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Crismika
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510 críticas
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3,0
Enviada em 28 de abril de 2021
O filme é totalmente nostálgico, se passa em Recife e o único destaque fica para Hermila Guedes com sua perfeita atuação, no mais o filme é cansativo e arrastado. Pensei em desistir, mas consegui ir até o final.
Assisti e gostei. Alguns momentos um pouco lento, mas com realismo excelente, explicitando muito bem a problemática dos brasileiros urbanos sofridos. Filme brasileiríssimo!
Por muito tempo queria assistir a esse filme e confesso que a princípio, queria ver apenas por ser ambientado na minha cidade, Recife. Fui surpreendido por uma atuação muito boa da Hermila Guedes, que soube passar para a personagem todo o sentimento vivido. É simplesmente fantástico quando conseguimos viajar no mundo de Verônica, sentir todos os dilemas, todas as angústias e dúvidas sobre esse mistério chamado vida. Acho que todo mundo um momento ou outro, para para pensar sobre sua vida e sobre tudo que está passando. Esse filme soube mostrar, com bastante simplicidade e naturalidade, como é a vida real. Não achei as cenas de sexo exageradas, muito pelo contrário, foram fundamentais para a construção da personagem, que buscava no sexo uma saída de emergência dos seus problemas. O único ponto que ficou a desejar, foi o fato de não entrarem muito na vida da paciente que a Verônica sentiu empatia e a levou para casa. Poderiam ter explorado rapidamente, com um breve desfecho sobre a vida dela. Em geral, considero um filme muito bom e bem explorado. Recomendo que assistam e tirem suas próprias conclusões.
O cinema nacional vive um momento de evolução com grandes bilheterias e filmes que são sucessos comerciais sem precisar apresentar um à história cativante, contendo apenas boas cenas de comédia, ação, suspense ou sexo, mas é engraçado como este processo vem tirando a magia do cinema nacional, aquele brilho poético característico dos grandes filmes nacionais da década de 90 e do inicio do milênio vem sumindo e os filmes nacionais vêm cada vez mais sendo um puro produto de entretenimento. Era uma vez, eu Verônica é um filme que vem na contramão desta vertente usando um tom poético para descrever o dia a dia de uma jovem residente de medicina que está em busca de seu próprio eu, com uma direção impecável e uma atuação brilhante de sua protagonista Hermila Guedes, este filme nos leva á uma incrível viagem sobre o interior das mulheres de hoje que conseguem se multiplicar em varias personalidades para enfrentar os objetivos do dia a dia.
Nesta bela história Verônica (Hermila Guedes) é uma jovem residente de medicina que mora com seu pai, com o fim dos estudos e o inicio na nova profissão ela se coloca em um verdadeiro carnaval de sensações graças às novos desafios e aos desabafos feitos por seus pacientes, para se afastar deste mundo ela procura no sexo um momento de distração sem entra em uma busca louca pelo o amor apenas com o objetivo de saciar seus desejos, nesta busca pelo seu eu interior ele começa a utilizar um radio gravador para realizar auto consultas e avaliar seus próprios sentimentos, frustrações e vivencias entrando em uma viagem de descoberta dentro de si mesma, vivendo com intensidade sua experiência profissional, sua vida sexual e sua relação com seu pai. O filme é de uma beleza impressionante com sequencias muito bem encaminhadas e cenas de nudez que não são exageradas e são totalmente coerentes com a histórias diferente dos atuais filmes nacionais.
Por mais que Marcelo Gomes tente filmar sobre o vazio que habita o ser-humano, inclusive fazendo uma ótima relação ao fazer de sua protagonista uma psiquiatra, o filme acaba caindo na própria armadilha de falta de conteúdo. É vazio, Verônica é desinteressante e o filme gira, gira, e não diz absolutamente nada.
Os problemas começam e terminam quando o filme se baseia completamente em cima de uma personagem que tem alguns dilemas um tanto quanto inexplicáveis. Ainda que o drama de com o pai (interpretado com excelência pelo W. J. Solha) façam jus à melancolia de Verônica, todo o resto a sua volta passa longe de profundidade. Verônica, é, de certa forma, até fútil. Uma personagem de difícil identificação pra um filme que, notoriamente, pede a todo o momento isso.
Como para se autossabotar, como se precisasse ainda mais disso, lá pelas tantas o filme apresenta uma personagem que passa rapidamente pela história para se consultar com Verônica. Ela relata seu drama, de forma convincente e verdadeiramente tocante: tem tudo, e ao mesmo tempo sente um profundo vazio consigo mesma, está entregue à depressão e "parece que dorme, dorme, mas o sono não acaba". O roteiro a coloca ali para que Verônica criasse uma identificação com ela, e a protagonista realmente mostra entender o sofrimento da mulher que estava a sua frente. Mas o problema está aí. Essa identificação soa extremamente falsa. Forçada mesmo. E é complicadíssimo quando, naquele momento, o desejo de quem está do lado de cá da tela seja de que a câmera abandonasse Verônica e passasse a acompanhar aquela coadjuvante, que parece tão mais irresistível.
Era Uma Vez Eu, Verônica só não é um completo fiasco porque seus atores dão um show. Hermila Guedes não está em seu melhor momento, mas continua fabulosa, tentando dar consistência a uma personagem bastante rasa. Todas as pequenas participações de personagens inseridos ao longo da narrativa como pacientes da recém-formada médica também são bem trabalhados, de modo que as cenas dos atendimentos clínicos são as melhores de se assistir aqui. O pseudo-romance com Gustavo também é outro ponto tratado de forma bastante negligenciada nesse roteiro, o que também expõe a superficialidade de sua protagonista. E não vou nem entrar no mérito da apelação... Eu esperava gostar bastante do filme antes de assisti-lo, mas quando subiram os créditos a única coisa que eu pensei foi: ainda bem que não gastei dinheiro em um ingresso de cinema com esse filme no ano passado.
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