Guardiões da Galáxia
Média
4,6
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Rodrigo C.
Rodrigo C.

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4,5
Enviada em 2 de agosto de 2014
Imagine-se no universo de "Star Trek" com a ação e as batalhas intergalácticas de “Star Wars” e acrescente uma boa dose de comédia; este é o ingrediente perfeito para um filme de sucesso. Pelo visto, “Os Guardiões da Galáxia” utilizou-se dessa receita e exibiu o melhor filme da Marvel do ano.

Desde que começou a ser anunciado, “Os Guardiões da Galáxia” já parecia ser um filme acima da média, mesmo sendo, talvez, a aposta mais arriscada da Disney/Marvel.

A comparação com os famosos filmes espaciais é inevitável, porém, percebe-se claramente a individualidade e a originalidade que o filme exibe. Em nenhum momento ele tenta copiar tais filmes, apenas se inspira em fórmulas que deram certo e adicionam uma trama original e, é claro, repleta de humor. Esse é um diferencial importante.

Com excelentes cenas de ação, e efeitos especiais, misturando cenários, naves e personagens feitos em computação gráfica com a velha e boa maquiagem o filme ganha ares de um tempo onde a tecnologia para produzir efeitos especiais não era tão avançada, e para se produzir um filme como esse era necessário recorrer à maquiagem, maquetes, fantasias e bonecos. Apesar da sutil, esses efeitos mais “palpáveis” tornam tudo um pouco mais próximo da realidade. Talvez isso seja apenas um ensaio para o próximo filme do “Star Wars”, mas ainda assim, ficou excelente. Vale a mencionar que a trilha sonora, tão importante em filmes assim, está presente de uma maneira excepcional, é certo que não de forma memorável, mas funcionou bastante para o filme, acompanhando desde a ação, drama e até mesmo na comédia. As músicas selecionadas, todas clássicas, dão o toque “vintage” necessário para, não só construir o personagem de Chris Pratt, mas para compor todo o filme. Excelente.

A comédia é o ingrediente final (talvez principal) para que esse filme se torne um verdadeiro sucesso. Na medida certa e bem empregado, a comédia se torna, ao mesmo tempo, um recurso para divertir, aliviar a tensão da história e é claro chamar a atenção do público. É bem verdade que a Marvel já vinha utilizando o humor excessivo em seus filmes, porém, errou na medida em “Thor 2” onde a personagem de Kat Dennings (Darcy Lewis) é quase insuportável.

Em “Os Guardiões” a comédia é mais do que bem vinda, e apesar de extrapolar em alguns momentos, mesmo assim, ainda consegue divertir. Sem dúvida é o elemento primordial para o sucesso do filme.

Outro fator muito utilizado nesses filmes é o romance. Porém, em alguns filmes, esse é o ponto que é pior adaptado. Muitas vezes porque não se tem tempo nem espaço para se tentar construir uma relação estável, aceitável e digna de credibilidade nesses filmes, como por exemplo em Thor, Jane Foster ama Thor porque está no roteiro. Felizmente, isso não acontece em “Guardiões”, ou pelo menos, nesse primeiro momento se inicia um breve sentimento que pode ser mais bem construído ao longo dos demais filmes.

O diretor, James Gunn, pode não possuir muitos filmes de sucesso, mas deu conta do recado, e com a ajuda de um bom roteiro, conseguiu produzir um filme de qualidade, com uma boa trama, recheado de personagens icônicos e o melhor: personagens com motivação. Do começo ao fim você entende todos os motivos que levaram cada um a fazer a escolha que fizeram.

É bem verdade que esses personagens são interpretados por atores não muito conhecidos. Quero dizer, os atores de renome ou estão pintados de verde ou apenas emprestaram suas vozes e expressões corporais. Mas aquele que encara o “Senhor das Estrelas” e o líder da gangue de heróis é Chris Pratt, justamente o que tem menos trabalhos conhecidos. Mas nem por isso deixa a desejar, tendo uma boa atenção, na verdade, sua presença e seu carisma ganha a atenção do público que certamente agora vai ficar atento aos próximos filmes do ator. Pra deixar logo informado, o próximo é Jurassic Word no ano que vem.

Enfim, “Os Guardiões da Galáxia” está altamente recomendado para quem é fã da Marvel, de naves espaciais, de ação, de aventura, de comédia e é claro de boa música. Nota 4,5. E que venha o próximo.
Caco
Caco

12 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de agosto de 2014
Filme muito bom... E o Groot é o melhor... Observação especial para a trilha sonora... Só com Clássicos dos anos 80! Vale Muito a pena ver.
Yara O.
Yara O.

34 seguidores 7 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 17 de agosto de 2014
Logo no começo já podemos ter uma ideia de qual foi a principal influência do filme, a música de 1974, "Hooked on a feeling", dá ritmo a uma das cenas mais divertidas do filme, daí para frente tudo parece a visão futurista dos anos 70/80, na verdade não fosse os efeitos de alta tecnologias e o 3D muito bem utilizado, pareceria que o filme saiu direto do famoso "Verão dos anos 80", os alienígenas coloridos lembram a série original de Star Trek, e as naves, até mesmo alguns aspectos da narrativa lembram o mais famoso blockbuster espacial de todos os Tempos, Star Wars.

O roteiro de James Gunn (também diretor do longa) e Nicole Perlman (primeira mulher a roteirizar um filme Marvel), conta com cenas divertidas de ação dignas de Indiana Jones e Ghosbuster (a influência dos anos 80 é realmente clara), boas piadas, diálogos rápidos muito bem moldados para cada personagem, que com suas personalidades distintas trazem sempre algo novo e não deixam o filme cair na mesmice.

Mesmo com o estilo Retrô Futurista, que conta até mesmo com um toca fitas em uma nave espacial, James Gunn acreditava que o personagem que mais precisou de tecnologia para acontecer era o mais importante, Gunn disse em entrevista que "Rocky era a alma do filme", e eu discordo de Gunn, a dinâmica dos cinco heróis é tão perfeita que é impossível escolher um preferido, isso não só com os protagonistas, mas os vilões e até o "elenco político" do filme são divertidos e bem estruturados.

A Marvel já vem impressionando desde Homem de Ferro, mas quando você assiste a algo que equilibra tão bem a comédia e o drama, a qualidade de texto e direção, o resgate de grandes clássicos e ainda a ousadia na criação de um longa, percebe-se que o estúdio busca algo além de blockbusters divertidos, e o apelido carinhoso dado por alguns críticos de "comédia cult da Marvel", prova que Guardiões da Galáxia é o começo de algo ainda mais grandioso para os estúdios.
Felipe Santos
Felipe Santos

12 seguidores 169 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 21 de agosto de 2024
Guardiões da galáxia é um filme surpreendente na questão de ser um filme bastante original no universo cinematográfico marvel" preenchido de emoção e totalmente engraçado e descontraído, esse definitivamente é um dos melhores filmes do Studio desde o primeiro homem de ferro.
Animes S.
Animes S.

6 seguidores 45 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 8 de abril de 2019
Eu achei esse filme incrível sem dúvida o filme mais arriscado da Marvel mas eu posso dizer que esse filme nos faz ver os heróis de outra maneira,sem dúvida me surpreendi.
luiz g.
luiz g.

6 seguidores 37 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 6 de julho de 2015
Um dos melhores senão o melhor filme da marvel até então, nunca tinha ouvido falar dos guardiões da galaxia, agora, depois do filme, me interessei pela história e espero por mais filmes
Daniel Novaes
Daniel Novaes

7.774 seguidores 873 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 21 de fevereiro de 2015
Bem bacana! Ótimo entretenimento. Um pouco mais infantil que o habitual universo Marvel. .. mas muito legal
Wagner R.
Wagner R.

15 seguidores 7 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 1 de agosto de 2014
Aquele famoso ditado que “só a Marvel consegue ser a Marvel”, nunca fez tanto sentido até a estreia do seu filme, infinitamente, mais audacioso até o momento. E nessa ideia, Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy), originalmente, consegue cumprir seu papel a qual é proposto e mantém as principais características que fizeram a fama e a fortuna para o estúdio.

Falar que a produção era uma incógnita, até mesmo para os fãs mais assíduos das HQ’s, era praticamente uma normalidade em qualquer conversa relacionada sobre a Casa das ideias. Guardiões da Galáxia nunca teve um nome tão forte, como os Vingadores, Quarteto Fantástico, X-Men e outros dentro do contexto dos quadrinhos, mas assim como o Homem de Ferro, em 2008, a Marvel Estúdios decidiu mais uma vez apostar no risco, uma aposta que além de certa, abre um leque de oportunidades para o famoso universo cinematográfico em futuro não tão distante.

O humano Peter Quill (Chris Pratt) é abduzido ainda criança por um grupo de alienígenas forasteiros e contrabandistas comandados por Yondu Udonta (Michael Rooker), que com o tempo passa a conviver com o grupo e, consequentemente, acaba se tornando um deles. Quando Peter, em seu codinome, Senhor das Estrelas, descobre um objeto misterioso, conhecido como o Orbe e percebe que Ronan, o Acusador (Lee Pace) quer o objeto para dizimar a população de Xandar, Quill, reúne um grupo nada convencional para impedir a qualquer custo à destruição do planeta.

A já conhecida fase 2 da Marvel irá terminar apenas ano que vem, com Os Vingadores: A Era de Ultron, no entanto, se a intenção do estúdio é aproveitar em cada filme criar uma ligação com o próximo e o próximo, interligando cada um deles, os Guardiões, de uma maneira completamente originária, distorce essa estratégia, mas que ao mesmo tempo abre uma oportunidade de ouro para o decorrer dos anos. Se por um lado os Guardiões é o filme que menos faz referências as outras produções do estúdio, por outro, é o filme que muda completamente o deslumbre visual já conhecido pelos fãs, e se a intenção é criar um universo místico para as próximas produções (Homem Formiga e Doutor Estranho), o caminho está traçado, restando apenas ligar os pontos.

James Gunn, diretor e roteiristas do filme, consegue dar sua própria cara a produção, fugindo do histórico político de Capitão América – O Soldado Invernal, historiador de Thor: O Mundo Sombrio e destrutivo de Os Vingadores, criando apenas um universo extremamente divertido, a ponto de ser encaixado quase que como uma comédia, sendo um filme de super-heróis, que foge das ideologias dos super-heróis, entre regras e conflitos.

A junção da equipe disfuncional, por se tratar de seres completamente diferentes de personalidades é tratada de uma maneira inteligente e é resolvida de forma simples, proporcionando um roteiro quase perfeito. Apesar de algumas alterações essenciais na origem de alguns personagens, a conceito grupo unido, funciona muito bem nos Guardiões. Gamora (Zoe Saldana) proporciona momentos muito oportunos de ação, principalmente, quando perto de Peter e Drax, o Destruidor (Dave Bautista). Contudo, o destaque fica por conta do guaxinim falante Rocket Raccoon (Bradley Cooper) e da árvore humanóide Groot (Vin Diesel), que roubam a cena pela química, tensão e alívios cômicos, onde funcionam em quase 100% das intenções.

Guardiões da Galáxia é um filme que se destaca pela sua inúmera qualidade em vários aspectos: O grande humor pontual que se encaixa como um quebra cabeça em cada cena do filme, a excelente trilha sonora nostálgica dos anos 80, incluindo inúmeras referências da mesma época e o excepcional e incrível trabalho de produção artística e design, cada personagem possui sua própria maquiagem e estética, a raças são muito bem definidas e o deslumbre visual é sensacional.

Um filme que propõe muito bem o seu objetivo e que cumpre muito bem suas expectativas. Guardiões da Galáxia é um filme que além de diversão, traz momentos emocionantes, hilários (de gargalhar alto) e que comprava que a Marvel mais uma vez acertou nas suas decisões.
Roberto H.
Roberto H.

13 seguidores 9 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 2 de agosto de 2014
Assim que foi anunciado, Guardiões da Galáxia sofreu por não ser um grupo tão conhecido pelo grande público (principalmente aquele que não é leitor de HQs), mas foi só sair o primeiro trailer que as opiniões começaram a surgir e as pessoas se dividiram em dois grupos. De um lado, aquela galera que não aceitava a “licença poética” de um guaxinim falante; do outro, o pessoal que estava animado pelo filme e esperava ser surpreendido (Eu fiz parte do segundo grupo). Era um jogo arriscado, mas deu certo.

Guardiões da Galáxia é mais um filme da Marvel que não apenas serve para complementar o universo da mesma, mas para ser a peça mais importante até agora.

No filme, temos o grupo formado pelos criminosos Peter Quill (ou Star Lord), Gamora, Drax e a dupla Rocket e Groot. Juntos, eles formam os Guardiões da Galáxia, com a função de evitar que um artefato poderoso pare nas mãos do poderoso kree conhecido como Ronan, o acusador. No começo, como todo grupo disfuncional que se preze, eles não se dão tão bem assim e brigam sempre que possível.

Depois de anos de sucesso consolidado nos cinemas, seria normal se a Marvel decidisse aproveitar que está no auge para trazer um filme de algum personagem conhecido por todos, não é? Errado! A escolha de Guardiões como seu próximo filme é ousado e arriscado, mas também foi quando decidiram começar com Homem de Ferro em 2008. O que mais surpreende neste filme é como ele consegue se sustentar sem depender de nenhum dos filmes anteriores, o que mostra como a Marvel está cada vez mais no caminho certo.

Dirigido por James Gunn, com um roteiro simples e até alguns clichés (daqueles divertidos, que não te incomodam) de trabalho em equipe, o filme funciona perfeitamente como uma adaptação das HQs. Por mais que algumas coisas tenham mudado (como a história de Quill, modificada para funcionar melhor na telona), a atmosfera da obra prima está presente. Desde a cena de abertura, é notável o tom cômico e descompromissado que o filme levará. Ao contrário de outras produções como Homem de Ferro 3 e Thor: O Mundo Sombrio, Guardiões da Galáxia só ganha com as cenas em que usa e abusa do humor, sejam as piadas ruins de Peter Quill, seja do humor negro e sarcástico de Rocket, seja da “habilidade” de Drax em levar tudo o que dizem no sentido literal da palavra ou até mesmo quando Gamora não consegue entender coisa alguma e Groot repete as únicas palavras que consegue pronunciar: “I Am Groot”.

Falando nisto, os personagens são o ponto alto do filme. Chris Pratt, de Parks and Recreation, teve de malhar bastante para fazer o Senhor das Estrelas e atuar como o líder do grupo (alguns notaram a semelhança dele com Han Solo e até um pouquinho de Capitão Kirk), sempre contando piadas datadas, mas hilárias, como a de Footloose (Quill foi abdusido nos anos 80), e ouvindo a mesma fita com um mix de sucessos de sua época.

Ah, já comentei que a trilha é a coisa mais linda do mundo? Não? Pois é perfeita, sério.

Zoe Saldana é Gamora e, ao lado de Dave Bautista, que interpreta Drax, são os músculos da turma. Mas é claro que seria inevitável não adorar a dupla Rocket e Groot, dublados por Bradley Cooper e Vin Diesel, respectivamente. Eles são completamente diferentes, mas a química entre os mesmos é ótima. Os vilões são os mais poderosos do Universo Marvel até agora, mas não parecem ser tão ameaçadores (ainda). Lee Pace (O Hobbit: A Desolação de Smaug) é Ronan e Karen Killian (Doctor Who) é Nebula, e ambos estão irreconhecíveis.

A ação e os efeitos especiais são os melhores já criados pela Marvel, as batalhas espaciais e toda a ambientação cósmica está de parabéns. Mas… nada é perfeito. Um ponto negativo é o tempo de duração do filme. Mesmo que o desenvolvimento seja competente, Guardiões da Galáxia tem muita informação vital e tanta coisa acontecendo que mais meia hora de filme não faria mal algum.

Com personagens carismáticos e divertidos, um roteiro simples, uma aventura que lembra vários clássicos do cinema de ficção científica e uma trilha sonora que é a coisa mais linda do mundo (já comentei isso? Não interessa, vale a pena comentar de novo), que vai desde David Bowie até Jackson 5. Este filme foi arriscado e funcionou muito bem, fazendo com que alguns cheguem a considerar a melhor produção da Marvel até o momento. Faz tempo que não temos um filme com coração e tão divertido quanto os clássicos no qual este se inspirou.
Fez bonito, Marvel, fez bonito.
Felipe S.
Felipe S.

27 seguidores 12 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de novembro de 2014
Enquanto Tony Stark está por aí sendo inteligente, rico e extravagante, Thor está em Asgard com seu drama familiar e Steve Rogers tenta se adaptar a um novo tempo, chega “Guardiões da Galáxia” para tirar o Universo Marvel da zona de conforto e levá-lo para os confins de uma galáxia distante. Este décimo filme do estúdio não é apenas bom, é ótimo, pois envereda para um novo território com uma sátira mordaz e pensamento radical.

O cosmos nunca mais será o mesmo novamente. Dirigido e co-roteirizado por James Gunn (que escreveu os horrorosos “Scooby-Doo” para a Warner), este filme de super-heróis é baseado no título de 1969, mas principalmente na fase de 2008 dos mesmos. Nessa fase, os roteiristas Dan Abnett e Andy Lanning, reinventaram os personagens, sua galáxia alienígena e deram uma roupagem mais moderna para a trama, dentro do Universo Marvel dos quadrinhos.

Mas ambas as versões (de 1969 e 2008) permaneciam na margem desse universo, como se fossem quadrinhos B em comparação com os demais heróis. Até agora. Esse filme divertido e cheio de ação, bem construído e bem executado, mudará essa realidade com certeza. Com seus anti-heróis o filme já começa bastante diferente dos demais longas de herói. E James Gunn teve seu principal acerto mostrando alguns pequenos flashbacks na vida de cada um dos personagens para nos fazer conectar a esses viajantes espaciais criminosos.

Embora não seja logo de cara, os “Guardiões da Galáxia” são liderados por um Chris Pratt deliciosamente insano, um órfão abduzido da terra. Peter Quill (ou como se denomina Senhor das Estrelas) é preso por roubo de um poderoso orbe, juntamente com uma assassina verde, chamada Gamora, um guaxinim geneticamente modificado e uma árvore humanóide chamada Groot. Na prisão eles encontram o musculoso Drax, o Destruidor. A equipe está montada. Com todos os desajustes entre cada um dos personagens é muito interessante assistir a química entre eles se formar. Mesmo que dois dos personagens sejam feitos totalmente por computação gráfica.

Apesar das desavenças os anti-heróis se unem para escapar da prisão, e essa trégua entre eles é que acabará por levar seu status a super-heróis. Afinal, há uma galáxia para salvar, mesmo que o motivo inicial seja dinheiro. Ronan, o acusador, Nebulosa e Korath estão atrás do orbe roubado por Peter Quill, e não bastasse isso, o Senhor das Estrelas ainda precisa escapar de seu raptor Yondu. A trama cheia de perseguições e reviravoltas sempre faz lembrar-se de “Star Wars”, que em 2015 também ganhará uma sequência.

O filme funciona porque em meio a toda essa correria há um desenvolvimento do caráter de seus personagens, mesmo que cheio de comédia e piadas super divertidas.

Quanto a parte técnica não há o que comentar. As criaturas digitais estão perfeitas e palpáveis. Os panos de fundo das batalhas estão lembrando uma pintura futurista e apesar disso não ofuscam os atores em cena. Benicio Del Toro chama atenção como seu Coletor e Josh Brolin (embora não creditado) dá voz ao Sr. do mal já mostrado na cena pós-créditos do primeiro “Vingadores”. Detalhe que ambos os personagens funcionam como ponte para o restante do Universo Marvel nos cinemas.

E por falar em Universo, será muito divertido quando “Guardiões” acabar cruzando com algum “Vingador”. Que venha a sua sequência já agendada para 2017.

P.S.: Há uma cena pós-créditos. Embora não tenham exibido a mesma após a sessão de imprensa, a mesma estará nas cópias normais do filme nos cinemas.
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