Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1
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Pedro Henrique Messias
Pedro Henrique Messias

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5,0
Enviada em 22 de novembro de 2014
Olá pessoal,
Eu achei o filme muito fiel ao livro, o final muito bom, teve algumas cenas que não tinha no livro e ficaram muito boas, acho que todo o elenco trabalhou muito para ter esse sucesso mundial.
Não vou falar nem um Spoiler pra não ficar chato. Eu sou Tributo e gostei, muito fiel mesmo ao livro, falem ai o que vocês acharam.
Sou fã e minha nota é 10!!!
_|||_ Que a Sorte Esteja Sempre a Seu Favor _|||_
Brenno T.
Brenno T.

9 seguidores 5 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de novembro de 2014
Dois Lados da Guerra: Crítica Dupla Jogos Vorazes: A Esperança Parte 1

Depois de Em Chamas elevar o nível da franquia Jogos Vorazes nos cinemas, Jogos Vorazes: A Esperança Parte 1 chega com dois desafios. O primeiro é conseguir adaptar um livro bastante metafórico sem que isso fique cansativo na telona e o segundo é introduzir o último filme para encerrar a série com chave de ouro. Para fazer essa crítica vou contar com uma fórmula que já utilizei para algumas outras críticas que fiz: a crítica dupla.

Na primeira parte do meu texto você poderá ler uma crítica sem spoilers, levando em conta a qualidade técnica do filme e não levando em consideração que ele é uma adaptação. Já na segunda parte, eu vou analisar o filme como a primeira parte da adaptação do livro A Esperança, logo, conterá muito spoiler. No final, farei um balanço entre essas minhas duas considerações para tentar avaliar o filme de uma forma geral.

Uma ótima continuação - Crítica Sem Spoiler

Ao mesmo tempo em que é fácil enumerar várias características marcantes do filme, é fácil definí-lo com poucas palavras. Tudo é emocionalmente arrebatador. Tanto as cenas simples com diálogos bem marcados quanto as que envolvem uma ação maior estão completamente impecáveis. Chega a ser bárbaro o nível da produção realizada e ela aliada a um conjunto de atores talentosos, com atuações marcantes, fazem desse filme um definitivo “must-see”.

Não posso começar essa parte sem dar exclusividade a ela: Jennifer Lawrence. Eu sinceramente não consigo enxergar outra pessoa fazendo Katniss. Não há nenhum momento em que eu pense “poxa, ela poderia ter se entregado mais”. Aliás, no filme todo eu fiquei impressionado com tamanha entrega e determinação para fazer de cada cena um feito único. Só pela expressão facial ela consegue transmitir de forma quase paupável o que sua personagem está sentido e confesso que me emocionei várias vezes. O longa foi dela, sem dúvidas.

Outra atuação memorável foi de Josh Hutcherson que mesmo fazendo uma participação pequena conseguiu emocionar em todas as suas cenas. Junto com Lawrence, ele encontrou uma nítida química que transcende as telas seja em cenas dramáticas ou em momentos de mais tensão. Os dois, juntos e separados, alcançaram suas melhores atuações da franquia até agora.

Seria muita injustiça deixar de mencionar nomes como Philip Seymour Hoffman, Julianne Moore, Natalie Dormer, Elizabeth Banks, Woody Harrelson, Jena Malone e outros mais que fizeram desse filme um evento único. Os que retornaram para seus personagens parecem ainda mais confortáveis com seus papéis e os iniciantes não fizeram feio. Conseguiram se integrar facilmente no grupo e roubar cenas como se já fossem de casa.

Por mais que o filme seja uma adaptação de um livro infanto-juvenil ele não se limita nas cenas em que há uma necessidade de chocar o público. Muito pelo contrário. Esse é o filme mais sombrio e dramático da franquia e não poupa o uso da violência para mostrar o que há para ser mostrado. A direção opta por um clima mais escuro para amadurecer ainda mais a história que por si só já pode ser considerada adulta pelos temas abordados.

E é justamente o enredo que é o grande trunfo do filme e do livro. Muito do que nossa sociedade já passou e ainda passa nos dias de hoje é retratado de forma magistral. Até onde vai um governo opressor para calar seu povo e até quando esse mesmo povo se calará diante de tanta negligência desse mesmo governo? Hoje mesmo li uma matéria em que três jovens foram detidos na Tailândia por fazerem o símbolo com os dedos da rebelião presente na série Jogos Vorazes, no cinema. Isso tudo para mostrar descontentamento com o golpe militar no país.

Esse é o mote da história. Até quando iremos nos calar perante a tudo de errado que está acontecendo no mundo? Até quando vamos nos iludir dizendo que tudo está bem? Quantas vidas já vimos serem perdidas enquanto o governo passa muito bem, obrigado, desfrutando de toda a riqueza, enquanto muitos vivem em situação de miséria? O livro é como se fosse o tordo e o filme, só mais uma forma de divulgá-lo e aumentar o pensamento de revolução. Até porque, até em uma democracia podemos ver reflexos de Jogos Vorazes.

Porém, para aqueles que não seguem a franquia de filmes tão avidamente ou não leram os livros, eu acho recomendável pelo menos ver o filme anterior. Há algumas partes em que se cabia o uso de flashbacks para o público se lembrar do que ocorreu, mas infelizmente eles não estão presentes. Logo, para aqueles que não se lembram tão bem do antecessor, esse pode ser um pouco confuso para assimilar e é preciso lembrar que esse filme é uma continuação.

spoiler: Uma adaptação real - Crítica Com Spoiler do Livro Quando olhamos para trás e vemos adaptações como Jogos Vorazes e Em Chamas fica muito claro alguns pontos. O primeiro de tudo é que são filmes feitos acima de tudo para os fãs da série, recheados de passagens e falas precisamente copiadas. Uma outra característica é de fato a maior adaptação de todas: a transformação de uma história em primeira pessoa para uma equivalente em terceira pessoa. Jogos Vorazes: A Esperança Parte 1 não só continua a mesma fórmula de sucesso como faz isso ainda mais excessivamente. Porém, houveram alguns pontos em que a adaptação pecou um pouco. Pontos positivos - Distrito 8: Eu esperei muito por essa cena, talvez foi a que eu mais tenha esperado e cada segundo foi perfeitamente perfeito. A parte em que Katniss entra no hospital e vê todos os feridos foi desesperador e chocante. Fiquei muito comovido nessa parte. Depois houve toda aquela passagem do bombardeio e a cena em que Katniss manda uma mensagem para o presidente. Acho que nem em meus devaneios eu conseguiria ter visualizado tudo tão precisamente no lugar. - Árvore forca: Gente, na boa, eu ainda não consegui assimilar essa passagem. Ela foi algo tão surreal que ainda não a processei completamente. Imaginava a música com um ritmo diferente, mas não importa. Ela ficou muito melhor do que imaginei e ainda com a voz de Jennifer Lawrence e sua atuação foi um dos ápices da franquia no cinema. - Filmagem das Propagandas: Além de ser um alívio cômico para toda a tensão e o drama que o filme carrega, foi outra cena bem fiel e foi pontuada com um momento em que eu quase me levantei da cadeira e aplaudi: a chegada de Haymitch. Sério, foi como se eu estivesse lendo o livro enquanto via a cena. Parabéns a todos os envolvidos. - Revoltosos e Snow: Por mais que eu soubesse que haveriam as já famosas cenas extras sobre o que se passa em Panem fora do alcance de Katniss, eu fiquei absolutamente surpreso. Tudo o que foi feito só ajudou a ambientar toda a trama e o contexto que o livro passa apenas pelos olhos e sentimentos confusos da protagonista. Aqui, tudo ganha mais corpo, literalmente. Nós podemos ver Snow matando vários inocentes sem nenhuma piedade. Em contra partida, pessoas perdendo suas vidas inteiramente por uma causa. Como não se emocionar com a cena em que eles sobem em árvores e explodem todos os pacificadores? E ainda mais com a cena em que eles cantam a música da árvore forca para detonar a represa? Mesmo sabendo que iriam morrer, todos continuaram o seu caminho em prol da missão e ficaram lado a lado usando um colar de “Esperança”. O Snow de Donald Sutherland está incrível e eu gostei dele ter ganhado mais destaque nesse filme. A cena de seu discurso sobre o tordo foi perfeita para ilustrar a grande ditadura que Panem se encontra e mais ainda pelo fato de sua neta, que propositalmente se parece com Prim, ficar com medo por usar uma trança como Katniss. - Personagens: Praticamente todos estiveram muito bem, mas quero destacar alguns aqui. -> Peeta: Estava completamente perfeito. Desde sua primeira aparição até o fim do filme. Destaque para a cena em que ele pula para cima da Katniss. Foi um momento tão tenso que eu já estava quase parando de olhar para a cena. Não foi só a garota em chamas que ficou sem fôlego. -> Haymitch: Desde a sua entrada triunfal dizendo “E é assim, meus caros, que morre uma revolução” até cenas menores com Katniss ele deu show. Também serviu para dar aquela meia parada no drama com suas piadas e suas ironias. Foi ótimo de se ver. -> Plutarch: Não há muito do que se falar sobre ele. Desempenhou muito bem seu papel sendo o cabeça por trás das ações do distrito 13 e o grande conselheiro de Coin. Ele foi outro que ganhou mais espaço no filme, merecidamente. -> Finnick: Apesar de não estar tão louco quanto no livro, ainda consegui ver sua essência ali. Seu modo de fazer nós para relaxar e o amor incondicional por Annie. É uma pena que seu grande momento tenha sido ofuscado, mas falarei sobre isso mais a frente. -> Cressida: Simplesmente esplêndida. Desde sua caracterização completamente fiel até o modo de falar. Quando ela abria a boca você via aquele sotaque da Capital de que todos falam. Sua personagem foi muito bem trabalhada. - Atenção nos detalhes: Toda boa adaptação que se prese não se resume em copiar as passagens dos livros pura e simplesmente. Às vezes, há coisas que não se fazem tão importantes para estar no filme, mas quando estão, representam o grande trabalho que tiveram para levar o máximo do mundo do livro para a telona. Um claro exemplo é a primeira cena com Katniss dizendo para si mesma o que era verdadeiro, enquanto estava escondida. Além desse, temos vários outros como a Katniss distraindo todos brincando com o Buttercup e fazendo uma analogia dessa brincadeira inocente com o que o Snow está fazendo com ela. Aliás, só o fato do gato estar presente no filme, já é uma coisa louvável. Também há uma tomada logo no início do filme que pega a Katniss descendo o elevador do distrito 13. Eu me lembrei na hora da mesma tomada, em um filme anterior, dela subindo com Peeta, Haymitch e Effie para o centro de treinamento. Será que foi coincidência ou alusão ao fato de que ali seria a mesma coisa que na Capital? Comentem o que acham. Para finalizar, o caderno de Cinna com a frase “Eu ainda aposto em você” foi a cereja do bolo. Pontos neutros Tiveram algumas modificações que não consegui decidir se foram boas ou foram ruins, então achei melhor colocar como neutro, porque pode ser uma outra visão para a história. - Coin: Achei a personagem muito boazinha e legal com Katniss. No livro, logo de cara ela já mostra todas as garras e demonstra logo que quem está no comando é ela e que Katniss é apenas um fantoche em suas mãos. Eu só não achei que esse foi um ponto negativo porque eu acho que isso foi intencionalmente uma manobra do enredo para que na Parte 2 ela choque mais com suas atitudes. - Effie: Por mais que eu tenha gostado muito de ver Effie na história onde ela originalmente não estava e que eu acho que deveria estar, eu sou meio chato com essas alterações de adaptações que tiram quatro e colocam um no lugar. Porém, como fico dividido entre a bela presença da personagem no filme e a história do livro, deixo isso como ponto neutro, uma outra visão da história. - Gale: Eu gostei da forma como Liam conduziu o personagem, mas não sei se a atuação dele foi tão boa assim. Por mais que seu personagem seja mais introspectivo e caladão, tiveram horas que achei faltar expressão em Liam, mas não sei se isso foi a interpretação que ele deu para Gale ou falta de vontade. - Algumas mudanças: Nessa adaptação especialmente houveram várias mudanças em relação às falas. Sim, elas estavam idênticas ao livro, mas diversas vezes eu vi que os personagens estavam trocados. Isso não interferiu de jeito nenhum na adaptação, só mostrou mais uma vez, uma visão diferente. Outra coisa que mudaram foi a atitude da Katniss. No livro, ela é quem toma a decisão de voltar ao doze e de sair para caçar. Ela até trava uma batalha com Coin para poder ganhar permissão para fazer isso. No filme, ela acaba sendo levada a fazer isso, mesmo sem demonstrar vontade o que descaracteriza um pouco a personagem, mas não chega a ser um erro. Acho que quiseram evidenciar que ela é apenas um símbolo que eles usam e abusam e que não tem tanto poder para mandar ou desmandar nas ações do distrito 13. - Boggs e Paylor: Eu imaginei os dois completamente diferentes lendo o livro. Eu achava que o Boggs era um pouco menos rígido e um pouco mais legal, mas no geral não interferiu muito. Já Paylor eu fiquei um pouco chocado. No livro ela é retratada com mais ou menos trinta anos, tendo uma expressão nova, para o cargo em que ocupava. No filme eu acho que eles exageraram no envelhecimento dela, mas nada tão grave. Pontos Negativos - Equipe de preparação: O problema todo não foi substituir a equipe pela Effie. O problema foi terem cortado uma parte importante da história que era a passagem da Katniss vendo o distrito 13 torturando pessoas inocentes por um pedaço de pão. Porém, como isso faz parte da conscientização de que Coin não era tão boa assim e que de certa forma ela é que nem o Snow, devem ter tirado justamente para ocorrer a grande virada na parte 2. Mesmo assim, eu não aprovei. E me pareceu que a cena final da Katniss vendo o Peeta amarrado enquanto a Coin fazia um discurso de “liberdade aos vencedores” foi um pouco para saldar essa dívida que o filme fez com o livro. O que acham? - Pedidos do Tordo: Por mais que a cena de Katniss anunciando que seria o Tordo para Coin tenha ficado muito parecida até nas falas, faltou uma coisa muito importante. Ela “esquece” de dizer que quando a hora chegar, será ela quem vai matar o Snow. Isso não só interfere nesse filme como no próximo. Nesse, não ficou tão claro o ódio dela pelo Snow, só na cena em que ela está no distrito 8 ela expressou isso, nas demais cenas, ela ficou com mais medo do que raiva. Já na parte 2, será ela quem vai atirar a flecha para “matar o Snow” e possivelmente vamos ter que esperar uma adaptação para que isso ocorra. O que eu não gosto de cortes assim é que mais 5 segundos de cena e uma frase, tudo estaria perfeito. É a mesma coisa de haver a dança entre Katniss e o Plutarch, mas ele não mostrar o relógio em Em Chamas. Como disse acima, tem alguns detalhes que importam e de tão simples de serem executados fica a pergunta porque os deixaram de fora. Fiquei ainda mais triste por ela falar sobre o Buttercup e não falar sobre isso. - Revelação do Finnick: Achei a cena muito mal construída. Por mais que eu tenha gostado deles mostrarem a invasão da Capital, preferiria que não tivesse tido essa cena em prol de focarem nessa parte da história que é importante. É o grande momento do Finnick, o grande momento dele cair nas graças do público para haver mais sofrimento na parte 2. Depois dessa passagem no livro eu fiquei comovido com sua história. Ao cortarem as cenas dele e juntarem com as cenas de ação da invasão, eles quebraram o foco das duas coisas. Teve uma hora que eu não sabia se eu prestava atenção no que o Finnick estava dizendo ou se na ação que estava acontecendo. Poderiam ter separado as duas cenas e fazer cada uma em sequência normal mesmo. - Explicação de algumas coisas: Por mais que o filme tenha sido bastante detalhado, ficou devendo mostrar algumas coisas mais claras. A primeira coisa foi o modo de operação do distrito 13 que não ficou tão evidente. Primeiro, cada um tem um horário diário que deve ser estritamente seguido. Sem falar na comida que é completamente racionada. A Effie chega a falar de não ter café e até citar a democracia, mas acho que poderiam ter aprofundado mais nessa questão. Mostrar mais que o distrito 13 não deixa de ser uma ditadura, mesmo que todos tenham direitos iguais. Outra coisa que o filme não abordou bem foi o fato da Prim e da mãe de Katniss trabalharem no hospital do distrito 13. Ficou muito vago isso e meio que jogaram que querem que a Prim seja médica sem nem mencionar que ela trabalhava no hospital esse tempo todo. Além disso, a cena do lago com Katniss cantando a árvore forca poderia ter um sentido muito maior se com um diálogo eles explicassem que o pai era quem costumava a cantar a música para ela e aquele era o lago onde eles iam juntos, já que não me lembro disso ser mencionado em filmes anteriores.


Resumo da Obra

O filme está excelente e com ainda mais força do que os seus antecessores. Ficou nítido que nele a produção usou e abusou da liberdade de adaptação para construir uma história com uma visão um pouco diferente com a do livro. É claro que ocorreram alguns deslizes por causa disso e alguns são até imperdoáveis, mas no geral a adaptação foi muito superior a outras adaptações disponíveis no mundo do cinema.

Porém, nada conseguirá apagar o brilho ou silenciar a voz do tordo e de seus milhares de seguidores que transformaram esse filme em uma bela obra de arte política. Na minha cabeça ainda ecoa o som da indignação e do desespero, quase que igual ao inesquecível “Do you hear the people sing?” do clássico Les Misérables. E a única coisa que me vem em mente é que Jogos Vorazes: A Esperança Parte 1 é um daqueles filmes que não podem ser apenas vistos, mas sim sentidos.
Bruno C.
Bruno C.

10 seguidores 3 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de novembro de 2014
Finalmente o dia chegou e o Foca na Pipoca já foi conferir na tela do cinema a estreia de Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1. Já logo adianto pra vocês que o longa fez sim o dever de casa.

Bom, quando Jogos Vorazes estreou no ano de 2012, lembro-me muito bem de que a película não fazia todo esse alvoroço que existe hoje. A história de Suzanne Collins estava à sombra do último capítulo da saga Crepúsculo que na época estampava a capa de todas as revistas, jornais, noticiários etc. Pois bem, com o fim da história dos vampirinhos, os jovens e adolescentes ficariam órfãos de um romance “melacueca” para poder assistir sexta-feira à noite com seus amigos no cinema. Daí fui eu conferir Jogos Vorazes com uma mente cheia de preconceitos. Todavia o longa de Gary Ross conseguiu ir muito além de ideias pré-determinadas, ele partiu de uma sinopse aparentemente água com açúcar para algo muito mais elaborado, digo até politizado (ponto pra Collins!).

Não vou negar que Jogos Vorazes me ganhou, aqui é uma fala de um verdadeiro fã da franquia que estava contando os dias para a estreia, mas que também sabe reconhecer pontos altos e baixos como diversas outras vezes já expus nesta página.

Agora entrando no mundo de Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 preciso dizer que talvez tenha sido a que menos gostei, porém isso não tira o mérito de uma película tão concisa e muito bem trabalhada como foi este terceiro longa.

Para começo de conversa o filme já teve polêmica desde o início com a morte de Philip Seymour Hoffman, que nos deixou bem no meio das gravações do longa. Hoffman interpretava o personagem Plutarch Heavensbee, um dos que mais aparecia de fato. Portanto após sua morte, seria inevitável o burburinho sobre como o estúdio iria fazer para levar a coisa adiante. E não é que levou? Os produtores que inicialmente chegaram a cogitar a possibilidade de recriar o ator digitalmente, por fim admitiram que apenas iriam se utilizar da arte de edição para que o filme fosse levado até o fim juntamente com o astro. E funcionou perfeitamente, tanto que nem parece que tal fato ocorreu na vida real (primeiro parabéns!).

Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 segue de onde seu antecessor parou, no qual após ser resgatada no final do Massacre Quaternário, Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) se encontra totalmente transtornada sem saber do paradeiro de seu amado Peeta Mellark (Josh Hutcherson). Tudo começa a se formar quando a heroína se vê forçada a representar o Tordo, liderando uma rebelião dos Distritos sobreviventes contra a Capital. Ao lado de Alma Coin (Julianne Moore), líder do Distrito 13 e Plutarch Heavensbee (Philip Seymour Hoffman), Katniss resolve por fim lutar a favor de seu povo.

Então, eu não li o livro e não posso atestar com veemência se tudo o que foi retratado ali está nos conformes literários. Apenas me limito a dizer que o diretor Francis Lawrence parece ter conseguido formar boa parte do quebra-cabeça nas 2h e 3 minutos que o filme tem. Tudo está bastante claro e conciso. Acredito que este terceiro longa tenha servido para explicar e se tornar uma base para o que está por vir, é tipo aquele final de capítulo de alguma novela que acaba justamente quando o “bicho tá pegando”. Daí dá mais vontade de assistir o próximo. Foi assim que me senti assistindo Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1.

Devo dizer que senti sim falta de um pouco mais de ação, porém como disse anteriormente, talvez a proposta do filme não tenha sido essa. Agora destacando as atuações, achei Jennifer Lawrence um pouco exagerada demais em algumas cenas, sei lá, parece que esse negócio de Oscar mexeu tanto com ela, que a menina fica querendo fazer a “drama queen” em qualquer cena que exija um pouco mais de carga dramática. Menos Jenny, menos!

Gostei bastante da participação de Julianne Moore como a líder Alma Coin. Na verdade ela sempre arrasa. Outro que teve bastante destaque foi o lindo do Liam Hemsworth, que interpretou o ex-amor da personagem de J. Lawrence.

No mais destaco a trilha e a sonoplastia, além dos efeitos especiais e os diálogos, sobre o qual o longa se apoiou do começo ao fim. Recomendadíssimo!
Lais Caroline B.
Lais Caroline B.

8 seguidores 2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de novembro de 2014
Simplismente perfeito!! Lacro e deixou as outra sagas no chinelo!!
João Vitor P.
João Vitor P.

14 seguidores 11 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de novembro de 2014
A primeira parte do fim da maior saga teen atual finalmente chegou! Depois daquele final de ''Jogos Vorazes: Em Chamas'' muitos de nós ficamos com um gostinho de quero mais, muitos ficamos nos perguntando, o que aconteceu e o que acontecerá com Peeta e Katniss? E posso orgulhosamente confirmar que ''Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1'' é o melhor filme da saga. Recheado de momentos épicos e emocionantes, ''Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1'' conseguiu ser melhor que seus antecessores. Nesse filme o diretor Francis Lawrence (diretor de ''Eu sou a Lenda'') conseguiu se superar e fez algo incrível nesse filme, aprofundando bem a relação sobre os personagens com o mundo caótico onde habitam. A arena dos ''Jogos Vorazes'' foi deixada de lado, e então podemos ver mais sobre esta revolução do novo filme, muitos pensaram que por não ter a arena não teria muita ação e emoção no filme, ENGANARAM-SE, e feio! Um dos pontos altos do filme é as cenas de ações incessantes. Outro incrível ponto alto nesse filme foi um novo elenco totalmente competente, Julianne Moore está incrível como sempre, Natalie Dormer (Margaery de ''Game of Thrones'') fez um trabalho muito bom também. Fãs da saga irão amar esse filme tanto quanto eu amei, o que nos resta agora é esperar a Parte 2. \o
joy_CRITIC10*-* J.
joy_CRITIC10*-* J.

6 seguidores 28 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 21 de novembro de 2014
Pois e amigos !! o tão esperado a esperança n passa de um simples filme de aventura..
Os dois anteriores jogos vorazes eram bons filmes que conseguiam dar emoção ao publico , já a esperança o clima e parado e sem nenhuma surpresa , as cenas de ação são forçadas e o roteiro contem fiascos que vc n vai desenrolar , bem era isso a esperança e um filme bem morninho bem diferente dos anteriores o climax deixa uma proposta de uma parte 2 quase parecida resta saber se vale a pena conferir a proxima aventura de Katniss Everdeen ...
I.S. Oliveira
I.S. Oliveira

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4,0
Enviada em 21 de novembro de 2014
Jogos Vorazes: A Esperança Parte 1, continua a história de Katniss Everdeen, depois dos acontecimentos de Em Chamas. O filme se passa no Distrito 13, um bunker subterrâneo, projetado para um rebelião contra a Capital. Katniss está traumatizada após os Jogos, e totalmente abalada por Peeta ter sido capturado pela Capital, o que faz ela questionar se consegue ou não ser o Tordo. O simbolo da revolução.

O filme faz claras criticas a manipulação de pessoas, publicidade viral e possíveis consequências de guerra, o que torna a carga dramática do filme alta, o que é um ponto positivo. Por mais que o filme seja um pouco mais parado, a emoção, tensão, suspense que ele transmitiste são suficientes para não deixar o filme entediante. As atuações estão extraordinárias. Jennifer Lawrence está incrível, na sua atuação ela passa a dor que está sentindo, o sofrimento por ter passado pelos Jogos e a falta que Peeta faz a ela, a raiva que ela sente da Capital e do Presidente Snow. Donald Sutherland que faz o Snow outro que está incrível. Os seus sorrisos maquiavélicos, irônicos e mortais fazem ser a melhor atuação do ator na franquia. O elenco todo está muito bem, dando destaque a Elizabeth Banks, que dá um toque perfeito de humor no filme. Woody Harrelson sempre carismático, Philip Seymour Hoffman sempre excelente como o grande manipulador da publicidade conta a Capital e a nova personagem da franquia Alma Coin, interpretada pela eficiente Julianne Moore. O filme tem uma ótima trilha sonora e uma fotografia bem feita.

Mas ele possui algumas falhas. Algo entediante que Francis Lawrence usa um método de bomba-relógio: aquela porta que vai fechar, aquela bomba que vai explodir, ficou muito repetitivo. A extrema preocupação de Katniss com Peeta chega a ser chato e repetitivo demais. E outra falha que quase foi fatal, é o final do filme. Em determinado momento um cena eletrizante entra, e no final da mesma fica uma tela preta. Seria o momento perfeito para o filme acabar e deixar o publico louco, mas ele tem outra cena explicando o ocorrido, perdendo a oportunidade de terminal de forma boa. O filme não tem um final, apenas para. Não é um final forte como o de Em Chamas, ele apenas mostra uma cena e para, não dando uma conclusão para o filme. Por ele terminar assim, deixa toda a responsabilidade de um final épico para a tão esperada parte 2.

Jogos Vorazes: A Esperança Parte 1 é um bom filme, superior ao primeiro Jogos Vorazes, mas não supera o que foi apresentado no Em Chamas. Tem ótimas atuações, direção eficiente, mas algumas falhas no roteiro, mas isso não faz o filme ser morno. Longe disso. É um filme sólido e corajoso que trouxe ansiedade para a tão esperada conclusão em 2015.
Peral V.
Peral V.

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2,0
Enviada em 21 de novembro de 2014
Não quero ler livros quero ver filmes! Se eu quiser ler livros não preciso ir no cinema! O Filme deixa a deseja em diversos aspectos, não condiz com o andamento e as proporções que os outros filmes estavam tomando, quebrou totalmente a serie.
Lais S.
Lais S.

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de novembro de 2014
Por ser um filme tem sua opinião e a opressão da capital de panem
Luis Alfredo B.
Luis Alfredo B.

5 seguidores 1 crítica Seguir usuário

2,5
Enviada em 21 de novembro de 2014
Ao contrario dos outros dois filmes, este não mostrou ser muito empolgante. Os produtores de filmes em geral descobriram que dividir a última parte de uma franquia em duas, garante um maior faturamento com bilheteria, pois quem acompanhou os filmes inicais (e gostou) certamente irá querer ver a história até o final. Porém, sempre a primeira parte da sequência costuma ser mais uma enrolação para o esperado último episódio, e A Esperança é exatamente isso, muito diálogo e pouca emoção. Vamos aguardar que a segunda parte atenda às expectativas dos fãs de Jogos Vorazes, de uma melhor maneira.
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