acho todos deveriam ver esse filme.
expressa uma realidade do que acontece com muitos jovens, e que a vida não é só flores...
Andréia M
Andréia M

18 seguidores 14 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 31 de dezembro de 2013
Excelente filme. O amor entre duas mulheres apresentado com uma enorme beleza e voracidade.
Ana Paula F.
Ana Paula F.

21 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 29 de dezembro de 2013
O filme é realmente ótimo, um dos melhores que já vi. Ele é intenso e dá pra sentir junto com Adele seus sentimentos por Emma. Mas quem for assistir, AVISO: O filme contém cenas de sexo explícitos, oque chega a chocar telespectadores que nunca viram filme contendo esse tipo de conteúdo. Porém, talvez sem essas cenas o diretor não conseguiria transmitir sua idéias. O diretor queria mostrar ao público a vida de Adele, nos deixar íntimos dela, seja isso com imagens de sexo ou até mesmo vê-la comer macarrão. Mas ao vê-lo por completo, assistir as maravilhosas 3 horas de filme, a gente vê que não se trata de um filme de sexo, ou coisa do tipo e sim de amor. FILME NOTA 10, O MELHOR DO ANO!
Mauricio J.
Mauricio J.

64 seguidores 24 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 29 de dezembro de 2013
O grande vencedor do Palmas de Ouro do Festival de Cannes finalmente chega nos cinemas brasileiros e o motivo de sua fama no Brasil é pelo simples motivo de sua polemica envolvendo as cenas de sexo composta no filme, ninguém se quer foi alem do sexo e se interessou pelo drama contado no Trailer e no filme. Hoje trago a vocês minha opinião sobre o filme Azul é a Cor Mais Quente.

A história acompanha Adèle (Adèle Exarchopoulos), uma garota de 15 anos que descobre, na cor azul dos cabelos de Emma (Léa Seydoux), sua primeira paixão por outra mulher. Sem poder revelar a ninguém seus desejos, ela se entrega por completo a este amor secreto, enquanto trava uma guerra com sua família e com a moral vigente. Diante disso, Adele cresce, procura-se, perde-se, encontra-se…

O filme foca principalmente no preconceito sofrido por Adéle durante o filme e seu drama ao decorrer do filme sofrido pelas humilhações. Chega um momento do filme em que você não consegue mais segurar as lagrimas e chora tristemente aguardando o desfecho final deste drama e nada melhor do que se surpreender no final de um filme. Se você tem preconceito com gays e lésbicas, por favor, fiquem bel longe deste filme.

O elenco do filme não é nada conhecido, mas não podemos julgar um livro pela capa, não é mesmo? Todos, simplesmente todos, fizeram ótimas atuações na trama, atuações totalmente convincentes e dramáticas. Chega a ser difícil falar tudo que sinto vendo o filme. Os momentos que chorei, os momentos que ri, os momentos que senti raiva, os momentos em que queria sair da sala e ir chorar no banheiro do cinema... tudo isso foi levado em conta durante o filme e conseguiu ser fantástico.

O roteiro do filme é bem confortável de ser ver e tem uma coisa que muitos filmes e livros que aborda o sexo não tem: uma historia por trás do prazer. Nem vou falar muito do roteiro porque senão eu choro :

Azul é a Cor mais Quente é um dos melhores filmes deste ano e merece estar na corrida do Oscar. Se você é um grande admirador da sétima arte não deixe de ver este filme, totalmente essencial para este tipo de pessoa. Fantástico!
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