Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Barboza Wagner
47 seguidores
58 críticas
Seguir usuário
2,5
Enviada em 12 de outubro de 2013
Não é difícil dizer que o filme Obsessão é bom, porém, a grande falha do filme são os furos no roteiro de Lee Daniels, que aborda tantos assuntos bons e interessantes, mas, acaba se perdendo em sua proposta por tanta informação, acaba sendo aquele filme que tem tanto Conteúdo, que acaba não passando nada, e acelera na sua reta final. Contudo, as mesmas falhas que ha no roteiro, tem também suas qualidades, pois o filme traz tensão, suspense, reviravoltas, onde o final dele acaba sendo imprevisível. Fotografia, maquiagem, figurino, muito bem elaborados e bem feitos. Em questão de direção Lee Daniels foi mais feliz que no seu roteiro. O elenco esta em plena sintonia, destaque para a atuação de Macy Gray ( digna de uma indicação ao Oscar como melhor atriz Coadjuvante), e claro Nicole Kidman, que realmente deu vida ao seu personagem. Acredito que no resultado final, o elenco e suas atuações foram os pontos mais fortes do filme. Vale apena conferir.
Nem parece o mesmo Lee Daniels que dirigiu brilhantemente Preciosa em 2010. Se a intenção era chocar, através dos personagens que, diversas vezes parecem mais seres primitivos, o diretor conseguiu, mas terminou pecando pelo excesso com cenas caricatas- beirando ao trash- e de gosto bastante duvidoso. O filme ainda conta com alguns pontos positivos: todo o elenco esta muito bem, com destaque para atuação de Nicole Kidman, Matthew McConaughey, John Cusack e a cantora Macy Gray. Tão belo quanto bizarro é o tipo de filme ame ou odeie.
O filme é baseado num romance homônimo que gira em torno de Ward (Matthew McConaughey em mais uma ótima atuação), um jornalista de um grande jornal que precisa retornar para sua pequena cidade para fazer a cobertura da prisão de Hillary Van Wetter (John Cusack, assustadoramente bom), e de seu irmão Jack (Zac Efron, confortável e convicente), que acaba se apaixonando por Charlotte (Nicole Kidman, sensual e bastante entregue ao papel), uma mulher misteriosa que mantém contato com o prisioneiro e, até então, parecer ser a única que acredita em sua inocência. O filme tenta investir em um clima de suspense com tons eróticos, mas, no geral, a tentativa é pífia. A investigação desvia a atenção para o romance (ou a tentativa de haver um) entre Charlotte e Jack, assim como questões sobre racismo, relações fraternais, entre outros. Todos esses temas são interessantes, mas no filme recebem abordagens superficiais e apreçadas. E as doses de erotismo funcionam em algumas cenas marcantes, porém, ao todo, se percebem apenas gemidos artificiais, Nicole Kidman de roupa curta e colada e Zac Efron sem camisa. Além do mais, o suspense é apenas ocasional e o drama aumenta de forma deslocada. Enfim, um diretor experiente como Lee Daniels, que já foi até indicado ao Oscar por “Preciosa”, não deveria cometer erros de inciante, como embaralhar vários temas, histórias e personagens de forma completamente irregular. Justiça seja feita, todos os atores fazem performances convicentes (inclusive, a cantora Macy Gray, que se arrisca como atriz e não faz feio) e o longa possui momentos chocantes bem dirigidos, mas “The Paperboy”, em sua totalidade, não tem um bom acabamento.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade