Azul é a Cor Mais Quente
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4,2
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135 Críticas do usuário

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Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2015
“Azul é a Cor Mais Quente”, filme dirigido e co-escrito por Abdelatif Kechiche, não é a primeira obra a falar sobre o desabrochar da juventude e sobre a descoberta do primeiro amor. Mas, sem dúvida, o filme francês vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cinema de Cannes 2013, é uma obra que quebra padrões, especialmente na forma como retrata uma história de amor tão intensa e verdadeira quanto os seus dois principais vértices.

Para os franceses, a cor azul já simbolizou a liberdade na trilogia dirigida por Krzysztof Kieslowski. Aqui, no filme de Abdellatif Kechcihe, a cor azul tem um significado completamente oposto àquilo que está normalmente ligado (tranquilidade, serenidade, harmonia, frieza, monotonia e depressão). Para a jovem Adèle (Adèle Exarchopoulos), uma estudante do colegial, o azul da cor dos cabelos de Emma (Léa Seydoux) que tanto lhe chamam a atenção, passam a representar para ela o calor, o conforto e o companheirismo advindos da descoberta e da vivência do primeiro amor.

Na forma como é retratada, especialmente no início de “Azul é a Cor Mais Quente”, Adèle nos passa a imagem de uma adolescente confusa, que ainda precisa encontrar seu lugar no mundo. E ela tenta isso por meio dos relacionamentos amorosos que estabelece, primeiramente, com Thomas (Jérémie Laheurte), e, posteriormente, com Emma. A verdade é que, com Emma, Adèle experimenta o amor na sua forma mais plena, na medida em que ela passa por um grande processo de amadurecimento, se descobre como mulher, expande seus horizontes e encontra o seu caminho. São essas transformações em Adèle, por meio da vivência do mais belo dos sentimentos, que são retratadas, de uma forma muito real, no filme de Abdelatif Kechiche.
Camilla M.
Camilla M.

685 seguidores 253 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 5 de dezembro de 2014
Eu fiquei apaixonada pelo longa. Entretanto uma das coisa que me incomodou muito foi a linha do tempo que para mim ficou mal explicada, eu não sabia quanto tempo tinha passado a cada mudança de cena e o fato de não deixar muito em evidência o relacionamento da protagonista Adele com os pais dela. Agora todo o resto ficou perfeito, a interpretação, o roteiro, tudo. Vale muito a pena assistir.
Andreza C.
Andreza C.

12 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 10 de novembro de 2014
Achei lindo...Adèle Exarchopoulos foi perfeita. Uma bela interpretação.
Laura C.
Laura C.

32 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de julho de 2014
filma extremamente gostoso , vou transar dms depois que assistir kkkkkkkkk
Fabricio Q.
Fabricio Q.

1 seguidor 2 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 13 de maio de 2014
Para mim, o personagem Adèle (homônima da atriz) no caminhar de sua história tornou-se uma personagem trágica. Vinda de um meio social mais pobre do que a de seus novos amigos (estudantes, intelectuais / cobradores do que eles achavam o certo e não muito interessados de vê-la na vida de "professora de crianças" , quando para eles, ela poderia investir na Literatura, para eles mais interessante... Ela, pragmaticamente, conhecedora das limitações de se viver modestamente e recebendo em casa, os dogmas de procurar a segurança através de um emprego público, que lhe tiraria das incertezas de investir muitos anos e depois não ter o emprego para sustentar-se... Verifica-se que é uma personagem real, de muita personalidade, afinal ela convivia com aquelas pessoas (ditas mais intelectualizadas) mas não se deixava levar pelos parâmetros deles. Até aí vê-se um personagem comum, porém, SURGIU O INEVITÁVEL, já preconizado pelo roteiro do filme, quando o diretor nos mostra uma aula de Filosofia, em que a sua professora compara o inevitável e a tragédia... O filme vai mostrando, num crescendo, as armadilhas trazidas na sua vida e, ela, infelizmente, vacilou e não foi perdoada. Possivelmente, a sua companheira tivesse a razão e optou pelo não perdão, mesmo mostrando uma não raiva, talvez porque já tivesse, uma nova companheira, com a tranquilidade de ter encontardo certas compensações e estabilidade, critérios que a heroína do filme, talvez não fosse capaz de apresentar, por ter conduzido a sua história, tragicamente e por impulso ... O final do filme é marcante, pelo fato do diretor (autor) do filme não ter contemporizado com Adèle. Ele deixa a ideia que caminhando (vestida de azul) ELA viverá a sua futura vida, por sua livre iniciativa, porém, ELE evitou o que outros cineastas de menor calibre poderiam ter feito: um happy-end. Daí o bom do filme é que ele NÃO FEZ CONCESSÃO à sua heroína, e nem aos seus espectadores... Enfim, esse filme, é um daqueles exemplares típicos do Cinema de REFLEXÃO. Se bem, que bastante agradável, ao mostrar outros aspectos da vida cultural dos personagens, como passeatas, danças e músicas afro-francesas etc.
Concordo com você, naquelas quase 3 horas de filme, nada ficou gratuito. As cenas mais fortes são importantes, desperta, é claro, um certo voyerismo nos espectadores, mas quebra com um falso moralismo, afinal, para dar uma imagem dos relacionamentos discutidos o diretor não fica nas entrelinhas, ele mostra com um pouco de detalhes a atração forte entre as personagens e nisso ele o fez com competência, sem descartar os outros aspectos fundamentais do filme.
Obrigado.
Ana Paula S.
Ana Paula S.

30 seguidores 4 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de março de 2014
As pessoas falam como se o foco do filme fosse a relação homossexual das meninas e isso é o de menos, pra mim se colocasem ali um casal hétero seria a mesma cosa, pois as cenas em que há algum drama envolta disso são poucas. Achei interessante mas a esrória não é lá aquelas coisas, mas é alfo qie acontece na vida de muitas pessoas diferentes que se atraem ...
Ana Carolina N.
Ana Carolina N.

2 seguidores 3 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 18 de fevereiro de 2014
Três horas de filme podem parecer intermináveis, mas em Azul É a Cor Mais Quente elas são muito bem-vindas. O título original francês divide o filme: A Vida de Adèle – Capítulos 1 e 2. Talvez a primeira ideia tenha sido lançar em duas partes, mas o impacto não seria o mesmo. O diretor Abdelatiff Kechiche é conhecido por contar histórias realistas, cruas, que tomam distância do embelezamento quase automático que o cinema dá aos fatos. Paradoxalmente, as verdades de Kechiche não poderiam ser mais belas. E é justamente a banalidade das situações que nos faz sentir que a vida de Adèle é real. É o catarro que escorre pelo nariz toda vez que ela chora, ou a calça que ela levanta no meio da rua. E, mesmo assim, a poesia surge. As passagens do romance A Vida de Marianne lidas em aula se encarregam das únicas narrações filosóficas durante todo o filme, e funcionam: Marivaux faz bem a ligação entre a boca que tem diálogos vazios, a boca que come, e as outras bocas e as outras coisas que a boca de Adèle viria a experimentar.

Apesar da temática, Kechiche não tem intenção de ser político. Em um momento em que a França vive uma clara oposição ao casamento gay, sua jogada genial foi a de fazer um filme de amor, que não pode ser desacreditado pelos que nadam contra a corrente. Quem ousa se opor ao amor? No entanto, nada o impede de levantar questões sociais. A diferença de classe é marcada nos detalhes. Adèle quer a segurança da carreira de professora, cita Bob Marley, janta espaguete. Emma é artista, leu Sartre, sabe comer ostras. E Emma tem certeza que gosta de meninas, enquanto Adèle só sabe que gosta de Emma.

Em um filme cheio de arte, de closes, de pele e de lágrimas, alguns dirão que o tropeço de Kechiche foi enchê-lo também de sexo. Sexo que é amor, mas que é mais sexo. Sexo retratado de forma fria, sem iluminação, sem roteiro, sem maquiagem, sem música. Na sua sequência mais longa, por sete minutos. Só mais uma verdade na banal vida de Adèle. E sexo ainda que conta uma história aos espectadores mais tolerantes, uma história de amadurecimento, de confiança. Adèle começa aprendendo, mas aprende bem e aprende rápido, ganha nota sete já depois de alguns encontros.

A transição de capítulos é sutil em relação à passagem do tempo. Emma muda o penteado, Adèle muda o guarda-roupa. Mas a relação do espectador com Adèle também muda aos poucos. Os closes que garantiam a intimidade na primeira parte se tornam menos frequentes. Somos afastados, talvez para sermos bons juízes de suas ações. Emma se torna mais séria, mais segura e, com isso, mais cativante. Depois de alguns anos de fortes emoções, de um período de descoberta, a vida se mostra normal de novo. Mas as fortes emoções podem ser viciantes. Adèle quer mais vezes o frenesi da primeira troca de olhares, do primeiro sonho com Emma, aquele sentimento que muita gente não vive nem ao menos uma vez, mas que por um minuto nos realiza, mesmo que só vendo ali, em uma tela de cinema.

Nos apaixonamos por Adèle, e depois por Emma. E nos desapaixonamos por Adèle, e depois por Emma. E depois da cena final (obviamente banal), resta uma inquietação: três horas é um tempo curto demais para termos o coração partido por duas pessoas tão diferentes.
Giselle S.
Giselle S.

62 seguidores 2 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 4 de fevereiro de 2014
Muita gente reclamou do final mas na minha opinião o final foi bem merecido, a única coisa que não gostei(desculpem o spoiler) foi a Adele ficar sozinha, a Emma arrumou alguém e Adele fica só? Sacanagem! Mas fora isso, o filme é ótimo, bem realista. Mostra a história de um casal como outro qualquer e que pode ter um trabalho normal e estresses do dia a dia. Enfim, amei!
Cleber Oliveira
Cleber Oliveira

3 seguidores 12 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 13 de novembro de 2014
Linda história de amor, atuações surpreendentes, filme ousado, quente e ao mesmo tempo delicado, eu só mudaria só o final.
Phelipe V.
Phelipe V.

510 seguidores 204 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de dezembro de 2013
Esperava que me tocasse muito mais, diante do hype. Mas mesmo não tendo sido um filme emocionante (pra mim), é impossível não reconhecer a impecabilidade no discurso narrativo (principalmente no que concerne às tantas trajetórias pelas quais Adèle passa). Na direção, Kechiche também está mais afiado do que nunca. É o seu maior filme até então, e ele faz questão de mostrar isso. Não só pela duração recorde em sua filmografia, mas também nos tantos desconcertantes closes, na belíssima construção de uma personagem apaixonante e na orquestração das cenas de sexo, feitas de forma para que sejam, por si só, obras de arte (ainda que sejam alongadas um pouco demais). E claro, tudo isso coroado por duas atrizes entregues em duas interpretações viscerais e acima de tudo, muito naturais. Meu coração pende mais pro lado da Léa Seydoux como Emma, por sua transformação completa dentro da personagem, mas Adèle Exarchopoulos está simplesmente maravilhosa em todos os momentos do filme.
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