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Evellyn M
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8 críticas
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0,5
Enviada em 5 de agosto de 2017
O filme não tem nada haver com o conto de Machado de assis, saiu fora totalmente do tema do livro , muito fora mesmo , o começo do filme ali com a Giovana antonelli até agora estou pensando da onde saiu Isso? A psicóloga saiu da onde ?, o filme não reproduziu nada do livro, distorceram toda a história!!!!! Machado de Assis deve estar se revirando no túmulo e quase indo atrás desse diretor que não soube fazer o filme de acordo com o livro olha muito decepcionante nota 0 .
Estava gostando do filme nos seus primeiros 15 minutos, que foi quando ele começou a afundar completamente... Até dá pra ver, eu não chamaria de "tortura audiovisual", mas...que historinha, hein? Chega a ser de uma infâmia dizer que esse filme se baseia no conto de Machado. Cadê o conto nele? Sinceramente, muito fora de nexo com uma história porca e forçada - e põe forçada nisso!
O co-diretor Wagner Assis é responsável por uma obra de transcedental importância para a cinematografia ocidental: Xuxa popstar. Esse fato ajuda a entender o que acontece com a seguir. Bem, o coitado do Machado de Assis teve sua obra mal e porcamente adaptada (pelo que conversei com o meu sobrinho, Pedro, a coisa tende mais para o porcamente do que para a adaptação propriamente dita). Camilo (Luigi Baricelli) é um bon-vivant. Tem as mulheres às suas mãos. Numa boate ele encontra uma mulher misteriosa (Giovana Antonelli) que o convida para ir ao seu apartamento. Lá a moça pega um revólver e obriga-o a ingerir vários comprimidos de ecstasy. Por aí vocês já podem ver que o roteiro não tem pé, que dirá de cabeça. Coube ao destino ser o médico Vilela (Ilya São Paulo) salvar a vida de Camilo, amigo seu de infância. Vilela, por sua vez, está noivo de Rita (Deborah Secco), uma jovem mineira que veio para o Rio de Janeiro com "sérios" problemas respiratórios. Vilela pretende se casar com Rita quando for indicado ao cargo de direção do hospital em que trabalha. A mística Rita, que coleciona todas as previsões de seu signo num caderno, além de dar especial valor a formas místicas de previsão do futuro, vive uma paixão intensa com o amigo de infância que o seu noivo ajudou a salvar a vida. Rita faz terapia com a dra. Antonia (Sylvia Pfeiffer), colega de hospital de Vilela. Não se contentando com a análise, Rita procura o auxílio de uma cartomante para prever o futuro. A trama apontava para um final trágico no sentido grego do termo. Entretanto, o lado infantil surreal vence e todos têm uma segunda chance nessa melancólica mal-adaptação da obra de Machado de Assis, que deve ter revirado no túmulo com certeza ao ver seu trabalho vilipendiado.
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