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Na pacata cidade mineira de Araguari, em 1937, durante a ditadura de Getúlio Vargas, os irmãos Sebastião (Juca de Oliveira) e Joaquim Naves (Raul Cortes) são acusados pela morte de um homem que desapareceu com grande soma de dinheiro. Depois de barbaramente torturados, suas mulheres violentadas e uma interminável pressão física e psicológica, confessam o crime que não aconteceu. No julgamento são absolvidos duas vezes, mas condenados pelo veredito da Corte de Justiça. Quinze anos mais tarde a suposta vítima reaparece, sem saber de absolutamente nada do que se passou. Drama contundente dirigido em 1967 por Luís Sérgio Person e com roteiro adaptado do romance de João Alamy Filho, que fora advogado dos irmãos. Além de Raul e Juca, um afinado elenco, contando com Anselmo Duarte, Sérgio Hingst, Lélia Abramo, Cacilda Lanuza. Vencedor no Festival de Brasília como Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Atriz Coadjuvante (Lélia Abramo). Um fato de nossa história de injustiça e crueldade de um governo déspota.
O filme impressiona na realidade das cenas de tortura, principalmente devido às grandes atuações. É direto em retratar o drama vivido pelos irmãos Naves e ao mesmo tempo incrivelmente preciosista nos detalhes sobre o processo judicial e atuação policial. Quem conhece o interior de Minas Gerais, e principalmente se for advogado (como é o meu caso), se identificará com as dificuldades enfrentadas devido à falta de juízes nas comarcas longínquas e práticas arcaicas. Outro fator de destaque, infelizmente, é a fala do Advogado dos réus sobre o papel da polícia e uso da tortura. O filme é muito técnico na parte jurídica e muito recomendado para quem cursa Direito, principalmente para quem se identifica com a atuação criminal. Por fim, o filme levanta grandes reflexões sobre justiça, Direito, Poder Judiciário e história brasileira. Se você gosta de filmes clássicos de julgamentos, como “Doze Homens e uma sentença” e os baseados nos livros de John Grisham, certamente irá amar este.
Filme magnífico! Uma interessante e bem contada história. Narrada com fidelidade aos fatos. Com a participação de grandes atores em excelentes atuações somadas à genialidade de L S Person.
O melhor filme de julgamento que já vi, com a atração adicional de ser um caso real, rigorosamente fiel aos fatos. Deixa longe as drogas do gênero que o cinema americano nos impõe. Recomendo sem reservas.
Um filme realmente brasileiro!
Em preto e branco o filme retrata o poder e abuso do sistema...triste realidade mais veridica!!!Recomendo a todos que gostam de cinema!
Em preto e branco o filme retrata o poder e abuso do sistema...triste realidade mais veridica!!!Recomendo a todos que gostam de cinema!
Levando em consideração a época que fora produzido este filme, considero excelente, tendo em vista os poucos recursos que possuíam naquela época para elaboração de filme. Vale salientar que este filme possui maior "sentido" para acadêmicos e formandos do curso de direito, pois há muitas coisas jurídicas envolvidas, talvez para que não tenha conhecimento na área possa ficar algumas lacunas. Vale a pena ver.
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