Azul é a Cor Mais Quente
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4,2
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Andréia M
Andréia M

18 seguidores 14 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 31 de dezembro de 2013
Excelente filme. O amor entre duas mulheres apresentado com uma enorme beleza e voracidade.
Leo Thomas D.
Leo Thomas D.

23 seguidores 29 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 12 de abril de 2015
Primeiro são os planos usados pelo diretor, são incríveis, segundo a história ficou intrigante pela descoberta do relacionamento da protagonista e os conflitos, muito bom o filme!
Marcio S.
Marcio S.

108 seguidores 126 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 20 de junho de 2014
Infelizmente apesar de tanta evolução tecnológica não conseguimos evoluir interiormente. Até hoje o ser humano não aceita que cada um tem o tão famoso livre arbítrio. Basta tocar no assunto sobre a sexualidade que começa a incomodar. Até hoje, mesmo que se tenha melhorado, em conversas, sentimos uma não aceitação da escolha sexual por iguais. Eu não estou falando de religião e sim da aceitação por parte do ser humano. Azul é a cor mais quente se torna um manifesto sobre a descoberta interior de um ser humano.
Adele (Adèle Exarchopoulus) é uma garota que conhece sua sexualidade (pensa que sabe). Ao sair com um garoto de seu colégio, pela primeira vez, se sente incompleta na hora do sexo. Há algo que faltou naquele momento. Ao encontrar em um bar uma mulher de cabelos azuis, chamada Emma vivida pela atriz Léa Seydoux, (mulher essa que ela já havia cruzado na rua) se tornarão muito mais que amigas e a partir desse encontro Adele fará uma jornada interior para se auto descobrir.
Neste filme premiado em Cannes 2013, assistimos a um crescimento emocional de nossa protagonista Adele através de sua descoberta sexual. Mais do que isso, nas três horas que seguem, seremos testemunhas de um crescimento emocional, degrau por degrau, construído de maneira cadenciada, de uma personagem extremamente palpável. A interpretação das duas atrizes é intenso e real. Onde as cenas de sexo não são gratuitas e sim vem nos mostrar um envolvimento emocional vigoroso entre ambas. Uma entrega física incrível mostrando descobertas de um prazer ainda não tocado pela nossa protagonista Adele. Cada troca de olhar reflete no rosto da outra um amor inquestionável ou uma tristeza irreparável. Adele vai se autodescobrindo, mas ao mesmo tempo experimentando ambos os lados para chegar ao final, apesar de um viés claro para um lado, ainda gerar um mínimo de dúvidas sobre o futuro de sua sexualidade. Por isso o filme se torna tão real. Tão humano. Em qualquer momento de nossa vida a experimentação pode ser muito mais um acerto para a felicidade do que um erro (é óbvio que essa generalização está sujeita a inúmeras exceções e sabendo disso a generalização é uma forma de sugestão e não de definição).
Inspirado na história em quadrinhos "Le Bleu Est Une Couleur Chaude" de Julie Maroh, o roteiro adaptado pelo diretor Abdellatif Kechiche com Ghalya Lacroix utiliza as interrogações na sala de aula para preparar cenas que estão por vir. Utiliza a cor azul praticamente em todo quadro do filme. Há raras cenas que não tenha esta cor ao fundo. Destaco a cena em que Adele está no mar, rodeado por um azul em que até seu cabelo parece se tornado azul. Uma evidência de o quanto Emma está na vida dela. Abdellatif transforma através de uma iluminação fria a falta de conhecimento interior de Adele e quando ela encontra Emma no bar utiliza uma iluminação quente, enaltecendo esse amor que está por vir. O preconceito é obvio que esteja no filme e também é importante que realmente esteja. Não gostar do que dizem que é certo ainda incomoda a sociedade.
Um filme sensível, realista e com uma bonita história de amor. Muito bem construído e que além de falar de preconceito traduz em imagens uma descoberta/crescimento emocional pouco visto na história do cinema.
Mauricio J.
Mauricio J.

64 seguidores 24 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 29 de dezembro de 2013
O grande vencedor do Palmas de Ouro do Festival de Cannes finalmente chega nos cinemas brasileiros e o motivo de sua fama no Brasil é pelo simples motivo de sua polemica envolvendo as cenas de sexo composta no filme, ninguém se quer foi alem do sexo e se interessou pelo drama contado no Trailer e no filme. Hoje trago a vocês minha opinião sobre o filme Azul é a Cor Mais Quente.

A história acompanha Adèle (Adèle Exarchopoulos), uma garota de 15 anos que descobre, na cor azul dos cabelos de Emma (Léa Seydoux), sua primeira paixão por outra mulher. Sem poder revelar a ninguém seus desejos, ela se entrega por completo a este amor secreto, enquanto trava uma guerra com sua família e com a moral vigente. Diante disso, Adele cresce, procura-se, perde-se, encontra-se…

O filme foca principalmente no preconceito sofrido por Adéle durante o filme e seu drama ao decorrer do filme sofrido pelas humilhações. Chega um momento do filme em que você não consegue mais segurar as lagrimas e chora tristemente aguardando o desfecho final deste drama e nada melhor do que se surpreender no final de um filme. Se você tem preconceito com gays e lésbicas, por favor, fiquem bel longe deste filme.

O elenco do filme não é nada conhecido, mas não podemos julgar um livro pela capa, não é mesmo? Todos, simplesmente todos, fizeram ótimas atuações na trama, atuações totalmente convincentes e dramáticas. Chega a ser difícil falar tudo que sinto vendo o filme. Os momentos que chorei, os momentos que ri, os momentos que senti raiva, os momentos em que queria sair da sala e ir chorar no banheiro do cinema... tudo isso foi levado em conta durante o filme e conseguiu ser fantástico.

O roteiro do filme é bem confortável de ser ver e tem uma coisa que muitos filmes e livros que aborda o sexo não tem: uma historia por trás do prazer. Nem vou falar muito do roteiro porque senão eu choro :

Azul é a Cor mais Quente é um dos melhores filmes deste ano e merece estar na corrida do Oscar. Se você é um grande admirador da sétima arte não deixe de ver este filme, totalmente essencial para este tipo de pessoa. Fantástico!
Lidiana C.
Lidiana C.

24 seguidores 10 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 27 de janeiro de 2014
Filme francês de 2013 dirigido por Abdellatif Kechiche ( Vênus Negra),estrelado por Adèle Exachorpolous e Léa Seydux, a obra é uma adaptação dos quadrinhos escritos e desenhadas por Julie Maroh, e tem o título original de "Le Blue este une Couleur Chade".
A história é sobre Adèle que se apaixona por Emma, quando andando tranquilamente pelas ruas de Paris, ela encontra uma garota com o cabelo azul e a partir desse momento, Adéle fica fixada na misteriosa mulher com madeixas coloridas, até que finalmente o romance concreto acontece.
Bem, para quem não sabe, "Azul é a cor mais quente" foi um dos filmes mais aclamados de 2013. Entrou para a lista do ano como "um dos melhores", ganhou vários prêmios e devo destacar aqui primeiramente a atuação brilhante de Adèle Exachorpolous, uma jovem atriz que desempenhou sua Adèle de forma madura, dedicada e muito competente. Não há dúvidas de que é uma atriz promissora.
Originalmente o nome do filme é "La vie d'Adèle", o que em tradução livre signficaria "A vida de Adèle", é um forte paralelo com o livro que a adolescente esta lendo no início: "A vida de Marianne", e que segundo ela mesma estaria adorando o livro e não sabe exatamente explicar a razão, mas percebe-se uma certa identificação entre Adèle e Marianne. Um outro paralelo interessante entre a literatura e o cinema, Adèle aprofundada nos estudos enquanto o professor discorria sobre um livro que aparentemente falava do primeiro amor, e em seguida vemos a jovem completamente fascinada por Emma. A troca de olhares foi recíproca.
Quero deixar claro que não conheço a HQ e nem a filmografia de Kechiche. Por isso não posso dizer o quanto o filme foi fiel aos quadrinhos. Não se trata de um filme pelos direitos dos casais homoafetivos, ele não tem esta linha política, a história nada mais é que a relação entre duas meninas que se apaixonam e o declínio desta paixão. Nada de novo. O que foi retratado para as telas do cinema foi o trivial, e devo ser honesta: existem vários filmes que discutem as relações sejam elas heterossexuais ou homoafetivas de uma forma bem mais interessante. Obra longa demais para retratar o óbvio.
Adèle é uma menina que torna-se mulher do dia para a noite, mas particularmente não consegui enxergar esse amadurecimento na personagem. Sempre com o mesmo cabelo desalinhado, parece deslocada de todos os lugares que frequenta, é uma personagem que parece estar buscando algo.
Diferentemente, Emma já é uma mulher mais velha, faz faculdade de belas artes, é intelectualizada, resolvida sexualmente e sabe onde quer chegar profissionalmente. E era isso que ela queria de Adèle: que ela buscasse, ousasse. Mas as duas já morando juntas, Adèle se contentava em cozinhar para sua amada e trabalhar como professora. Nada contra os professores, até porque sou uma! Mas logo no início do filme o que vi foi uma garota com opinião, que escrevia, gostava de ler, e isso parece ter sido deixado de lado quando se envolveu com Emma.
A jovem perdida vinha de uma família tradicional. E eu gostaria de ter visto como foi o rompimento com esse tradicionalismo. E aí fica à cargo de quem assiste interpretar: será que ela enfrentou a família ou mentiu para morar com Emma?
Um ponto delicado que pretendo discutir agora ( e para quem viu o filme deve estar louco para ler), é sobre as polêmicas cenas de sexo entre duas garotas. Quem acompanha meu trabalho, sabe que já assisti vários filmes com temática LGBT (alguns excelentes por sinal), por isso, nada contra as cenas de sexo. Eram necessárias para o enredo, para o contexto.
O que questiono foi a exposição dos corpos das atrizes, e cenas que são dignas de filme pornô. Cenas mal dirigidas, que causam sim um certo desconforto porque você vai assistir um drama e de repente se depara com sexo puramente explícito! Desnecessário? Sim. No caso de "Azul é a cor mais quente", a insinuação ao sexo cairia melhor, e devo destacar aqui que a própria autora dos quadrinhos não aprovou as tais cenas, mas elas foram ao ar assim mesmo porque segundo consta Julie Maroh não foi consultada em nenhum momento durante as gravações do filme.
Alguns podem achar que estou sendo hipócrita, mas não estou. Não tenho problemas com sexo, tenho problemas com excesso, e o que aconteceu com "Azul é a cor mais quente", é que duas mulheres fazendo amor ganhou muito mais destaque que outros assuntos que o filme aborda. Como por exemplo a discriminação que Adèle sofre no colégio simplesmente por conversar com Emma. Não vi nenhum comentário que abordasse tal cena. Os comentários tanto de mulheres quanto de homens é sobre a excitação em ver as duas. As atrizes até fizeram um ensaio "lesbian chic". Cristo! Não sei qual é a orientação sexual das meninas e nem me importa, mas honestamente? Discutir um único ponto sobre um filme que tem quase três horas de duração, isso me faz perguntar se é apenas fantasia ou se o lesbianismo virou "modinha". Seja qual for a resposta, é deprimente.
Lembro-me quando foi lançado "O Segredo de Brockbreak Montain" do diretor Ang Lee. Gerou muita polêmica e piadinhas sobre o amor entre os dois cowboys, e o filme nada mais é que uma história de amor. PONTO. Mas aí tiveram os desocupados de plantão que fizeram uma montagem com o cartaz do filme colocando duas atrizes, aí não haveria piada. E isto sim é hipocrisia. Mulheres lésbicas viraram fantasia de 90% dos homens, e é lamentável que filmes com temáticas LGBT sejam vistos para satisfazer onanistas de plantão. (REDTUBE esta aí para isso).
Não sou de ler críticas de filmes porque gosto de formar minha própria opinião. Mas uma em especial que foi publicada no site Pragmatismo Político me chamou atenção até a metade. Tudo estava indo bem, quando me deparo com a seguinte frase: "não há nada mais bonito que duas mulheres fazendo algo bonito".
Natalie Portman disse certa vez: " a indústria do cinema é predominantemente masculina, e nós atrizes temos que nos submeter". Esta frase cabe perfeitamente em "Azul é a cor mais quente". Exposição em demasia de corpos femininos nus. Nada contra a nudez e o sexo, mas o excesso fica cansativo, tira o foco da obra e acaba sendo enfadonho. No filme brasileiro "Como Esquecer", Ana Paula Arósio faz o papel de uma professora lésbica que foi abandonada pela companheira. Há um beijo lésbico e uma cena muito sutil entre ela e uma pintora. Não precisou de mais nada para que o expectador compreendesse a mensagem sem que isso desfocasse o contexto do filme. Palmas!
"Azul é a cor mais quente" não merecia estar na lista dos melhores de 2013. Filme longo para contar uma história trivial, mas que poderia ter um roteiro mais interessante e que pudesse proporcionar discussões acerca da homossexualidade e das relações amorosas sejam héteros ou homos.
Sidnei C.
Sidnei C.

127 seguidores 101 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de dezembro de 2013
Azul é a Cor Mais Quente chega cercado de polêmicas. E todas as suas derivantes tem origem nas discutidas cenas de sexo. O filme ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano, cuja decisão foi criticada em função de suas ousadas cenas de sexo, consideradas por alguns como quase pornográficas. Logo após o Festival, as duas principais atrizes (ambas premiadas em Cannes) passaram a se queixar publicamente do diretor tunisense Kechiche, acusando-o do tratamento dispensado para obter o realismo desejado nas tais cenas, chegando a dizer que se sentiram como prostitutas.
Fatalmente, o filme passou a chamar a atenção do público por estas razões, e não por suas qualidades, que são inegáveis. Muitas das pessoas que se interessem e cheguem a ir assisti-lo no cinema, irão buscando as tais cenas quentes de sexo entre duas mulheres. Mas o filme não foi feito absolutamente com a intenção de saciar a curiosidade voyeurista do espectador. Quem for assisti-lo somente com esta ideia na cabeça, sairá frustrado. Azul é a Cor Mais Quente não é absolutamente O Último Tango em Paris ou O Império dos Sentidos numa versão com duas mulheres. Quem for assisti-lo sem saber das cenas de sexo que contém, poderá se sentir chocado ou ao menos desconfortável, mas poderá apreciar suas qualidades dramáticas. É verdade que não há como ignorar as cenas de sexo, principalmente aquela que marca o primeiro encontro de Adele e Emma, que é particularmente longa e realista, mas não chega a ser explícita.
Então chegamos à questão: as tais cenas de sexo são mesmo necessárias? Para o diretor Kachiche, um dos objetivos de seu filme era banalizar uma relação homossexual, tratando-a com a naturalidade de qualquer outra relação amorosa. Em um filme sobre uma paixão, até mesmo obsessiva, seria natural e esperado a presença do sexo. Além disso, basta lembrar de uma questão colocada no filme. Emma é estudante de Belas Artes, e numa conversa com Adéle, esta lhe pergunta: por que chamamos de "belas artes", existiria uma arte feia? Ao retratar sua paixão homossexual, o diretor parece ele próprio nos perguntar: existe amor "feio", existe sexo "feio", o sexo é feio? Culturalmente, e por motivos religiosos, o sexo sempre foi (e ainda é) um tabu. Ao longo do tempo, a cultura ocidental deixou de considerar a nudez como algo inaceitável, passando a apreciar a beleza do corpo humano, o feminino principalmente. Mas o sexo em si, o ato sexual, sempre foi "mascarado" nas artes em geral, porque há um consenso geral que ele é feio - pode ser feito, mas não deve ser visto, a não ser com propósitos puramente libidinosos. Ao retratar suas cenas de sexo, o diretor está acima de tudo provocando esta discussão. Qualquer um irá perceber que estas cenas não são erotizadas ou romanceadas, mas tratadas com um realismo crú poucas vezes visto num filme dramático.

Azul é a Cor Mais Quente é um típico filme francês na sua escritura cinematográfica. Em muitos aspectos ele me lembrou o estilo de diretores como André Téchiné (As Rosas Selvagens) ou Maurice Pialat (Aos Nossos Amores) . O desenrolar do filme não parece estar seguindo um roteiro pré-escrito, mas dá a impressão, como num livro, que são as personagens que estão escrevendo sua própria história, e o diretor apenas a acompanha, filmando. Por isso, sua aparente longa duração tem o grande mérito de nos fazer conhecer Adèle em toda sua complexidade. Suas dúvidas, seus conflitos, suas angústias transformam o filme quase em um diário filmado. O filme é de tal forma focado na história e suas personagens, que não temos quase nenhuma referência sobre espaço e tempo. Há inclusive um avanço temporal, logo após o rompimento entre Adèle e Emma, que percebemos sutilmente, simplesmente pela aparência diferente de Adèle - que num novo corte de cabelo passa a dar impressão de mais velha, e pelo fato que agora ela já está trabalhando como professora, o que fazia parte apenas de seus planos no início do filme. Apenas quando ela e Emma conversam num bar, o lapso de 3 anos fica explícito. Há outras sacadas notáveis do diretor. Os detalhes de objetos de cena em azul (como o vestido de Adèle) passam a aparecer a partir do momento em que Emma deixa de pintar o cabelo, e quando a paixão entre as duas começa a esfriar e entrar em crise, revelando que a cor azul do cabelo de Emma passou a habitar a memória afetiva de Adéle.
Não é à toa que a atriz Exarchopoulus empresta seu nome à personagem principal do filme, Adèle. É difícil dizer se a personagem foi adaptada sob medida à atriz, ou se esta a incorporou totalmente, "transformando-se" na personagem, que transpira fragilidade e insegurança. O diretor pode não ter sido o tirano de que foi acusado pelas duas atrizes principais, mas seu método de filmar não deixa realmente espaço para os atores respirarem. Em praticamente todo o filme sua câmera enquadra os atores em primeiro plano, em closes. Assim, Adèle, a atriz principal, não pode em praticamente nenhuma cena deixar de expressar algo. Temos a impressão que seu rosto está a todo momento revelando algum sentimento, algum pensamento. Léa Seydoux, jovem atriz-fenômeno da França também merece todos os elogios. Mas como sua Emma é quase coadjuvante, é sua caracterização de personagem, mais que sua performance, que nos impressiona. Sua Emma demonstra uma certa masculinidade, mas de uma maneira totalmente sutil. A interpretação das 2 atinge o equilíbrio de forças perfeito na inesquecível cena do rompimento entre elas, quando Emma expulsa Adèle de sua casa. Você não verá em nenhum outro filme deste ano, ao menos, uma cena igualmente carregada de uma dramaticidade tão autêntica, genuína e brutal. Bastaria esta cena para catalogar Azul é a Cor Mais Quente como uma obra antológica.
Azul... é um filme moderno e único, despojado e sem artifícios, carregado de uma carga dramática intensa e que sem sombra de dúvidas possui a melhor interpretação do ano na composição impressionante da novata Adèle Exarchopoulus.
Maxwella O
Maxwella O

10 seguidores 26 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 21 de maio de 2020
Adoro esse filme. Já vi várias vezes. Apesar de muitos verem apenas como um filme lésbico, Azul é a cor mais quente do verão é muito mais que isso, mostra a vida de Adele e suas descobertas. É um filme bem feito e amo ver a interpretação das protagonistas.
Phelipe V.
Phelipe V.

510 seguidores 204 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de dezembro de 2013
Esperava que me tocasse muito mais, diante do hype. Mas mesmo não tendo sido um filme emocionante (pra mim), é impossível não reconhecer a impecabilidade no discurso narrativo (principalmente no que concerne às tantas trajetórias pelas quais Adèle passa). Na direção, Kechiche também está mais afiado do que nunca. É o seu maior filme até então, e ele faz questão de mostrar isso. Não só pela duração recorde em sua filmografia, mas também nos tantos desconcertantes closes, na belíssima construção de uma personagem apaixonante e na orquestração das cenas de sexo, feitas de forma para que sejam, por si só, obras de arte (ainda que sejam alongadas um pouco demais). E claro, tudo isso coroado por duas atrizes entregues em duas interpretações viscerais e acima de tudo, muito naturais. Meu coração pende mais pro lado da Léa Seydoux como Emma, por sua transformação completa dentro da personagem, mas Adèle Exarchopoulos está simplesmente maravilhosa em todos os momentos do filme.
ymara R.
ymara R.

838 seguidores 262 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 22 de abril de 2014
Tenho basicamente dois problemas com este tipo de filme.. primeiro- é frances- e eles nao perdem a mania do "nouvelle vague" que detesto, by the way.. a falta de musica e diálogos com caretas e interminaveis silêncios, me irritam bastante..e a segunda coisa é que relaçao sexual entre duas mulheres
nao me atrae.. me cansa.. falta testosterona nisso.. como este filme é exageradamente sobre relaçoes sexuais entre duas criaturas que nao teem o essencial ( na minha modesta opiniao o "essencial") se tornou cansativo e por consequencia - um grande tédio..demorou pra acabar..Isto reforçou minha idéia de que.. relaçoes lesbicas nao me interessam, pelo menos nao da forma que me interesso pelas relaçoes gays..é o ultimo filme no gênero que assisto.. nao foi o primeiro por muito pouco...A mais velha tinha uma familia super interessante.. a mais nova uma familia altamente chata.. daí a mais velha ser resolvida e a mais nova.. um nó..Me perdoem os críticos de plantao.. mas so falei o que realmente sinto.. Um filme pra esquecer rapidinho.. as atrizes sao ótimas..se nao forem lesbicas.. parabens.. convenceram..!! Nao acho o filme ruim, nem lixo como escreveram alguns colegas.. mas eu passo... respeitosamente.. eu passo!
Maxxuel 42
Maxxuel 42

17 seguidores 219 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 3 de setembro de 2022
O filme foca realmente nas emoções da personagem principal onde Inocência,Curiosidade, Desejo e Solidão são mostrados no seu rosto durante sua vida .Onde grande parte do público vai ver o filme pela polêmica cena lésbica, e não por 3 horas de as vezes partes desnecessárias e um final sem emoção.
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