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Baloo
1 crítica
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4,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Ao chegar ao cinema esperava ver um filme brasileiro de qualidade. Apenas isso! Não imaginava ver um filme tão sensível e com uma fotografia "tão cítrica"... Os tons laranjas e verdes são descobertos de forma tão espetacular e genuinamente inocente que não se percebe a sua profundidade... Os atores interagem de maneira peculiar com a câmera, o que nos remete a um novo limiar... Piadas toscas feitas de maneira tão bem articuladas que se torna engraçadas e geniais. Fiquei extasiado ao ver a placa da minha cidade ( Montes Claros ) no filme. Tudo muito dramático, romântico... e acima de tudo leve. Esse é um bom exemplo que um filme brasileiro pode ser cult, sem ser chato e piegas, que pode ser artístico e ser pop... Recomendo!
...Tive o prazer de assistir o filme na Mostra Internacional SP. Lírico, belo, singelo, simples....enfim,maravilhoso!
Selton consegue se reinventar como ator, Paulo José fabuloso em cena, Teuda Bara simplesmente luxuosa! A Trupe do Circo Esperança foi garimpada a dedos mágicos e o resultado é um carinho para os cinco sentidos...
Parabéns Selton e Marcelo Vindicatto pelo roteiro impecável e parabéns a toda equipe! Foi o melhor presente de 2011!
"O Palhaço" é um filme marcado pela sobriedade e profundidade. Seus temas, essencialmente existenciais, centram-se na figura do protagonista e evocam o clássico questionamento: "Quem faz o palhaço rir?". A fotografia é competente, utilizando a teoria das cores de forma narrativa em momentos pontuais. Não obstante, as atuações são sólidas, com destaque para a entrega de Selton Mello.
A obra guarda semelhanças temáticas com o livro "Noites Brancas", de Dostoievski. O plot desenvolve-se com naturalidade e, assim como ocorre com Nastenka na literatura, o tempo é um elemento implacável. Nota-se no protagonista traços do "homem supérfluo": alguém que, embora tenha plena consciência de seus dilemas e da própria estagnação, parece incapaz de agir para transformá-los. Por essa sensível exploração da condição humana, o filme merece nota 8.
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