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Scoot_meu_ eternos_filhos
1 crítica
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1,0
Enviada em 29 de março de 2024
Horrívellllll distorce toda a palavra bíblica... Que vergonha disso meu senhor, acho isso uma falta de respeito, quando o diretor foi fazer esse filme estava sem direção nenhuma
Filme excelente, como cristão em nenhum momento me senti ofendido no filme, lembrando que em NENHUM momento foi dito que o filme deveria ser verossímil à Bíblia... Vi umas críticas ali embaixo de uns crentes totalmente ignorantes dizendo que o diretor é satanista jkkkkkk, bizarro demais essa gentinha que demoniza tudo... Achei incrível como o diretor conseguiu mesclar a história da bíblia com a ficção em si, e no final das contas o filme tem uma boa lição de moral... Mesmo no filme Noé achando que falhou, no final ele entende que fez o certo e que a compaixão dele pelas netas daria continuidade a humanidade... Gostei muito da presença do Arco Íris no fim, que de fato é a aliança que Deus fez com os homens e está presente na bíblia. Vi também gente reclamando que em nenhum momento Deus se comunica com Noé, mas para o filme em si as visões deram a entender que Deus já tinha planejado tudo, porém o ser humano sempre terá dúvida de que realmente tudo dará certo... Basta citar o livro de Tobias pra ver que mesmo Deus tendo planejado tudo a esposa de Tobit duvidou... Enfim, pra mim um filme excelente e que pra crentalhada que quer algo 100% na realidade, vá assistir um documentário bíblico
Noé, de Darren Aronofsky, não é, e nunca pretendeu ser, uma adaptação fiel ao imaginário cristão tradicional. O filme opera sobretudo dentro de uma sensibilidade gnóstica, na qual a criação é percebida como corrompida desde a origem, o mundo material é um peso para a alma e o homem busca uma centelha de transcendência fora da ordem estabelecida. Assim, Noé não aparece como um herói bíblico clássico, mas como alguém dilacerado entre a vontade de um deus distante e a intuição de que a salvação não está apenas em obedecer, mas em reconhecer a humanidade como portadora dessa centelha.
Grande parte do público não percebeu essa camada justamente por comparar o filme ao relato cristão tradicional do Gênesis, esperando fidelidade literal. Aronofsky, porém, se afasta desse enquadramento ao mostrar “anjos caídos” (Watchers) como figuras de demiurgos acorrentados ao mundo, um deus quase impessoal que parece mais arquitetônico do que compassivo, e um protagonista que precisa discernir — mais que obedecer — qual é o verdadeiro sentido da vida humana.
A força do filme está justamente nesse deslocamento: Noé é menos sobre o dilúvio bíblico e mais sobre a luta gnóstica entre matéria e espírito, entre destino e liberdade, entre o mundo que se afoga e a centelha que quer emergir.
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