Carrie - A Estranha
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Patrick A.
Patrick A.

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4,5
Enviada em 7 de dezembro de 2013
Quando a casa dos White apareceu na tela, meu coração "parou". Tirando o trocadilho ridículo, por que quem não leu o livro vai ficar boiando; sério, sempre tenho um pé atrás quando vou assistir ao um remake. Principalmente de um clássico de terror já consagrado ( já vimos o resultado de Stephen King's The Shining). Você entra na sala de cinema com toda a história na cabeça, por que existem livros sobre ele, filmes (nem todos tããão bons; Carrie, a estranha de 2002) e você não espera se surpreender de verdade. spoiler: Ela mata todos da escola, enfia um saraiva de facas na mãe e morre aos braços de Sue.
. Mas a questão é que todos sabem a Bíblia de cabo a rabo e mesmo assim são capazes de descobrir coisas novas (não me pergunte como diabos eles fazem, mas fazem). Também vale lembrar que a primeira edição de Carrie foi lançada em 1974 (é tempo pra caramba), e o filme em 1976 e, com certeza, várias crianças e adolescentes da nossa geração não conhecem nem Stephen King, imagine o seu primeiro livro.
E Kimberly Peirce queria introduzir essa obra prima a essa nova era de jovens. Bom, pra mim, funcionou. Vamos por partes. A história de King é atemporal, todos sabem o quão terrível e passional pode ser a crueldade dos jovens, mas não faria muito sentido recriar o clássico com a mesma cabeça de quem nasceu nos anos 70. Apenas não faz sentido. E o uso da tecnologia e toda adaptação para o século 21 foi bem sucedida (apesar de todos os personagens terem o mesmo celular, mas claro que o patrocínio não é culpa da diretora), mas o massacre contra a pobre garota não foi amenizado.
Confesso que me decepcionei um pouco com o elenco de jovens perfeitos e boys magias fazendo do filme parecer uma série da The CW, mas entendi o que a diretora tentou nos passar. assim como King, o filme critica ferozmente a vida dos jovens americanos, um tabefe na cara da sociedade. E o "drama adolescente" do filme acaba nos fazendo pensar. Eles são perfeitos, são bonitos e trepam toda hora sem desmanchar a maquiagem, mas estão destruídos por dentro, tentando se encontrar. E quanto a Carrie (Chloë) uma garota linda pra caramba que mas é distorcida pela crença doentia da mãe ( Moore) - e tem muita gente que diz que Carrie White era uma garota feia, mas King a descreve como uma garota estranha, quieta, com a cara cheia de espinhas e o cabelo cor de palha ensebado. Mas nunca a descreveu como uma garota feia. - É real, e é esse realismo dos acontecimentos que nos faz se identificar com cada personagem e se sentir perturbado quando os créditos sobre. Caramba, eu podia ter sido a Carrie, eu tenho agido com a puta da Chris, ou eu não sei se teria coragem de fazer o que Sue Fez.
Também não podemos esquecer que essa nova geração pede filmes assim, enlatados perfeitos e tesudos. Um exemplo é quando Carrie se revolta e começa a chacina quando, somente, Tommy é atingindo pelo balde. Amor juvenil, Ah. (Cadê o desinfetante?) Mas Kim (somos íntimos, sqn) conseguiu mostrar a sua visão dos fatos.
A trilha sonora também é muito boa, com Vampire Weekend e The Naked and The Famous, e foram usadas músicas nas horas certas e cortadas aqueles toques tecno de horror do filme de De Palma (sério, muito escroto), mas outro ponto que me deixou um pouco desgostoso é que, apesar de ser um puta filme e não dá pra comprar com as outras versões, (é um filme moderno produzido para essa geração que conta a mesma história, fim) mas foi o visual extremamente hollywoodiano. Realmente perdeu o clima de terror (mesmo que psicológico) com a luz meio sépia, sabe quando tudo é meio cor de creme e tal. Odeio isso. Os americanos deveriam se inspirar nos produtores suíços, como no filme Let the Right One in (2008) em que todas as cenas são "cruas" e iluminadas com luz branca. Aquilo podia estar acontecendo no corredor da sua casa, aquela luz serve pra isso, americanos.
Como o esperado, os efeitos especiais nem se comprar com as maquetes movidas por cordões de náilon do filme de 76 (amo aquele filme, apenas deixando claro). Mas a cena da noite do baile foi bem arquitetada e com uma Carrie menos "teatral", que parece estar dando chiliques. E as mortes em câmera lenta deixa uns sensação perturbadora, a câmera mostrando em vários ângulos, o nariz quebrando ou o rosto de Chris se partindo contra o vidro do carro. Você se sente preso na poltrona, rezando (haha que engraçado, sqn) para que a cena continue mas ela vai e volta, te forçando a ver como aquele rostinho tão lindo e malvado foi estraçalhado. Não é um terror verdadeiro, mas te deixa desconfortável ideal para iniciantes do gênero.
Estou dando cinco (quatro e meio é quase cinco, vai) estrelas para este remake por que, mesmo com alguns elementos mal elaboradas que citei, ele conseguiu cumprir o seu papel de recontar a história nos dias atuais. Chloë é uma ótima atriz e uma aposta para o futuro (escreva isso) e a atuação de Moore enriqueceu o filme completamente, seus olhos ardiam e acreditavam no que diz enquanto falava: Vá para o armário rezar e pedir perdão, garotinha!
E eu espero que este filme possa cumprir com o que o livro se propôs. King o escreveu para duas garotas de sua turma, ridicularizadas pelos atos estranhos da mãe e a única roupa que tinha, e que tiraram a própria vida antes dos vinte anos. Imagine se você, ou o garoto ou a garota que você xinga e chama de boiola na escola, tivesse os mesmo poderes de Carrie.
Está com medo?
Kai E
Kai E

1.057 seguidores 262 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de janeiro de 2015
Já foram feitas Três versões diferentes de 1976, 2002 e 2013, quatro se contarmos com o horrível A maldição de Carrie 2 (1999). Nesse e como o primeiro que foi feito que bastante coisas a ver com o livro, o de 2002, foi até que bem feito, mas o final foi sem noção e nada verdadeiro em relação a Carrie. Esse longa com mais tecnologia e com um efeitos que vão te deixar de cabelo em pé. Acho que em relação ao primeiro não podia ser feito melhor. Apesar de que o roteiro é um pouco fraco, o filme compensa na hora da tensão e das cenas finais. Com certeza não vida quase nada de fraco. Carrie, A estranha (2013) Não podia ter sido refilmado melhor do que fizeram, O elenco com duas estrelas nós papeis principais arraçaram Chloë Grace Moretz Kick-Ass (2010) e Julianne Moore Jogos Vorazes - A esperança parte 2 (2014) e filme também que levou Ansel Elgort Divirgente (2014) Aos olhos do público. Dou nota quatro pelos efeitos e pelas atuações. Também pelo final que faz jus ao livro!. spoiler: Que é a morte de Carrie e de uma mãe e Susy ficando louca por causa de Carrie.
Katy Ramos
Katy Ramos

6 seguidores 7 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 27 de maio de 2014
ficou muito legal o re make do classico apesar de fugir um pouco da história, mais ainda assim ficou bem bacana. ...
Gabriel Pelegrini
Gabriel Pelegrini

11 seguidores 85 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de agosto de 2020
As pessoas são muito chatas na hora de avaliar um remake. Convenhamos, o fã é uma das criaturas mais chatas do universo. Sendo Carrie um clássico de Stephen King, e que foi adaptado para o cinema duas vezes antes desse filme de 2013, as pessoas não perdoaram. Porém, se você cogitou ver esse filme, não se assuste com essa chatice de fã. O filme é muito bom sim, a atriz Chloë Grace Moretz, que interpreta Carrie, deu uma aula de atuação em um papel muito difícil, e o final é emocionante. Apenas ignore os críticos e fãs chatos, e assista sem medo.
Thiago O.
Thiago O.

22 seguidores 9 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de janeiro de 2014
Remakes são bem complicados ! Conseguir fazer uma refilmagem boa e um tanto difícil , Exemplos disso são A morte convida para dançar , A hora do pesadelo ,natal negro etc.. remakes que cagaram com o original !
Carrie e um dos meus Clássicos preferidos , sua refilmagem de 2002 , apesar de não superar , Consegue Ter cenas boas , principalmente no baile !
Agora 2013 , chloe uma otima atriz ! O filme em si e bom ,mais não tem como se igualar com o original , tem seus erros e tudo mais ! O roteiro e bonzinho !
RESUMINDO : Um filme assistível !
ElPoke
ElPoke

16 seguidores 10 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 6 de dezembro de 2013
Eu já havia postado em outro blog o quanto eu odeio o Bullying, prática de brincadeiras maldosas que tendem a, literalmente, quebrar o espírito da ofendida. Vemos casos por aí de pessoas que realmente tiram a própria vida porque simplesmente não aguentam mais a pressão de ser sempre alvo das piores brincadeiras na instituição de ensino. E quanto à “Instituição de Ensino”, eu não quero me referir somente à faculdade, mas sim em um âmbito geral, seja escola primária, secundária, etc.

As coisas pioram ainda mais quando temos a questão Bullying X Fanatismo Religioso. Não sou contra (algumas) crenças religiosas, tenho meu ponto-de-vista e os defendo dentro dos meus limites. Mas quando a religião vira fanatismo, uma pessoa vira vítima duas vezes: em casa e na escola.

Carrie é um filme que eu presenciei, literalmente, pessoas abandonando a sala de cinema consternadas. E por causa disso, atiçou ainda mais meu gosto por esse que eu considerei o filme de terror do ano.

Quero deixar claro que, tal qual o título da postagem, Carrie não é para todo mundo. E eu vou (tentar) explicar por que.

O filme é cuidadoso, em partes, ao mostrar a situação emocional de Carrie White, uma menina criada pela mãe esquizofrênica com um entendimento todo próprio da bíblia, que enfrenta toda a antipatia da escola, que a consideram uma aberração.

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O crescimento do filme não é aquela coisa repentina. Ele te prepara dos três lados possíveis: a questão de vingança de Chris Hargensen, impedida de ir á festa de formatura por conta de bullying praticado contra Carrie; a busca de redenção de Sue Snell, que se sente culpada por ter participado da brincadeira; e o da própria Carrie, no confronto com sua mãe e na tentativa de entender seus poderes.

Com todo esse banquete de informação bem montada, temos o tão aguardado clímax, em um evento diabólico, que leva Carrie ao total desequilíbrio. E é AQUI que a coisa engrossa. Depois eu explico o motivo.

Carrie não é um “remake” do filme de 1976, com Sissy Spacek e John Travolta. Ele é mais condizente com a história do livro de Stephen King, o que me deixou extremamente confortável. A atuação de Chloë Grace Moretz ainda não é a melhor, mas ela está se esforçando ao máximo. Juliane Moore é uma das minhas atrizes prediletas, e mais uma vez ela entrega uma representação majestosa.

O time das “amiguinhas” do colégio é composto por verdadeiras beldades, como as gêmeas Karisse e Katie Strain, cada uma mais linda que a outra, Portia Doubleday e a super insossa Gabriela Wilde. Podiam ter escolhido uma atriz melhor para interpretar Sue Snell, a personagem com maior projeção na história. O filme é dirigido por Kimberly Peirce, de Stop-Loss e Meninos Não Choram, mostrando que ela também manda bem num 2

Agora vem a parte pessoal…

Eu fiquei espantado ao ver que, enquanto Carrie White sofria todo tipo de humilhação, a sala permanecia quieta. Na hora que a menina “quebra” e enlouquece, todo mundo começou a sair. Sério mesmo, quando o filme acabou, só havia 3 pessoas na sala!

E eu lá, na penúltima fileira, pensando: “É exatamente isso que acontece! As pessoas acostumaram-se a ver o ponto de vista das pessoas que praticam bullying. Eles esperam que alguma coisa seja feita, mas não querem VER o que será feito. Um exemplo? Amanda Todd. Rebecca Sadwick. Casey Heynes (o famoso “Zangief Kid”). Quando eles reagiram, provocou indignação de todo mundo. Duas delas, coitadas, tiraram a própria vida!

Porque é mais fácil ver a pessoa sofrendo agressões constantes, e é tão difícil ser conivente com a reação? É mais simples falar “Carrie era louca!”, “Ela sempre foi estranha mesmo…”, mas é extremamente difícil tentar entender todo o tormento psicológico sofrido, tendo como o ápice a humilhação pública, numa noite que ela imaginou como “perfeita”. Muitas pessoas ainda seguem a premissa de “cada um com seu cada qual”, cuidando dos seus problemas, sem notar que essas pessoas que sofrem precisam de ajuda. Quando não encontram, eles não tem outra alternativa a não ser resolver do seu próprio modo, seja aplicando um balão no ofensor, seja engolindo litros de alvejante.

Enfim, Carrie, a Estranha NÃO é um filme para todas as pessoas. Os temas abordados são fortes, a vingança de Carrie foi retratada com uma riqueza incrível de detalhes, com efeitos especiais magníficos. Mesmo assim, a película tem todo o tom sépia, como se mostrasse que até os momentos felizes daquela menininha sofrida era uma ilusão.

Recomendado com reservas.
Carlos Henrique Campos
Carlos Henrique Campos

21 seguidores 27 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de dezembro de 2013
Um remake muito bom da obra de Stephen King, que se aprofunda mais nas características da mãe da Carrie e da própria Carrie. Um filme muito bom, que não deve ser comparado com o clássico de 1976, pois é uma proposta diferente. O filme desenrola muito bem o drama de Carrie em casa, na escola e na vida, e não exagera em nenhum aspecto, enfim um filme muito bom e que cumpriu o que prometeu.
Hell C
Hell C

23 seguidores 143 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 28 de dezembro de 2019
Refilmagem da Refilmagem mas não deixa de ser bom, consegue manter toda tensão do primeiro, uma puta crítica social ao fanatismo religioso e ao bullying e suas consequências, tanto na vida da vítima quanto na de quem o prática, não é um filme de Oscar mas vale à pena assistir, tem alguns clichés do gênero vingança mas não deixa de ser um belo terror.
Bruno M.
Bruno M.

10 seguidores 11 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 10 de dezembro de 2013
Muito bom. Apesar de ficar atras do original, achei super bacana esse remake, chloe como sempre mandando muito bem. Com certeza vou voltar ao cinema pra ver novamente. Recomendado!!!
Victor_2003
Victor_2003

8 seguidores 71 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 2 de dezembro de 2018
Carrie - A Estranha é um filme muito bom e com um final aterrorizante desta ágil e intimidante história de horror baseado no livro de Stephen King. Muito bom!!!
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