Cine Love
Página curtida · 8 de janeiro · Editado ·
Em "Transformers: A Era da Extinção" (2014), nós temos um elenco completamente novo. Não temos mais o Shia LaBeouf gritando "OPTIMUUUUUS" e "BUMBLEBEEE" a cada 5 minutos. No lugar dele, temos Mark Wahlberg, um protagonista muito mais agradável. E nesse filme, o mundo não gosta mais dos Transformers, depois da batalha de Chicago, em "Transformers: O Lado Oculto da Lua" (2011). O governo está caçando todo e qualquer robô alienígena que eles encontram pela frente, seja Autobot ou Decepticon. E os Autobots estão escondidos, mas Cage Yeager (Mark Wahlberg) encontra Optimus Prime e acaba sendo envolvido em uma nova conspiração governamental.
Basicamente, é o mesmo filme pela quarta vez, só que com um elenco diferente. E por que eu continuo fazendo isso comigo mesmo? Por que eu continuo tentando ver filmes do Michael Bay? Ele fez um filme decente na vida, "A Rocha" (1996), com o Sean Connery e o Nicolas Cage. Depois disso, ele nunca mais acertou. Nunca mesmo.
"Transformers: A Era da Extinção" tem os mesmos problemas dos filmes anteriores (e todos os outros filmes do Michael Bay): pontos de trama e subtramas completamente desnecessários, humor sem graça e constrangedor, personagens irritantes, estereótipos raciais, péssima atuação, péssimo diálogo, péssima estrutura narrativa, cores exageradamente saturadas, cenas em ângulos completamente sem sentido, cenas de ação nas quais a gente não consegue fazer a menor ideia do que está acontecendo, tempo de duração longo demais para o conteúdo que está sendo mostrado.
Exatamente como os outros três da franquia, este filme consiste nos mesmos três atos: no primeiro ato, o nosso protagonista é apresentado e está passando por alguma dificuldade na vida; no segundo ato, nos é apresentada uma conspiração governamental completamente desnecessária e extremamente confusa; e o terceiro ato consiste em uma batalha exageradamente longa, cheia de explosões e muito mal executada.
E não me entendam mal, eu não me interesso apenas por filmes artísticos. Muito pelo contrário, a maioria dos meus filmes preferidos são os que me divertem, e dois exemplos de filmes cheios de ação e efeitos especiais que me divertiram muito esse ano são "Capitão América 2: O Soldado Invernal" (2014) e "No Limite do Amanhã" (2014). E eu não tenho nada contra explodir a porra toda. O problema é que as explosões do Michael Bay não fazem o menor sentido e parecem fogos de artifício.
Por outro lado, eu não posso negar, o filme tem ótimos efeitos especiais, mas esse crédito vai para os realmente talentosos técnicos de computação gráfica. Agora, quando o Michael Bay realmente precisa colocar a mão na massa e filmar uma cena de ação com pessoas de verdade, ele não faz a menor ideia do que está fazendo atrás da câmera. A única coisa que a gente consegue ver é um borrão, pois ele simplesmente não consegue deixar a câmera parada e realmente filmar a cena.
Quanto ao tempo do filme, ele poderia ter sido, com certeza, uma hora mais curto. E eu ainda estou sendo muito generoso! Ao entrar no cinema ou sentar na frente da televisão para ver um filme dos Transformers, nós não queremos nem saber de conspiração governamental. Nós só queremos ver Autobots lutando contra Decepticons.
A única qualidade desse filme é o Mark Wahlberg. Em comparação com o Shia LaBeouf, ele é um protagonista muito melhor. Ele realmente participa do filme. Ele pega uma arma e entra na luta, ao contrário do Shia LaBeouf, que só ficava correndo de um lado para o outro e gritando que nem uma putinha. E a menina que interpreta a filha dele, Nicola Peltz, até que não apresenta uma performance horrível, como em "O Último Mestre do Ar" (2010), mas ela foi "Bayficada", ou seja, ela está ali só para ser o apelo sexual, a Megan Fox desse filme, e mostrar a barriga ou as pernas. Apesar de não ter nenhum acesso a maquiagem, a personagem dela passa o filme inteiro perfeitamente maquiada. E sempre que ela aparece, a câmera precisa, em algum momento, nem que seja por um segundo, parar de frente para a bunda dela, naquela perspectiva debaixo para cima que o Michael Bay adora, mesmo que ela seja uma menina magrinha.
Por outro lado, o T.J. Miller está no filme, mas ele foi muito mal usado. Ele faz parte do primeiro ato do filme, mas o conteúdo que entregaram não era o melhor. E o namorado da menina... holy fuck, que atorzinho de merda! Cara, ele me irritava só pelo fato de estar na frente da câmera vomitando aquela porcaria de performance. E Stanley Tucci está no filme. Stanley Tucci é aquele tipo de ator que o filme pode ser uma merda, mas, no final, a gente pensa "pelo menos, o Stanley Tucci foi a parte mais legal do filme". Mas não, até uma participação do Stanley Tucci o Michael Bay consegue estragar. O personagem dele era irritante, estúpido e nem um pouco engraçado.
No final das contas, se você gostou dos outros três filmes da franquia, você provavelmente vai gostar deste também. Um cara do meu Facebook até falou que é um dos melhores filmes que ele viu na vida e que merece todos os prêmios do cinema. Ok, né. No meu caso, eu estou simplesmente saturado das explosões do Michael Bay. "Transformers: A Era da Extinção" é confuso, desleixado, bagunçado, exageradamente longo e merece, no máximo, um generosíssimo e piedoso 0,5 de 5, única e exclusivamente pelo Mark Wahlberg e em respeito ao trabalho dos técnicos responsáveis pelos efeitos especiais.