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Eduardo P.
85 seguidores
98 críticas
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3,5
Enviada em 7 de abril de 2013
Esse diretor coreano tem sua formula para cinema: com personagens comuns e situações banais, ele consegue, com delicadeza e inteligência, extrair algumas reflexões e teorias. Com esse novo filme, que concorreu ao palma de ouro de melhor filme no festival de cannes 2012, não é diferente. Esse novo longa de Hong Sang-soo conta três histórias (ou três variações de uma). A diferença entre elas é discreta, mas são elas que guiam o filme. Com isso, Hong trabalha com bastante sutileza certos temas, como a forma de cada mulher de amar, a constante repetição dos homens, o tratamento que os coreanos dão aos estrangeiros, a falta de auto-conhecimento, os costumes de uma civilização e como o estado de espírito muda nossas ações. A câmera de Hong é sóbria, mas se faz presente em seus closes desconcertantes. E o roteiro, de autoria do cineasta, é bem amarado e possui algumas boas sacadas. Valorisando o material, Isabelle Huppert faz o papel das três protagonistas, todas interpretadas com sutileza, naturalidade e pequenas diferenças entre elas. Outro destaque é o atrapalhado, ingênuo e sedutor salva-vidas, interpretado com muito carisma por Yoo Jun-sang, que trabalhou com o diretor em seu fime anterior “HAHAHA”. O estilo realista somado a história que, de certa forma, se repete, deixa o filme com um ritmo moderado, mas a personalidade do diretor, dono de um humor peculiar e uma forma interessante de demonstrar as possibilidades da vida, sobressaem. Muito delicado e interessante.
Filme que fez parte da Seleção Oficial do Festival de Cinema de Cannes, em 2012, A Visitante Francesa, dirigido por Sang-soo Hong, se apoia numa premissa bem interessante: uma estudante de cinema decide escrever três histórias diferentes, nas quais Isabelle Huppert interpreta uma francesa chamada Anne que chega a uma praia sul-coreana e se envolve de diversas maneiras com personagens habitantes daquele local.
Apesar da premissa interessante, o diretor não consegue transformar esses elementos num bom filme. A Visitante Francesa é uma obra muito parada, que não consegue aproveitar nem o paradisíaco ambiente no qual se passa e nem a presença sempre competente de Isabelle Huppert.
O clima é uma delicia, Isabelle Huppert tá sensacional como sempre e as usuais maneiras que Sang-soo usa para aproximar seus filmes de uma realidade que existe apenas pra ele fazem uma consonância ímpar com o fato do filme quase que integralmente se passar na mente de outra pessoa, isto é, ser uma história que está sendo criada, e recriada, e recontada, e amadurecida. Não deixa de ser metalinguístico, como é possível notar. Apesar de sua pouca duração, pesa um pouco o ritmo do filme, no entanto, é um longa bem interessante.
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