Guardiões da Galáxia
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4,6
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Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 20 de agosto de 2014
Baseado numa história em quadrinhos popular do Universo Marvel, “Guardiões da Galáxia”, filme dirigido e co-escrito por James Gunn, é uma obra bem diferente das que estamos acostumados a ver nesse gênero. Em primeiro lugar, pelo fato de que, nessa obra, não existem pessoas comuns com super poderes. A motivação dos personagens, que são seres comuns dotados de uma grande força de vontade de realizar algo, dentro daquilo a que eles se propõem, é se unir pela proteção dos planeta e das galáxias do espaço sideral contra ataques e guerras perpetrados por outros grupos inimigos.

Peter Quill (Chris Pratt) é um saqueador interessado no roubo de diversos objetos presentes nos muitos planetas e galáxias do espaço sideral. Quando criança, ele foi abduzido do planeta Terra após o falecimento de sua mãe. Por isso mesmo, ele próprio carrega várias relíquias – notadamente um walkman no qual ele roda fitas cassetes com as músicas favoritas da sua mãe. Mas, o seu objeto de interesse durante “Guardiões da Galáxia” é uma misteriosa esfera que guarda um grande poder: a capacidade de dotar aqueles que entram em contato com seu núcleo com uma força sobrecomum que poderá subjugar e destruir qualquer civilização que se ponha em seus caminhos.

Desta forma, após se ver alvo de uma caçada cujo interesse é a tal esfera, que está no centro de uma disputa pelo destino da galáxia inteira, Peter Quill se une àqueles que serão os quatro outros integrantes do grupo: Rocket (dublado por Bradley Cooper), um guaxinim atirador; Groot (dublado por Vin Diesel), uma árvore mutante; a intrigante Gamora (Zoe Saldana) e Drax – O Destruidor (Dave Bautista), cujo objetivo de vida maior é se vingar da morte de sua esposa e filha.

“Guardiões da Galáxia” é uma obra interessante, na medida em que alterna momentos dramáticos, com alguns cômicos, românticos e de pura ação, na tentativa de atrair a um público bastante heterogêneo. Isso faz com que o filme seja um tanto imprevisível nos caminhos em que ele percorre, mas, ao mesmo tempo, deixa a obra com uma falta de eixo coeso, uma vez que a identidade do longa nunca está plenamente definida. O grande acerto do diretor James Gunn aqui foi a escolha de Chris Pratt, um ator que possui um timing cômico perfeito e que corresponde às expectativas na primeira vez em que carrega um filme dessa envergadura nas costas. Ele que é o responsável por alguns dos melhores momentos de “Guardiões da Galáxia”.
Sandro P.
Sandro P.

7.485 seguidores 572 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 6 de outubro de 2015
Diversão garantida! Muita aventura com uma boa dose de humor e uma trilha sonora com clássicos dos anos 70/80!!!
Maiko D
Maiko D

1.659 seguidores 303 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 8 de novembro de 2014
O trailer traz o melhor do filme. A gente pensa que será engraçado e diferente. Depois que assiste, percebe que, mais uma vez, foi enganado por um trailer.
anônimo
Um visitante
3,5
Enviada em 29 de janeiro de 2015
A Marvel conseguiu fazer um bom filme de ação que também é divertido, se dividindo bem entre essas duas características e sem se perder na história. Um bom filme.

Leia a minha resenha completa no link abaixo:
William
William

160 seguidores 173 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 7 de janeiro de 2015
É um filme divertido, mas passa longe de se tornar um clássico como alguns andam dizendo por aí!
Peter B.
Peter B.

87 seguidores 127 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 17 de novembro de 2014
A melhor atuação de Vin Diesel. Gostei do filme , entretenimento na medida.
Eliseu C.
Eliseu C.

44 seguidores 82 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 9 de agosto de 2014
Mesmo com todo universo construído, personagens fixados no imaginário popular e de render bilhões de dólares, confesso que torci o nariz quando Guardiões da Galáxia foi confirmado para a próxima adaptação da Marvel Studios. Sim, porque essas figuras não poderiam nem mesmo se encaixar como heróis de segunda linha da Casa das Ideias, já que, quando criados em 1969 por Arnold Drake e Gene Colan , naMarvel Super-Heroes #18 , suas primeiras aparições foram coadjuvantes e esporádicas. Depois disso, décadas se passaram e eles voltaram somente nos anos 90, quando Jim Valentino resolveu resgatar o grupo, adicionando novos membros – ainda que nenhum deles sejam os personagens do filme em questão. Esse time formado por Senhor das Estrelas, Gamora, Drax, Rocket Raccoon e Groot, só se juntou em 2008, no crossover Aniquilação , embora todos os personagens já existissem – no Brasil, por exemplo, são desconhecidos. Logo, foi de uma coragem (e estratégia) imensa por parte do estúdio. com tudo o filme é bom!
Zé Luiz
Zé Luiz

39 seguidores 48 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 1 de fevereiro de 2020
Um filme divertido de um equipe não muito conhecida para o público em geral, mas conhecida para quem já acompanha o material da Marvel há um tempo nos quadrinhos. O filme funciona para o público que gosta de ficção científica, guerra nas estrelas e temática espacial. Rocket (o guaxinim) consegue roubar todas as cenas em que aparece! Melhor personagem.
Fabricio M.
Fabricio M.

27 seguidores 5 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 17 de setembro de 2014
Filme ótimo. Muita ação, porém, sintetizaram muito a história e quem não conhece, fica sem entender muita coisa. O trailer promete muito mais do que o filme oferece.
Roberto O.
Roberto O.

26 seguidores 59 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 8 de agosto de 2014
Deixe-se levar pelo seu clima bem-humorado e irreverente, e divirta-se

Em seu décimo filme e apenas seis anos após o primeiro (Homem de Ferro, de 2008), a Marvel Studios toma uma iniciativa ousada, ao levar para as telas personagens completamente desconhecidos do grande público (até agora), com uma outra proposta, igualmente divertida, porém muito mais descontraída. Assim, das hilárias histórias em quadrinhos do grupo de heróis mais improvável do universo, os Guardiões da Galáxia invadem os cinemas, e de forma nem um pouco modesta, anunciando, já em seus créditos finais, que eles “vão voltar”, fato confirmado pelo estúdio, e com data de estreia, 28 de Julho de 2017. Esta ousadia é muito bem-vinda, não apenas por apresentar novos (e interessantes) personagens, mas também por ampliar potencialmente o “raio de alcance” do Universo Marvel no cinema, que inerentemente poderá proporcionar, em um futuro próximo, grandiosos encontros de super-heróis em odisseias cósmicas antes vistas apenas no papel, mas hoje plenamente possíveis de serem filmadas, com as imagens mais alucinantes que os efeitos visuais, sempre em evolução, são capazes de produzir. Mas antes de chegarmos lá, a melhor maneira de assistir a este novo rebento cinematográfico da já tão prestigiada editora de HQs – que em pouquíssimo tempo ampliou seu leque de forma tão bem-sucedida a ponto de ter se tornado nada menos do que um dos maiores estúdios de Hollywood – é se deixar levar pelo seu clima leve, bem-humorado e até irreverente, a ponto de se permitir debochar de si próprio (como na sequência em que, um a um, os cinco “desajustados”, formando uma rodinha, ficam em pé, um olhando para a cara do outro).
Conheça, portanto, o despreocupado Peter Quill, único “terráqueo” do elenco principal (Chris Pratt, que até então havia atuado em séries de TV e comédias românticas, e será visto em Jurassic World, a ser lançado em 2015, além de ser o terceiro Chris a protagonizar um herói da Marvel). Abduzido quando criança nos anos 1980, ele foi criado por Yondu (Michael Rooker) e seus mercenários espaciais, e acabou se tornando “quase” um deles, perambulando pela galáxia em busca de objetos preciosos para roubar e revender, sempre com seu walkman na cintura tocando a preciosa fita com músicas setentistas que ganhou de sua mãe e que preserva a todo custo (enriquecendo a trilha sonora do filme). Acontece que, desta vez, Peter (ou Senhor das Estrelas, como faz questão de ser chamado, no melhor estilo “Capitão Jack Sparrow”) toma posse de uma esfera desejada por muitos, entre eles ninguém menos do que Thanos (o ostentoso vilão que aparece por alguns segundos durante os créditos finais de Os Vingadores). Ronan, O Acusador (Lee Pace), um guerreiro da raça Kree, que apesar da pose na verdade não passa de mais um capacho do vilão maior, irá em busca da esfera (que contém em seu interior uma das Jóas do Infinito) para com ela destruir – com ou sem a ajuda de Thanos – o planeta Xandar, lar de uma avançada e pacifista civilização, e sede da Tropa Nova, liderada pela Nova Prime (Gleen Close), que procura manter a democracia, pelo menos nesta “região” do universo. Por conta da esfera que roubou, Peter acaba cruzando seu caminho com o de Gamora (Zoë Saldana, acostumada a atuar com fundo azul, após Avatar e Star Trek). Filha adotiva de Thanos, ela se tornou uma assassina, mas agora busca justiça. Não é o que pensa Drax, O Destruidor (Dave Bautista) um brutamontes que entende tudo ao “pé da letra” (propiciando momentos divertidíssimos). O que o grandalhão quer mesmo é vingança contra aqueles que mataram sua família. Completando o grupo de “perdedores”, há ainda a dupla de ladrões Rocket Raccoon (voz de Bradley Cooper), um guaxinim malandro e arrojado, modificado geneticamente, e que esconde por trás de sua personalidade forte um complexo de inferioridade (evidenciado na tocante cena do bar), e seu parceiro Groot (voz de Vin Diesel), uma espécie de “árvore ambulante” capaz de esticar seus “galhos”, e dotado de uma sensibilidade tão grande a ponto de protagonizar momentos de pura ternura, e conseguir abraçar todos os seus amigos de uma só vez, em contrapartida ao seu vocabulário limitado. Uma de suas falas, porém, dita em um momento-chave, poderá comover o espectador. Juntos, estes cinco foras da lei podem ser a única esperança que resta para a salvação da galáxia...
Percebe-se claramente, portanto, durante a projeção, em meio a tantas situações cômicas, uma série de sutilezas (o que inclui a muito bem cuidada sequência inicial do longa, ainda na Terra), essenciais para que esses personagens recém-apresentados rapidamente ganhem a nossa simpatia, uma solução muito inteligente por parte do roteiro, escrito pelo diretor James Gunn (do interessante Seres Rastejantes, de 2005), em parceria com Nicole Perlman. Não há como negar também uma nostálgica, contagiante e muito eficiente atmosfera de aventura, recheada de referências pop. Assim fica difícil não lembrar de uma certa galáxia muito, muito distante... Desenho de produção e computação gráfica criaram uma galáxia novíssima, que imediatamente agrada aos nossos olhos, com seus habitantes excêntricos, seus cenários de cores berrantes (no bom sentido) e suas luzes ora sutis (como as pétalas iluminadas que em dado momento saltam da tela com o eficiente 3D), ora gritantes. A arquitetura do Planeta Xandar, contudo, nos remete imediatamente à ensolarada cidade-planeta Coruscant, vislumbrada em todo o seu esplendor no Episódio I de Star Wars. Há também a iminência da destruição de um planeta inteiro por uma poderosíssima arma (o que acaba acontecendo logo no início do Episódio IV da saga de George Lucas), a busca incansável de uma República em manter a paz no seu quadrante do Universo, as dinâmicas e arrojadas coreografias das batalhas aéreas, os bares-reduto das criaturas mais exóticas da galáxia, o herói canastrão (Peter Quill pode facilmente ser visto como um eco de Han Solo) e, claro, o imponente e intocável vilão soberano (Thanos, com toda a pose de Imperador). A tudo isso, adiciona-se generosas doses de humor, e o resultado se mostra altamente satisfatório, DESDE QUE, repito, o espectador aceite a proposta do filme, de não se levar muito a sério.
Humor não é algo fácil de se construir, muito mais desafiador é conseguir mantê-lo durante duas horas. Portanto, não é de se surpreender que, apesar de conseguirem fazer rir na maior parte do tempo, algumas gags simplesmente não funcionam, causando na plateia exatamente a reação oposta da esperada. Nesse sentido, o momento mais “trágico” do longa é a cena pós-créditos, sem a qual ele teria ficado muito melhor. A tal cena nos traz à mente o fato de que a Marvel, na verdade, foi comprada pela Walt Disney em 2009, e só ela poderia ter “colocado o dedo” no que vemos após todos os créditos finais terem subido. O que se vê induz a uma conclusão tragicômica, sugestionando em nossos inconscientes um encontro, no mínimo, “patético”, com “P” de pato, entre um personagem esquecido da Marvel, e outro, super popular, da Disney. Que tenha sido apenas um devaneio dos executivos. O que se ouve nesse momento nas salas de projeção, em uníssono, são frases do tipo: “Eu esperei esse tempo todo para ver ISSO?” Desnecessário. Fica por sua própria conta e risco ver (ou não) esta que seguramente pode ser considerada a PIOR cena pós-créditos, não só da Marvel, mas de toda a história do cinema!
Guardiões da Galáxia, afinal, se mostra um projeto não apenas ousado, como também inovador e muito bem pensado, por introduzir, de uma só vez, um grandioso “novo núcleo” e, mais do que isso, por alterar radicalmente o tom narrativo. O núcleo será explorado nos próximos filmes do estúdio, não há dúvida, o que será uma riquíssima adesão. Quanto ao tom, ele será plenamente compreensível no segundo filme dos Guardiões. Entretanto, certamente uma grande preocupação passa pela cabeça de milhares de fãs que aprovaram a sobriedade (ainda que levemente bem humorada) estabelecida nos nove filmes anteriores da Marvel, e querem continuar vendo seus heróis com a mesma postura de antes, caso venham a se encontrar com seus “colegas cômicos” do espaço. Uma famosa frase da publicidade brasileira pode muito bem ilustrar essa preocupação, traduzida no desejo de dizer aos produtores: “Humor, adicionem com moderação!”
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