Noé
Média
3,3
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403 Críticas do usuário

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Ric Brandes
Ric Brandes

123 seguidores 102 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 5 de abril de 2014
O aclamado diretor Darren Aronofsky (Cisne Negro, 2011) tem a ousadia como marca de trabalho. Em seu mais ambicioso projeto, adaptou o roteiro de uma graphic novel de 2011 (Noé: Por Causa da Maldade dos Homens) e o transformou em seu mais novo trabalho.

A história bíblica de Noé, sua arca e o dilúvio logo atraiu a atenção do mundo e foi rejeitado pelo papa, que foi convidado a se encontrar com Russell Crowe e Darren Aronofsky no Vaticano, para assistir ao filme.

Um bom filme, que traz erros e acertos e não chega a ser excelente.

Entre as principais falhas, o que mais decepciona é justamente o maior marketing da obra, os efeitos 3d, Poucos e mal trabalhados, prejudicam em muito a qualidade do filme, e não fazem valer a diferença para o 2d. O orçamento de 130 milhões de dólares não acompanha em nada a falta de qualidade dos efeitos especiais em 3d, que são grosseiros, escassos e muito mal trabalhados.

Entre os maiores acertos, está justamente a escolha do elenco. Russell Crowe faz mais um trabalho magnífico, interpretando o personagem bibico Noé com maestria. Lembrando vários de seus personagens famosos, ele luta, canta, batalha, chora e ri. Cativa, comove, assusta e prende a atenção do público sempre que aparece em cena.

Emma Watson, a eterna Hermione de Harry Potter, vive Illae, sua filha adotiva. Um bom papel, digno e presente, que traz grandes momentos de amor e apreensão durante o filme.

Já matusalém (Anthony Hopkins) traz a parte divertida de Noé, que faz rir o espectador.

Jeniffer Conelly vive Naamá, a esposa de Noé, em mais um excelente papel marca o segundo trabalho conjunto de Russell Crowe, que atuaram em Uma Mente Brilhante (2001).

Um fator que merecia mais destaque é a participação dos bichos digitalizados em computador, que ficou rasa e muito fria. Cabe lembrar que o próprio Russell Crowe, amante dos animais, se disse decepcionado por não ter contracenado com nenhum animal verdadeiro no set.

A questão mais polemica do filme são os anjos caídos, seres de pedra que surgem abruptamente fazendo o filme cruzar a linha da fantasia, chegando a lembrar filmes como Transformers e Senhor dos Anéis.

Entre completos naturais, psicológicos, familiares e sociais, a fé se faz presente durante todo o filme, que em sua longa duração agrada em muitos momentos, e decepciona em outros tantos. Noé vale o ingresso, se assistido em 2d.

Por Ricardo Brandes / Escritor
Thalita Uba
Thalita Uba

66 seguidores 52 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 3 de abril de 2014
Confesso que pensei em mil maneiras de começar esta crítica, mas nenhuma me agradou. Acho que essa indecisão reflete exatamente como me sinto com relação a "Noé". Aronofsky traz às telonas uma visão bastante interessante do herói bíblico, isso é indiscutível.

Pra começar, ele explica, de uma maneira até bastante didática, quem é Noé. Se você achava que o Aragorn ou a Daenerys Targaryen é que tinham muitos ancestrais importantes e que sempre eram mencionados quando eles se apresentavam pros outros, segura esta: Noé era filho de Lameque, que era filho de Matusalém, que era filho de Enoque, que era filho de Jarede, que era filho de Malalel, que era filho de Cainan, que era filho de Enos, que era filho de Sete, que era filho de ninguém menos que Adão, o primeiro homem. Ufa. Parece (e é) complicado, mas a maneira como isso é exposto no filme é bem clara e simples, ajudando o espectador a ter uma noção melhor da história dele sem precisar ler a Bíblia antes de ir ao cinema. Ponto pro Aronofsky. Outra coisa que ficou bem legal foi a maneira como Noé foi retratado: como um cara verdadeiramente humano. Não há nada de bonitinho e angelical nele, como muitas pessoas tendem a pensar quando se trata de algum personagem bíblico. As dúvidas, os erros e os julgamentos que Noé faz são todos demonstrados da mesma maneira que sua bondade e sua conexão com Deus. Sua família (composta por ele, a esposa e três filhos homens) também é retratada de uma maneira bastante sóbria e pé no chão, o que dá mais vivacidade à história. Além disso, a escolha de Russel Crowe como protagonista foi, a meu ver, acertadíssima. Poucos conseguem dar conta do combo cena de luta + pressão psicológica + sensibilidade e afeto como ele.

Visualmente, como era de esperar, o filme também é um show. Além dos cenários bem produzidos e das belas criaturas, existem alguns momentos mais acelerados na trama que podiam muito bem ser curtas-metragens por si sós, de tão bem feitos, com um destaque especial para a cena em que Noé conta a sua família sobre a criação do mundo.

Bom, vou dizer agora o que me incomodou. Com certeza não é NADA fácil adaptar uma história bíblica pro cinema. Além de você sempre correr o risco de deixar os mais religiosos bastante enfurecidos (por qualquer motivo que seja – fazer isso, não fazer aquilo, mudar aquela outra coisa…), acaba sendo necessário literalmente inventar uma série de coisas pra suprir as “falhas” inexplicáveis da história. Coisas do tipo: como ele construiu a arca? Como os animais vieram até ele? Como ele manteve os animais dentro da arca? Enfim, fatos que, na Bíblia, não “precisam” de muita explicação, mas numa tela de cinema, precisam de um jeito de serem retratados. Algumas dessas invenções deram certo e funcionaram bem. Outras… Nem tanto. A inserção da Emma Watson é uma delas. Eu a adoro, mas não entendi até agora por que ela foi enfiada ali no meio – a impressão que passa é que foi criada uma personagem só pra ela aparecer no filme. Não que ela tenha ido mal, pelo contrário – mandou muito bem e foi superimportante pra trama. Só não deu pra entender pra quê aquilo, já que a história certamente é bem rica e eles com certeza deixaram outras coisas de fora pra inserir essa personagem. E essa tentativa de mesclar a sétima arte com a história de um livro sagrado acaba, por vezes, deixando alguns buracos no meio do caminho. Aí você sai do cinema cheio de dúvidas na cabeça e não sabe bem o que escrever na sua crítica da semana pro blog.

De qualquer forma, é um filme que vale a pena ser visto, pois, apesar de ser bem longuinho (quase duas horas e meia), consegue capturar sua atenção o tempo todo, fazendo-o não querer sair do cinema sem ver tudo até o final.
fabrycioefs
fabrycioefs

13 seguidores 1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 5 de abril de 2014
Achei que seria melhor a historia, uns 20% do filme são baseada na historia real,nomes, lugares, acontecimentos, o resto do filme é muita ficcção, o Rei usa uma mascara de solda sendo que eles viveram a uns 2000 a.c, não faz sentidos, aqueles guardioes que parecem os irmãos dos transformes so que de rocha, o Rei que entrou na arca escondido e ainda matou dois animais, pela historia entraram apenas sua familia na arca e nenhum animal morreu, e o que é Matusalem que parece o mestre dos magos da Caverna do dragão e tem poderes igual a ele rsrsrs, quase uma comedia. A parte de video,sons e efeitos todos muitos bom, nessa parte uma super produção.
Airton Reis Jr.
Airton Reis Jr.

25 seguidores 66 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 7 de abril de 2014
Estava muito entusiasmado para assistir a esse candidato a blockbuster. As críticas que li não eram muito animadoras: "sequências de lutas que pareciam ter sido descartadas em 'Senhor dos Anéis'; Crowe com desempenho fraco". Mas em uma entrevista com Darren Aronofsky - brilhante em "Cisne Negro" -compreendi que havia uma forte ligação afetiva do diretor com a conhecida história bíblica. Acho que a conduta do elenco, liderado por Russell Crowe (Noé) e Jennifer Connelly (Naameh), foi basicamente contida, assim como o uso de efeitos especiais pelo diretor, acredito eu em uma postura reverente à história do patriarca bíblico, caro tanto para os judeus como para os muçulmanos, e mesmo assim provocou controvérsias que resultaram na proibição do filme em alguns países. De minha parte, recebi o produto que esperava. A história bíblica estava lá, com ênfase para os dilemas humanos de antes e de hoje, a questão da sustentabilidade e o respeito à dádiva que é o nosso planeta ou Jardim do Éden, ao fato do mal e do bem fazerem parte do ethos de cada ser humano e o amor do Criador, capaz de sublimar as fraquezas humanas, sempre disposto a oferecer uma outra chance. Pensei muito na demagogia que permeia as ações políticas no mundo contemporâneo e que resume tão bem essa dualidade: sob a retórica de oferecer o bem, pratica-se o mal violando os preceitos mais elevados da conduta reta. Como o Noé vascilante entre cumprir a ordem do Criador que incluía a sua própria extinção e dos seus amados, ou seja, sendo impopular e reto, do mesmo jeito caminha a humanidade no jogo impossível de proteger a Terra sem contrariar interesses conflitantes, em especial do consumo desenfreado e na acumulação supérflua. Estamos dentro da arca que é o próprio planeta Terra, conseguiremos atracá-la em segurança ou vamos destruí-la ?
André L.
André L.

86 seguidores 16 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 13 de abril de 2014
Filme bom. Embora seja bem feito, mas a vontade de surpreender do diretor leva a erros simples no roteiro. É bom lembrar que o filme é sobre Noé e a arca é mera referência, daí o distanciamento das escrituras que está sendo cobrado por muitos. Mas como disse o filme é livre e o diretor quis criar entretenimento e o fez com competência. Gostei.
Yan
Yan

8 seguidores 47 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 9 de abril de 2014
O filme é muito bem feito tecnicamente. Não gosto de rotular filmes como nas locadoras, mas penso que quem olha para o título logo pensa num épico religioso. Pra mim o filme se encaixaria mais na definição "ação/aventura" do que num "drama". A despeito da presença inerente do conteúdo religioso, vez que a presença de Deus é constante, o filme, ao meu ver, chama mais atenção para a discussão da situação da humanidade da época, perfeitamente alocada a realidade atual. Quais são nossos atos? Sera que seremos julgados e castigados por Deus como no passado? O diretor tenta trazer realismo de uma história conhecida de todos mas pouco detalhada. Apresenta consistentes "argumentos" para explicar certas ocorrências da história bíblica. Concordo em gênero, numero e grau com o "Adorocinema" quando fala da escorregada em relação aos guardiões. Achei que pecou no tom demais sobre aqueles bichos fantasioso de pedra, (tive vergonha, por sinal) Importante anotar que o filme é uma visão unica do criador e tem licença poética para tal, mas muda diversos aspectos da verdadeira história bíblica. Todavia o que importa é a diversão, filme recomendado!
FRIT444
FRIT444

26 seguidores 12 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 29 de abril de 2014
Já sabia que o filme não era fiel à história bíblica e fui ver assim mesmo para conhecer o que "criaram". Achei um filme interessante mas nada de espetacular, algumas partes até fiquei entediado. Muito boa a atuação do Crowe mas creio que exageraram na "questão central" dele e suas indecisões/devaneios... Pra mim foi um filme mediano e devido à falta de opções em cartaz, vale uma conferida.
Thiago B.
Thiago B.

18 seguidores 2 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 22 de abril de 2014
Assisti Noé e gostei... está MUITO longe de ser um filmaço, e não entra sequer em meu TOP 100, mas é legal... O filme não segue os textos originais - até porque são curtos demais para um filme - mas eu já esperava por isso. Quando descobri que o diretor seria Darren Aronofsky, imaginei que ele daria um tom mais sombrio a história... também deram uma boa fantasiada com gigantes estilo 'O Senhor dos Anéis' entre outras coisas... Independente disso, de uma forma geral, o flime é bom e tem a seu favor a narrativa, o tom sombrio - que potencializa nossa viagem ao gênesis - e as atuações, que não chegam a ser excelentes, mas foram muito boas.

Na minha opinião só erraram ao fantasiar demais e ao adicionar a história alguns conflitos desnecessários, que estão ali com o propósito claro de gerar polemica - e com isso publicidade - além de encher linguiça... se não fossem estes "erros" o filme com toda certeza seria muito melhor avaliado.

Noé é um bom filme, mas que seria rapidamente esquecido se não fossem as polemicas de cunho religioso.

Vale a pena assistir!
MaH  S.
MaH S.

5 seguidores 25 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 3 de maio de 2014
Se não fosse pelo enredo nada histórico, seria um grande filme.
Luiz C.
Luiz C.

49 seguidores 36 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 26 de abril de 2014
Proteja-se do dilúvio de lamentações     

     Tenho um pé atrás com produções bíblicas. Primeiro porque, sinceramente, não fazem parte do meu leque de prioridades. Devo dizer que me interesso mais para me inteirar sobre o tema e não ficar pra trás em algo tão histórico e importante. Segundo porque tenho muita preguiça dos fervorosos de plantão, que criam polêmica até por causa da sombra transparente de Deus, dizendo que os roteiros adaptados para filmes religiosos nem sempre seguem à risca os ensinamentos da Bíblia. Ora, estamos falando de cinema. Produção e direção têm o direito de inovar, o dever de criar e o poder de deixar o produto final mais do que exemplar. É o caso do filme “Noé”, uma superprodução que está em cartaz em tudo quanto é cinema por aí, como um dilúvio no mês de março, e que está dando o que falar entre os abafados religiosos.
       A história, como todo mundo sabe, conta a saga de Noé (Russell Crowe), o único homem que se encontra íntegro e temente aos preceitos de Deus e, por isso, tem uma missão. Por causa do pecado que se alastrou pelo mundo, o Deus Criador decide apagar a humanidade e suas maldades, e os únicos poupados deveriam ser os animais, puros e merecedores da evolução. Noé tem essa visão do dilúvio avassalador através de sonhos e constrói uma arca gigantesca para abrigar casais de todas as espécies, assim como Deus desejava. 
       E são nos detalhes de um filme de proporção épica de duas horas e meia, que abusa da técnica e da poesia, que cria-se o bafafá. A direção de Darren Aronofsky se baseia nos estudos cabalísticos, e tudo ganha uma nova versão. Os anjos caídos ou guardiões são bichos de pedra no melhor (ou pior) estilo “Senhor dos Anéis”, Adão e Eva são o pontapé inicial da história, Noé demora só uma década (e não cem anos) para a grande construção, e há uma tentativa de invasão à arca, comandada por Tubalcaim (Ray Winstone), descendente de Caim, que matou o irmão Abel e disseminou o mal mundial. Um prato cheio pra falação religiosa desenfreada.
       Longe dessa polêmica chata, o filme tem sequências de ação de tirar o fôlego, uma exímia fotografia com locações na Islândia, assim como cenas de segundo plano se distanciando de forma espetacular, fazendo que o ingresso 3D valha à pena, além das belas atuações de Jennifer Connelly e Emma Watson. Mas o que mais chama a atenção é que o foco de “Noé” não são os animais, que dormem na arca o tempo todo, e, sim, a família do personagem principal, mais humanizada, detalhada, cheia de problemas reais a se resolver. Problemas esses que, ao se imaginar naquele tempo ou naquela situação, não tem como não refletir sobre o que os homens estão fazendo com o mundo em que vivemos e se realmente o merecemos. Se pudéssemos fazer como Deus fez no Velho Testamento e encharcássemos esse planeta de água, fora a fora, só pra acabar com a zona podre que vive nele, pensaríamos duas vezes? Não mesmo! Somos egoístas, olhamos só para o nosso umbigo e faríamos questão de começar do zero. É mais fácil, mais cômodo, mais rápido. Porém, esquecemos que, se eliminássemos a humanidade e suas mazelas, iríamos para o ralo junto com elas. Não basta apontar os erros dos outros, é preciso navegar nas águas turvas do mais fundo interior e perceber que a tempestade pode cessar, e as inundações podem até secar, mas não vivemos só de dias ensolarados. Você tem é que fazer a sua parte, pintar os raios de sol e passar a borracha nas nuvens escuras. Se o poder de Deus é tão forte que é capaz de mover montanhas e provocar dilúvios, não pode nos faltar fé e esperança de dias melhores. A reflexão individual deve ser uma constante. Fazer a sua parte, uma abundante.
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