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Matheus B.
18 seguidores
1 crítica
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5,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2014
Foi um filme muito bom, tem uma teoria, que diz que maior que ver um "monstro" e tomar susto, é deixar sua imaginação trabalhar e pensar como deve ser, spoiler: você pensa que a bruxa vai aparecer, mas ela nunca aparece, isso mexe muito com a imaginação. O filme de suspense que mais me deixou com medo que todos. Nota 5.
Provavelmente a obra-prima mais subdimensionada da história do Cinema. Muito para além de uma história de horror, este filme brilhantemente expõe a “anatomia do medo” (o título mais preciso para esta grande história). Passo a passo, os diretores vão destronando nossos principais alicerces – a líder do grupo, o mapa, e,´finalmente, a bússola. À precisão de um diapasão, transmitem a desorganização psíquica de cada personagem. Pouco a pouco, o espectador esquece os vícios de escolher qual mocinho ou qual vilão será seu foco de atenção, vidrando-se no puro horror do básico: escuro, falta de esperança, barulho. O “Real” lacaniano e o “Estranho” freudiano aqui se encontram, bela e precisamente.
Três estudantes de cinema embrenham-se numa distante mata do estado de Maryland, nos EUA, para realizar um documentário sobre uma lenda local conhecida como “A Bruxa de Blair” e desaparecem misteriosamente, deixando como pistas apenas a filmagem do inacabado documentário que indica que algo muito terrível aconteceu aos jovens. Excelente filme de terror, que causou frisson na época de seu lançamento nos EUA, por seu roteiro original e com os custos de produção baixíssimos. Um roteiro inteligente, que consegue amedrontar sem mostrar uma gota de sangue sequer, dando ao espectador a mesma sensação de medo e pavor dos personagens que, em outra sacada legal dos jovens diretores Daniel Myrick e Eduardo Sanchez, não escalaram estrelas badaladas do circuito de Hollywood. O arrepiante é que a história que assistimos é justamente o que os jovens filmaram, angustiados e aterrorizados, perdidos na mata e à beira da loucura. Para quem assistiu a este pesadelo chamado “A Bruxa de Blair” ("The Blair Witch Project", EUA, 1999), é quase impossível não estar em um local com árvores, à noite, e não se lembrar deste clássico do gênero de terror.
A Bruxa de Blair, não é apenas um filme comum, é uma experiência cinematográfica imersiva, esse, é aquele tipo de filme que você deve se colocar no lugar dos personagens... Os pontos fortes desse filme, é a originalidade, a atuação, e a ambientação, aliás, esse filme foi bem inovador pra sua época, arriscando num subgênero de terror não muito difundido até então, se hoje em dia você é um grande fã de filmes found footage, agradeça a os criadores de A Bruxa de Blair...
A prova de que uma boa ideia pode ser mais importante que um grande orçamento. A Bruxa de Blair não tem cenas apelativas de sexo ou violência, nem efeitos especiais altamente sofisticados, mas ao contrário de muitos filmes de terror mais atuais, consegue mexer com o psicológico de quem assiste, provocando ansiedade, curiosidade e apreensão. Obra-prima inigualável.
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