Quebrando o Tabu
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Sergio Batisteli
Sergio Batisteli

22 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 22 de julho de 2025
Quebrando o Tabu - Crítica

Sem quebras

Na tela assistimos a uma linha do tempo que traça as posições ideológicas dos ex-presidentes norte-americanos Nixon, Carter e Reagan (1969 a 1989), em relação à questão das drogas nos seus governos. De maneira bem humorada presenciamos os primórdios do consumo de drogas pela humanidade, através da utilização de imagens em animação, até chegar ao problema do tráfico.

(Quebrando o Tabu - Brasil, 2011, 80 min.) propõe abrir um debate, sobre os diversos lados que estão envolvidos no polêmico tema das drogas. A idealização de fazer um documentário que abrangesse essa discussão partiu do jovem diretor, Fernando Grostein Andrade, de “Coração Vagabundo” (2009). “Quebrando o Tabu” foi filmado em oito países: Brasil, EUA, Colômbia, Argentina, Holanda, Portugal, França e Suíça.

O ex-presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso é acompanhado por uma câmera, em diversas cidades do mundo onde o problema das drogas é recorrente, como Rio de Janeiro, São Paulo, Bogotá, Washington, Los Angeles, Amsterdam, entre outras.

O documentário apresenta entrevistas com pessoas que tiveram experiências relacionadas ao assunto abordado, que vão desde usuários até ex-chefes de Estado. Bill Clinton, Jimmy Carter, Ruth Dreiffus, Paulo Coelho, Drauzio Varella, Ethan Nadelmann, Gael Garcia Bernal, são alguns dos entrevistados do filme. FHC vai até as escolas conversar com alunos. Eles levantam questionamentos sobre os critérios de controle da atual política antidrogas e alguns alunos apresentam novos caminhos a fim de tentar melhorar essa política.

O filme acerta na escolha estética de inserir entre algumas entrevistas, elementos que não cansam o espectador, como a animação e a forma que são colocadas as informações no GC (gerador de caracteres).

“Quebrando o Tabu” é um longa-metragem com diversas informações sobre o histórico relacionado ao assunto drogas, principalmente em outros países pela relevância dos entrevistados, graças aos contatos internacionais de FHC. Mas o filme deixa a desejar pela maneira embrionária e superficial referente à sua proposta, no sentido de quebrar tabu e debater o tema. Ou seja, o documentário não debate, apenas apresenta. Podemos traçar um paralelo com os documentários “Encontro com Milton Santos” (2007), “Utopia e Barbárie” (2010), “Tancredo, A Travessia” (2010) de Silvio Tendler, que diferentemente de Fernando Grostein Andrade, vai mais a fundo nos temas abordados nos filmes.

Texto publicado originalmente em 2011

Sergio Batisteli é jornalista, criador de conteúdo do 'Blog do Sergio Batisteli - CineConecta'
cinetenisverde
cinetenisverde

29.471 seguidores 1.122 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 16 de janeiro de 2017
Existem filmes que não são apenas interessantes de se assistir como mais uma manifestação de arte. Os documentários, por natureza, quase sempre tentam nos envolver em algum tipo de realidade que, por muitas vezes não fazer parte da nossa, é preciso ser escancarada e dissecada da maneira como os idealizadores do projeto acreditam ser importante.
Lucas G
Lucas G

3 seguidores 27 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 20 de setembro de 2016
Achei interessante e instigante o tema abordado pelo documentário haja vista que temos enfrentado um avanço alarmante da violência urbana gratuito , porém creio que poderiam ter sido mostrados mais facetas do problema .
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