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LeandroMM
27 seguidores
60 críticas
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1,0
Enviada em 22 de fevereiro de 2015
Pelo trailer eu já desconfiei que iria assistir a um filme fraco. Mais ao ir no cinema fiquei mais decepcionado ainda, joguei dinheiro fora e foi pior do que imaginava. Não consigo nem considerá-lo ficção científica, está mais para um conto de fadas espacial muito bagunçado e absurdo, efeitos especiais terríveis e excessivamente coloridos, parecia estar assistindo um jogo de playstation 4 com cenas de ação extravagantes e muito exageradas com um enredo cheio de clichês dos contos de fadas. Roteiro não prende, história excessivamente explicada, tudo na cara, cenas previsíveis, personagens rasos e muito superficiais. Uma aventura nada convincente e conceitos filosóficos mal explorados. Diálogos fraquíssimos e rasos! Uma colcha de retalhos misturando genética, viagem interestelar, imortalidade, ganância, manipulação social, disputa pelo poder, abdução, romance. Não dá pra acreditar que os criadores de Matrix fizeram um filme desse...
"O destino de Júpiter", estreando hoje nos cinemas brasileiros, cumpre muito bem o que promete no trailer: efeitos, ação, pouco nexo e qualidade escassa. Filme fajuto. Os efeitos visuais têm suas virtudes: de modo geral, são bem feitos e bem executados nas incessantes cenas de ação - não custa lembrar que os Wachowski (aqueles de "Matrix") dirigiram a obra, dando alguma credencial. A maquiagem é exagerada, mas o cenário e o figurino compensam. O layout é muito charmoso. Já os efeitos sonoros destoam entre si: a edição de som é paupérrima - fato bastante grave, pois um filme de ficção científica costumeiramente depende desse fator -, por outro lado, a mixagem de som é boa. Inexplicável. O roteiro opta por pouca história e muita ação. As cenas de ação, ainda que exageradas em termos de quantidade, não chegam a comprometer, pois o que compromete mesmo é a história. Ou melhor, a falta dela. Em síntese, um roteiro muito raso (do tipo: "qual a moral da história?"), extremamente mal explicado (aqui entra o pouco nexo) e com personagens tão sutis que se tornaram dependentes de seus intérpretes. Explicando melhor. O roteiro é raso porque vai do nada ao lugar algum, faz um mistério inócuo, deixa dúvidas e elementos sem explicação. Aliás, algumas circunstâncias são lançadas de forma irresponsável, abusando da criatividade que uma ficção científica permite. "Avatar", por exemplo, cria uma nova realidade, mas o roteiro não comete o equívoco de fingir que ensina essa realidade e presumir que o que não é ensinado fica subentendido. Sequer as personagens construídas no roteiro se salvam: a protagonista, vivida por Mila Kunis, é insossa demais, o que prejudica a atuação de Kunis, melhor em personagens densas. Chaning Tatum é o mesmo de sempre, no modo robótico. Precisavam de um ator sarado para ficar várias cenas sem camisa, não é? Como um filme não pode sobreviver apenas com um casal bonito, inseriram coadjuvantes de considerável luxo. Sean Bean, ainda que de pouca relevância, destaca-se da maioria. Douglas Booth, ainda pouco experiente, teve dificuldade em manejar uma personagem tão dúbia quanto Titus, largando o questionável talento para o charme inquestionável (bom se fosse apenas ele em Hollywood). Tuppence Middleton é tão irrelevante que não merece mais que uma linha. E Eddie Redmayne... esse nunca deixa a desejar, ao revés, mesmo com uma personagem ruim em um filme fajuto consegue tirar leite de pedra. Impressionante o seu talento e a sua transformação a cada papel. Se é a ação que carrega a história, é Redmayne que carrega o elenco. Mas nenhum deles salvam o filme.
Roteiro empurrado goela abaixo dos espectadores. Uma profusão de personagens mal aproveitados. Atuações constrangedoras. Diálogos constrangedores. Figurino e maquiagem constrangedores. Edição picotada e muitas vezes confusa. Festival de clichês de sci-fi e fantasia. Os irmãos Wachowski, pretensiosos como sempre e perdidos desde Matrix, sonhavam em fazer um novo Duna (1984), mas conseguiram apenas produzir um filme B, esquecível e desnecessário. Esperem passar na "Sessão da Tarde". Ah, sim! Gostei do conceito e do design das naves espaciais e da estética cyberpunk.
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