Guardiões da Galáxia
Média
4,6
10947 notas

493 Críticas do usuário

5
294 críticas
4
145 críticas
3
43 críticas
2
7 críticas
1
3 críticas
0
1 crítica
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
luiz g.
luiz g.

6 seguidores 37 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 6 de julho de 2015
Um dos melhores senão o melhor filme da marvel até então, nunca tinha ouvido falar dos guardiões da galaxia, agora, depois do filme, me interessei pela história e espero por mais filmes
Daniel Novaes
Daniel Novaes

7.742 seguidores 868 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 21 de fevereiro de 2015
Bem bacana! Ótimo entretenimento. Um pouco mais infantil que o habitual universo Marvel. .. mas muito legal
Ryan
Ryan

472 seguidores 337 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 5 de maio de 2019
Um dos melhores filmes já feitos, envolvente, com cenas gloriosas de ação, desfechos inesperados.
Caminha triunfado sozinho, sem precisar estar atrelado diretamente com os outros filmes da Marvel.
Efeitos visuais incríveis, um verdadeiro porta de entrada, tal qual você nunca vai querer sair.
Enilson S.
Enilson S.

148 seguidores 167 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 12 de agosto de 2014
Não esperava tanto mas me surpreendi com esse filme roteiro bom, e é visualmente muito legal, a historia em si mostra como os Guardiões se conheceram, e dai partem para novas aventuras, são heróis diferentes mas bem legais, não são muito conhecidos mas tem habilidades tão boas quanto os que normalmente conhecemos.
Lucas S.
Lucas S.

17 seguidores 11 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de novembro de 2014
A mistura perfeita entre ação, comédia e um pouco de romance e a trilha sonora maravilhosa.
Wagner R.
Wagner R.

15 seguidores 7 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 1 de agosto de 2014
Aquele famoso ditado que “só a Marvel consegue ser a Marvel”, nunca fez tanto sentido até a estreia do seu filme, infinitamente, mais audacioso até o momento. E nessa ideia, Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy), originalmente, consegue cumprir seu papel a qual é proposto e mantém as principais características que fizeram a fama e a fortuna para o estúdio.

Falar que a produção era uma incógnita, até mesmo para os fãs mais assíduos das HQ’s, era praticamente uma normalidade em qualquer conversa relacionada sobre a Casa das ideias. Guardiões da Galáxia nunca teve um nome tão forte, como os Vingadores, Quarteto Fantástico, X-Men e outros dentro do contexto dos quadrinhos, mas assim como o Homem de Ferro, em 2008, a Marvel Estúdios decidiu mais uma vez apostar no risco, uma aposta que além de certa, abre um leque de oportunidades para o famoso universo cinematográfico em futuro não tão distante.

O humano Peter Quill (Chris Pratt) é abduzido ainda criança por um grupo de alienígenas forasteiros e contrabandistas comandados por Yondu Udonta (Michael Rooker), que com o tempo passa a conviver com o grupo e, consequentemente, acaba se tornando um deles. Quando Peter, em seu codinome, Senhor das Estrelas, descobre um objeto misterioso, conhecido como o Orbe e percebe que Ronan, o Acusador (Lee Pace) quer o objeto para dizimar a população de Xandar, Quill, reúne um grupo nada convencional para impedir a qualquer custo à destruição do planeta.

A já conhecida fase 2 da Marvel irá terminar apenas ano que vem, com Os Vingadores: A Era de Ultron, no entanto, se a intenção do estúdio é aproveitar em cada filme criar uma ligação com o próximo e o próximo, interligando cada um deles, os Guardiões, de uma maneira completamente originária, distorce essa estratégia, mas que ao mesmo tempo abre uma oportunidade de ouro para o decorrer dos anos. Se por um lado os Guardiões é o filme que menos faz referências as outras produções do estúdio, por outro, é o filme que muda completamente o deslumbre visual já conhecido pelos fãs, e se a intenção é criar um universo místico para as próximas produções (Homem Formiga e Doutor Estranho), o caminho está traçado, restando apenas ligar os pontos.

James Gunn, diretor e roteiristas do filme, consegue dar sua própria cara a produção, fugindo do histórico político de Capitão América – O Soldado Invernal, historiador de Thor: O Mundo Sombrio e destrutivo de Os Vingadores, criando apenas um universo extremamente divertido, a ponto de ser encaixado quase que como uma comédia, sendo um filme de super-heróis, que foge das ideologias dos super-heróis, entre regras e conflitos.

A junção da equipe disfuncional, por se tratar de seres completamente diferentes de personalidades é tratada de uma maneira inteligente e é resolvida de forma simples, proporcionando um roteiro quase perfeito. Apesar de algumas alterações essenciais na origem de alguns personagens, a conceito grupo unido, funciona muito bem nos Guardiões. Gamora (Zoe Saldana) proporciona momentos muito oportunos de ação, principalmente, quando perto de Peter e Drax, o Destruidor (Dave Bautista). Contudo, o destaque fica por conta do guaxinim falante Rocket Raccoon (Bradley Cooper) e da árvore humanóide Groot (Vin Diesel), que roubam a cena pela química, tensão e alívios cômicos, onde funcionam em quase 100% das intenções.

Guardiões da Galáxia é um filme que se destaca pela sua inúmera qualidade em vários aspectos: O grande humor pontual que se encaixa como um quebra cabeça em cada cena do filme, a excelente trilha sonora nostálgica dos anos 80, incluindo inúmeras referências da mesma época e o excepcional e incrível trabalho de produção artística e design, cada personagem possui sua própria maquiagem e estética, a raças são muito bem definidas e o deslumbre visual é sensacional.

Um filme que propõe muito bem o seu objetivo e que cumpre muito bem suas expectativas. Guardiões da Galáxia é um filme que além de diversão, traz momentos emocionantes, hilários (de gargalhar alto) e que comprava que a Marvel mais uma vez acertou nas suas decisões.
Roberto H.
Roberto H.

13 seguidores 9 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 2 de agosto de 2014
Assim que foi anunciado, Guardiões da Galáxia sofreu por não ser um grupo tão conhecido pelo grande público (principalmente aquele que não é leitor de HQs), mas foi só sair o primeiro trailer que as opiniões começaram a surgir e as pessoas se dividiram em dois grupos. De um lado, aquela galera que não aceitava a “licença poética” de um guaxinim falante; do outro, o pessoal que estava animado pelo filme e esperava ser surpreendido (Eu fiz parte do segundo grupo). Era um jogo arriscado, mas deu certo.

Guardiões da Galáxia é mais um filme da Marvel que não apenas serve para complementar o universo da mesma, mas para ser a peça mais importante até agora.

No filme, temos o grupo formado pelos criminosos Peter Quill (ou Star Lord), Gamora, Drax e a dupla Rocket e Groot. Juntos, eles formam os Guardiões da Galáxia, com a função de evitar que um artefato poderoso pare nas mãos do poderoso kree conhecido como Ronan, o acusador. No começo, como todo grupo disfuncional que se preze, eles não se dão tão bem assim e brigam sempre que possível.

Depois de anos de sucesso consolidado nos cinemas, seria normal se a Marvel decidisse aproveitar que está no auge para trazer um filme de algum personagem conhecido por todos, não é? Errado! A escolha de Guardiões como seu próximo filme é ousado e arriscado, mas também foi quando decidiram começar com Homem de Ferro em 2008. O que mais surpreende neste filme é como ele consegue se sustentar sem depender de nenhum dos filmes anteriores, o que mostra como a Marvel está cada vez mais no caminho certo.

Dirigido por James Gunn, com um roteiro simples e até alguns clichés (daqueles divertidos, que não te incomodam) de trabalho em equipe, o filme funciona perfeitamente como uma adaptação das HQs. Por mais que algumas coisas tenham mudado (como a história de Quill, modificada para funcionar melhor na telona), a atmosfera da obra prima está presente. Desde a cena de abertura, é notável o tom cômico e descompromissado que o filme levará. Ao contrário de outras produções como Homem de Ferro 3 e Thor: O Mundo Sombrio, Guardiões da Galáxia só ganha com as cenas em que usa e abusa do humor, sejam as piadas ruins de Peter Quill, seja do humor negro e sarcástico de Rocket, seja da “habilidade” de Drax em levar tudo o que dizem no sentido literal da palavra ou até mesmo quando Gamora não consegue entender coisa alguma e Groot repete as únicas palavras que consegue pronunciar: “I Am Groot”.

Falando nisto, os personagens são o ponto alto do filme. Chris Pratt, de Parks and Recreation, teve de malhar bastante para fazer o Senhor das Estrelas e atuar como o líder do grupo (alguns notaram a semelhança dele com Han Solo e até um pouquinho de Capitão Kirk), sempre contando piadas datadas, mas hilárias, como a de Footloose (Quill foi abdusido nos anos 80), e ouvindo a mesma fita com um mix de sucessos de sua época.

Ah, já comentei que a trilha é a coisa mais linda do mundo? Não? Pois é perfeita, sério.

Zoe Saldana é Gamora e, ao lado de Dave Bautista, que interpreta Drax, são os músculos da turma. Mas é claro que seria inevitável não adorar a dupla Rocket e Groot, dublados por Bradley Cooper e Vin Diesel, respectivamente. Eles são completamente diferentes, mas a química entre os mesmos é ótima. Os vilões são os mais poderosos do Universo Marvel até agora, mas não parecem ser tão ameaçadores (ainda). Lee Pace (O Hobbit: A Desolação de Smaug) é Ronan e Karen Killian (Doctor Who) é Nebula, e ambos estão irreconhecíveis.

A ação e os efeitos especiais são os melhores já criados pela Marvel, as batalhas espaciais e toda a ambientação cósmica está de parabéns. Mas… nada é perfeito. Um ponto negativo é o tempo de duração do filme. Mesmo que o desenvolvimento seja competente, Guardiões da Galáxia tem muita informação vital e tanta coisa acontecendo que mais meia hora de filme não faria mal algum.

Com personagens carismáticos e divertidos, um roteiro simples, uma aventura que lembra vários clássicos do cinema de ficção científica e uma trilha sonora que é a coisa mais linda do mundo (já comentei isso? Não interessa, vale a pena comentar de novo), que vai desde David Bowie até Jackson 5. Este filme foi arriscado e funcionou muito bem, fazendo com que alguns cheguem a considerar a melhor produção da Marvel até o momento. Faz tempo que não temos um filme com coração e tão divertido quanto os clássicos no qual este se inspirou.
Fez bonito, Marvel, fez bonito.
anônimo
Um visitante
3,5
Enviada em 29 de janeiro de 2015
A Marvel conseguiu fazer um bom filme de ação que também é divertido, se dividindo bem entre essas duas características e sem se perder na história. Um bom filme.

Leia a minha resenha completa no link abaixo:
Eliseu C.
Eliseu C.

44 seguidores 82 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 9 de agosto de 2014
Mesmo com todo universo construído, personagens fixados no imaginário popular e de render bilhões de dólares, confesso que torci o nariz quando Guardiões da Galáxia foi confirmado para a próxima adaptação da Marvel Studios. Sim, porque essas figuras não poderiam nem mesmo se encaixar como heróis de segunda linha da Casa das Ideias, já que, quando criados em 1969 por Arnold Drake e Gene Colan , naMarvel Super-Heroes #18 , suas primeiras aparições foram coadjuvantes e esporádicas. Depois disso, décadas se passaram e eles voltaram somente nos anos 90, quando Jim Valentino resolveu resgatar o grupo, adicionando novos membros – ainda que nenhum deles sejam os personagens do filme em questão. Esse time formado por Senhor das Estrelas, Gamora, Drax, Rocket Raccoon e Groot, só se juntou em 2008, no crossover Aniquilação , embora todos os personagens já existissem – no Brasil, por exemplo, são desconhecidos. Logo, foi de uma coragem (e estratégia) imensa por parte do estúdio. com tudo o filme é bom!
Roberto O.
Roberto O.

26 seguidores 59 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 8 de agosto de 2014
Deixe-se levar pelo seu clima bem-humorado e irreverente, e divirta-se

Em seu décimo filme e apenas seis anos após o primeiro (Homem de Ferro, de 2008), a Marvel Studios toma uma iniciativa ousada, ao levar para as telas personagens completamente desconhecidos do grande público (até agora), com uma outra proposta, igualmente divertida, porém muito mais descontraída. Assim, das hilárias histórias em quadrinhos do grupo de heróis mais improvável do universo, os Guardiões da Galáxia invadem os cinemas, e de forma nem um pouco modesta, anunciando, já em seus créditos finais, que eles “vão voltar”, fato confirmado pelo estúdio, e com data de estreia, 28 de Julho de 2017. Esta ousadia é muito bem-vinda, não apenas por apresentar novos (e interessantes) personagens, mas também por ampliar potencialmente o “raio de alcance” do Universo Marvel no cinema, que inerentemente poderá proporcionar, em um futuro próximo, grandiosos encontros de super-heróis em odisseias cósmicas antes vistas apenas no papel, mas hoje plenamente possíveis de serem filmadas, com as imagens mais alucinantes que os efeitos visuais, sempre em evolução, são capazes de produzir. Mas antes de chegarmos lá, a melhor maneira de assistir a este novo rebento cinematográfico da já tão prestigiada editora de HQs – que em pouquíssimo tempo ampliou seu leque de forma tão bem-sucedida a ponto de ter se tornado nada menos do que um dos maiores estúdios de Hollywood – é se deixar levar pelo seu clima leve, bem-humorado e até irreverente, a ponto de se permitir debochar de si próprio (como na sequência em que, um a um, os cinco “desajustados”, formando uma rodinha, ficam em pé, um olhando para a cara do outro).
Conheça, portanto, o despreocupado Peter Quill, único “terráqueo” do elenco principal (Chris Pratt, que até então havia atuado em séries de TV e comédias românticas, e será visto em Jurassic World, a ser lançado em 2015, além de ser o terceiro Chris a protagonizar um herói da Marvel). Abduzido quando criança nos anos 1980, ele foi criado por Yondu (Michael Rooker) e seus mercenários espaciais, e acabou se tornando “quase” um deles, perambulando pela galáxia em busca de objetos preciosos para roubar e revender, sempre com seu walkman na cintura tocando a preciosa fita com músicas setentistas que ganhou de sua mãe e que preserva a todo custo (enriquecendo a trilha sonora do filme). Acontece que, desta vez, Peter (ou Senhor das Estrelas, como faz questão de ser chamado, no melhor estilo “Capitão Jack Sparrow”) toma posse de uma esfera desejada por muitos, entre eles ninguém menos do que Thanos (o ostentoso vilão que aparece por alguns segundos durante os créditos finais de Os Vingadores). Ronan, O Acusador (Lee Pace), um guerreiro da raça Kree, que apesar da pose na verdade não passa de mais um capacho do vilão maior, irá em busca da esfera (que contém em seu interior uma das Jóas do Infinito) para com ela destruir – com ou sem a ajuda de Thanos – o planeta Xandar, lar de uma avançada e pacifista civilização, e sede da Tropa Nova, liderada pela Nova Prime (Gleen Close), que procura manter a democracia, pelo menos nesta “região” do universo. Por conta da esfera que roubou, Peter acaba cruzando seu caminho com o de Gamora (Zoë Saldana, acostumada a atuar com fundo azul, após Avatar e Star Trek). Filha adotiva de Thanos, ela se tornou uma assassina, mas agora busca justiça. Não é o que pensa Drax, O Destruidor (Dave Bautista) um brutamontes que entende tudo ao “pé da letra” (propiciando momentos divertidíssimos). O que o grandalhão quer mesmo é vingança contra aqueles que mataram sua família. Completando o grupo de “perdedores”, há ainda a dupla de ladrões Rocket Raccoon (voz de Bradley Cooper), um guaxinim malandro e arrojado, modificado geneticamente, e que esconde por trás de sua personalidade forte um complexo de inferioridade (evidenciado na tocante cena do bar), e seu parceiro Groot (voz de Vin Diesel), uma espécie de “árvore ambulante” capaz de esticar seus “galhos”, e dotado de uma sensibilidade tão grande a ponto de protagonizar momentos de pura ternura, e conseguir abraçar todos os seus amigos de uma só vez, em contrapartida ao seu vocabulário limitado. Uma de suas falas, porém, dita em um momento-chave, poderá comover o espectador. Juntos, estes cinco foras da lei podem ser a única esperança que resta para a salvação da galáxia...
Percebe-se claramente, portanto, durante a projeção, em meio a tantas situações cômicas, uma série de sutilezas (o que inclui a muito bem cuidada sequência inicial do longa, ainda na Terra), essenciais para que esses personagens recém-apresentados rapidamente ganhem a nossa simpatia, uma solução muito inteligente por parte do roteiro, escrito pelo diretor James Gunn (do interessante Seres Rastejantes, de 2005), em parceria com Nicole Perlman. Não há como negar também uma nostálgica, contagiante e muito eficiente atmosfera de aventura, recheada de referências pop. Assim fica difícil não lembrar de uma certa galáxia muito, muito distante... Desenho de produção e computação gráfica criaram uma galáxia novíssima, que imediatamente agrada aos nossos olhos, com seus habitantes excêntricos, seus cenários de cores berrantes (no bom sentido) e suas luzes ora sutis (como as pétalas iluminadas que em dado momento saltam da tela com o eficiente 3D), ora gritantes. A arquitetura do Planeta Xandar, contudo, nos remete imediatamente à ensolarada cidade-planeta Coruscant, vislumbrada em todo o seu esplendor no Episódio I de Star Wars. Há também a iminência da destruição de um planeta inteiro por uma poderosíssima arma (o que acaba acontecendo logo no início do Episódio IV da saga de George Lucas), a busca incansável de uma República em manter a paz no seu quadrante do Universo, as dinâmicas e arrojadas coreografias das batalhas aéreas, os bares-reduto das criaturas mais exóticas da galáxia, o herói canastrão (Peter Quill pode facilmente ser visto como um eco de Han Solo) e, claro, o imponente e intocável vilão soberano (Thanos, com toda a pose de Imperador). A tudo isso, adiciona-se generosas doses de humor, e o resultado se mostra altamente satisfatório, DESDE QUE, repito, o espectador aceite a proposta do filme, de não se levar muito a sério.
Humor não é algo fácil de se construir, muito mais desafiador é conseguir mantê-lo durante duas horas. Portanto, não é de se surpreender que, apesar de conseguirem fazer rir na maior parte do tempo, algumas gags simplesmente não funcionam, causando na plateia exatamente a reação oposta da esperada. Nesse sentido, o momento mais “trágico” do longa é a cena pós-créditos, sem a qual ele teria ficado muito melhor. A tal cena nos traz à mente o fato de que a Marvel, na verdade, foi comprada pela Walt Disney em 2009, e só ela poderia ter “colocado o dedo” no que vemos após todos os créditos finais terem subido. O que se vê induz a uma conclusão tragicômica, sugestionando em nossos inconscientes um encontro, no mínimo, “patético”, com “P” de pato, entre um personagem esquecido da Marvel, e outro, super popular, da Disney. Que tenha sido apenas um devaneio dos executivos. O que se ouve nesse momento nas salas de projeção, em uníssono, são frases do tipo: “Eu esperei esse tempo todo para ver ISSO?” Desnecessário. Fica por sua própria conta e risco ver (ou não) esta que seguramente pode ser considerada a PIOR cena pós-créditos, não só da Marvel, mas de toda a história do cinema!
Guardiões da Galáxia, afinal, se mostra um projeto não apenas ousado, como também inovador e muito bem pensado, por introduzir, de uma só vez, um grandioso “novo núcleo” e, mais do que isso, por alterar radicalmente o tom narrativo. O núcleo será explorado nos próximos filmes do estúdio, não há dúvida, o que será uma riquíssima adesão. Quanto ao tom, ele será plenamente compreensível no segundo filme dos Guardiões. Entretanto, certamente uma grande preocupação passa pela cabeça de milhares de fãs que aprovaram a sobriedade (ainda que levemente bem humorada) estabelecida nos nove filmes anteriores da Marvel, e querem continuar vendo seus heróis com a mesma postura de antes, caso venham a se encontrar com seus “colegas cômicos” do espaço. Uma famosa frase da publicidade brasileira pode muito bem ilustrar essa preocupação, traduzida no desejo de dizer aos produtores: “Humor, adicionem com moderação!”
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa