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Yan
8 seguidores
47 críticas
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4,5
Enviada em 20 de fevereiro de 2014
Fantástico! O filme nos presentei com uma bela história, porquanto, melancólica. Explicita parte da realidade social e educacional norte-americana, mas que se amolda perfeitamente em nossa realidade tupiniquim. Além do conteúdo pedagógico, trata da séria questão do bullying e da prostituição na adolescência. O que se espera é exatamente a indignação e inquietude do telespectador. A violência é mental, paira o sentimento de impotência. Sem eloquência, a fotografia é boa, mas seu forte de fato é o que tenta contar. Adrien Brody encarna o professor substituto Henry Barthes, um presente à vida. Apesar de viver um drama pessoal, não abandona seus ideais e simplesmente acontece. A palavra é essa; acontecer. Nos mostra a gentileza e a bondade. Apesar das questões de peso tratados no filme, me pegava sorrindo ante aos atos do professor. É o equilibro, a esperança. Confesso que não esperava muito do filme, mas ao vê-lo, relego a uns do melhores que vi.
O substituto é um melodrama que foi dirigido por Tony Kaye e contou com o roteiro de Carl Lund. Na trama, acompanhamos o professor substituto Henry (Adrien Brody), que começa a trabalhar em uma escola bastante problemática durante algumas semanas. Em meio a professores desmotivados, alunos sem apoio familiar e seus próprios problemas famílias, Henry tenta suportar tudo isso. O filme acompanhada na verdade a vida de Henry, mas focando o lado profissional. Henry escolheu ser professor substituto pra evitar vínculos profundos com alunos e professores, mas na atual escola ele vai percebendo que os jovens precisam muito dele. O filme é de uma sensibilidade única e talvez desagrade ao grande público por apelar pelo melodrama. A forma em que sao colocados os problemas (principalmente na escola) como bullying, apatia dos professores, uso de medicamentos dos professores para conseguir suportar a rotina, alunos violentos e que nao ligam para aulas e outras situações na vida do personagem, refletem bem o que a educação brasileira se tornou nos dias atuais. Onde a culpa recai toda em cima do docente. Adrien Brody fez um bom papel ao mostrar apenas com seu olhar tudo o que está passando. Por fim, o filme desperta uma reflexão sobre como a sociedade se comporta e como isso atinge as escolas.
O professor buscando trazer uma realidade diferente a jovens tão sem horizontes e perspectivas, uma realidade complexa nas escolas num mundo conturbado,onde a educação pode transforma e regenerar muitas vidas.spoiler:
Excelente. São poucos os filmes que tratam do tema do ensino e da transmissão de valores para as novas gerações. O que ocorre no atual momento histórico é uma deterioração da sociedade que passou a assimilar os valores ditados pela indústria. A busca por alternativas para mudarmos nossa sociedade e termos melhorias na convivência e nas relações é uma tarefa que parece impossível, mas que não deve ser abandonada nunca. Este filme merece ser visto e permanecerá um marco juntamente com Entre Os Muros da Escola, Numa Escola em Havana, Escritores da Liberdade, A Corrente do Bem, Nem Um a Menos e Como Estrelas na Terra.
É um filme profundo e bastante reflexivo que retrata bem a total escassez de valores em que se encontra a sociedade contemporânea, alem da situação em que se encontra nosso atual modelo de ensino que é bastante arcaico pois não estimula o aluno a aprender e a dar valor ao conhecimento - também pudera, pois ao meu ver a maior parte do que é ensinado nas escolas não se aplica fora delas - pois essa é a única arma que nós temos para lutar contra ignorância, a ignorância que nos aprisiona em um mundo de "merda" (desculpem o palavrão).
Sinopse: Henry Barthes é um professor substituto com um trauma de infância envolvendo sua mãe e seu avô. Durante o filme vemos Henry lidando com os problemas do ensino médio do subúrbio norte americano, ao mesmo tempo, ele lida com seus traumas e tenta ajudar uma jovem prostituta a achar um rumo na vida.
Crítica: Nada no filme é claro e expositivo, lembrem disso. Henry é um homem fechado e que apesar de ser muito gentil, percebe ao longo do filme que sua gentileza não é bem o que os jovens precisam para acordar e pensar melhor na vida. Como suplente, ele deveria apenas manter a ordem na sala de aula e impedir qualquer atrito entre alunos, mas ele faz muito mais que isso. Seu objetivo é estimular a imaginação dos alunos, deixar que eles pensem por si mesmos, que saim da famosa "Corrida Dos Ratos" baseada em propagandas e Dogmas de Gangues. O filme tem um tom bem melancólico, e talvez esse seja um dos seus melhores acertos, somente quem já passou por verdadeiros problemas e pensamentos ruins, sabe o quanto a abordagem do filme é no ponto, poderia até mesmo dizer que ele retrata a tristeza vazia de jovens sem futuro, professores frustrados que perderam a esperança de ensinar, pais que nem mesmo comparecem mais a escola para saber o que acontecem com seus filhos e Henry, que se dá conta que é apenas um homem gentil, traumatizado, tentando ajudar um sistema que talvez não tenha uma salvação.
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