Guardiões da Galáxia
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4,6
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496 Críticas do usuário

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William D.
William D.

33 seguidores 63 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 26 de agosto de 2014
Incrível! A Marvel está atingindo patamares cada vez maiores em suas produções, e os roteiros são sempre inesperados.
Guardiões da Galáxia é um daqueles filmes muito bem pensado e planejado, onde toda cena e diálogo, por mais simples que possa ser, foi bem pensado e estudado para caber dentro do contexto do filme em si, que apresenta muito mais do que um enredo, mas também os carismáticos personagens! Semelhante aos Vingadores. E de quebra, ainda vem com muita revelação do universo criado pela Marvel em sua sequência de filmes, além de melhor exploração do perfil do vilão mais esperado das telonas e os envolvidos no universo em si.
Comédia, ação e até uma pitada de drama rolam no filme, sem falar de boa dose de conteúdo interativo com o espectador que se encanta com as diversas cenas na telona. Perfeito! Excelente trabalho.
alberlia
alberlia

32 seguidores 71 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 10 de agosto de 2014
Uma ótima diversão pra toda a família. Bons efeitos, engraçado e muita ação. Já queremos ver a continuação. OBS: O filme tem classificação de 12 anos mas não vi nenhuma cena imprópria para a minha filha de 9 anos.
Matheus D
Matheus D

30 seguidores 31 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 24 de dezembro de 2014
O anúncio do filme assustou muitos mais a marvel acertou tanto nesse filme que já tem até sequência pra 2017 antes do filme lançar, além do filme ter personagens extremamente carismáticos com atores bem escalados, o maior acerto do filme é a ambientação do filme e a trilha sonora que é a melhor que ouvi desde pulp fiction, chega a virar um personagem de tão boa, todos os elementos marvel estão aqui, com cenas de ação incríveis, belos efeitos visuais mais há muito mais humor no filme do que tudo isso, e é extremamente bem escrito, eu não esperava que o filme fosse tão engraçado, mais o maior acerto é no personagem rocket racoon que é o melhor personagem do filme inteiro, cheio de sarcasmo e carisma que se sobressai aos outros personagens, até do senhor das estrelas, que é excelentemente bem interpretado por Chris Pratt. Destronou Os Vingadores como o melhor filme da Marvel e o filme mais divertido do ano !
Renan T.
Renan T.

30 seguidores 5 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de agosto de 2014
O ano de 2014 está deixando a desejar em longas de qualidade. Tivemos vários filme que prometiam ser ótimos, incrível, maravilhosos, e acabaram sendo mais um filme pra deixar pra lá e não ver nunca mais. A Marvel Studios foi uma das únicas produtoras, até agora, que no ano de 2014 falou que ia fazer uma coisa e a cumpriu com louvor. Primeiro veio X-Men, que chegou para fazerem os fãs de quadrinhos ficarem empolgados e motivados a continuar acompanhando a série. E agora, chega aos cinemas Guardiões da Galáxia. Um filme que ninguém sabia como seria, que ninguém estava esperando nada, e deve ser por isso que ele deve ter sido amado pela crítica. Mas não vamos tirar todos os méritos que esse filme tem, e como tem.
Podemos começar falando sobre os 5 personagens principais. Peter Quill, o Senhor das Estrelas, que é interpretado pelo Chris Pratt, fez seu papel como comandante da trupe, e conseguiu, de uma forma extremamente natural, e muito falada, juntar todos os Guardiões e concientizá-los que uma batalha maior estava por vir. Gamora, que foi interpretada pela Zoa Saldana, se sai bem no papel de durona, a "bad ass" do filme, mas que também tem seus sentimentos porque afinal de contas alienígenas também amam. Drax, que foi interpretado por Dave Bautista, ex-lutador da WWE, está simplesmente assustador. Se eu encontrasse um Drax desse na rua, ou ficaria paralisado, ou correria como se não tivesse amanhã. Agora os dois melhores, a dupla que fez eu me afeiçoar pelos Guardiões da Galáxia, o Batman e Robin da Marvel e do espaço, o Sherlock Holmes e o Watson, o Bob Esponja e o Patrick, a dupla inseparável, Rocket Racoom e Groot. Ambos foram feitos completamente digitais, mas os dois são muito mais realistas do que qualquer um. Você esquece que eles são feitos completamente por computador, pois eles funcionam tão bem no filme que você começa a duvidar se o Senhor das Estrelas e real e não eles. Rocket Racoom, que foi dublado pelo eterno Phil de Se Beber Não Case, Bradley Cooper é o personagem mais cômico e incrivelmente esperto que a Marvel já fez. Ao mesmo tempo que ele está salvando todos os integrantes do grupo, ele consegue fazer piadas com isso, e eu posso te dizer, que todas as piadas funcionam. Não tem uma hora que você para e fala, "Rocket Racoom, essa piada foi ruim, foi desnecessária!". Como eu disse anteriormente, é um dos personagens, juntamente com Groot, que mais funcionam, uma vez que foram totalmente inseridos por computação gráfica. EU SOU GROOT, é a única fala da árvore mais bacana de todos os tempos do cinema. Podemos definir Groot como um cachorro, mas é aquele cachorro que você tem em casa e que te ama, e tenta de agradar de todos os jeitos. Esse é o Groot, só que ele não tem a fragilidade de um cachorro, e sim a força de um rolo compressor. Resumindo a dupla Groot e Rocket, a nossa querida árvore é a força e o guaxinim é o cérebro, eles se completam, e muito bem por sinal.
Eu, sinceramente, comparei Guardiões da Galáxia com Star Trek. E usei essa comparação muitas e muitas vezes. Mas no final do filme, eu vi que são história completamente diferentes, podem ter algumas coisas em comum, tipo o espaço (obviamente), mas são narrativas completamente diferentes e que não devem ser comparadas. Mas, no final é inevitável porque afinal de contas as duas aventuras são ficções científicas que se passam pela galáxia. Contudo, a única comparação que eu queria fazer é a da arte da galáxia, que em Star Trek é extremamente pobre, e que em Guardiões da Galáxia é riquíssima. Tirando essa pequena comparação, não devemos comparar as duas obras.
O filme tem aproximadamente 2 horas, mas eu posso dizer para você meu amigo, que você vai achar ruim com o cinema quando eles acabarem de transmitir o filme. O por que disso eu te digo agora. Como já é normal nos filmes da Marvel, a história vai te prender, vai te prender muito. Você vai colocar na sua cabeça que se você sair para ir no banheiro você não vai entender mais nada do filme. E isso é bom porque faz com que o espectador se afeiçoe pelo filme e não queria desgrudar os olhos da telona. Como eu disse na descrição do Senhor das Estrelas, o grupo se junta depois de muita turbulência, especialmente no começo quando a cabeça de Quill está como um prêmio, e quem a conseguir ganha quarenta mil unidades. Ganancioso como é, a dupla dinâmica Racoom e Groot, tentam pegar o Senhor das Estrelas para conseguirem o dinheiro, mas eles são interrompidos por Uhura, digo Gamora, que também quer deter Quill, mas com outro propósito. O único dos Guardiões que não tentava matar Quill era Drax, que estava na cadeia, para onde todos os quatro foram por tentarem se matar em praça pública. E, você se pergunta, como que depois de tentarem se matar, eles conseguem se juntar pra um objetivo maior. Conversando. Coisa que o mundo deveria fazer mais. O Quill, deveria ser o Senhor da Conversa e não Senhor das Estrelas pois ele consegue sair de qualquer situação somente falando, que é uma característica bastante comuns em humanos. E isso funciona no filme, o espectador tem vontade de ceder ao que o Quill fala, pois seus discurso é tão incrível que mesmo que ele esteja falando o maior absurdo do mundo você irá concordar e é capaz de dar um chocolate pro garoto ainda.
Mas, contudo, entretanto, todavia, nenhum filme é todo bom e nenhum é todo ruim. E Guardiões da Galáxia tem uma parte ruim, e é uma parte que tinha que ser um pouco mais tenebrosa digamos assim. Ronan, que é interpretado por Lee Pace, e que faz o vilão do filme, que por sua vez é comandado por Tânos (Josh Brolin) que é dito o mais poderoso do universo mas não tem influência alguma no filme, é um dos vilões mais nada a ver de todos os tempos da Marvel. E eu falo isso pois os vilões da Marvel são bastante bons, temos aí o Loki para usar de comparação. Ronan tem suas motivações sim, ele não quer mais ficar debaixo da asa de Tânos e tudo mais, mas ele age como um adolescente rebelde que sai de casa e vai viver na rua. Ele é muito mimado, e muito criança, é um vilão que poderia ser mais maduro, e se fosse poderia complicar muito mais a vida dos Guardiões. Mas tudo bem, ele fez seu papel como vilão, e não estragou esse filme maravilhoso da Marvel Studios.
Conclusões sobre esse filme. É o mais divertido da Marvel. Tem os efeitos especiais mais maneiros em filmes que se passam na galáxia. E é o melhor filme do ano até agora. Nós somos Groot, e os Guardiões voltarão.
Victor A.
Victor A.

30 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de setembro de 2014
amei o filme, só os amantes dos filmes da Marvel e das histórias em quadrinhos vão entender ;)
Eduardo D
Eduardo D

27 seguidores 62 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 8 de maio de 2015
Simples : a melhor diversão de 2014. E que trilha!
Danniel N.
Danniel N.

27 seguidores 2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 18 de agosto de 2014
um ótimo filme divertido mas com um pequeno problema em desenvolver um personagem ou outro!!
Fabricio M.
Fabricio M.

27 seguidores 5 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 17 de setembro de 2014
Filme ótimo. Muita ação, porém, sintetizaram muito a história e quem não conhece, fica sem entender muita coisa. O trailer promete muito mais do que o filme oferece.
Felipe S.
Felipe S.

27 seguidores 12 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de novembro de 2014
Enquanto Tony Stark está por aí sendo inteligente, rico e extravagante, Thor está em Asgard com seu drama familiar e Steve Rogers tenta se adaptar a um novo tempo, chega “Guardiões da Galáxia” para tirar o Universo Marvel da zona de conforto e levá-lo para os confins de uma galáxia distante. Este décimo filme do estúdio não é apenas bom, é ótimo, pois envereda para um novo território com uma sátira mordaz e pensamento radical.

O cosmos nunca mais será o mesmo novamente. Dirigido e co-roteirizado por James Gunn (que escreveu os horrorosos “Scooby-Doo” para a Warner), este filme de super-heróis é baseado no título de 1969, mas principalmente na fase de 2008 dos mesmos. Nessa fase, os roteiristas Dan Abnett e Andy Lanning, reinventaram os personagens, sua galáxia alienígena e deram uma roupagem mais moderna para a trama, dentro do Universo Marvel dos quadrinhos.

Mas ambas as versões (de 1969 e 2008) permaneciam na margem desse universo, como se fossem quadrinhos B em comparação com os demais heróis. Até agora. Esse filme divertido e cheio de ação, bem construído e bem executado, mudará essa realidade com certeza. Com seus anti-heróis o filme já começa bastante diferente dos demais longas de herói. E James Gunn teve seu principal acerto mostrando alguns pequenos flashbacks na vida de cada um dos personagens para nos fazer conectar a esses viajantes espaciais criminosos.

Embora não seja logo de cara, os “Guardiões da Galáxia” são liderados por um Chris Pratt deliciosamente insano, um órfão abduzido da terra. Peter Quill (ou como se denomina Senhor das Estrelas) é preso por roubo de um poderoso orbe, juntamente com uma assassina verde, chamada Gamora, um guaxinim geneticamente modificado e uma árvore humanóide chamada Groot. Na prisão eles encontram o musculoso Drax, o Destruidor. A equipe está montada. Com todos os desajustes entre cada um dos personagens é muito interessante assistir a química entre eles se formar. Mesmo que dois dos personagens sejam feitos totalmente por computação gráfica.

Apesar das desavenças os anti-heróis se unem para escapar da prisão, e essa trégua entre eles é que acabará por levar seu status a super-heróis. Afinal, há uma galáxia para salvar, mesmo que o motivo inicial seja dinheiro. Ronan, o acusador, Nebulosa e Korath estão atrás do orbe roubado por Peter Quill, e não bastasse isso, o Senhor das Estrelas ainda precisa escapar de seu raptor Yondu. A trama cheia de perseguições e reviravoltas sempre faz lembrar-se de “Star Wars”, que em 2015 também ganhará uma sequência.

O filme funciona porque em meio a toda essa correria há um desenvolvimento do caráter de seus personagens, mesmo que cheio de comédia e piadas super divertidas.

Quanto a parte técnica não há o que comentar. As criaturas digitais estão perfeitas e palpáveis. Os panos de fundo das batalhas estão lembrando uma pintura futurista e apesar disso não ofuscam os atores em cena. Benicio Del Toro chama atenção como seu Coletor e Josh Brolin (embora não creditado) dá voz ao Sr. do mal já mostrado na cena pós-créditos do primeiro “Vingadores”. Detalhe que ambos os personagens funcionam como ponte para o restante do Universo Marvel nos cinemas.

E por falar em Universo, será muito divertido quando “Guardiões” acabar cruzando com algum “Vingador”. Que venha a sua sequência já agendada para 2017.

P.S.: Há uma cena pós-créditos. Embora não tenham exibido a mesma após a sessão de imprensa, a mesma estará nas cópias normais do filme nos cinemas.
Roberto O.
Roberto O.

26 seguidores 59 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 8 de agosto de 2014
Deixe-se levar pelo seu clima bem-humorado e irreverente, e divirta-se

Em seu décimo filme e apenas seis anos após o primeiro (Homem de Ferro, de 2008), a Marvel Studios toma uma iniciativa ousada, ao levar para as telas personagens completamente desconhecidos do grande público (até agora), com uma outra proposta, igualmente divertida, porém muito mais descontraída. Assim, das hilárias histórias em quadrinhos do grupo de heróis mais improvável do universo, os Guardiões da Galáxia invadem os cinemas, e de forma nem um pouco modesta, anunciando, já em seus créditos finais, que eles “vão voltar”, fato confirmado pelo estúdio, e com data de estreia, 28 de Julho de 2017. Esta ousadia é muito bem-vinda, não apenas por apresentar novos (e interessantes) personagens, mas também por ampliar potencialmente o “raio de alcance” do Universo Marvel no cinema, que inerentemente poderá proporcionar, em um futuro próximo, grandiosos encontros de super-heróis em odisseias cósmicas antes vistas apenas no papel, mas hoje plenamente possíveis de serem filmadas, com as imagens mais alucinantes que os efeitos visuais, sempre em evolução, são capazes de produzir. Mas antes de chegarmos lá, a melhor maneira de assistir a este novo rebento cinematográfico da já tão prestigiada editora de HQs – que em pouquíssimo tempo ampliou seu leque de forma tão bem-sucedida a ponto de ter se tornado nada menos do que um dos maiores estúdios de Hollywood – é se deixar levar pelo seu clima leve, bem-humorado e até irreverente, a ponto de se permitir debochar de si próprio (como na sequência em que, um a um, os cinco “desajustados”, formando uma rodinha, ficam em pé, um olhando para a cara do outro).
Conheça, portanto, o despreocupado Peter Quill, único “terráqueo” do elenco principal (Chris Pratt, que até então havia atuado em séries de TV e comédias românticas, e será visto em Jurassic World, a ser lançado em 2015, além de ser o terceiro Chris a protagonizar um herói da Marvel). Abduzido quando criança nos anos 1980, ele foi criado por Yondu (Michael Rooker) e seus mercenários espaciais, e acabou se tornando “quase” um deles, perambulando pela galáxia em busca de objetos preciosos para roubar e revender, sempre com seu walkman na cintura tocando a preciosa fita com músicas setentistas que ganhou de sua mãe e que preserva a todo custo (enriquecendo a trilha sonora do filme). Acontece que, desta vez, Peter (ou Senhor das Estrelas, como faz questão de ser chamado, no melhor estilo “Capitão Jack Sparrow”) toma posse de uma esfera desejada por muitos, entre eles ninguém menos do que Thanos (o ostentoso vilão que aparece por alguns segundos durante os créditos finais de Os Vingadores). Ronan, O Acusador (Lee Pace), um guerreiro da raça Kree, que apesar da pose na verdade não passa de mais um capacho do vilão maior, irá em busca da esfera (que contém em seu interior uma das Jóas do Infinito) para com ela destruir – com ou sem a ajuda de Thanos – o planeta Xandar, lar de uma avançada e pacifista civilização, e sede da Tropa Nova, liderada pela Nova Prime (Gleen Close), que procura manter a democracia, pelo menos nesta “região” do universo. Por conta da esfera que roubou, Peter acaba cruzando seu caminho com o de Gamora (Zoë Saldana, acostumada a atuar com fundo azul, após Avatar e Star Trek). Filha adotiva de Thanos, ela se tornou uma assassina, mas agora busca justiça. Não é o que pensa Drax, O Destruidor (Dave Bautista) um brutamontes que entende tudo ao “pé da letra” (propiciando momentos divertidíssimos). O que o grandalhão quer mesmo é vingança contra aqueles que mataram sua família. Completando o grupo de “perdedores”, há ainda a dupla de ladrões Rocket Raccoon (voz de Bradley Cooper), um guaxinim malandro e arrojado, modificado geneticamente, e que esconde por trás de sua personalidade forte um complexo de inferioridade (evidenciado na tocante cena do bar), e seu parceiro Groot (voz de Vin Diesel), uma espécie de “árvore ambulante” capaz de esticar seus “galhos”, e dotado de uma sensibilidade tão grande a ponto de protagonizar momentos de pura ternura, e conseguir abraçar todos os seus amigos de uma só vez, em contrapartida ao seu vocabulário limitado. Uma de suas falas, porém, dita em um momento-chave, poderá comover o espectador. Juntos, estes cinco foras da lei podem ser a única esperança que resta para a salvação da galáxia...
Percebe-se claramente, portanto, durante a projeção, em meio a tantas situações cômicas, uma série de sutilezas (o que inclui a muito bem cuidada sequência inicial do longa, ainda na Terra), essenciais para que esses personagens recém-apresentados rapidamente ganhem a nossa simpatia, uma solução muito inteligente por parte do roteiro, escrito pelo diretor James Gunn (do interessante Seres Rastejantes, de 2005), em parceria com Nicole Perlman. Não há como negar também uma nostálgica, contagiante e muito eficiente atmosfera de aventura, recheada de referências pop. Assim fica difícil não lembrar de uma certa galáxia muito, muito distante... Desenho de produção e computação gráfica criaram uma galáxia novíssima, que imediatamente agrada aos nossos olhos, com seus habitantes excêntricos, seus cenários de cores berrantes (no bom sentido) e suas luzes ora sutis (como as pétalas iluminadas que em dado momento saltam da tela com o eficiente 3D), ora gritantes. A arquitetura do Planeta Xandar, contudo, nos remete imediatamente à ensolarada cidade-planeta Coruscant, vislumbrada em todo o seu esplendor no Episódio I de Star Wars. Há também a iminência da destruição de um planeta inteiro por uma poderosíssima arma (o que acaba acontecendo logo no início do Episódio IV da saga de George Lucas), a busca incansável de uma República em manter a paz no seu quadrante do Universo, as dinâmicas e arrojadas coreografias das batalhas aéreas, os bares-reduto das criaturas mais exóticas da galáxia, o herói canastrão (Peter Quill pode facilmente ser visto como um eco de Han Solo) e, claro, o imponente e intocável vilão soberano (Thanos, com toda a pose de Imperador). A tudo isso, adiciona-se generosas doses de humor, e o resultado se mostra altamente satisfatório, DESDE QUE, repito, o espectador aceite a proposta do filme, de não se levar muito a sério.
Humor não é algo fácil de se construir, muito mais desafiador é conseguir mantê-lo durante duas horas. Portanto, não é de se surpreender que, apesar de conseguirem fazer rir na maior parte do tempo, algumas gags simplesmente não funcionam, causando na plateia exatamente a reação oposta da esperada. Nesse sentido, o momento mais “trágico” do longa é a cena pós-créditos, sem a qual ele teria ficado muito melhor. A tal cena nos traz à mente o fato de que a Marvel, na verdade, foi comprada pela Walt Disney em 2009, e só ela poderia ter “colocado o dedo” no que vemos após todos os créditos finais terem subido. O que se vê induz a uma conclusão tragicômica, sugestionando em nossos inconscientes um encontro, no mínimo, “patético”, com “P” de pato, entre um personagem esquecido da Marvel, e outro, super popular, da Disney. Que tenha sido apenas um devaneio dos executivos. O que se ouve nesse momento nas salas de projeção, em uníssono, são frases do tipo: “Eu esperei esse tempo todo para ver ISSO?” Desnecessário. Fica por sua própria conta e risco ver (ou não) esta que seguramente pode ser considerada a PIOR cena pós-créditos, não só da Marvel, mas de toda a história do cinema!
Guardiões da Galáxia, afinal, se mostra um projeto não apenas ousado, como também inovador e muito bem pensado, por introduzir, de uma só vez, um grandioso “novo núcleo” e, mais do que isso, por alterar radicalmente o tom narrativo. O núcleo será explorado nos próximos filmes do estúdio, não há dúvida, o que será uma riquíssima adesão. Quanto ao tom, ele será plenamente compreensível no segundo filme dos Guardiões. Entretanto, certamente uma grande preocupação passa pela cabeça de milhares de fãs que aprovaram a sobriedade (ainda que levemente bem humorada) estabelecida nos nove filmes anteriores da Marvel, e querem continuar vendo seus heróis com a mesma postura de antes, caso venham a se encontrar com seus “colegas cômicos” do espaço. Uma famosa frase da publicidade brasileira pode muito bem ilustrar essa preocupação, traduzida no desejo de dizer aos produtores: “Humor, adicionem com moderação!”
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