Somos Tão Jovens
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4,0
988 notas

108 Críticas do usuário

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Alexandre S.
Alexandre S.

153 seguidores 116 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 4 de maio de 2013
Quando vc escuta falar de Renato Russo, vc lembra automaticamente da Legião Urbana. Um filme q promete contar a criação da Legião, mas acaba usando uma linguagem um tanto qto de filmes adolescentes. O maior pecado do filme é a estruturação do roteiro, sendo um tanto qto desordenada. Agora, a interpretação de Thiago Mendonça é algo assim, sensacional. Vc consegue ver o gestual do artista, além do ator ainda mostrar o trabalho vocal feito para o filme como tbm o baixo q foi aprendido pro filme. Uma trilha sonora de encher os ouvidos tbm conta positivamente pro filme. Para fãs de Renato e da Legião, vale uma passadinha!!
ziul
ziul

47 seguidores 7 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 10 de maio de 2013
Legião é o coletivo de anjo. E demônio também. Sério, pode procurar no dicionário. Uma Legião Urbana é então uma horda de cidadãos, meio angelicais e meio diabólicos que circulam pela cidade, buscando vida, sobrevida, ultravida, buscando extrapolar os limites cotidianos e assumir um nível de experiência colada ao corpo e ao espírito, que os façam sentir grandes, semideuses, que compartilham a mudança que o mundo precisa. É essa a Legião Urbana que funda Renato Russo.

Somos Tão Jovens (2013), filme de Antonio Carlos da Fontoura, é sobre a adolescência de Renato Russo (Thiago Mendonça), um dos maiores expoentes da nossa música nacional e um dos fundadores do rock de Brasília, cuja galera ele costumava chamar de “candangos”. Aqueles jovens, crescidos na barra da saia da ditadura, que viam os absurdos políticos mais próximos que os outros do litoral, aprenderam na criatividade do tédio desértico da cidade mais planejadamente fria que seria a partir da atitude rock’n roll que algumas transformações se dariam em nosso país.

O interessante é que, por se localizar nos anos da juventude de Renato, o filme nos faz conhecer um lado peculiar da vida do cantor: a fundação da sua primeira banda, – o Aborto Elétrico – suas primeiras amizades, descobertas sexuais, dos “meninos e meninas”, bebedeiras, encontros nos gramados de Brasília e da gradual maturidade que atinge o poeta que, aos poucos, começa a entender o mundo não de um viés individual, mas por uma dimensão coletiva.

Entretanto, por ser um filme localizado muito na adolescência do cantor está ainda repleto de caprichos adolescentes. Grande parte da rebeldia é exposta apenas com rasgos nas roupas, penteados proto-punk, gritos aqui e acolá. Em algum momento, é possível se crer que o lado contestador de Renato se limitava a invasão festas e troca de fitas k7 do som por algum punk com três acordes. O legal disso é que, de alguma forma, a obra escapa das idealizações comuns aos filmes biográficos que insistem em superlotar os diálogos de frases de efeito.

Somos Tão Jovens nos dá a conhecer também um pouquinho daquela cena do rock que nascia, ganhava espaço e se formatava como uma importante voz da cultura nacional, junto com os rapazes do Rio de Janeiro – Cazuza, Lobão – e de São Paulo – Ultraje a Rigor, Titãs, entre outros. Triste é perceber como essa cena desapareceu e, nossa juventude, foi gradualmente mantendo aquele tédio de lá, porém sem qualquer vestígio de rebeldia ou vontade de mudança. Ele expõe, em última análise, nossa pasmaceira geral completamente distinta daquela efervescência cultural.

O filme, no geral, me parece feito de um modo apressado e demasiadamente apegado às canções de Renato, como se o diretor e o roteirista se esforçassem para fazer caber todas as músicas daquela época dentro do filme que, em muitos momentos, fica parecendo um imenso ensaio de garagem com alguns fatos em shows de pequenos bares. Tal fato, no entanto, não deixa de emocionar, principalmente aos saudosos fãs que veem ali uma possibilidade de matar saudades e acompanhar a ascensão de um de seus ídolos. É claro que os fãs mais histéricos e participativos insistem em apontar os erros biográficos aqui e acolá sem em nenhum momento imaginar que uma cine-biografia é uma construção ficcional baseada em relatos, não um projeto científico de verdade. Mas, vá lá, sabemos todos que fãs são pessoas a se levar muito a sério.

Somos Tão Jovens é mais um filme dessa nova leva de um país que repensa seus excluídos, seus párias, seus filhos que ficaram no limbo, dando a eles destaque, buscando redimir um prejuízo histórico cujo preço vamos pagando só agora.
Neto S.
Neto S.

30.586 seguidores 773 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 5 de março de 2014
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana. Bom filme , boa história e boas atuações recomendo nota 8.5
Kamila A.
Kamila A.

7.940 seguidores 816 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 6 de maio de 2013
De uma certa maneira, o filme “Somos Tão Jovens”, dirigido por Antonio Carlos da Fontoura, dialoga bastante com o documentário “Rock Brasília: A Era de Ouro”, dirigido por Vladimir Carvalho. Em comum entre os dois longas, além do fato de se passarem em Brasília, existem as personagens que movem a história e que são aqueles jovens que, no final da década de 70/início da década de 80 se reuniam no pátio localizado em frente aos edifícios da Colina e ali começaram a germinar as primeiras sementes de um movimento musical que modificou a cena brasileira nos anos 80.

Entretanto, para o filme dirigido por Antonio Carlos da Fontoura, a personagem mais importante é aquela que é considerada um dos maiores letristas do rock nacional: Renato Manfredini Júnior, que ficou conhecido como Renato Russo. O roteiro escrito por Marcos Bernstein (com a colaboração de Victor Atherino) segue Renato (Thiago Mendonça), no período de 1976 a 1982, quando ele, um adolescente tímido, afeiçoado à literatura e à música, começa a dar os seus primeiros passos como compositor e como músico no Aborto Elétrico, numa curta trajetória solo e, enfim, na Legião Urbana.

Ao contar a história de Renato, em “Somos Tão Jovens”, é inevitável ao diretor Antonio Carlos da Fontoura tocar nos nomes conhecidos do mesmo cenário musical e que também estavam no documentário “Rock Brasília: A Era do Ouro”. Porém, a equação nova acrescentada à essa história foi o relacionamento de Renato com seus pais (Sandra Corveloni e Marcos Breda) e a irmã (Bianca Comparato) – uma família amorosa e que o encorajou em tudo aquilo que ele quis fazer e ser – e com aquela que podemos considerar a sua melhor amiga, Ana (Laila Zaid), com quem ele teve os primeiros contatos com sentimentos como amor, dor e decepção – que, não custa nada lembrar, foram boa parte da matéria-prima das músicas escritas por ele.

Existe um elemento curioso a se observar na estrutura narrativa de “Somos Tão Jovens”. Várias cenas nos levam por trás das situações que, provavelmente, inspiraram Renato Russo a compor sucessos como “Que País é Este”, “Faroeste Caboclo”, “Ainda é Cedo”, “Geração Coca-Cola”, “Tédio (com um T bem grande pra você)”, “Eu Sei” e “Química”. Por isso mesmo, o roteiro se sujeita a situações meio “forçadas”, como, por exemplo, numa cena em que Ana, Renato e seus amigos entram numa festa de uma filha de um embaixador e trocam o seguinte diálogo: “que festa estranha!”, “que gente esquisita!”.

Além disso, o diretor Antonio Carlos da Fontoura poderia ter sido mais cuidadoso na direção de seus atores. É inegável a dedicação e a entrega de Thiago Mendonça ao papel de Renato Russo. Porém, o ator vive numa linha tênue entre aquilo que podemos chamar de performance e imitação, na medida em que ele exagera em vários trejeitos que faziam parte daquilo que Renato Russo era, como, por exemplo, a forma enfática de falar, com muitas caras e bocas. A mesma situação é vista com o ator Edu Moraes, que interpreta Herbert Vianna. A forma como esse ator faz o papel, a maneira como ele imita a forma de Herbert falar, chega a ser constrangedora de se ver em cena.

Apesar disso, não dá para negar que “Somos Tão Jovens” é um filme muito vibrante e feito com muita paixão, que consegue captar um momento mágico vivido na capital federal, quando jovens oriundos da classe média alta, filhos de funcionários públicos federais, diplomatas, professores universitários, embaixadores e militares mudaram o curso da música brasileira, por meio de um movimento musical com influências do punk rock e do pós-punk inglês, porém com letras bem adaptadas à realidade nacional. Isso foi muito bem representado por Renato Russo, cujas canções, sem dúvida alguma, e já pedindo perdão pelo trocadilho, continuam a mover legiões e gerações pelo Brasil inteiro.
Gabriel C.
Gabriel C.

15 seguidores 5 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 9 de maio de 2013
Goostei do filme do Renato Russo
mais achei que faltou muuita coisa ! Tipo, o filme começa, eles criam a banda e quando começam a fazer sucesso o filme acaba..
Tem que ter o 2 !!
ivancezanne
ivancezanne

11 seguidores 11 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 28 de julho de 2014
O Renato durante o filme todo foi um mero adolescente. Poucos puderam ver um Renato 'tão jovem' como ele e todo o rock brasiliense fora. E é aí onde reside o sucesso do filme, não há invenção de história.
No entanto, falha e, pra mim, falha grave por ser manipulado e omitir muita coisa que não seria muito agradável; personagens importantes são omitidos (Negreti, p.e.) e isso é sério.
Tassiana
Tassiana

13 seguidores 41 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 26 de maio de 2013
“Somos os filhos da revolução, somos burgueses sem religião, somos o futuro da nação”.
Renato Russo traduzia aquilo que os jovens da “Geração Coca-Cola” queriam dizer. Era uma personalidade complexa do rock’n roll além de um ser humano muito sofrido. Me recordo que Legião evitava fazer aquilo que a maioria das bandas faziam como ir a Programas de Auditório com frequência e Festivais; a verdade é que eles não adotavam procedimentos impostos por gravadoras na época. Acredito que esse foi o grande diferencial da banda, o que a tornava autentica e carismática. Ouvir Eduardo e Mônica na rádio era fora do comum já que a música durava quase oito minutos. A partir do álbum “Dois” de 86 até “As Quatro Estações”, de 89, é perceptível a maturidade da banda e a inspiração de Renato Russo.

Logo, o filme, de forma sutil, nos mostra essa ascensão da banda, e nos faz compreender um pouco por que Renato Russo se expressava de maneira tão sentimental, rebelde, às vezes neurótica. Impossível ficar indiferente às músicas, que cresci ouvindo, e à atuação de entrega de Thiago Mendonça. Há falhas no roteiro, é evidente, bem como interpretações pífias do elenco de apoio, porém o filme envolve, especialmente a galera que curtia o som da Legião. A abertura do filme é forte e nos deixa com um nó na garganta. Vale assistir desarmado, pra matar a saudade do que nos fez tão bem quando éramos tão jovens!
Marcio S.
Marcio S.

108 seguidores 126 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 11 de abril de 2014
Nunca fui fã da Legião Urbana, mas reconheço a qualidade principalmente das letras elaboradas por Renato Russo. Neste filme somos apresentados a vida do cantor no começo de sua vida artística. A atuação do ator Thiago Mendonça realmente é o ponto alto do filme.
O filme se passa no fim dos anos 70 e início dos 80. A ditadura está presente. Nesse contexto somos apresentados ao nosso protagonista que vivia em Brasília em busca de um rumo em sua vida e que sonhava em ser um astro do rock. A partir daí é a história.
Ao analisarmos o filme temos como destaque absoluto o ator Thiago Mendonça que desenvolveu tão bem esse protagonista que conseguiu marcar gerações. É incrível como vemos o ator ser Renato Russo. A maneira como ele dança é idêntica à qual assistirmos durante o Legião Urbana. Até na hora que arriscar a cantar, o ator consegue atingir em tons graves uma voz semelhante a dele. É importante também ser imparcial e nessa parte acho que o roteiro acerta. Renato Russo não era nenhuma figura fácil de se lidar e isso é apresentado no filme, porém a nostalgia reina e junto com a composição realizada pelo ator conseguimos participar do começo da vida artística de um dos melhores letristas do Brasil.
Assim como há pontos de acerto no roteiro, acredito que há pontos pouco desenvolvidos. Por exemplo, (não sei por que) seus casos homossexuais não são tão avançados como é nos contado a história de amor dele com Ana Claudia (Laila Zaid). O roteiro também não consegue passar o clima em que Renato Russo viveu. Apesar de sempre dizer que está se passando na ditadura, tirando uma cena ou outra não conseguimos sentir realmente a temperatura da época. Em minha opinião a fotografia poderia ser mais anos 70/80, pois ajudaria mais a entrarmos naquela época. Como exemplo, cito o filme No que tem uma fotografia que é muito semelhante à época em que os protagonistas vivem.
Um filme que nos conquista principalmente por termos uma composição feita com tanta dedicação pelo ator e por sentirmos tanta falta da figura de Renato Russo que saiu de cena ainda cedo.
Franklin  S.
Franklin S.

68 seguidores 107 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 10 de março de 2014
O filme peca em falar apenas do Renato Russo como Cantor e esquecendo de aprofundar em sua vida pessoal,Da doença a Homossexualidade,outro ponto negativo foram as frases -que muitas das vezes soava forçado- que eram tiradas das musicas para se aproximar com o um geral pode agradar (talvez os fãs mais acidos que esperavam algo mais aprofundado tenham se decepcionado) A trilha sonora com as musicas de legiao urbana embalando as açoes dos personagens foi um bom ponto positivo.-Recomendo-
Amanda Nunes
Amanda Nunes

5 seguidores 6 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 5 de maio de 2013
Eu ainda sentia os efeitos da última sessão.
É, posso dizer que durante toda a semana, vez ou outra, lembrava dos olhos azuis, maliciosos, ameaçadores e penetrantes de Alex De Large, personagem do Malcolm Macdowell em Laranja Mecânica.
Novamente é fim de semana e a cinéfila aqui precisava de mais uma dose da sétima arte.

Acabou a sessão e fui embora mais que depressa.
Não queria passar em nenhum outro lugar, ou falar de nenhum outro assunto, nem ocupar a mente com nada que pudesse me roubar a emoção que estava sentindo ao terminar de assistir o filme ``Somos tão jovens ´´.

Pra quem espera uma biografia da vida do Renato, ou a história completa da Legião Urbana, aviso que não se trata nem de uma coisa nem de outra.
O filme retrata o comecinho da história do Renato Russo, antes de ele ter uma banda, ainda na época da ditadura militar, com seus 17/20 anos.
Um Renato Russo ainda se descobrindo como artista, como ser humano, com dúvidas, com muitos sonhos, como os jovens dessa idade. Que ainda descobria o Punk Rock através dos Sex Pistols, que dava aulas de inglês, morava com os pais e bebia com os amigos.
Um rapaz que tinha o sonho de montar uma banda e que queria ser conhecido não pra ficar famoso, ter status, fazer um vídeo clipe, e aparecer na mídia, mas queria ser conhecido enquanto artista, queria atingir as pessoas com a sua música, sair da cidade tediosa que era Brasília, viver novas experiências.
E talvez esse seja um dos grandes diferenciais das bandas que surgiram nessa época - O rock despretensioso, comercialmente falando, mas gigante enquanto arte e forma de expressão cultural de uma geração. E o filme mostra bem essa essência.

Mostra a formação do Aborto Elétrico, que resultou depois na Legião Urbana e no Capital Inicial, duas das mais consagradas bandas de rock nacional.

O filme de Antonio Carlos da Fontoura deu conta do recado, que nada mais era que falar da parte da história menos conhecida da vida do Renato, uma escolha bem assertiva, já que fazer um filme sobre o Renato ídolo e já consagrado, seria na minha opinião arriscado.
Thiago Mendonça, o ator que interpreta Renato Russo está impecável, em termos de aparência, voz, trejeitos, gestos e na forma de se movimentar nos palcos que o Renato tinha que era tão singular e conhecida do seu público.

As músicas da banda em versões instrumentais, emocionam, bem como as explicações sublimes sobre as motivações que originaram algumas das canções.

As letras do Renato tem um poder absurdo de me emocionar.
A sensação que tenho quando as ouço é de que nós fomos amigos, convivemos juntos porque eu entendo tudo o que ele escreve e canta e sinto que isso é tudo o que eu também diria e escreveria se tivesse o seu talento. E essa não é uma sensação exclusiva minha, mas de uma geração.
E o filme ``Somos tão jovens ´´, aproxima ainda mais os fãs do ídolo, porque o torna ainda mais humano aos nossos olhos.
É a primeira e a sétima arte aproximando pessoas e imortalizando histórias.
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