Blade Runner, o Caçador de Andróides
Média
4,3
1636 notas

74 Críticas do usuário

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Igor Durden
Igor Durden

52 seguidores 96 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 12 de dezembro de 2014
Com uma atmosfera poucas vezes criada no cinema, Blade Runner se transformou numa das mais importantes visões futuristas no cinema . Uma ficção policial noir marcante e clássica.
Sidnei C.
Sidnei C.

127 seguidores 101 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 14 de outubro de 2017
Há 35 anos atrás, um filme ajudou a traçar uma linha divisória na minha relação com o cinema. Ainda um teenager, deixei de ser apenas um adolescente que vai muito (e gosta de) ver filmes – algo comum numa época de menos opções que hoje – para me tornar um verdadeiro cinéfilo – algo que entendo que é mais do que gostar e ver filmes acima da média, mas aquele que vê filmes com outros olhos.

Blade Runner não era um filme de ficção científica comum, pelo menos não era nem de longe parecido com a noção que temos sobre um sci-fi, normalmente um filme de fantasia, ação e aventura que se passa no futuro. Sua estrutura narrativa, seu ritmo, sua fotografia de luz e sombra, era muito mais próximo de um filme policial das décadas de 40-50 (um film noir, como aprendi mais tarde). Sua estética futurista desafiou as audiências, e até nomes foram criados para tentar defini-la. Neon-gótico foi um dos mais empregados.

Talvez seu ineditismo assustou a plateia comum, que procura sempre o conforto do dejà-vu. Por isso, se explica que o filme não foi bem nas bilheterias em sua estreia. Isso hoje não importa. O maior aliado para certos filmes é o tempo. Após seu lançamento, uma galera foi descobrindo o filme, nos antigos VHS ou suas várias sessões de reprise nos cinemas. Virou um cult, com uma legião de fãs que viam e reviam o filme. Muitos outros filmes que foram grande sucesso de público à época de Blade Runner hoje ninguém mais lembra ou fala deles. A influência do filme é imensa e indiscutível – um verdadeiro fenômeno da cultura pop – e não só em relação a outros filmes que foram feitos nos anos seguintes. Ainda hoje é possível encontrar em uma comic-con ou num evento de cosplay jovens caracterizados como Deckard (Harrison Ford) , Pris (Daryl Hannah) ou mesmo Gaff (Edward James Olmos), o policial que fazia origamis no filme.

Mas o impacto do filme não era só visual. Havia a atmosfera ao mesmo tempo sombria e bela de uma Los Angeles distópica, a fotografia rebuscada e uma direção de arte esplêndida. Mas havia algo mais ali do que apenas uma sci-fi escapista. Deckard caça androides que fugiram das colônias para a Terra buscando encontrar seu criador (Tyrell) para exigir que ele lhes reprograme e lhes dê mais tempo de vida. Afinal, todo e qualquer ser humano não tem consciência da própria morte, e gostaria de prolongá-la o máximo possível (ou de um ser querido) ? Esses androides, robôs feitos à imagem e semelhança do homem traziam uma carga existencialista e filosófica ao filme que o elevavam de uma simples leitura distópica steam-punk. A cena mais bela do filme é exatamente, já quase ao final, no discurso de adeus do replicante Roy Batty (Hutger Hauer). A vida é um bem tão precioso – e que deveria ser experienciada mais intensamente – que vale a pena abrir mão dela para que outras vidas tenham vez. Um toque místico se sobrepõe às várias camadas subjacentes de Blade Runner.

Há várias razões que explicam porque o filme funciona tão bem. O roteiro tomou muitas liberdades em relação ao conto original de Philip K. Dick – mas não o diminuiu, pelo contrário – mas manteve as linhas básicas. O elenco de apoio, os coadjuvantes, são todos excelentes, com personagens bem construídos. É fácil criar empatia com cada um deles, mesmo os que aparecem furtivamente – com destaque, é claro, com a performance arrebatadora de Hutger Hauer. A trilha sonora – um elemento quase onipresente na narrativa – é assinada por Vangelis, que mais uma vez comprovou que não constrói trilhas óbvias. Se 1 ano antes, ele havia composto música eletrônica para um filme que se passa no início do século XX (Carruagens de Fogo), aqui ele compôs música que utiliza bastante o jazz, isso para um filme que se passa num futuro próximo.

É muito possível que as novas gerações não consigam enxergar a importância do filme, nem apreciá-lo como merece. Isso porque o ineditismo de sua proposta já se perdeu no tempo, o impacto não é mais o mesmo que proporcionou às plateias de 35 anos atrás, é claro. Mas sua influência se faz sentir até hoje. Nada define melhor um filme como um clássico.
Rodrigo o que?
Rodrigo o que?

118 seguidores 211 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 27 de junho de 2020
Bastante injustiçado na época de lançamento, esse filme neo-noir misturado com ficção científica tem uma história rasa mais significativa.
E uma direção maravilhosa
Ricardo L.
Ricardo L.

63.287 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 26 de setembro de 2017
Filme de muita qualidade! Roteiro muito bom atuações conviventes, principalmente de Hauer, peca em alguns exageros de linguagem mas só, é um clássico do gênero.
CinefiLov❤️
CinefiLov❤️

20 seguidores 186 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 23 de março de 2025
o filme é lento e arrastado e tem uma narrativa que exige paciência e atenção, possui uma estética inovadora que mais tarde influenciou outras obras de ficção cientifica mundo afora, a direção de arte e os efeitos visuais são revolucionários criando um mundo imersivo e memorável, o filme não oferece respostas fáceis, explora questões complexas sobre identidade, memória, humanidade e o que significa ser vivo.
Aurelio Cardoso
Aurelio Cardoso

82 seguidores 97 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 29 de junho de 2017
35 anos do lançamento de BLADE RUNNER nos Estados Unidos no ano de 1982. No Brasil chegou em 1983 e fui ver no CINE GAZETINHA de São Paulo no Dia 23 de Março daquele ano.
Na época escrevi.
Futuro contagiante.
Mais um tiro na mosca do Cineasta RIDLEY SCOTT. Desde seu primeiro filme, OS DUELISTAS, SCOTT vem dando mostras de raro e luminoso talento.
Nesta realização, de ficção futurista, SCOTT nos brinda com uma intensa magia luminosa, criando um policial com sentido figurativo.
Contém ingredientes da ficção cientifica, com seus andróides, sem as gratuidades da mania Guerra nas Estrelas, dando toques do noir, com sua trama policial detetivesca, como nos clássicos dos anos 40 e 50, e com pitadas de suspense.
RIDLEY SCOTT prova que é um cineasta de talento incomum.
Isto foi o que escrevi na época.
Recentemente fui ver outra vez no Cinema e agora com a versão sem a narração em off e com outro final, e ficou melhor ainda. Vida longa aos androides e a DECKARD que volta este ano.
Neto S.
Neto S.

30.586 seguidores 773 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 8 de março de 2016
No início do século XXI, uma grande corporação desenvolve um robô que é mais forte e ágil que o ser humano e se equiparando em inteligência. São conhecidos como replicantes e utilizados como escravos na colonização e exploração de outros planetas. Mas, quando um grupo dos robôs mais evoluídos provoca um motim, em uma colônia fora da Terra, este incidente faz os replicantes serem considerados ilegais na Terra, sob pena de morte. A partir de então, policiais de um esquadrão de elite, conhecidos como Blade Runner, têm ordem de atirar para matar em replicantes encontrados na Terra, mas tal ato não é chamado de execução e sim de remoção. Até que, em novembro de 2019, em Los Angeles, quando cinco replicantes chegam à Terra, um ex-Blade Runner (Harrison Ford) é encarregado de caçá-los. Um Classico, Blade Runner mesmo sendo de 1982 tem otimos efeitos, boa fotografia, Harrison Ford esta otimo, filme tem alguns personagens bizarros, recomendo esse classico. Nota 9.2
Carlos Henrique S.
Carlos Henrique S.

13.790 seguidores 809 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 10 de março de 2020
Após fazer o clássico absoluto do cinema,Alien, Ridley Scott apresenta uma Ficção futurística simplesmente espetacular que não só diverte como tem um forte texto sobre humanos e tecnologia.Se passando em 2019,o filme tem como pano de fundo os replicantes que são robôs idêntico a aos seres humanos é que fazem trabalhos para os humanos em colônias na terra e em outros planetas,após um grupo se rebelar,eles se tornam procurados e para eliminá-los são chamados os policiais chamados de Blade Runner,assim Deckard,um policial aposentado,é chamado para voltar a caçá-los.A visão do diretor aqui é impressionante,nota- se a genialidade ao tratar esses temas com base em previsões para o futuro.A visão da época era de carros voadores e tecnologias inimagináveis,mas além disso havia também previsões de um futuro ruim e sem vida.O roteiro escrito por Hampton Fancher e David Peoples tem uma visão profunda de um mundo sem calor humano,plastificado e sem perspectiva de melhoras,um regime movido a muitas indústrias e se vê pouco do ser humano em si.O trabalho técnico é excepcional com um design de produção impecável e uma fotografia que casa bem com o ritmo e ambiente da história.Ja o elenco ficou marcado na cultura pop,Rutger Hauer como o replicante está muito bem,ele é um personagem que tem suas motivações é um bom vilão,é Harrison Ford Marcava mais uma vez sua carreira com um personagem clássico,misterioso e intimista é um dos melhores personagens de sua carreira.Blade Runner é um clássico a ser sempre revisitado,mesmo não saindo tão bem sucedido em seu lançamento,se tornou um clássico cult,um dos melhores filmes(Talvez o melhor) de Ridley Scott,o filme é visionário e desconvidativo,um dos melhores do Neo Noir.
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 13 de junho de 2018
um clássico para os amantes de ficção científica. complexo e intenso, Mas com um desenvolvimento rápido. vi mais de uma vez para compreender melhor a história.
Bruno H.
Bruno H.

26 seguidores 36 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de janeiro de 2013
Filme interessante com meu ator preferido, Ford. Ridley Scott é muito bom em filmes de ficção e assina um bom filme!
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