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Fernando
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0,5
Enviada em 28 de fevereiro de 2012
Em uma época que o cinema nacional voltou a brilhar, chega a ser um ultraje termos que ver algo tão fraco como essa nova empreitada do diretor Daniel Filho. É um filme fraco, que não consegue ser emocinante quando deveria, e nem ser engraçada nas cenas que deveria provocar algum riso na platéia. Só para fâs( femininas ou pessoas mais, digamos, alegres) do galâ Rodrigo Santoro.
Plim-plim, vem aí mais um campeão de audiência, ou será bilheteria? Difícil saber já que a Globo está cada vez mais empenhada na consolidação e desenvolvimento do "telecinema" nacional, é preciso clareza: CINEMA NÃO É TELEVISÃO!!! Estas formas de comunicação são aparentadas por terem ambas natureza audiovisual, mas isto não significa que uma deva se reduzir a outra. O grande problema desse filme é que você tem a sensação que está assistindo o desenvolvimento do enredo de uma novela das 7 em pouco mais de 1 hora, o pior de tudo é que boas histórias se perdem nas mãos de diretores de televisão que definitivamente não sabem lidar com a linguagem cinematográfica (vide Olga, que foi reduzida a uma melosa heroína de fortes principios que sucumbe ao amor). Vamos prestigiar o verdadeiro cinema nacional, aquele produzido pelas mãos de CINEASTAS, como Walter Sales e Fernando Meireles e não diretores televisivos, como Daniel Filho (argh!) e Jorge Fernando. Ah, o 1 vai pela atuação de Marieta Severo, Antônio Fagundes e Rodrigo Santoro, por favor esqueçam Débora Falabella.
Daniel Filho, sem dúvida alguma, é um dos maiores diretores e atores brasileiros de todos os tempos. Sua importância não se resume somente à história da televisão e do teatro. Daniel é um dos grandes responsáveis pelo momento atual do cinema brasileiro. À frente da Globo Filmes, ele produziu alguns dos maiores sucessos de bilheteria, em 2004, como “Cazuza – O Tempo Não Pára” e “Olga”. E Daniel Filho pode adicionar mais um sucesso ao seu currículo com este “A Dona da História”, filme que foi produzido e dirigido por ele.
O roteiro de “A Dona da História” foi baseado na peça homônima do escritor pernambucano João Falcão. Em seu texto, Falcão conta a história de Carolina, uma mulher que, diante da vida que leva, entra em uma espécie de crise e – através de diálogos com o seu eu mais jovem – começa a questionar as suas escolhas e os caminhos que seguiu. Ela teme ser tarde para recomeçar ou retomar a vida e imagina o que teria acontecido se ela tivesse tomado rumos diferentes. Seria ela mais feliz ou mais triste? Teria ela uma vida melhor?
Carolina é apresentada a platéia em dois momentos distintos de sua vida. No primeiro deles, a personagem é vivida pela talentosa Débora Falabella e é uma jovem sonhadora, que acredita que a vida é um grande filme, no qual ela é a estrela máxima. A mãe dela (Giulia Gam) quer que a filha esteja rodeada das melhores companhias (leia-se os mais ricos) e arrume um bom casamento. Por outro lado, Carolina possui o grande desejo de tornar-se uma bailarina e atriz profissional e divide estes anseios com a amiga e confidente Maria Helena (a ex-VJ da MTV Fernanda Lima). É aí que aparece Luís Cláudio (Rodrigo Santoro), o seu grande amor e homem que irá “atrapalhar” todos os seus planos.
Trinta anos depois, vemos Carolina, agora vivida por Marieta Severo, uma mulher madura, que deixou de lado os sonhos para enfrentar a realidade sendo mãe de quatro filhos e continuando a grande história de amor com o marido Luís Cláudio (Antonio Fagundes), o único homem de sua vida. Os dois planejam se mudar para um apart-hotel e aproveitar da nova vida juntos, viajando bastante (ele quer ir para Cuba e ela para destinos mais românticos como Paris, Londres e Veneza). A crise de Carolina é deflagrada ao ver que, comparada aos amigos (Maria Helena, quem diria, foi aquela que se tornou a atriz de sucesso), ela pouco viveu, ela pouco tem para contar.
Por esta razão, na sua imaginação, se ela quisesse ser o que sempre desejou, ela teria que ter abdicado daquilo que ela mais ama: o marido Luís Cláudio. Nas diferentes vidas que ela imagina para si mesma, Carolina é uma solteirona dona de uma vídeo locadora, uma dondoca rica e, finalmente, uma atriz de sucesso. O que Carolina aprende é que a felicidade e a realização maior só podem ser encontradas em um destes caminhos que ela visualiza para si mesma.
“A Dona da História” é um filme de atores. Era fundamental para o bom andamento da história ter uma Carolina única, apesar das duas intérpretes diferentes. Débora Falabella e Marieta Severo alcançam este propósito ao realizarem um trabalho de composição muito bem feito e que mostra certa continuidade (algo que não vemos acontecer entre Rodrigo Santoro e Antonio Fagundes, que mostram, cada qual, a sua visão de quem é Luís Cláudio). “A Dona da História” é um filme competente, sensível e que faz um belo retrato da alma feminina.
É um romance simples, bonito e divertido, daqueles que você assiste várias vezes e não cansa, eu particularmente gosto muito. Bem melhor do que muitas das comédias atuais que usam humor forçado, ultrapassado. Recomendo!
Tem alguns bons momentos, mas é muito inferior à peça teatral a qual é baseada. Aliás, um dos problemas do filme é justamente ter mantido em algumas cenas seu tom teatral, o que tira a naturalidade dos personagens e passa a impressão de que eles estão declamando em cena. É o que acontece com boa parte das cenas entre Marieta Severo e Débora Falabella, por exemplo. Porém há também algumas boas cenas, como a da passeata contra a ditadura e a da briga entre Rodrigo Santoro e Débora Falabella. O elenco não chega a brilhar, estando apenas correto. O fim é um tanto quanto brusco, com a personagem de Débora Falabella deixando uma de suas "vidas alternativas" repentinamente. Até diverte, mas não é nada de mais.
A peça de João Falcão deu origem a mais um roteiro cinematográfico tal qual já ocorrera com "A partilha". O tema central é a reflexão que Carolina (Marieta Severo), uma dona de casa de classe média, carioca, moradora na Barra da Tijuca faz sobre a sua opção amorosa. Aquela velha conversa sobre o que poderia ter sido de nossas vidas se tivessemos optado por um caminho diferente no passado. Carolina formou os três filhos, é casada com a sua paixão da adolescência, Luiz Claudio (Antonio Fagundes), e atinge aquele momento tão esperado da vida de ter tempo de realizar os sonhos. No caso desta dupla é uma viagem para Cuba. Ela entra em crise, relembra o passado (o filme vai alternando o início do relacionamento do casal - Débora Falabella e Rodrigo Santoro interpretam Carolina e Luiz Claudio jovens - na época da ditadura militar com o presente). O grave problema do filme reside na opção por agradar o público feminino à qualquer custo, ou seja, pasteuriza os anos 60 com os protestos políticos na época da ditadura militar, cujo o formato lembra as mini-séries da rede globo de televisão. O Rodrigo Santoro fazendo uma serenata para a sua namorada cantando "Guantanamera" é uma das cenas mais ridículas da história do cinema nacional. O diálogo entre a Carolina jovem e de meia-idade no banheiro é ridículo. Marieta Severo, é claro, segura a peteca, como grande atriz que é. A produção é bonitinha, redondinha, mas muito "plim-plim" pro meu gosto.
A Dona da História é um filme regular , simples , previsivel !! mas nao deixa de ser engraçado e agradavel ,devido a otima atuação de marieta severo , antonio fagundes , rodrigo santoro , debora falabela , todos otimos !!! melhor momento : rodrigo santoro cantando quantanamera ( cantou super bem) !! O pior do filme fica por conta de fernanda lima , que tem desempenho muito fraco , ela atuou da mesma maneira como atuava naquele programa : fica comigo !! sem graça alguma !! o filme poderia passar sem ela , com certeza!
Ao lado de 'Lisbela e o prisioneiro' é uns dos melhores romances nacionais. Quando digo, 'romance nacional' é um romance com cara de Brasil, teatral, espontâneo. Vale muito a pena!
Perfeita eu amei, isso que um filme bem produzido, bem dirigindo. Sou suspeita pra falar de Daniel Filho ele nunca decepciona. Marieta perfeita maravilhosa super versátil. Esse filme é a prova que ela é a melhor atriz brasileira sem dúvidas.
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