Rush - No Limite da Emoção
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4,5
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Mr. Hendrickson
Mr. Hendrickson

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4,0
Enviada em 22 de setembro de 2013
Despretensiosamente sentei em minha poltrona para ver o que me esperava, afinal eu havia sido frustrado no ultimo filme de F1 que ví (o fiasco Drivens protagonizado por Sly em 2001), confesso que nao vi o trailer e tao pouco li a sinopse e por conta disto estava preparado para "criticar" um filme de corridas sem saber quem era o diretor, produtor ou os protagonistas da trama.

Logo no inicio fui apresentado a 2 personagem que de imediato me causaram espanto ao saber que se tratavam de Nik Lauda e James Hunt, grandes pilotos de F1 na década de 70 do qual eu havia houvido falar muito quando criança, mas isto não foi o que me chamou mais a atenção, no decorrer dos primeiros 20 minutos enquanto eu tentava analisar roteiro, fotografia, som, direção, etc, me deparei com o antagonismo dos personagens: Lauda o cético, metódico, calculista e certeiro, de outro lado Hunt o fanfarrão, beberrão, mulherengo e imprudente. Filosoficamente falando o lado negro e e lado branco, o homem da razão e o homem da fé, um piloto pratico na sua vida e em suas corridas, contrapondo o que aproveita o trabalho e a vida no que ela tem de melhor.

Neste momento me vi obrigado a escolher um lado, afinal este filme não tinha um protagonista e sim dois no qual obviamente me identifiquei com um deles. Quem me conhece sabe, sou mais emocional do que cético e inevitavelmente me deixei levar pela emoção do filme deixando de lado qualquer critica e/ou análise que estivesse disposto a fazer.

Teorias racionais deixadas de lado, decidi mergulhar na trama sem medo, foi uma experiência fantástica! Percebi que não se tratava de um filme de F1 apenas, mas sim a historia de dois grandes pilotos que este esporte já teve, cada um com suas particularidades, carismas, filosofias e quais quer mais adjetivos. O filme se passa na década de 70 e na primeira meia hora temos aquela sensação de um épico, quando o tempo passa muito depressa, é aí algo me chama a atenção pois não há romances a moda cinema americano fugindo dos clichês pacionais, fiquei aliviado. A ambientação setentista esta ótima incorporando elementos atuais de cinema como câmeras, ângulos e tomadas diferentes o que me fez por alguns momentos me confundir se o filme era recente ou antigo. Tive a impressão de que algumas cenas foram montadas com imagens reais das corridas da época porem sem desacreditar no que via.

Rush - No limite da Emoção, tem um nome que não condiz com o que realmente é mas tirou meu folego e me colou na poltrona me envolvendo durante toda a sessão, seja pelos diálogos maravilhosos com tons filosóficos, de que gosto muito, mas tambem pelas cenas de corrida com derrapagens e ultrapassagens dignas de suspiros. Ao final da sessão, durante a contemplação dos créditos, ainda fui surpreendido ao saber que o diretor é Ron Howard (Cocoon, Apolo 13, O Grinch, Uma Mente Brilhante e Anjos e Demônios) e a trilha sonora composta pelo fantástico Hanz Zimmer (Homem de Aço, Batman, A Origem).

Saí satisfeito da sala de cinema.
Um filme, um documentário histórico, uma produção pipoca?
Não sei, só sei que foi assim!

Mr. Hendrickson
Phelipe V.
Phelipe V.

510 seguidores 204 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 20 de setembro de 2013
Tô dividido pra caramba sobre dar uma bela de uma nota 10 pra esse filme, porque sem dúvida alguma, é um filmaço. Talvez, o maior filme de Ron Howard até aqui. A história da rivalidade entre James Hunt e Niki Lauda é tratada com um respeito exemplar por esse roteiro. Aliás, uma surpresa pra mim. Peter Morgan é bastante irregular, e vinha de uma onda de roteiros fracos e mal dirigidos. E o pior: Howard também não entrega um filme de alto nível há quase uma década. Por incrível que pareça, a re-união dos dois aqui, resultou num filme espetacular.

Hemsworth está muito bem em seu papel, mas quem carrega e dá forma ao filme mesmo é Daniel Bruhl. Seu Niki Lauda, todo construído em cima de uma magnífica impostação vocal é de se aplaudir. Ruim ele nunca foi, mas se superou aqui. O engraçado é que lá pelas tantas o filme se torna uma trajetória calcada completamente em cima do que ele poderia entregar, e como ele dá conta do recado... É nele que mora um acerto e tanto do filme também, com relação ao idioma. Confesso que não esperava que o personagem falasse tanto alemão, sendo um filme norte-americano. Deu uma carga extra de realismo pra história toda.

A minha única ressalva fica por conta de alguns momentos da montagem - que é bem realizada em vários pontos. Certas tramas são inseridas na história com uma certa rapidez, como a entrada de Marlene Knaus no filme, por exemplo, de modo que não forneça a identificação necessária para o espectador compreender a complexidade da personagem. Já outras, com pouquíssimas palavras já dizem muito, a exemplo da cena logo após o casamento de Niki e Marlene, onde o corredor faz uma observação muito pertinente ao dizer que pela primeira vez na vida ele se importava com alguém fora das pistas de corrida (o que gera um eco lindo no final).

O filme tem diversas cenas e sequências memoráveis. As corridas, por exemplo, dão de 10 a 0 em MUITO filme blockbuster de ação por aí. Tensas e, à sua maneira, imprevisíveis, elas tomam boa parte do filme sem que pese a duração. Muito pelo contrário, se fazem necessárias. Mas são nos embates psicológicos entre os protagonistas que mora o trunfo do filme, de tal forma que ele é excessivamente indicado a todos - até pra quem não gosta de Fórmula 1, pois se trata muito mais de um filme sobre duas personalidades em confronto do que algo sobre os bastidores das corridas. Das cenas em coletivas de imprensa em que um solta farpa pro outro até as brigas frente-a-frente, todos os diálogos são muito impactantes e bem construídos.

Talvez seja por isso que a cena final entre os dois personagens principais seja tão imprescindível. E tudo o que era pra ser dito, finalmente é falado. É, por si só, o final de uma trajetória excepcional, de ambos os personagens, tão opostos e tão parecidos ao mesmo tempo. E há uma razão, que logo se torna perceptível, pra narração final ser de Niki Lauda. O filme termina, então, com alguns flashes dos verdadeiros Lauda e Hunt. E na boa? Tudo aquilo me fez ter vontade de rever o filme quase que instantaneamente. E não é qualquer filme que causa isso.
Willian C.
Willian C.

13 seguidores 17 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 18 de setembro de 2013
Emocionante e honesto. Tem uma tensão que te prende do início ao fim. O ritmo da narrativa é muito bom e o mais incrível é que são personagens reais.
Roger G.
Roger G.

9 seguidores 27 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 14 de março de 2014
Adoro a sensação de sair satisfeito do cinema, e foi isso que senti após ver Rush. Rush é um filme onde a emoção vai muito além dos roncos dos motores e que consegue mostrar uma rivalidade onde a vitória passa a ser questão de honra, mas nem por isso a sede de vencer passa por cima do respeito que um piloto tem pelo outro. A forma que o diretor usa para mostrar a trajetória e ascensão dos pilotos é espetacular e emocionante, mostrando cada personagem com seu drama pessoal dentro e fora das pistas. Coragem, vontade, dedicação e superação fazem de Rush um filme fantástico, emocionante e envolvente, e que vale muito a pena ser conferido. Na minha opinião Rush juntamente com Em Transe é o melhor filme do ano até agora e com certeza merece uma indicação de melhor filme ao Oscar, pois nele vemos uma direção muito competente, ótimas atuações, uma bela fotografia e um roteiro muito bem escrito. Confiram.
Renata Q.
Renata Q.

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4,5
Enviada em 15 de setembro de 2013
Fui de acompanhante e fui surpreendida. Muito boa história, rivalidade, superação e emoção pura nos carros de fórmula 1.
Sonia R.
Sonia R.

5 seguidores 2 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 15 de setembro de 2013
Um filme para todos os públicos, os aficcionados ou não pela fórmula um. Uma saga de competitividade que faz lembrar O gladiador ( Ridley Scott, 2000) tanto na vida profissional dos pilotos quanto na vida pessoal, os diferenciais são o tempo e a tecnologia. Uma história que possibilita matar as saudades daquela época, para quem a viveu e refletir sobre disciplina e vida. Vale a pena conferir!
Marcelo Carta
Marcelo Carta

3 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 16 de setembro de 2013
Vale a pena assistir mesmo para quem não gosta de Formula 1!
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