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Roger S.
1 crítica
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0,5
Enviada em 16 de junho de 2013
Sinceramente me senti lesado pois fui para assistir a um filme com um roteiro bem definido e vi outra história com personagens vagamente inspirados na música do Renato. Decepção total!
SURPREENDENTE !!! Não esperava muito desse filme por conta do trailer. Me parecia vazio... + fiquei 50 tons de bege, qndo me vi que conseguiram passar a música do nosso querido Renato, de uma forma tão clara !! O cinema nacional não deixa a desejar +1 vez !!
poderia ser melhor, não foi utilizado nem metade da letra da musica para se criar a história completa, não estou dizendo nos mínimos detalhes, mais poderiam ter aproveitado mais da musica.
Bom eu assisti o filme e confesso que o filme é muito bonito apesar de que eu esperava isso não o compromete tanto, tem uma ótima direção ,uma imagem de fazer inveja e destaque para a atuação de Ísiz Valverde que foi fantá sempre os palavrões que sempre estão presentes no cinema Brasileiro hoje em dia com menos força do que antigamente mas ainda sim sempre tem um ''Palavrão'' o que acaba muitas vezes deteriorando o filme, no Filme faroeste caboclo não é diferente,spoiler: tem alguns palavrões,se não tivese eu acredito que faroeste caboclo seria uma obra de arte muito mais intensa e bela do que já é!
Existem certas músicas cujas letras são tão bem descritivas que a gente não hesita em imaginar a história por trás delas acontecendo em nossa mente. “Faroeste Caboclo”, música composta por Renato Russo, gravada pela Legião Urbana no álbum “Que País é Este”, com certeza é uma delas. A história de João de Santo Cristo, um traficante nascido no interior do Nordeste que se muda para Brasília, onde conhece um caminho de sacrifício, pobreza, riqueza, violência, amor e redenção, estava fadada a ser transposta para o cinema – seja num longa-metragem ou num curta-metragem.
É justamente esta canção que inspira o filme “Faroeste Caboclo”, do diretor René Sampaio. Ao nos depararmos com os acontecimentos retratados nos 106 minutos de duração do longa, chegamos à conclusão de que se trata de uma livre adaptação da música de Renato Russo, na medida em que a jornada de João de Santo Cristo (Fabrício Oliveira) perde alguns de seus elementos originais (notadamente a crítica social contida na letra de Renato Russo) devido ao fato do roteiro escrito por Victor Atherino, Marcos Bernstein e José Carvalho privilegiar a história de amor que surge entre João e a jovem Maria Lúcia (Ísis Valverde), estudante de Arquitetura e filha de um Senador (Marcos Paulo, em seu último papel no cinema).
Por meio do retrato desta história de amor entre duas pessoas de origens e culturas tão diferentes, temos o desenrolar daqueles elementos que faziam de “Faroeste Caboclo” uma história muito forte. João de Santo Cristo representa muito bem aquele tipo de visão que já é quase que ultrapassada da glamurização da violência. Na forma como é retratado em sua versão cinematográfica, João de Santo Cristo é uma vítima da realidade na qual estava inserido e suas ações eram somente uma reação a toda a dor e sofrimento a qual ele estava sujeito, de uma forma que nem o amor ou a vontade de ser alguém melhor conseguiria redimir o seu caminho.
Como está implícito no próprio nome da canção/filme, “Faroeste Caboclo” tem muita influência de um dos gêneros mais tradicionais do cinema norte-americano. João de Santo Cristo era um anti-heroi solitário, cuja zona de conforto era o uso da violência. Entretanto, o lado surpreendente – e corajoso – desta história é a sua falta de moralidade, especialmente se levarmos em consideração que o desfecho dessa trama é um resultado direto da vida e das escolhas feitas pelas personagens. Em sua estreia como diretor de um longa-metragem, René Sampaio surpreende ao entregar um filme bem realizado do ponto de vista técnico, com cenas belamente fotografadas e com atuações excelentes, principalmente do trio de atores central formado por Fabrício Oliveira, Ísis Valverde e Felipe Abib (que interpreta Jeremias, o terceiro vértice dessa história).
O filme é uma ótima adaptação da musica de Renato Russo. Não deixando de lado pontos cruciais e importantes que se passam na historia. René Sampaio fez uma ótima direção, e o elenco estavam afiados. Porém, acredito que a Ísis Valverde ficou devendo na atuações onde se exigia um pouco mais de drama, mas, mesmo assim, juntamente com Fabrício Boliveira foram muito bem dirigidos tendo destaque na atuação. Recomento, vale apena o valor do ingresso.
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