Algumas partes são parecidas com a música, eu só acho que não deveria levar o nome da música se não segue a risca, o final por exemplo, foi ridículo, na música agente imagina as pessoas vendo, filmando, o diabo a quatro, o estupro dele seria na cadeia, e ele ficaria rico, depois voltaria e veria que Maria Lucia teria se casado, se a história era boa, por que mudar? Acho que Renato Russo não teria gostado da adaptação não, mas quem sou eu pra julgar, minha opinião, ruim.
Filme inspirado na música de renato russo onde conta a história de João de santo cristo e Maria Lucia. Falando um pouco do roteiro é inevitável que você tente encaixar o filme com a música mas isso é um pouco confuso pois ficou muita coisa de fora, posso dizer que este filme é levemente baseado na história da música. Obviamente algumas falas são idênticas a letra original, logo de início já da pra perceber que não é exatamente fiel apenas o enredo central, mas apesar disso é um bom filme. O Fabrício Boliveira está bem no papel principal apesar de ele se ferrar o todo todo no filme, o que mais me incomodou neste filme foi a Isís Valverde que apesar dela ser muito linda é muito ruim como atriz, mas o melhor dela é que ela paga um peitinho no filme, para uma personagem tão dramático como a Maria Lúcia precisaria de uma atriz melhor pois ela chega a ser irritante em alguns momentos e o Jeremias também deixou a desejar pois como o Felipe Adib é comediante ele não é mal o suficiente como um vilão deve ser quem sabe um Wagner Moura seria muito melhor. Mas o ponto alto do filme é lógico o duelo que fecha a música, mas também é totalmente diferente a não ser pelo local na Ceilândia no lote 14, no mais é tudo diferente, como termina não precisa dizer pois é só ouvir a música novamente ... E a trilha sonora é totalmente de música da Legião mas a música título é tocada apenas nos créditos ... na minha opinião é um bom filme mas teria potencial para ser melhor se fosse melhor adaptado o roteiro
Me decepcionou por não ser fiel a música como acho que todos esperavam. Foi interessante e nada de diferente dos filmes nacionais, em especial os que tem Brasília com o cenário.
não ficarei surpreso em ver este filme concorrendo ao oscar. Estão de parabens producao, direcao e atores....Eete filme foi uma surpresa boa pra este ano.
Definitivamente, o melhor do filme é matar a saudade da Legião. Isso tudo se torna ainda melhor com a interpretação de Fabrício Boliveira, que tem sangue nos olhos ao incorporar João de Santo Cristo. A fotografia é de bom gosto, as atuações convencem e o filme acaba envolvendo do início ao fim. A adaptação da música é sensata sem ser extrema e esse é o ponto chave do filme. Bastante positivo o fato do cinema se apropriar de uma história tão rica e adaptá-la para as telas. Essa transposição é muito compreensível e, ao contrário do que muitos defendem, o barato está na diferença com que ambas as artes – literatura e cinema – lidam com a história de Santo Cristo. No filme Faroeste Caboclo, as armas usadas são a fotografia, a trilha sonora, os movimentos de câmera, especialmente que fazem lembrar cenas memoráveis do faroeste nos cinemas (referências inclusive são feitas). O audiovisual impera. Agora, se pensarmos na música, na história em si, as armas usadas são outras: a julgar pela narração, as metáforas, o vocabulário propriamente dito, enfim, a nossa própria imaginação diante da criatividade de Renato Russo. É legal que sejamos menos críticos quando pensamos em entretenimento, ainda mais algo com caráter “nostálgico” como Legião. E pensar que Faroeste Caboclo, antes mesmo do disco ser lançado, quando tocada pela primeira vez no Rio (se não me falha a memória no Morro da Urca) foi vaiada... Sem contar o problemão que gerava nas rádios, devido ao seu tamanho e aos palavrões. Era o tempo dos radialistas fazerem um pit stop para o lanche, para o banheiro... Uns a consideravam chata, outros exaustiva. A verdade é que era um misto de tudo e esse era o grande barato da música, e continua sendo. Apesar de tudo isso, Faroeste Caboclo foi um sucesso! E com o filme não podia ser diferente. Finalmente o mito de Santo Cristo é concretizado. E Boliveira o interpreta de corpo e alma.
Adaptação ao cinema desconstrói a música para deixá-la mais trágica e atual
Desta vez João não quer falar com o presidente, para ajudar "toda essa gente" que sofre. Faroeste Caboclo, a adaptação ao cinema da canção da Legião Urbana, não tem essa ambição, essa vocação midiática. Ao contrário de Somos Tão Jovens, em que Renato Russo sempre tem espectadores quando canta, o João de Santo Cristo do filme não é visto pelas "câmeras de TV", nem pelo "povo a aplaudir".
Essa opção por um registro menos espetacular (ou espetaculoso) do que a letra da música sugeria é um dos acertos do diretor estreante René Sampaio. João, o sertanejo da cidade de Santo Cristo que no fim dos anos 1970 encontra em Brasília o amor e a morte, não tem como dividir com os outros sua sombria predestinação. É um herói solitário como os bons tipos condenados dos westerns, e ao tornar mais introspectiva essa jornada, ao negar a audiência da "Via Crúcis que virou circo", o filme deixa mais trágico o texto de "Faroeste Caboclo".
Essa opção por seguir um tom abaixo da canção (há discursos no filme, mas nada de santidades) permite que o espectador perceba os fatores que tornam Brasília um lugar alienante - a cidade do modernismo brutalista de Oscar Niemeyer cujos espaços de exclusão consumam o isolamento de João. A quadra onde mora Maria Lúcia (Ísis Valverde) é um desses lugares, e João consegue com algum malabarismo (a escalada é uma boa sacada do filme) burlar a distância que o separa da menina. Mas basta voltarmos à Ceilândia - cenário setentista que a produção, ao filmar em Jardim ABC, bairro mais afastado do Plano Piloto, consegue emular bem - para entender que João não pertence a Brasília, porque ninguém pertence a Brasília de fato.
Sampaio faz com competência essas escolhas que potencializam a história de João, e filma o esperado duelo contra Jeremias (Felipe Abib) com a gramática visual que se tornou regra nos faroestes depois de Sérgio Leone, cortando do plano aberto direto para os close-ups. O grande trunfo de Faroeste Caboclo, porém, é a escolha de Fabrício Boliveira para interpretar o protagonista. Como a canção não é precisa sobre a etnia (diz apenas que João sofria preconceito por sua cor), seria muito fácil, e até lógico do ponto de vista do mercado, colocar um ator mulato como herói, uma forma de atingir um público maior da nação "parda" brasileira.
Boliveira, porém, é inconfundivelmente negro. E Sampaio não se furta a enquadrar o ator na contraluz, contra aquele sol seco do Cerrado, que vez ou outra torna o rosto de Boliveira uma mancha na tela. Se o filme conta a história de como João de Santo Cristo foi anulado pelo Sistema (as capas de jornal na frente do rosto, a História acima do indivíduo, outra boa sacada), a fotografia completa a equação: sombra de dia, vulto de noite.
Faroeste Caboclo não é um filme perfeito, mas serve bem para nos lembrar de questões raciais que o Brasil - no eterno atropelo de querer que o nosso prometido Futuro chegue logo; atropelo do qual Brasília sempre foi símbolo - finge que não existem mais. Pois não é por acaso que o filme de Sampaio deixa de fazer referências à ditadura (nada de generais ou "bombas em bancas de jornal"): mais do que um Estado de Sítio, o Brasil do filme é o Brasil do presente.
Faroeste Caboclo é uma canção que esta no hall de maiores clássicos do Rock Nacional, lançada pela lendária banda de Brasília Legião Urbana em seu álbum de 1987 “Que país é este” está canção com 168 versos e mais de 9 minutos de duração foi composta pelo líder da banda e um dos maiores ícones da música brasileira Renato Russo que á compôs no fim dos anos 70 quando ele se apresentava como O Trovador Solitário abrindo shows e participando de alguns eventos em Brasília. Quando á canção foi lançada em 1987 o impacto foi imediato e as rádios a tocavam initerruptamente mesmo com a restrição da censura na época, a música se tornou um hino e muitos já discutiam sobre a estrutura da historia que ela contava e de como era completa com toda sua ação e seus contextos dramáticos, durante anos vários projetos foram engavetados por falta de verba e de um roteiro que empolgasse as produtoras. Finalmente Paulo Lins escreveu um roteiro que chamou a atenção e Rene Sampaio aceitou o desafio de levar esse clássico aos cinemas, mas será que eles foram capazes de criar um bom filme sem perder o espirito e a essência da canção?
Aqui vão duas explicações já que não encontrei outra forma de falar sobre este filme pois senti que o público que iria se dirigir ao cinema para vê-lo ia se dividir em dois tipos de público que classifiquei da seguinte forma:
· Quem nunca ouviu a música Faroeste Caboclo. Para este público o filme convence é uma grande produção nacional com uma história da ascensão e a queda meteórica de um candidato a chefão do crime que teve sua vida marcada por perdas e dramas familiares que p levaram a se revoltar com o mundo e com as autoridades e viver em uma vida de fora da lei cheia de morte e vingança, até o momento em que conhece o grande amor da sua vida e esse amor faz com que ele repense toda sua vida e largue o crime mas o surgimento de um algoz e a perda desse amor faz com que ele volte a trilhar o seu caminho, um caminho no mundo sombrio direto a morte. Profundo né!!!!
· Quem ouviu a música Faroeste Caboclo e é fã de Legião Urbana. Para este público no qual eu me encaixo a expectativa era assistir o filme e sentir estar ouvindo cada um de seus 168 versos a cada cena, era um roteiro já pronto uma história muito bem estruturada, com todos os aspectos necessários para um filme de sucesso, o filme muda toda a cronologia da história troca os fatos e muda a origem e o final dos principais personagens cria um João de Santo Cristo muito calado e pouco destemido e acaba com o melhor momento da música o grande duelo entre João e Jeremias limitando a cena a um misero duelo em um campinho. Renato Russo está se revirando no túmulo tenho certeza!!!
Tire suas próprias conclusões e vá correndo assistir, espero que você se divirta mais do que eu e se você quiser entender o porque da minha revolta depois de assistir o filme acesse o link abaixo e ouça este clássico do Rock Nacional.
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