Lisbela e o prisioneiro é um filme de comeria romântico brasileiro que contou com a direção de Guel Guedes. O filme é uma adaptação da obra de Osman Lins ( antes já havia sido transformado em especial para TV em 1993 e depois peça de teatro). Na trama acompanhamos Lisbela (Débora Falabela) uma jovem que gosta de ir ao cinema e sonha com um amor no estilo Hollywood e Leléu ( Selton Mello) que é um malandro conquistador que vive de cidade em cidade até desembarcar na cidade de Lisbela. Ao se conhecerem acabam se apaixonando, mas a jovem está de casamento marcado com Douglas (Bruno Garcia), ao mesmo tempo que um matador profissional está na sua cola Frederico Evandro ( Marco Nanini). Guel soube aproveitar os anos que ficou dirigindo a peça, percebendo a reação do publico e reuniu a sua trupe e realizou o filme. O resultado é que o filme leva diálogos que são pura poesia e ao mesmo tempo cenas divertidas envolvendo personagens secundários na trama. O roteiro é bom com a ideia do plot envolvendo o matador e Leléu. Trilha sonora bastante rica envolvendo artistas nordestinos que hoje virou marca registrada do filme. O filme eleva a ideia de regionalismo brasileiro e ao mesmo tempo que tinha surgido numa época de cultura pop no cinema brasileiro.
Lisbela (Débora Falabella) é uma garota que vive no interior de Pernambuco, e cuja principal característica é o amor pelo cinema. Freqüentadora assídua das matinês na cidade, a idolatria que ela carrega pelos filmes que vê desencadeia todas as suas mais importantes virtudes: o romantismo, a honestidade e a capacidade de sonhar e de enxergar o que há de bom ao seu redor.
Leléu (Selton Mello), por outro lado, é o típico malandro brasileiro. Vive pelo Nordeste fazendo suas andanças e conquistando – na mesma proporção em que despedaça – muitos corações. O malandro faz isso facilmente, pois ele não se sente apegado a ninguém, fato reforçado pela nova personalidade que assume a cada novo lugar que visita.
Estas duas figuras opostas são as personagens centrais de “Lisbela e o Prisioneiro”, filme dirigido e co-escrito por Guel Arraes tendo como base a peça de autoria de Osman Lins. Essa obra é a primeira que Guel fez diretamente para a grande tela, uma vez que “O Auto da Compadecida” e “Caramuru – A Invenção do Brasil” foram concebidas como séries de TV.
O filme é narrado basicamente pelos comentários de Lisbela a respeito dos filmes que vê e que traduzem, ao mesmo tempo, a história que aguarda ela e Leléu. E o que estes personagens têm em comum é o fato de serem movidos por um idealismo, que os faz sempre partir em busca de algo mais.
Guel Arraes é um especialista na difusão da cultura nordestina. E, mais uma vez, ele acerta na dose ao mostrar aquilo que esse povo tem de melhor: os valores e o coração. Contribuem também para o sucesso deste filme o roteiro originalíssimo, uma montagem primorosa, um elenco de apoio afiado e a excelente trilha sonora que embala a história.
Selton Mello, Debora Falabella, Marco Nanini e a trilha sonora são o que o filme tem de melhor. Algumas cenas lembram um pouco "A Rosa Púrpura do Cairo", guardadas as devidas proporções, pela paixão da Lisbella pelo cinema.
Sinceramente um dos filmes brasileiros mais engraçados que já assisti, sou fã de Selton Mello que não deixa nada a desejar. Um clássico nacional que vale muito a pena pra quem quer rir e se divertir, adorei!!
A melhor comédia romântica que eu já vi. Estrelando Selton Mello (o Palhaço) e Débora Falabella ( Dois perdidos em uma noite). Com Virgínia Cavendish , Marco Nanini , André Mattos , Tadeu Mello , Lívia Falcão e Bruno Garcia. Da obra de Osman Lins e direção de Guel Arraes (Caramuru A invenção do Brasil) . Nota 9
Sinopse: A jovem Lisbela adora ir ao cinema e vive sonhando com os galãs de Hollywood dos filmes que assiste. Leléu é um malandro conquistador, que em meio a uma de suas muitas aventuras chega à cidade da moça. Após se conhecerem eles logo se apaixonam, mas Lisbela está de casamento marcado. Em meio às dúvidas e aos problemas familiares que a nova paixão desperta, há ainda a presença de um matador que está atrás de Leléu, devido a ele ter se envolvido com sua esposa no passado.
Crítica: "Lisbela e o Prisioneiro" se destaca como uma obra que reflete a essência do cinema popular brasileiro, misturando comédia e romance em uma narrativa que transita pela cultura e pelo cotidiano do Nordeste. A direção de Guel Arraes, junto ao roteiro colaborativo, traz um tom leve e encantador, permitindo que o público se envolva facilmente com os personagens.
As atuações, especialmente de Selton Mello e Débora Falabella, conferem profundidade e carisma aos seus papéis, transformando a história em uma experiência visual e emocional. A ambientação e os personagens secundários trazem uma riqueza cultural que complementa a trama principal, garantindo momentos de humor e reflexão sobre costumes e relações sociais da época.
Contudo, o enredo, apesar de cativante, pode ser visto como previsível em alguns momentos, seguindo fórmulas típicas do gênero. Algumas situações, embora divertidas, podem parecer exageradas ou forçadas, o que pode afastar uma parte do público que busca uma narrativa mais autêntica.
No geral, "Lisbela e o Prisioneiro" é uma escolha acertada para o público que aprecia comédias românticas leve e bem-humoradas, oferecendo uma visão charmosa de um Brasil rico em cultura e carácter.
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