Crítica
O diretor desse filme é o Luís Alberto Pereira. Ele é um cineasta, ator, diretor, compositor e roteirista brasileiro. Ele nasceu em Taubaté, São Paulo, e formou-se em Cinema pela Escola de Comunicações e Artes da USP em 1978. A obra dele é marcada pela heterogeneidade. Ele estreou em longa-metragem com a documentário “Jânio a 24 quadros” em 1981, retrato de Jânio Quadros, e depois ele conquistou o sucesso. Dirigiu curtas-metragens, além de ter escrito roteiros para programas jornalísticos na televisão. Também atuou em pequenos papéis em filmes como “o homem que virou suco”(1979), de João Batista de Andrade. Em 1999 dirigiu “Hans Staden”, a história do marinheiro alemão capturado por índios canibais no Brasil do século XVI, prêmio especial do júri e prêmio de melhor música no Festival de Brasília de 1999.
Nessa história preenchia muitos elementos de comédia. Quinzinho é um autêntico caipira que vive com sua mulher Zulmira e seu filho Neco no interior de São Paulo, bem distante da cidade grande. Quinzinho tem uma promessa para cumprir: levar seu filho, Neco, à cidade para assistir um filme de Mazzaropi. Porque quando era criança, seu pai tinha o costume de levá-lo ao cinema para ver o filme do Mazzaropi. Quinzinho está disposto a cumprir a sua promessa e leva seu filho Neco, sua esposa Zulmira e o burro Policarpo. A caminho da cidade, ele encontra muitas pessoas boas e muitos dificuldades. O maior é que ele perdeu seu filho Neco! Ele não desiste de procurar! Depois Quinzinho é solto e vai à viola como sacrifício. Enfim, ele consegue se encontrar com seu filho e também foi atendido pelo “Tapete Vermelho”! O filme , além de ser engraçado, mostra o lado religioso das pessoas, a fé nos santos e as crendices populares.
Sobre personagens, eu prefiro Quinzinho. Na história, ele é um pai que cumpriu sua promessa. O diretor mostra um personagem que é muito real e dramático e especialmente na cena depois de ele perde seu filho, Neco. Ele está muito triste e ansioso, mas ele tem caráter forte. Ele nunca desiste de procurar seu filho. Essa situação deixa-me em muito movimento. Enquanto isso, essa viagem, para ele, é uma viagem de realizar sua promessa, nós podemos ver alguns problemas entre cultura urbana e cultura camponesa, e no terreno da permanência dos ícones e hábitos da geração anterior.
Na minha opinião, esse filme é bem diferente dos outros filmes típicos brasileiros. No filme, não há violência, droga e arma, o diretor usa uma comédia para expressar suas idéias e os entendimentos sobre transição de país rural para urbano.