Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Kamila A.
7.945 seguidores
816 críticas
Seguir usuário
4,0
Enviada em 27 de maio de 2013
Os dois maiores poetas da geração dos anos 80 foram, sem dúvida alguma, Renato Russo e Cazuza. Além de serem ótimos letristas, com uma capacidade tremenda de traduzir sentimentos; Renato e Cazuza tinham muito mais coisas em comum: ambos eram extremamente intensos e meio “loucos”. Os dois, talvez prevendo o futuro que os aguardava, viviam cada dia como se fosse o último. Morreram jovens, em decorrência da mesma doença, a AIDS. Mas, por uma razão que ninguém entende, a nossa geração (a dos anos 90) só conhece a obra de um deles: Renato Russo.
Com o objetivo de apresentar ao público jovem a personalidade e a música de Cazuza, de fazer com que a geração dos anos 80 relembre aquela figura e as aventuras vivenciadas naquele período e de prestar uma homenagem àquele que é um dos maiores compositores brasileiros; foi que Sandra Werneck (“Amores Possíveis”) e Walter Carvalho (o diretor de fotografia de “Central do Brasil”) se uniram para dirigir “Cazuza – O Tempo Não Pára”, um projeto inicialmente idealizado por Daniel Filho, diretor da Globo Filmes.
O filme tem um roteiro levemente baseado no livro “Só as Mães São Felizes”, de Lucinha Araújo, a super mãe de Cazuza (Lucinha era superprotetora; preocupada com o filho e queria ter ele sempre por perto, pois assim achava que o salvaria de se meter em encrencas); e cobre a vida de Cazuza a partir do momento em que ele desperta para a sua vocação musical (pelas mãos de Ezequiel Neves – no filme interpretado pelo surpreendente Emílio de Mello –, ele se torna o líder do Barão Vermelho, de onde sairia para uma bem-sucedida carreira solo) até o dia de sua morte, em 1990, depois de sofrer com os efeitos do vírus HIV no seu corpo.
A descoberta da infecção pelo vírus é um ponto de transformação e de divisão no filme, marcada também pela chocante e dura transformação física do ator Daniel de Oliveira, que incorpora (essa é a palavra certa) Cazuza. Entretanto, a doença em si não chega a ser um ponto de transformação na personalidade de Cazuza, uma vez que ele ganha mais força para trabalhar; continua sendo superprotegido e paparicado por Lucinha (Marieta Severo, ótima); em contraponto à figura do pai, João (Reginaldo Faria, que aparece pouco, mas é eficiente nas suas cenas), que libera, mas sabe cobrar no momento certo; e se mantém rodeado de amigos irradiando a mesma alegria e senso de humor irônico que possuía.
“Cazuza – O Tempo Não Pára” tem falhas gritantes, a maioria delas no que diz respeito à linha de tempo do filme (os pulos no tempo são muitos). Entretanto, este é um longa que funciona e emociona – sem apelar para cenas de emoção barata –, ao se apoiar, justamente, naquilo que Cazuza fez de melhor: escrever (e, em outros casos, prever), cantar tudo aquilo pelo qual ele havia passado e, principalmente, viver.
Um dos melhores filmes biográficos sobre artistas brasileiros já criados, em minha opinião.
Conta a história de maneira envolvente, demonstra abertamente tanto a genialidade quanto os defeitos de Cazuza e mistura as cenas com recortes de gravações e filmagens originais para aumentar o realismo.
E, certamente, podemos dizer que a história é fiel à realidade, uma vez que a própria mãe do Cazuza acompanhou o processo e aprovou o resultado final.
spoiler: Não é atoa que ela mesma (a original) aparece rapidamente assistindo na cena do último show, algo bem comovente, inclusive.
Realmente um filme interessante, por se tratar de um artista tão importante pra nossa música, ainda mais por uma boa atuação de Daniel de Oliveira, nos mostra toda a intimidade do cantor, nos torna acessível a sua vida, que até então era restringido apenas à reportagens... bem legal.
Eu assisti o filme algumas vezes,o começo é meio chato com cenas de uma pessoa mimada sem limites que na verdade é uma pessoa vazia, depois o filme ficou mais humano e realmente emocionante, atenção especial nas partes que ele fotografa o próprio pé, escreve numa máquina de escrever coisas que poderia ter feito, e vai ao mar no colo de um empregado,e Daniel de Oliveira neste filme estava sensacional. É um grande filme brasileiro.
Vou confessar uma coisa: eu sempre fui desconfiado do cinema nacional, mas aos poucos fui perdendo meu preconceito. Hoje eu afirmo que o nosso cinema tem pérolas, e que nada ficam devendo ao cinema europeu. Este filme "Cazuza" é uma das boas produções brasileiras recentes. O Daniel de Oliveira dá um show, a trilha sonora é ótima e o enredo da película não esconde nada: do uso das drogas ao homossexualismo do cantor, do seu desespero por viver que beirava um certo "histrionismo". E o filme coloca uma questão bem clara: viver refreando as suas paixões para alongar a vida, ou viver apaixonadamente, loucamente, intensivamente, ainda que a vida seja mais breve? Quem quiser responder essa pergunta, vai ter que assistir o filme. Em tempo: acho a cineasta Sandra Werneck simplesmente excelente.
Daniel de oliveira calou minha boca com esse filme e me fez me tornar sua fã. Apesar de algumas resalvas à película, o filme é Daniel que não interpreta e sim torna-se Cazuza da forma mais visceral que um ator pode fazer. É emocionante, eu como fã apaixonada de Cazuza, agradeço.
A grande atração do longa,é a presença marcante de Daniel de Oliveira.Nesse filme ele mostra toda a sua capacidade,e mostrou também que não é apenas um galã para novelas globais.Interpretou com facilidade o nosso grande poeta Cazuza.E um elenco de apoio bem preparado,destaque para Marieta Severo.
-Filme assistido em 31 de Dezembro de 2004 -Nota 6/10
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade