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Fernando M.
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51 críticas
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2,0
Enviada em 26 de janeiro de 2015
Os filmes de comédia, em especial os nacionais, sempre se deparam com o angustiante dilema. Afinal, a técnica cinematográfica pode ajudar ou prejudicar o humor?
A comédia pela comédia parece permitir alguns pecados cinematográficos para a garantia do humor. Se compararmos Os Trapalhões e o Mágico de Oróz com O Casamento de Trapalhões, veremos que o primeiro é muito mais tosco, de um acabamento primário... e muito mais engraçado.
José Alvarenga Jr. quer dar "status" de cinema para a trupe. Fotografia, roteiro, história com começo, meio e fim... É, sem sombras de dúvida, um dos filmes cuja narrativa é linear, passo-a-passo. Mas, o humor se perde.
É compreensível que a graça dos Trapalhões seja o exagero, aquela afetação circense. No Casamento dos Trapalhões, o que vemos é todos esses elementos diluídos pelo bem da trama, da linearidade, até certo ponto da verossimilhança do filme como história.
Se o cinema dos Trapalhões já estava caindo no cansaço, o esmero técnico de José Alvarenga Jr. pouco pôde levantá-lo.
O melhor filme dessa turma que encantou todo o BRASIL.Amei esse filme,assisti a primeira vez na sessão da tarde,não tinha nada pra fazer assisti,e adorei.RECOMENDO.
Helga Gayva estrela essa superprodução de forma arrasadora, o que abriu a carreira dela de pornografia explícita e implícita. Amamos o que essa mulher pode mamar, não existem limites no sexo e Helga nos demonstra que muito pouco sabemos sobre o prazer e a arte de reproduzir.
Lançado em 1988, com aproximadamente 92 minutos de duração, O Casamento dos Trapalhões chegou aos cinemas em um momento curioso da história do grupo. O filme marca um período já próximo do fim da chamada era de ouro do quarteto que dominou as bilheterias brasileiras por décadas: Renato Aragão, Dedé Santana, Mussum e Zacarias.
Antes dele, o grupo havia produzido clássicos que ficaram gravados na memória do público, como Os Saltimbancos Trapalhões (1981), Os Trapalhões no Auto da Compadecida (1987), Cinderelo Trapalhão (1979), Os Trapalhões na Serra Pelada (1982) e O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão (1977). Filmes que não apenas divertiram, mas marcaram gerações inteiras e se tornaram alguns dos maiores sucessos de bilheteria da história do cinema nacional.
A história começa de maneira simples e extremamente característica do universo trapalhão: os quatro amigos vivem como caipiras em um sítio, levando uma vida desorganizada e cheia de trapalhadas. A cena inicial, com eles acordando e tentando preparar o café da manhã, já estabelece o tom do filme — um humor inocente, físico e cheio de pequenas confusões.
Em meio a essa rotina bagunçada, Didi decide que chegou a hora de casar. É então que surge Joana, personagem de Nádia Lippi, que entra na vida dos quatro e rapidamente transforma aquela bagunça rural em algo mais civilizado. Ela passa a organizar o ambiente e, de certa forma, coloca os quatro amigos “nos eixos”.
Com o tempo, não apenas Didi encontra o amor, mas os outros também começam a se envolver romanticamente. Porém, como todo bom filme dos Trapalhões, a tranquilidade dura pouco.
A chegada dos sobrinhos — interpretados pelo grupo Dominó — junto com uma turma de jovens garotas, transforma o sítio em um verdadeiro caos. Entre romances, confusões e vilões tentando atrapalhar tudo, o filme mergulha em uma sequência de situações absurdas que ampliam o clássico espírito trapalhão.
Reflexão sobre o filme
Assistir O Casamento dos Trapalhões hoje é quase como abrir uma cápsula do tempo. O humor apresentado aqui pertence a uma tradição antiga da comédia física — aquela que lembra nomes como Jerry Lewis, Mr. Bean, Laurel and Hardy (O Gordo e o Magro) e The Three Stooges (Os Três Patetas).
É um tipo de humor simples, direto e muitas vezes ingênuo, mas que funcionava perfeitamente para o público da época.
Ao mesmo tempo, o filme já demonstra sinais de desgaste do modelo que consagrou os Trapalhões. A estrutura narrativa é básica, a história serve mais como pano de fundo para as piadas, e a produção não tem o mesmo impacto de alguns dos grandes sucessos anteriores do grupo.
Ainda assim, o carisma do quarteto continua sendo o coração do filme. A química entre os quatro protagonistas sustenta boa parte da experiência e mantém viva a essência que transformou os Trapalhões em um fenômeno cultural brasileiro.
⭐ Avaliação final
O Casamento dos Trapalhões talvez não esteja entre os grandes clássicos do grupo, mas ainda carrega o espírito de um tipo de comédia que marcou profundamente o cinema popular brasileiro.
É um filme que pode parecer simples ou até datado para novos públicos, mas que ainda guarda aquele charme nostálgico de uma época em que o riso vinha de situações absurdas, personagens carismáticos e uma ingenuidade que hoje é cada vez mais rara.
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