Uma volta triunfante
"Estávamos mesmo em crise", disse Pete Docter, diretor de Divertida Mente. Seguidos de uma série de continuações com perca de qualidade, e um fracasso que foi Carros 2, a Pixar volta à sua bela e velha forma, com um filme que trata um assunto complexo(psique humana) de uma maneira super simples e acessível. E percebe-se que essa ideia surge apenas de um: "E se...?".
Rylei é uma adolescente e como todos nós ela possui emoções. Ao mudar-se de Minesotta para San Francisco, seu estado emocional entra em conflito, dando origem aos desdobramentos dos filme.
O principal acerto do filme é sempre constante em filmes da Pixar: a simplicidade. Presente também em filmes como Wall-E, todo o contexto é explicado por meio de cores, formas geométricas, e paralelos estabelecidos com coisas presentes no nosso dia a dia.
Cada emoção tem seus traços bem definidos rapidamente, e consequentemente seu carisma respectivo, que consegue captar a atenção do público. A partir disso, todos os diálogos do filme seguem as características fielmente, e ainda conseguindo criar relações e contrastes muito boas entre cada emoção presente, especialmente entre a Tristeza e Alegria, e no final mostrando que todas elas são necessárias.
Como todo bom filme Pixariano, esse também nos faz pensar, tentamos assim trazer essas pequenas vozes na nossa cabeça para a vida real, imaginando como seriam emoções de tal pessoa, ou a sua própria, algo que claramente dà mais significado ao filme.
Pode-se dizer que filmes com o toque da Pixar, nos fazem pensar e observar a vida de um jeito diferente ao seu final. Divertida Mente resgata isso, e espera-se que ele não se perca novamente.