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Debbie
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145 críticas
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2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Amei,às vezes somos tão preconceituosos com o cinema nacional,mas temos que quebrar essa barreira do preconceito e valorizar o que é nosso.Nota 10,é um filme bem divertido.Recomendadíssimo!!!
Fazia tempo que não ria tanto assistindo um filme no cinema. "Como Fazer um Filme de Amor" é engraçadíssimo, usando um humor cerebral que questiona e satiriza a fórmula tão constantemente usada para se fazer filmes românticos. O filme disseca, passo a passo, os vários truques usados, sob a narração genial de Paulo José. Aliás, esta narração é que provoca boa parte dos melhores momentos do filme, pois é ela quem expõe os detalhes da fórmula. "Como Fazer um Filme de Amor" possui ainda um clima de filme trash, com aquelas tramas absurdas e o espírito de produção de filme B. O que acaba também se representando nas atuações, bastante exageradas justamente para mostrar o quão ridícula aquela situação é. Há momentos antológicos, como a sequência musical à frente da casa da personagem de Denise Fraga, que conta com a participação de guarda, bandido e até mesmo bêbado. Ou ainda quando o personagem de Cássio Gabus Mendes tenta sair do roteiro previsível. Tudo é feito de forma a forçar o ridículo e o absurdo na trama, o que a torna ainda mais engraçada justamente por fazer com que se lembre de diversos outros filmes, estes sem esta intenção de avacalhação, que usaram os mesmos artifícios. Vale ainda destacar toda a narração de Paulo José nos créditos finais, que é impagável. Quem for assistir ao filme permaneça até o fim dos créditos, pois vale a pena.
Filme escrito e dirigido pelo santista (de nascimento e de time) José Roberto Torero. Ele é um grande escritor e cineasta. O roteiro que ele fez para o filme "Pequeno dicionário amoroso" é simplesmente espetacular. Os seus curta-metragens ("Amor", "Morte" e "A alma do negócio") são um oásis de inteligência. Torero aborda todos os clichês que envolvem a feitura de uma comédia romântica, que todos nós sabemos do seu início e do seu término, mas como fala um dos personagens, continuamos a assistir esse tipo de filme toda semana, gerando lucro para a indústria cinematográfica. Para desconstruir a história de amor da menina pobre, Laura (Denise Fraga) e do homem rico, Alan (Cássio Gabus Mendes), tendo no meio deste "sanduíche de amor", a vilã Lilith (Marisa Orth), Torero utilizou-se de um narrador (Paulo José), que tal e qual Machado de Assis nas Memórias Póstumas de Brás Cubas interfere na trama. A melhor atuação fica por conta de André Abujamra, o serviçal neonazista da vilã. A melhor cena é aquela em que ocorre a relação sexual entre os protagonistas, em inglês, com legendadas em português. A verve excessivamente cerebral de Torero "travou" um filme deveria flertar mais com a "chanchada" para dar totalmente certo.
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