Certamente, quem assistiu ao filme A Bela Adormecida de 1959, concluiu como Malévola era uma pessoa tão ruim, ao ponto de colocar uma bela moça em um sono eterno. Mas com plena certeza a maioria não teve a capacidade de se perguntar. Como ela se tornou esta pessoa tão ruim. Pela minha percepção, este é a finalidade do filme. Revelar este mistério, como Malévola se tornou essa pessoa tão “maléfica”. Isto é o que torna o filme ainda mais intrigante, é claro que vários outros fatores também o tornam ainda mais gratificante de ser assistido. Os efeitos visuais do filme não deixam a desejar em momento algum do filme, ficamos vislumbrados com tantos efeitos de grandiosa excelência. Não é de se surpreender pelo fato dos efeitos visuais, pois o perito em efeitos visuais Robert Stromberg, dirige este belíssimo filme. Algumas cenas como a muralha de espinhos e a levitação da princesa, nos deixam de borca aberta, são realmente impressionantes. A seleção dos atores foi espetacularmente bem escolhido. Elle Faning interpreta excelentemente a ingenuidade e pureza de Aurora e o que dizer sobre a atuação de Angelina Jolie? Foi realmente excepcional! Ela incorporou Malévola perfeitamente, desde sua sombria feição, até a dolorosa ferida que carrega em seu coração no passado. Até falta palavras para descrever a bela atuação de Angelina Jolie. Seria indispensável não citar os efeitos 3D do filme, que dá um estouro de perfeição, dando mais profundidade ás imagens do filme quanto para arremessar objetos à plateia. O filme ainda se torna mais curioso, pois, o filme não se concentra na princesa vítima do filme, e sim na “vilã” do filme. Porém, pensando no conceito inicial da minha crítica, seria errado julgar Malévola como a vilã do filme. Tudo bem que é a própria que faz Aurora entrar em um sono profundo, mas Aurora não é a única vítima da história. Malévola, ainda quando jovem, era uma pessoa muito bondosa, que cuidava de uma floresta encantada. Mas está realidade dela se transforma quando conhece Stefan. Que era um jovem garoto que ganha à confiança de Malévola e logo depois a engana. Malévola acaba se tornando o que conhecemos hoje, por causa desta grande desilusão que sofreu quando era ainda jovenzinha. Normalmente, quando somos profundamente enganados infelizmente acabamos nos amargurando e nosso coração vai se corroendo lentamente por conta disto. Então por isso não é inteiramente certo julga-la como uma completa vilã. Engraçado como ouvi pessoas próximas a mim, também em sites, dizerem que o filme foi muito transformado, pensando no filme da bela adormecida de 1959. E que não os agradava este conceito. Pois para mim o diretor do filme, foi inteiramente certo. A geração de hoje é completamente diferente do filme da Bela Adormecida de 1959. Particularmente eu odiaria o filme se fosse a “cópia” do anterior. Então finalizando minha crítica, eu vou indicar sempre a todos o filme Malévola. E que é praticamente intolerável sair da poltrona do cinema e perder um segundo enquanto assiste ao filme.