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Infelizmente apesar de tanta evolução tecnológica não conseguimos evoluir interiormente. Até hoje o ser humano não aceita que cada um tem o tão famoso livre arbítrio. Basta tocar no assunto sobre a sexualidade que começa a incomodar. Até hoje, mesmo que se tenha melhorado, em conversas, sentimos uma não aceitação da escolha sexual por iguais. Eu não estou falando de religião e sim da aceitação por parte do ser humano. Azul é a cor mais quente se torna um manifesto sobre a descoberta interior de um ser humano.
Adele (Adèle Exarchopoulus) é uma garota que conhece sua sexualidade (pensa que sabe). Ao sair com um garoto de seu colégio, pela primeira vez, se sente incompleta na hora do sexo. Há algo que faltou naquele momento. Ao encontrar em um bar uma mulher de cabelos azuis, chamada Emma vivida pela atriz Léa Seydoux, (mulher essa que ela já havia cruzado na rua) se tornarão muito mais que amigas e a partir desse encontro Adele fará uma jornada interior para se auto descobrir.
Neste filme premiado em Cannes 2013, assistimos a um crescimento emocional de nossa protagonista Adele através de sua descoberta sexual. Mais do que isso, nas três horas que seguem, seremos testemunhas de um crescimento emocional, degrau por degrau, construído de maneira cadenciada, de uma personagem extremamente palpável. A interpretação das duas atrizes é intenso e real. Onde as cenas de sexo não são gratuitas e sim vem nos mostrar um envolvimento emocional vigoroso entre ambas. Uma entrega física incrível mostrando descobertas de um prazer ainda não tocado pela nossa protagonista Adele. Cada troca de olhar reflete no rosto da outra um amor inquestionável ou uma tristeza irreparável. Adele vai se autodescobrindo, mas ao mesmo tempo experimentando ambos os lados para chegar ao final, apesar de um viés claro para um lado, ainda gerar um mínimo de dúvidas sobre o futuro de sua sexualidade. Por isso o filme se torna tão real. Tão humano. Em qualquer momento de nossa vida a experimentação pode ser muito mais um acerto para a felicidade do que um erro (é óbvio que essa generalização está sujeita a inúmeras exceções e sabendo disso a generalização é uma forma de sugestão e não de definição).
Inspirado na história em quadrinhos "Le Bleu Est Une Couleur Chaude" de Julie Maroh, o roteiro adaptado pelo diretor Abdellatif Kechiche com Ghalya Lacroix utiliza as interrogações na sala de aula para preparar cenas que estão por vir. Utiliza a cor azul praticamente em todo quadro do filme. Há raras cenas que não tenha esta cor ao fundo. Destaco a cena em que Adele está no mar, rodeado por um azul em que até seu cabelo parece se tornado azul. Uma evidência de o quanto Emma está na vida dela. Abdellatif transforma através de uma iluminação fria a falta de conhecimento interior de Adele e quando ela encontra Emma no bar utiliza uma iluminação quente, enaltecendo esse amor que está por vir. O preconceito é obvio que esteja no filme e também é importante que realmente esteja. Não gostar do que dizem que é certo ainda incomoda a sociedade.
Um filme sensível, realista e com uma bonita história de amor. Muito bem construído e que além de falar de preconceito traduz em imagens uma descoberta/crescimento emocional pouco visto na história do cinema.
Adele (Adèle Exarchopoulus) é uma garota que conhece sua sexualidade (pensa que sabe). Ao sair com um garoto de seu colégio, pela primeira vez, se sente incompleta na hora do sexo. Há algo que faltou naquele momento. Ao encontrar em um bar uma mulher de cabelos azuis, chamada Emma vivida pela atriz Léa Seydoux, (mulher essa que ela já havia cruzado na rua) se tornarão muito mais que amigas e a partir desse encontro Adele fará uma jornada interior para se auto descobrir.
Neste filme premiado em Cannes 2013, assistimos a um crescimento emocional de nossa protagonista Adele através de sua descoberta sexual. Mais do que isso, nas três horas que seguem, seremos testemunhas de um crescimento emocional, degrau por degrau, construído de maneira cadenciada, de uma personagem extremamente palpável. A interpretação das duas atrizes é intenso e real. Onde as cenas de sexo não são gratuitas e sim vem nos mostrar um envolvimento emocional vigoroso entre ambas. Uma entrega física incrível mostrando descobertas de um prazer ainda não tocado pela nossa protagonista Adele. Cada troca de olhar reflete no rosto da outra um amor inquestionável ou uma tristeza irreparável. Adele vai se autodescobrindo, mas ao mesmo tempo experimentando ambos os lados para chegar ao final, apesar de um viés claro para um lado, ainda gerar um mínimo de dúvidas sobre o futuro de sua sexualidade. Por isso o filme se torna tão real. Tão humano. Em qualquer momento de nossa vida a experimentação pode ser muito mais um acerto para a felicidade do que um erro (é óbvio que essa generalização está sujeita a inúmeras exceções e sabendo disso a generalização é uma forma de sugestão e não de definição).
Inspirado na história em quadrinhos "Le Bleu Est Une Couleur Chaude" de Julie Maroh, o roteiro adaptado pelo diretor Abdellatif Kechiche com Ghalya Lacroix utiliza as interrogações na sala de aula para preparar cenas que estão por vir. Utiliza a cor azul praticamente em todo quadro do filme. Há raras cenas que não tenha esta cor ao fundo. Destaco a cena em que Adele está no mar, rodeado por um azul em que até seu cabelo parece se tornado azul. Uma evidência de o quanto Emma está na vida dela. Abdellatif transforma através de uma iluminação fria a falta de conhecimento interior de Adele e quando ela encontra Emma no bar utiliza uma iluminação quente, enaltecendo esse amor que está por vir. O preconceito é obvio que esteja no filme e também é importante que realmente esteja. Não gostar do que dizem que é certo ainda incomoda a sociedade.
Um filme sensível, realista e com uma bonita história de amor. Muito bem construído e que além de falar de preconceito traduz em imagens uma descoberta/crescimento emocional pouco visto na história do cinema.
Excelente! Alem de o filme ser um primor, a cena do sexo lesbo eh a melhor trepada de todos os tempos...
Para mim, o personagem Adèle (homônima da atriz) no caminhar de sua história tornou-se uma personagem trágica. Vinda de um meio social mais pobre do que a de seus novos amigos (estudantes, intelectuais / cobradores do que eles achavam o certo e não muito interessados de vê-la na vida de "professora de crianças" , quando para eles, ela poderia investir na Literatura, para eles mais interessante... Ela, pragmaticamente, conhecedora das limitações de se viver modestamente e recebendo em casa, os dogmas de procurar a segurança através de um emprego público, que lhe tiraria das incertezas de investir muitos anos e depois não ter o emprego para sustentar-se... Verifica-se que é uma personagem real, de muita personalidade, afinal ela convivia com aquelas pessoas (ditas mais intelectualizadas) mas não se deixava levar pelos parâmetros deles. Até aí vê-se um personagem comum, porém, SURGIU O INEVITÁVEL, já preconizado pelo roteiro do filme, quando o diretor nos mostra uma aula de Filosofia, em que a sua professora compara o inevitável e a tragédia... O filme vai mostrando, num crescendo, as armadilhas trazidas na sua vida e, ela, infelizmente, vacilou e não foi perdoada. Possivelmente, a sua companheira tivesse a razão e optou pelo não perdão, mesmo mostrando uma não raiva, talvez porque já tivesse, uma nova companheira, com a tranquilidade de ter encontardo certas compensações e estabilidade, critérios que a heroína do filme, talvez não fosse capaz de apresentar, por ter conduzido a sua história, tragicamente e por impulso ... O final do filme é marcante, pelo fato do diretor (autor) do filme não ter contemporizado com Adèle. Ele deixa a ideia que caminhando (vestida de azul) ELA viverá a sua futura vida, por sua livre iniciativa, porém, ELE evitou o que outros cineastas de menor calibre poderiam ter feito: um happy-end. Daí o bom do filme é que ele NÃO FEZ CONCESSÃO à sua heroína, e nem aos seus espectadores... Enfim, esse filme, é um daqueles exemplares típicos do Cinema de REFLEXÃO. Se bem, que bastante agradável, ao mostrar outros aspectos da vida cultural dos personagens, como passeatas, danças e músicas afro-francesas etc.
Concordo com você, naquelas quase 3 horas de filme, nada ficou gratuito. As cenas mais fortes são importantes, desperta, é claro, um certo voyerismo nos espectadores, mas quebra com um falso moralismo, afinal, para dar uma imagem dos relacionamentos discutidos o diretor não fica nas entrelinhas, ele mostra com um pouco de detalhes a atração forte entre as personagens e nisso ele o fez com competência, sem descartar os outros aspectos fundamentais do filme.
Obrigado.
Concordo com você, naquelas quase 3 horas de filme, nada ficou gratuito. As cenas mais fortes são importantes, desperta, é claro, um certo voyerismo nos espectadores, mas quebra com um falso moralismo, afinal, para dar uma imagem dos relacionamentos discutidos o diretor não fica nas entrelinhas, ele mostra com um pouco de detalhes a atração forte entre as personagens e nisso ele o fez com competência, sem descartar os outros aspectos fundamentais do filme.
Obrigado.
O filme representa o mundo das lésbicas e gay'z e o preconceito que sofrem com os heterossexuais.
Emma & Adele, são um casal lésbico (pelo pedaço que vi do filme), que tem uma vida sexualmente ativa, e se curtem em todos os aspectos, e no começo do filme, Adele está aprendendo na escola sobre " Amor à primeira Vista", que acaba acontecendo entre as duas. Se apaixonam, e desde então se conhecem e passam a se curtir.
Acho um filme ótimo, pena que não tive a oportunidade de vê-lo por completo, mas aprovo a crítica do filme, o enredo e o elenco tá de parabéns, por representar o mundo das Lésbicas !
Emma & Adele, são um casal lésbico (pelo pedaço que vi do filme), que tem uma vida sexualmente ativa, e se curtem em todos os aspectos, e no começo do filme, Adele está aprendendo na escola sobre " Amor à primeira Vista", que acaba acontecendo entre as duas. Se apaixonam, e desde então se conhecem e passam a se curtir.
Acho um filme ótimo, pena que não tive a oportunidade de vê-lo por completo, mas aprovo a crítica do filme, o enredo e o elenco tá de parabéns, por representar o mundo das Lésbicas !
Filme lindo, performances convincentes, descoberta do amor e da sexualidade retratadas com sensibilidade. Recomendo.
Incrível! Melhor filme que aborda sexualidade e adolescência, com uma mistura de paixão, insegurança e as realidades da vida.
Assisti ao filme. Achei o desempenho das duas atrizes extraordinário, entretanto não gostei. As cenas de sexo são longas e chocantes. Admito que essa sensação possa ser fruto dos meus preconceitos. Mas também achei o filme "boring" e triste. Não assistiria de novo e não recomendo.
"Azul é a cor mais quente" mergulha sem pudores e com muita sensibilidade no delicado universo de duas jovens que descobrem a si mesmas e ao mundo , por meio do amor . Embora Emma e Adèle sintam uma imediata atração que as conduzirá a um profundo romance , vemos gradativamente a relação se diluir ; vemos gradativamente o amor de ambas despencar em câmera lenta nos abismos das incompatibilidades. Emma é uma pintora ; uma artista ; uma mulher que se conhece ; que mergulha dentro dela mesma. Pertencente a uma família liberal e intelectualizada , Emma coloca a realização em primeiro lugar. Ela não tem medo de sorver a vida em goles fartos. Adèle é uma garota cheia de pontos de interrogação e lacunas. Apesar de apreciadora de livros , Adèle tende bem menos à reflexão. Ela vive , simplesmente isso. Talvez , a sua falta de autoconhecimento a tenha conduzido a uma estranha atitude que reconfigurará sua trajetória de vida. "Azul é a cor mais quente" é um singelo poema cinematográfico sobre o amor , a felicidade , as nossas escolhas e como atitudes impensadas podem mudar o nosso destino. É também uma visão realista sobre os relacionamentos afetivos: amar não é o bastante no mundo adulto.
Filme supostamente para intelectuais. Se você não conhece Sartre, não sabe o que é existencialismo, não compreende a frase " A existencia precede a Essencia", e não concorda que "somos condenados a sermos eternamente livres" e que não somos os unicos responsaveis pelas nossas decisões, decidamente esse filme não é para você. Excluindo talvez essas questões que estão nas entrelinhas do filme, as vezes explicitas, as vezes implicitas ( no caso implicita na propria trama do filme ) o que resta são 3 horas de obsessiva dissecacão da intimidade de Adele e sua descoberta como homossexual. Obessiva tanto na invasão da intima privacidade da relaçao sua com a companheira, quanto na obsessão por esquadrinhar, por analisar ao microscopio o corpo de Adèle, o mundo de Adèle. Tentativa mal sucedida, visto que a camera, mesmo que amplifique as partes do corpo de Adele e suas emoções, não consegue relamente penetrar no seu mundo. O problema aqui esta no fato que a lente que tenta devorar Adèle sem sucesso em decifra-la, pois é apenas um olhar curioso, é uma lente masculina, e portanto distante anos luz do verdadeiro mundo de Adèle, a não ser que seja um olhar masculino que por sua vez seja também feminino, que não é o caso. Portanto tenha isso em mente quando escolher este filme para ver, pois se não é esse o teu caso talvez seja melhor rever o seriado "The L World", que trata do mesmo tema visto pelas lentes de gente que sabe o que está narrando.
PS: As atuações das atrizes Léa Seydoux, Adèle Exarchopoulos, que trabalham marcadamente com rosto para se expressar estão monstruosamente fenomenais.
PS: As atuações das atrizes Léa Seydoux, Adèle Exarchopoulos, que trabalham marcadamente com rosto para se expressar estão monstruosamente fenomenais.
falou-se tanto no filme, assisti e simplesmente fraco. Muita pompa pra absolutamente nada
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