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Marcelo Lopez
55 seguidores
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4,5
Enviada em 9 de novembro de 2013
As sessões, lançado em 2012, aborda um tema pouco explorado no cinema: a vida sexual de pessoas com alguma deficiência física. É focado na historia de Mark O'brien, um poeta, que aos seis anos de idade contraiu poliomelite e como sequela teve a perda de movimentos, e passa seus dias restrito à cama e vinculado ao aparelho de respiração artificial. Mas Mark segue a vida com um humor irônico e trabalhando como escritor, sua mente está em perfeitas condições e seu corpo começa a dar sinais que necessita realizar alguns desejos íntimos...bem íntimos. Com muita sensibilidade o filme nos faz refletir sobre a importância do sexo nas nossas vidas e como essa força, esse instinto vital deve ser venerado. Helen Hunt está maravilhosa como a terapeuta sexual que ajuda Mark O'brien a controlar e saciar seus desejos. O filme traz uma visão poética sobre o sexo, algo que está tão banalizado atualmente, mas na visão de O'brien ganha uma conotação libertária capaz de transporta-lo daquela cama que o aprisiona. Muito além do desejo sexual o filme mostra a importância do toque, do carinho e do amor na vida de qualquer pessoa.
Ótimo! Ao ler a sinopse, a impressão que se tem é a de que se trata de uma comédia, porém, existe sim humor, mas o filme também traz à reflexão questões interessantes acerca das limitações vividas pelas pessoas com necessidades especiais. Todas as questões são abordadas com muita simplicidade, naturalidade e beleza! Excelente atuação de John Hawkes!
Esse filme mudou algo em mim, de certa forma. Consegue tratar de uma forma tão visceral e profunda um tema que é tão tabu. Uma obra sensível, com um tema mais do que necessário, que merece ser assistida por todos.
John Hawkes encarna Mark O'Brien com perfeição e mostra cada vez mais seu crescimento como ator. Chega a surpreender a forma com que ele escolhe atuar podendo apenas usar a cabeça. Porém, o destaque mesmo é Helen Hunt, sem dúvidas. Com cenas memoráveis, ela se entrega, de alma e, principalmente, corpo a uma personagem muito difícil. Sem pudores, fica nua, fala coisas politicamente incorretas (uma vez que toda a pseudo-malícia do filme encontra-se em sua personagem) e faz coisas que só uma atriz muito corajosa seria capaz de fazer. Tudo isso dando uma carga emocional fortíssima à personagem (o que é a cena em que, conversando com Mark, Cheryl tenta segurar o choro e sorrir ao mesmo tempo para tranquilizar o "paciente"?), com muitas nuances diferentes, e assim, construindo uma persona que é capaz de provocar uma forte identificação com o público, mesmo que tudo contribua para o contrário.
O roteiro também é muito bem sucedido pra contar essa história, um tanto quanto controversa. A única ressalva é que em seu momento inicial ele praticamente força um didatismo, com uma narração bastante desnecessária e até incômoda. O que compensa é que nas outras situações em que ele poderia fazer o mesmo, como quando Cheryl precisa "refletir" sobre Mark, cria uma saída bastante inteligente por meio do gravador.
Robin Weigert também é uma grata surpresa, que aparece pouquíssimo no filme, mas com uma participação imprescindível e competente.
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