12 Anos de Escravidão - Critica
O filme é tão foda, que eu nem sei por onde começo. Bom, vamos pela sinopse.
O longa é baseado na autobiografia publicada em 1853 do violinista Solonon Northup, negro livre de Saratoga, estado de Nova Iorque, que é sequestrado enquanto se apresenta em Washington e vendido como escravo na Louisiana.
È um filme que contem um direção bem fria, calculista e pretensiosa, pois as cenas de segregação e humilhação por exemplo, são passadas ao telespectador de uma forma tão real e torturante, que você tem vontade de meter a mão nos malvados.
Spoiler: 1º - Na seleção de escravos para a venda, onde estão sendo avaliados, tem escrava com 2 filhos, mesmo ela implorando para ser vendida com os filhos, o "vendedor" não aceite e separa a família. È cena muito forte, não tem nenhum fundo musical para aliviar, muito menos uma câmera lenta, enfim não tem um sentimentalismo na cena, tornando-a seca.
2º - Faltando 30 minutos para acabar o filme, uma escrava vai pegar um sabonete numa fazenda vizinha e não avisa pra ninguém. Seu senhor, que é obcecado pela negra, acaba não acreditando nela e para "ensinar", coloco-a no tronco e da-lhe chibatada. O diretor apostou em cena longa, sem cortes no intuito de fotografar as surras que os negros levavam. È sim uma cena forte e eu chorei muito.
Com esses dois spoilers dá pra ter uma noção do quanto o filme é pesado.
Chiwetel Ejiofor está trabalhando maravilhosamente bem, e sinceramente eu não tenho palavras de como descrever o quanto este papel é magnifico. Merece sim o Oscar de melhor ator.
Michael Fassbender fez um ótimo trabalho, mas me irritou um pouco porque ele fez um papel de máquina de medo, e não ficou claro o porque ele fazia medo. Mas merece sim grandes elogios.
Lupita Nyong'o brilhou no papel da escrava-leoa. Merece sim todo brilho que pode alcançar está belíssima atriz. Merece também o Oscar de melhor atriz coadjuvante.
Gostei muito da atuação da atriz Sarah Paulson e dos atores Brad Pitt, Paul Dano e Benedict Cumberbatch.
A trilha sonora é muito boa e em alguns momentos ela é assustadora, retrata muito bem a injustiça e a agressividade do que está acontecendo.
Steve McQueen é o diretor e sem dúvidas é a melhor coisa do filme. Se não fosse ele, na minha opinião, não seria tão bom quanto foi. Ele trabalhou muito bem com a movimentação de câmeras, com cenas longas, além dos movimentos suaves e os ângulos baixos.
O filme tem um final feliz? Sim e não, pois é um finais felizes mais tristes que eu já vi na minha vida.
Recomendo muito este filme, só um aviso: tenha sangue frio, você vai precisar.