Chegamos a terra do tédio... Um filme de drama se não for um bom roteiro com certeza não é muito chato o filme, cansativo. E esse é um caso. Muito chato. E quase 2 horas enrolando.
O que nos motiva a assistir determinado filme que pelo simples fato de lermos a sinopse já sabemos como será a trama? No caso específico de Curvas da Vida, realmente acredito que um motivo forte seja o elenco, especialmente Clint Eastwood e John Goodman .
Curvas da Vida possui todos os pré- requisitos para ser um forte candidato ao filme sessão da tarde para as futuras gerações. Uma trama que envolve o universo do baseball, mas o centro das atenções realmente é a “relação” pai e filha. Clint Eastwood ( Gus Lobel ) vive um olheiro que ao buscar talentosos jogadores pelos EUA necessita do auxilio de sua filha ( Mickey Lobel ), depois dela confirmar o diagnóstico de que ele terá a visão totalmente comprometida em pouco tempo.
Clint está confortável no papel de rabugento que desempenhou por algum tempo na carreira, perfeito para intensificar o contraste do personagem de John Goodman ( Pete Klein ), sempre preocupado com a amizade estabelecida por três décadas. Todos os clichês possíveis estão presentes no filme, mesmo aqueles que cortam o coração, como uma canção cantada pelo protagonista na lápide de sua amada esposa, mas como estamos falando de Clint tudo fica mais suportável e agradável de assistir.
A relação dos protagonistas fica mais intensa a partir do momento em que a “sessão de terapia” começa , mas sempre com aquela sensação de dejavú, o que torna o filme cansativo. A química entre pai e filha não funciona, apesar de Amy Adams já ter provado que é competente o suficiente, o roteiro não colabora e só faz piorar ainda mais a relação dos dois. O eterno Salsicha ( Matthew Lillard ) não acrescenta muito a trama, por ser um personagem batido, aquele mala sem alça que atrapalha os planos de todos ao seu redor . Curvas da Vida é aquele filme que sabemos como começa e termina, mas que compensa pela aula dos veretanos cena.
Clint Eastwood, coleciona diversos bons trabalhos, porém, em Curvas da Vida, como ator, não apresenta-se sendo um dos seus principais trabalhos. O filme trata-se de uma história delimitada e pouco abrangente, tratando de aspectos relacionados ao Baseball, por este motivo, quem não entende ou não curte o esporte a história torna-se chata. O roteiro é fraco e cheio de clichês, apresenta um razoável figurino assim como trilha sonora, porém a direção é um ponto forte do filme. Amy Adams é bonitinha e vai até bem formando um belo casal com Justin Timberlake, porém o filme não é algo extraordinário.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade