Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia: Recentes críticas
Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia
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Henrique Milen
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5,0
Enviada em 17 de setembro de 2025
Hector Babenco mostra aqui suas credenciais de grande cineasta, ao retratar com honestidade a trajetória de um famoso assaltante de bancos nos anos 1960, e sua relação com o surgimento do Esquadrão da Morte na polícia do Rio de Janeiro. Baseado na obra de José Louzeiro, o filme conta com roteiro impecável e atuações lendárias. Um grande clássico do cinema nacional.
Baseado numa história real, o filme “Lúcio Flávio: O Passageiro da Agonia”, dirigido e co-escrito por Héctor Babenco, conta uma história em que a linha que separa mocinhos e bandidos é muito tênue. No caso particular do roteiro escrito pelo próprio Babenco e por Jorge Durán e José Louzeiro, a polícia e os bandidos se encontram no mesmo barco.
Lúcio Flávio (Reginaldo Farias) foi um ladrão que ganhou notoriedade, no final da década de 60/início da década de 70, pelo seu envolvimento em assaltos a bancos, bem como pela sua relação com o chamado Esquadrão da Morte, grupos de extermínio formados, principalmente, por policiais, que possuíam um vínculo com diversos criminosos - a quem protegiam e obtinham benefícios dos crimes cometidos por eles.
Por meio deste anti-herói, Babenco faz uma crônica sobre o sistema de corrupção endêmica que atingia a polícia, bem como aos métodos subversivos de interrogatório (com ênfase no uso desenfreado da tortura, em uma época, lembremos, de ditadura militar), que mantinham vivos uma organização de interesses muito maior - no qual Lúcio Flávio era apenas uma marionete descartável quando não fosse mais útil.
Primeiro grande filme dirigido por Babenco, “Lúcio Flávio: O Passageiro da Agonia” é um drama policial que chama a atenção pelo seu lado técnico, principalmente no que diz respeito às cenas de ação e àquelas que se passam no submundo da polícia. O elenco também merece grande destaque, principalmente a atuação de Reginaldo Farias, visceral como o personagem que dá título ao longa.
Héctor Babenco dar um show de direção em de seus melhores trabalhos com direção segura e eficiente, Reginaldo Faria também está ótimo numa atuação forte e compenetram-te. Bom exemplar nacional.
Tenho 42 anos, e lembro-me perfeitamente de toda a trajetória de Lúcio Flávio. De vez enquando, o Repórer Esso noticiava a fuga dele. O filme retrata muito bem o drama vivido por Lúcio, pois Mariel Mariscott de Matos era quem dava a devida proteção para Flávio. E numas dessas revoltas de Lúcio para com Mariel, foi que surgiu a frase que tornou-se famosa no Brasil inteiro: BANDIDO É BANDIDO, POLÍCIA É POLÍCIA!
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