Noé
Média
3,3
5016 notas

403 Críticas do usuário

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Marcelo S.
Marcelo S.

6 seguidores 4 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 6 de abril de 2014
Adaptar histórias bíblicas para as telas do cinema nunca foi uma tarefa fácil para Hollywood. Ao mesmo tempo em que uma grande parcela do público espera ver fidelidade ao que está escrito no livro religioso, deve-se pensar em um diferencial capaz de chamar a atenção para o filme. Pensando nisso, o prestigiado diretor Darren Aronofsky assume "Noé" com a proposta de trazer contornos épicos à história.

No filme, Russel Crowe dá vida ao personagem-título, um patriarca dedicado e fiel a Deus que recebe a missão de construir uma enorme arca, cuja função é salvar a criação de um enorme dilúvio que varrerá o planeta. Exibindo um porte físico avantajado e expressões sóbrias, Crowe é de longe o grande destaque do filme, condizendo com a figura de um homem dividido entre o apego à família e a obediência divina. O resto do elenco também merece elogios, contando com nomes como Anthony Hopkins, Jennifer Connelly, Emma Watson (no que é, talvez, o melhor trabalho da sua carreira até então), e Ray Winstone, este perfeito no papel de um rei ameaçador e imponente. O único deslocado em cena é Logan Lerman, que pouco se esforça na pele do típico filho revoltado.

Iniciando com um ritmo lento e exageradamente didático nas explicações sobre os ancestrais de Noé, o roteiro vai ganhando força à medida que o momento do grande evento esperado vai se aproximando e o protagonista acaba tendo sua autoridade questionada por sua própria família. A trilha sonora acompanha com perfeição os momentos do filme e no momento do dilúvio soma-se ao incrível trabalho de efeitos visuais e de sonoplastia para a criação de uma cena memorável, assim como o belíssimo trecho em que Noé conta a história do universo, já no interior da arca.

Controvérsias e discussões religiosas à parte, cabe ressaltar que o trabalho feito por Darren Aronofsky é raro no meio cinematográfico. Pouquíssimos profissionais sabem combinar atuações fortes de seu elenco, um roteiro coeso e grandes efeitos para contar uma história épica. Sem dúvida, "Noé" é um filme digno de aplausos, digno de ser memorável.
Daniela d.
Daniela d.

11 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de abril de 2014
Adorei!!!! Recomendo a todos que entendam que é uma obra cinematográfica, uma adaptação de uma história bíblica, e que o que importa é a bela mensagem, atual em relação à ecologia, e ao papel que o homem escolhe ter no mundo, e o que ele escolhe valorizar e respeitar. Agora, para os radicais de plantão, por favor, passem longe! O trecho de Noé na Bíblia é muito curto, e isso é um filme, gente! Não tem a pretensão de converter ou seguir uma doutrina. Então, por favor, menos radicalismo e mais atenção à arte, que é belíssima. Saí emocionada.
Faraday A.
Faraday A.

9 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 4 de maio de 2014
se você não é um fundamentalista evangélico,é um excelente filme...super atores e produção.
AndreiaR
AndreiaR

12 seguidores 5 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 3 de abril de 2014
O diretor se permitiu fugir do “roteiro original” criando uma nova personagem: Ila (Emma Watson). Sua presença altera significantemente o destino dos filhos de Noé, Sem (Douglas Booth), Cam (Logan Lerman) e Jafé ( Leo McHugh Carroll), gerando um conflito tão intenso que o espectador logo se esquecerá da arca e dos seus animais (sub-aproveitados).

Jennifer Connely, intensa na pele da esposa de Noé, faz o contraponto entre a interpretação literal das mensagens divinas e o bom senso, ou a compaixão. Crowe, por sua vez, entrega um Noé obsessivo, frio e capaz de qualquer atrocidade em nome de seu Criador. Sua ambiguidade é palpável, já que ele crê que está fazendo o bem – ou pelo menos o justo. Mas “justiça” é um conceito bastante frágil na obra de Aronofsky.

A moral bíblica está ali, mas a forma como ela é mostrada – sem meias palavras, sem eufemismos – pode soar agressiva para alguns. Sugestões de incesto são tratadas com naturalidade e todo o conceito do dilúvio é apresentado com foco na crueldade. O objetivo pode não ser criticar, abertamente, mas o resultado questiona a validade da interpretação literal daquelas histórias.
Kelvin Rangel
Kelvin Rangel

30 seguidores 2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 3 de abril de 2014
Noé o filme, é sem dúvida um drama extremo, que ultrapassa as barreiras morais e religiosas que cercam a sociedade. Por se tratar de uma visão pessoal do diretor Darren Aronofsky (Cisne Negro) o filme não segue literalmente as escrituras sagradas que narram o acontecimento, embora seja a principal fonte de estudo cientifico, o enredo caminha para uma nova jornada que o espectador é levado a compreender toda emoção e espiritualidade nas formas sutis e complexas. Sem deixar nem por é um filme impecável para ser assistido e discutido, entre o certo e o errado como e para onde caminha a humanidade.
Eduardo Santos
Eduardo Santos

340 seguidores 183 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 6 de abril de 2014
Aronofsky sempre trata em seus protagonistas um verdadeiro embate interior, onde os dilemas psicológicos fazem parte de toda a jornada moral, ética e dolorosa que vivenciam. Foi assim em Pi, com a genealidade e loucura de um matemático; em Réquiem Para Um Sonho, com a degradação humana proveniente do vício; em Fonta da Vida, com a busca incansável de um significado pra vida; em O Lutador, com as mazelas do auge e decadência de um ídolo; ou em Cisne Negro, com a busca pela perfeição. Aqui, em Noé, Aronofsky nos brinda com dilemas ainda mais contundentes, onde objetivando um bem maior, todo o mal deve ser lavado (literalmente com muita água), para que surja a redenção idealizada. Mais uma vez o diretor consegue exprimir densidade e emoção sem apelar para a obviedade e a função mecânica narrativa. Obviamente que todos conhecem a história da Arca de Noé, mesmo que superficialmente. O filme tem a grande qualidade de tornar toda ação o mais próximo de uma realidade possível, embora seja algo difícil para se crer a quem não tem resquício algum de religiosidade. Obviamente que há espaço para muita licença poética e metáforas, mas o filme não decepciona em nenhum aspecto. Chega a ser estranho ver um filme com tantos efeitos especiais ter uma densidade narrativa tão grande. A história é tão poderosa, que os efeitos parecem meramente secundários, embora ainda assim causem impactos visuais excepcionais. O visual do filme é tão belo quanto intenso, tanto na vibração das cores das partes paradisíacas, quanto na fria dureza da destruição. O elenco é muito bom. A personificação de Noé realmente precisava de alguém com o talento inegável de Russell Crowe. Ele consegue dar a profundidade exata que o complexo personagem exige. Aqui ele definitivamente se redime da vergonha que passou em outro filme recente, Um Conto do Destino. Jennifer Connelly, em sua segunda colaboração com Aronosfky e pela segunda vez fazendo esposa de Crowe, também se redime de sua atuação falha em Um Conto do Destino. Embora tenha pouco espaço para mostrar seu inegável talento, quando precisa ela dá conta do recado com bastante empenho. Anthony Hopkins faz Matusalém, e também aparece pouco, mas, como de costume, está impecável. E ainda tem Ray Winstone e a voz de Nick Nolte. Porém o elenco jovem me pareceu aquém do esperado. Emma Watson e Logan Lerman são bons atores da nova geração é já mostraram que têm talento, principalmente quando trabalharam juntos no ótimo As Vantagens de Ser Invisível, mas embora não tenham atuações sofríveis em Noé, eles destoam do resto do elenco mais experiente. De resto, sobra emoção no longa, com cenas marcantes e inspiradas, algumas que até me levaram ao arrepio. Incrível como um diretor extremamente talentoso e ótimo contador de história pode fazer com uma excelente enredo em mãos. O filme pode não ser fiel à história bíblica, mas com certeza levanta questões morais e éticas indubitavelmente impactantes, levando a reflexão, o que por si só já é um grande feito. Certamente não é um filme que agradará a todos, vide que um senhor ao término da exibição na sala lotada esbravejava “Um lixo! Puro lixo!”. Isso me fez relembrar que gosto realmente é uma coisa muito subjetiva e pessoal. Não gosto de seguir aqueles que dizem que se fulano não gostou de um filme foi porque não o entendeu. Eu costumo entender bem os filmes, mesmo os que eu não gosto. Mas o que vale é que gosto não se discute e eu altamente recomendo este filme. Mais uma obra marcante, densa e imperdível deste cineasta que cada vez mais me surpreende e cativa. Simplesmente brilhante.
Caio Amorim
Caio Amorim

24 seguidores 3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 4 de abril de 2014
Uma super produção de narrou uma épica historia com perfeição. Virei fã.
Tânia Regina S.
Tânia Regina S.

39 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 5 de abril de 2014
Como fã incondicional de Russell Crowe, é mister afirmar que qualquer filme que ele se envolve é perfeito. Em Noé podemos ver a sua força e determinação como ator, as cenas são de estarrecer. Mesmo que a história não siga exatamente a o que está na Bíblia, vale como uma ficção de alta qualidade. Todos os atores foram muito bem selecionados, mas Sir Anthony Hopkins deu um show como malvadex da hora, como sempre. Vale muito a pena assistir, pelo show de direção e imagens. Recomendo!
Renato V.
Renato V.

8 seguidores 2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 6 de abril de 2014
O filme é bem detalhado na questao do Homem. Os efeitos, apenas, que fogem um pouco do que estamos acostumados com relação a Deus.
Noé cono um humano erra é propenso a errar no entendimento dos planos de Deus.
recomendo que assistam.
DENISE QUEIROZ
DENISE QUEIROZ

6 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 2 de janeiro de 2014
Assisti ao trailer e fiquei curiosa! Todo filme com o Russell é muito bom! Sem falar em todo o elenco composto por atores e atrizes de primeira linha. Os efeitos especiais a primeira vista sao formidaveis.
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