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Douglas Oliveira
3 críticas
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2,0
Enviada em 30 de novembro de 2020
Me incomoda, a forma como as personagens femininas sao retratadas, a agente é retratada como incapaz, ingênua, precisando a todo momento da ajuda do protagonista, isso sem citar o papel que a princesa tem no final, o único protagonismo dado a uma personagem é o da assistente do vilão, enfim o filme parece ser feito de homem pra homem.
Cara, na boa, até curto o estilo do Matthew Vaughn, Kick-Ass pra mim é um dos filmes de ação mais divertidos e bem feitos dos últimos anos, lançou tendência e merecia uma sequência melhor do que aquela bosta...Mas eu particularmente não achei nada que se possa aproveitar nesse aqui. Tentando ser uma espécie de 'homenagem' aos filmes de espionagem da década de 60 e começo dos 70, este Kingsman, ao meu ver, tenta desesperadamente se provar como um passa-tempo amigável sem maiores pretensões, se contradiz ao mesmo tempo que tenta(sem sucesso) inserir o público numa trama aparentemente complexa e cheia de pequenas 'reviravoltas', o humor meio pastelão e os diálogos forçados(que não fazem jus ao bom elenco) também não ajudam muito no trato do gênero. Sem se decidir entre ser um filme de espião, aventura, comédia ou road, Kingsman é um entretenimento rasteiro e dispensável, se salvando pelo bom elenco e uma ou outra boa cena de ação(como a da igreja). Só leva três estrelas porque Vaughn continua mostrando talento como diretor, apesar deste deslize.
"Kingsman: serviço secreto" tem seus bons e maus elementos, com um saldo surpreendentemente positivo (apesar do trailer nada empolgante). De bons elementos o roteiro e o elenco. Todos impecáveis: dois lordes de Hollywood, Samuel L. Jackson (patrimônio do cinema) e Colin Firth (mais modesto no histórico, mas imponente no currículo em razão do Oscar por "O discurso do rei"), um mito cinematográfico (Michael Cane, de participação minúscula), um protagonista iniciante que encaixou no papel (Taron Egerton, que pareceu feito para o papel) e bons coadjuvantes (destaque especial para Sofia Boutella). Boutella faz uma vilã que une sensualidade (low level, pois a proposta não é transbordar) com alto grau de periculosidade em razão de uma criatividade relativa à sua arma (assistam e descubram). Egerton mostrou habilidade para o papel de sapo que vira príncipe: de início, um rapaz irresponsável e com futuro promissor no crime, depois, como previsível espião elegante. Não achei o ator promissor, acredito que teve a sorte de desempenhar uma personagem confortável. Colin Firth surpreende ao interpretar uma personagem multiuso (elegância, ação, comédia etc.) - na verdade, o filme em si é bem plúrimo -, evidenciando novamente sua qualidade. Samuel L. Jackson atua como um vilão com características clássicas e peculiares: cruel, mas não pode ver sangue; irônico e inteligente, mas distante da brutalidade que deseja. Certamente a personagem mais fascinante do filme e que rouba a cena (mesmo com língua presa). O roteiro é bom e mau elemento. É bom porque sabe mesclar comédia, ação e até mesmo drama. Sem dúvida, louvável. No estilo "Mercenários", mas muito melhor. Sabe que não deve ser levado a sério, admite isso, toma como premissa e assim conduz a história. Mas erra feio na megalomania: desde carnificina até nudez. Tudo desnecessário. O plano do vilão tem um fim interessante, mas um meio idiota. Aliás, não são poucas as cenas idiotas, infelizmente. E além das ideias censuráveis, em especial no exagero - o que seria interessante apenas na parte cômica, o que não é o caso -, a história é previsível. Caso haja espaço para mais um elemento negativo a ser destacado, o ritmo é arrastado em alguns momentos, fazendo de uma história enxuta um filme longo. "Kingsman" é mais um filme para cair no esquecimento, mas não representa uma perda de tempo. Ao revés, dentro da sua proposta, ele é fiel e coerente. Comete deslizes, é verdade. Mas é despretensioso, um entretenimento válido. Em síntese, consegue divertir.
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