O Espetacular Homem-Aranha 2 - A Ameaça de Electro
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4,1
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Diogo S.
Diogo S.

6 seguidores 3 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 6 de maio de 2014
Filme até empolgante, mas acontecem alguns fatos em seu decorrer que acaba o prejudicando !
Pati Lima
Pati Lima

43 seguidores 84 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 6 de maio de 2014
Talvez o problema tenha sido ver o Capitão América primeiro (muito melhor na minha opinião!!!). O filme é bom, legal apenas como classifiquei, como eu considero e alguns aqui, outros consideram abaixo disto, outros acharam espetacular. Acho o ator um pouco fraco não tem jeito, talvez esta seja minha opinião,desde o outro filme, mesmo assim achei que ele evoluiu um pouco, mas ainda sinto falta do Tobey Maguire, os outros filmes enfim. Mas de qualquer forma entendo que optaram por seguir fielmente a história em quadrinhos, por isto vale a pena assistir, 3D e tal. Mas entre outros filmes atuais da Marvel, considero este abaixo, com certeza.
Alexander C.
Alexander C.

1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 6 de maio de 2014
Esse é de longe, o filme mais fiel já feito de HQs. Dentre todos já lançados, tanto da Fox, Marvel, Sony e etc.
Sou suspeito, por o Aranha ser o um dos meus favoritos, mas não tem como não reverenciar esse filme. Desde o começo dele, mostrando ele ouvindo o rádio da polícia e indo atrás do futuro Rhino, piadas e trapalhadas que ele faz para segurar os plutônios (a forma como o Andrew age, as posições e formas..) A reação quando ele foi ver o Harry e o jeito que mostram eles como antigos amigos mesmo ele nunca tendo aparecido nesse universo do filme. Tudo ficou ótimo, adaptação perfeita dos HQs para as telonas.
E no ato final, cara, O Electro(com um visual muito bonito, a maioria das pessoas adorou, assim como eu) em sua melhor forma.. Marc Webb teve uma excelente ideia de fazer como foi feito nos HQs. Era necessário fazer isso, para continuidade do universo e muitos diretores nunca teriam coragem. Ouso dizer que, se o filme estivesse nas mãos da Marvel/Disney, isso não teria acontecido.
Mas enfim, filme sem o que reclamar. De todos os filmes de Super Herói, esse foi o mais épico. Sam Raimi, sua trilogia nunca será esquecida. Mas também nunca será comparada com essa do Marc.
Skybaggins
Skybaggins

11 seguidores 37 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 5 de maio de 2014
Após o ocorrido em "O Espetacular Homem-Aranha", Peter Parker vive uma vida agitada vigilando Nova York. Porém, surge uma nova ameaça, o Electro, e esse surgimento se soma aos problemas na vida pessoal de Peter. O roteiro consegue dar bastante ênfase no drama do personagem, desenvolvendo-o ainda mais. Mesmo assim, o longa falha um pouco nas motivações dos personagens, usando desculpas esfarrapadas para certas ações. Ele volta com a história dos pais de Parker, algo que não interessa a ninguém mais e o longa perde muito tempo nisso. Mesmo assim, ele acerta em algo que muitos temiam dar errado (o que aconteceu em "Homem-Aranha 3"), o desenvolvimento dos personagens. Num filme com tantos personagens, é difícil de dar profundidade a todos os integrantes. O longa utiliza de alguns elementos que estão à beira do ridículo, como origens de vilões pouco realistas. Mas consegue balancear entre esse tipo de explicação e outras mais científicas, lembrando inclusive as HQs do amigão da vizinhança (conceito que volta a ser lembrado no começo dessa sequência). Mesmo assim, o ritmo do filme não é muito bom, mas, ainda sim, melhor do que o anterior.
No elenco o longa acerta em cheio. Andrew Garfield é mil vezes melhor que Tobey Maguire como o aranha. O drama do personagem é muito bem retratado nele, principalmente no final do longa, onde existe uma cena realmente emocionante. Emma Stone é Gwen Stacy. Suas indecisões aparecem no rosto da atriz, que, hoje em dia, é a única que consigo pensar para o papel. Jamie Foxx também é um ótimo Electro. O ator oscarizado realiza muito bem a transformação do personagem. O elenco secundário também foi bem selecionado.
Embora muitos tenham dito que os efeitos visuais são muito bons, eu discordei. As cenas do herói andando pela cidade com as teias possui muita computação gráfica, lembrando uma animação 3D. Há inclusive uma cena de um avião que lembra muito "Os Incríveis" da Pixar. A fotografia e o design de produção são surpreendentes, principalmente por sua coloração viva, que lembra bastante os quadrinhos. Em termos de figurino, o uniforme do aranha nunca esteve tão bem nas telonas. Os olhos enormes lembram muito as HQs também.
O filme perde muito na direção realizada por Marc Webb. Ele usa de artifícios em momentos completamente sem motivo, por exemplo, ângulos holandeses (câmera torta, na diagonal, para dar sensação de desconforto ou tontura) em um diálogo completamebte pacífico de Peter com a Tia May. As cenas com a melhor cinematografia são as que o aranha passeia pela cidade em suas teias (mesmo parecendo desenho animado) que são justamente as que Marc Webb não filmou. Mas enquanto essa franquia der dinheiro, a Sony vai continuar apostando nele.
O longa deixa um gancho para o próximo no final, prometendo um grande filme do herói. O longa também possui uma cena durante os créditos, mas não tem nada a ver com o futuro da franquia. Era esperado um filme pior, mas, mesmo com elenco bom, dramatização bem feita e visual interessante, o longa falha em certos pontos do roteiro, algumas falhas que já aconteciam no primeiro filme.
Filipe d.
Filipe d.

7 seguidores 1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 5 de maio de 2014
Dois anos após o polêmico (e prematuro) reboot da série de 2012, chega sua segunda parte, prometendo um visual menos sombrio e a solucionar as pontas soltas deixadas pelo filme anterior. Mas o filme foi bem sucedido? Sim e não.

O elenco foi muito bem escolhido nas duas partes do reboot, em especial ao casal principal, onde Andrew Garfield e Emma Stone possuem uma química perfeita na tela, algo que faltava na série de Sam Raimi, assim como o humor do Homem-Aranha. O mistério dos pais de Peter Parker é resolvido (porém nunca foi uma história bem lembrada pelos fãs) de uma maneira relativamente satisfatória, mas deixando algumas pontas para o vindouro filme do Sexteto Sinistro, bem como as continuações desta série.

A (novamente) polêmica decisão de ter três vilões nesse filme foi mais acertada do que a de Homem-Aranha 3, mas ainda assim tornam-se vilões subutilizados, onde o Duende Verde de Dane Dehaan (ótimo), tem uma importância digna de Harvey Dent/ Duas Caras de Batman - O Cavaleiro das Trevas, assim como a sequência dos aviões, claramente inspirada na cena das barcas do mesmo filme.

Mas como o subtítulo diz "A Ameaça de Electro", Electro (Jamie Foxx) é o vilão principal. Ele possui um visual semelhante ao Dr. Manhattan de Watchmen, porém com uma personalidade semelhante ao do Charada de Jim Carrey (em Batman Eternamente) e de Aldrich Killian de Guy Pearce (em Homem de Ferro 3), porém possuindo uma interpretação melhor. Jamie Foxx é um dos atores mais versáteis que estão em atividade hoje em dia, indo de Ray Charles, cowboy, presidente a Electro sem nenhum problema.

O elenco de apoio muito mal aproveitado (Sally Field, Paul Giamatti, e Chris Coopper), subtramas (dos aviões em colisão, a da Oscorp e Harry Osborn, Electro na prisão, ganchos para Sexteto Sinistro) acabam sendo ofuscados pela(ótima) trama romântica de Perter e Gwen, onde a naturalidade de ambos é surpreendente, e Andrew Garfield se junta ao grupo formado por Robert Downey Jr., Hugh Jackman e Tom Hiddleston, de atores que incorporam seus personagem dentro e fora das telas e possuem um conhecimento único dos personagem que interpreta.

Ao abraçar mais a origem dos quadrinhos que o filme o anterior, o filme dá um salto em qualidade, porém perde em personagens e tramas demais, onde o relacionamento de Peter e Gwen é toda a espinha dorsal do filme. Mark Webb demonstrou uma grande evolução nas cenas de ação, ao tomar a corretíssima decisão de não usar a câmera tremida (aprendam diretores). E ao término do filme, percebemos a ligação entre a a primeira cena do filme possui uma certa ligação com uma importante cena do terceiro ato do filme.

Ainda assim, o filme ainda não conseguiu totalmente saiu das sombra da série de Sam Raimi (visto que o último filme possui apenas 7 anos), mas está no caminho.
Matheus G.
Matheus G.

3 seguidores 1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 5 de maio de 2014
Acredito que Webb exagerou na história, as atuações e efeitos especiais, tanto como em combate e no decorrer do filme foram muito bons, mais a história ficou muito apertada, Electro que está no titulo do filme nem que a aparecer tanto, e também nem foi o vilão que causou maior dano, filme em si foi fraco por sobrecarregar o tempo e criar uma historia em cima de outra que não conseguem fazerem sentido juntas.
O número de vilões acredito que tentaram imitar o "O Homem-Aranha 3" da primeira trilogia, só que não conseguiram fazer com que os vilões lutem juntos da mesma forma que o "Homem-Areia e o Venom", eu não me arrependi de assistir o filme, porem foi muito abaixo do que eu esperava ao ver o Trailer.
Roberto H.
Roberto H.

13 seguidores 9 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 4 de maio de 2014
Quem leu as HQ´s clássicas do herói, sabe que algumas características do Homem-Aranha sempre foram as de ser engraçado durante as batalhas, já que tinha inteligencia o suficiente para manter o foco, e outra coisa era como ele realmente se preocupava com as pessoas, tanto que seu slogan sempre foi "O amigão da vizinhança". Mas por quê eu tô falando tudo isso? Porquê é algo que está realmente em falta nos filmes de herói hoje em dia, alguém que se preocupa com os detalhes, coisas como ver se uma velhinha consegue atravessar a rua sem ser atropelada, com ocasionais lutas para evitar que alguém perturbe a paz desse povo. Isso é bem visível neste filme, você pode ver que o Aranha é um herói do povo, tem até uma cena em que ele ajuda um garotinho e se oferece para leva-lo em segurança pra casa. Esse foi só um detalhe que eu queria mencionar antes da crítica em si.
Se você está na duvida se este filme é superior ao primeiro, bem... depende.
A maior reclamação do primeiro filme foi o roteiro e a conveniência da trama. O roteiro ainda é fraco, os personagens estão bem construídos, mas tem um desenvolvimento um pouco corrido e a conveniência é usada como artificio de "surpresa", principalmente nas cenas de luta. Muitas cenas são referências diretas aos quadrinhos, e por mais que possam ter agradado alguns fãs mais antigos, principalmente por finalmente termos um Aranha que brinca e faz piadas realmente engraçadas, não foram o suficiente para sustentar o alter ego: Peter Parker. Este continua sendo o Andrew Garfield mediano, mais puxado pra linha Ultimate (focada em tramas cinematográficas). Mark Webb, o diretor, é conhecido pelo ótimo trabalho com personagens ("(500) Dias com Ela"), e ele consegue uma relação muito boa entre o herói e a namorada, Gwen Stacy (Emma Stone), mas Parker sozinho continua o hipster que está mais preocupado em resolver o mistério dos pais.

A ação está excelente, a câmera consegue captar os melhores movimentos do herói -alguns slow-motions desnecessários, mas quem liga?- e as sequências de luta estão muito bem desenvolvidas. Uma delas ocorre no meio da Times Square e por mais que alguns estejam reclamando da falta de realismo por todos ficarem observando separados por barras de proteção, como em um verdadeiro ringue, tem que aceitar um pouco da liberdade poética, porque se formos exigir realismo o tempo todo, toda a graça vai embora. Em termos técnicos, está tudo de parabéns, desde os efeitos, passando pela trilha, chegando ao 3D.

Outro grande medo seria a introdução dos vilões. Electro (Jamie Foxx) é completamente diferente da versão original dos quadrinhos (olha o Ultimate aí de novo), e por mais que Foxx seja um bom ator, as motivações dele são aquelas que poderiam ser resolvidas com uma boa conversa (o aranha até tenta, mas o vilão está decidido, aí não tem jeito), ou seja, ele está apenas OK. Sobre Harry - não é nenhum spoiler o que acontece com ele-, o ator Dane DeHaan (que estava ótimo em "Poder Sem Limites") tem motivações um pouquinho mais fortes, mas ainda assim não é aquela em que você chega a entendê-lo (como Khan em "Star Trek Alem da Escuridão"). Sobre o Rino, bem, ele é alívio cômico, então você não precisa se preocupar com "vilões demais". O maior problema deles é a motivação, principalmente a da empresa Oscorp, onde tudo parece tão predestinado e sem razão para existir que é melhor nem ficar pensando muito nisso.

Não podemos esquecer que a promessa do filme é entreter, e essa promessa foi sustentada do início ao fim. Se você for um verdadeiro fã do Homem-Aranha, vai gostar das pequenas referências e apreciar a aventura pelo que ela é, uma grande diversão descompromissada e cheia de ação. Não é espetacular ainda, mas se trabalhar um pouco no roteiro e no tom do filme, podemos chegar lá.

Aviso: Fique durante os créditos para uma prévia de X-MEN: Dias de Um Futuro Esquecido. Mas não ha cenas pós créditos de Homem Aranha
Mateus S.
Mateus S.

67 seguidores 36 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 4 de maio de 2014
O Espetacular Homem Aranha 2 - A Ameaça de Electro é a continuação direta de O Espetacular Homem Aranha. De início, o filme trazia uma proposta repetitiva e fadada a terminar da mesma maneira trágica de Homem Aranha 3: Muitos vilões em um só filme. Mas felizmente, Marc Webb (Diretor do primeiro e deste segundo filme) fez um bom trabalho em relação a isso. Rino aparece em tela cerca de quatro a cinco minutos. Há somente uma breve participação dele no filme, deixando talvez para o futuro uma maior participação. Duende Verde tem seu próprio arco no filme, que é sim um papel importante na trama, mas ele tem seus minutos, deixando como vilão principal Electro (como diz o próprio título). Também não há nenhum confronto entre o Homem Aranha e dois vilões ao mesmo tempo. Cada vilão tem seu arco e seu próprio confronto com o Aracnídeo.
Mais uma vez, o ponto mais fraco do filme, infelizmente, é o roteiro (O filme é roteirizado por Alex Kurtzman, Roberto Orci e Jeff Pinkner). Mesmo que superior ao primeiro filme (roteirizado por Steve Kloves, Alvin Sargent e James Vanderbilt), ainda conta com alguns furos. Mais uma vez, temos Peter Parker (vivido por Andrew Garfield) buscando a verdade dos seus pais. O ponto mais forte do roteiro são os diálogos, que novamente são muito bem escritos e dirigidos. O relacionamento de Peter com Gwen (Emma Stone) também é super bem feito. Os dois tem uma ótima conexão. Um destaque para os atores: Andrew Garfield (Peter Parker/Homem Aranha), neste filme ele tem mais intimidade com o personagem e é um ator com um grande talento. Emma Stone (Gwen Stacy), é possível ver o carisma em seus personagens. Sally Field (Tia May), que atriz incrível. Seus momentos com Peter são espetaculares e ambas as atuações também. Jamie Foxx e Dane DeHaan merecem também um destaque. Ambos arrasaram em seus personagens e não poderia esperar mais nada.
E mais uma vez, o ponto forte são os efeitos especiais. Não é nenhuma surpresa que as cenas de ação são maravilhosas nesse filme. É difícil diferenciar o que é real e o que é mera computação gráfica. O filme é lindo visualmente. Exceto o clímax do filme, todas as cenas se passam de dia, o que ajuda visualmente. É um filme visualmente claro e limpo. Não há o que reclamar de efeitos especiais, afinal, estamos falando da Sony.
É um ótimo filme visual, que ainda pode melhorar em questão de roteiro, mas, seria mentira dizer que o filme não é ótimo, porque é. Ainda tem muito o que melhorar. Atuações maravilhosas, efeitos visuais maravilhosos, com um roteiro que poderia ser melhor. Que venha O Espetacular Homem Aranha 3 e os filmes paralelos a história principal, que já foram anunciados (Venom e Sexteto Sinistro).
João Paulo B.
João Paulo B.

13 seguidores 9 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 4 de maio de 2014
O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA 2 - A AMEAÇA DE ELECTRO
Ele está de volta, outra vez.. desde 2002. Reescrever a história do aranha nas telas tem sido uma tarefa difícil para os roteiristas de Transformers e Star Trek (a dupla Orci e Kurtzmann), por que ainda não chegaram lá. Ainda não desta vez. Marc Webb (500 Dias com Ela) prossegue na direção do remake mais desnecessário do cinema atual.
Cabe ressaltar que nem por isso o resultado é ruim, mas às vezes parece atrapalhado. Impossível evitar comparações com a trilogia de Sam Raimi, até porque é arrebatou multidões, seja pelos até então inimagináveis voos por Nova Iorque reproduzidos por "spideycams", pelos ótimos vilões, pelo beijo de cabeça para baixo, ou pelos dilemas enfrentados pelo "amigo da vizinhança" que salvava a cidade mas não salvava o seu bolso de apertos financeiros.
Creio que a saga anterior funcionava melhor porque Peter Parker podia combater vilões, namorar, esconder-se da Tia May e amadurecer como herói, e cada tema era abordado por vez, de forma bem distribuída no longa. A trilha inesquecível de Danny Elfman era impecável, e tinha muito a ver com o roteiro.
Dessa vez, o "Espetacular" parece não saber onde quer chegar. Agora resolveu focar no misterioso desaparecimento dos pais de Peter, e transforma isso na principal subtrama, já que tem a ver com o surgimento da OSCORP, a com sua consequente transformação.
No fim do primeiro filme, ficou evidente que antes de qualquer interesse em combater o crime, Peter correria atrás de buscar respostas sobre o passado e descobrir ainda que matou seu Tio Ben.
O erro do roteiro começa dando a entender que reconheceu seu erro em fazer mistério demais e resolveu já revelar tudo, antes de mesmo do próprio Peter saber. Ainda por cima, esquece a questão da morte do Tio.
Andrew Garfield (Peter Parker/Homem Aranha) e Emma Stone (Gwen Stacy), funcionam muito bem, pois são bons atores, bem engraçados e emotivos mas são também traídos pelo roteiro, que de conversa em conversa, dá pistas do que o futuro os reserva.
Bom destacar também a ótima atuação de Sally Field, como Tia May. Tímida no primeiro, agora mostra-se mais entregue ao papel, carregando emoção e atuação digna de sua competência.
Parker é atormentado frequentemente por visões do pai de Gwen, morto pelo Lagarto no fim do primeiro filme. Após fazer a famosa promessa de que não se envolveria mais com a filha, quanto mais ele teimava, pior ficava a sua consciência e também os riscos que ela corria, por estar com ele na maioria das vezes que ele estava em ação.
Falando em riscos, os vilões da vez são três. Rhino (Paul Giamatti), desperdiçado e transformado em ponta, mas que traz boas cenas 3D, Electro (Jamie Foxx) e Duende Verde (Dane DeHaan).
Electro é o que mais toma tempo e dá trabalho pro aranha. Sua idéia é de um cara apagado no contexto, invisível, como dizem, e carente de atenção. Após ser salvo pelo herói durante sua luta com Rhino, cria uma obsessão, em especial pela fama que advém do seu sucesso com o povo de Nova Iorque.
Funcionário da OSCORP e encarregado pela parte elétrica do prédio, é chamado pra solucionar uma pane e acaba sofrendo um grave acidente que o transforma em um ser capaz de manipular, enxergar e se transformar em eletriciade pura.
Os dois protagonizam batalhas incríveis, ressaltadas pelo 3D.
Um destaque especial do confronto entre eles é como o "spider sense" é mostrado ao público. Em cenas de câmera lenta, entende-se que o herói praticamente prevê o futuro e se antecipa tomando medidas para evitar o mal maior, com condutas ágeis e inteligentes, São cenas criativas e muito legais. Outro destaque é a visão de Electro, que enxerga a eletricidade em todo lugar, inclusive em cabos enterrados, em fios e no corpos das pessoas. É assim que ele localiza fontes pra se alimentar, já que se comporta como uma bateria.
O Duende surge do reaparecimento de Harry Osborne (DeHaan), depois de muitos anos estudando no exterior, para acompanhar a morte do Pai, Norman.
Ao perceber que o Homem Aranha é o resultado bem sucedido da pesquisa do Pai e que seu sangue pode salvá-lo da doença que herdou geneticamente, propõe a Peter Parker a chance de obter a ajuda. Como não consegue, aí tudo muda, o ódio vem e a coisa fica feia entre eles. Confesso que não gostei de Dane, não sei se pela dublagem, que o deixa azedo demais, mas ele tem um bom momento quando assume a pele do Duende.
Já Rhino nada mais é que um gancho para o próximo filme. Soa paspalhão e não mete muito medo. Até uma criança é capaz de peitá-lo, literalmente.
Para os mais atentos, as evidências para o Sexteto Sinistro são claras. Nas instalações da OSCORP podemos ver os braços do Dr Octopus, as asas do Abutre (e o provável usuário delas no futuro), e a presença da Gata Negra, ainda não revelada dessa forma, mas presente como assistente pessoal de Harry.
As cenas de ação são excelentes e empolgantes mas são distantes umas das outras. As boas piadas do aranha e suas caracterizações como usar chapéu de bombeiro ajudam a enriquecer as cenas. O problema é o enorme hiato entre elas preenchidos com a busca sobre a verdade dos pais de Peter. O bom é que tudo é esclarecido de uma vez e não fica rastro pra que a chatice continue.
Uma menção especial também pode ser dada pra trilha sonora, que agora nas mãos de Hans Zimmer (Cavaleiro das Trevas, Gladiador), trouxe um altruísmo maior para o herói além de caracterizar bem os vilões, principalmente Electro, que tem um tema bem específico e inovador. Trocar James Horner é uma das provas que o filme precisava de reparos.
Na tentativa de apresentar um Parker cheio de dilemas e pressões o filme acaba entulhado. São subtramas demais. Personagens demais. Acaba que o filme fica extenso, um pouco cansativo nos hiatos entre as cenas de ação e mesmo assim parece que não deu tempo falar de tudo.
Nem Stan Lee teve a aparição merecidamente engraçada que sempre tem. Foi boba de fazer vergonha.
O filme, pra ser visto descompromissadamente, é muito bom. É bem feito, com ação de primeira, 3D compensador, boas interpretações e um toque de romance pra derreter o coração das moças, mas eu entendo que o que Marc Webb quis com seu filme foi, em primeiro lugar, ser mais fiel aos quadrinhos. Em segundo, ser diferente do anterior, e por último ser melhor.
O primeiro ele conseguiu, adotando Gwen como verdadeira paixão de Peter, o lançador artificial de teias e outras tramas.
Fazer diferente também conseguiu mas acho que onde ele tentou ser diferente foi onde o anterior era melhor. Exemplos: Transformar o dia-a-dia de Peter como pessoa comum, com um terno no guarda-roupa, morador de aluguel endividado, fotógrafo free lancer, fazendo bicos como entregador de pizza, passando necessidade de verdade e ainda tentando esconder de todo mundo sua identidade secreta (Ufa!) em um Peter moderno, não tão pobre assim, mais focado em mistérios do passado e se revelando mais facilmente nos impede de se identificar rapidamente com ele. Parece que o novo sentido é a quantidade de problemas e não a forma como ele se vira pra resolvê-los. Nisso o outro filme era muito melhor.
Outro: Transformar um dos mais interessantes e bem caracterizados personagens da história da Marvel, James Jameson (JK Simmons), diretor do Clarim, em um email e uma menção é digno de repúdio. Prova de que o filme já tinha elementos em excesso.
Por último, ser melhor. Não é! Precisa se esforçar mais pra arrebatar novamente. Refazer uma trilogia excelente apenas 10 anos depois é cair na mesma armadilha na qual entrou Peter Jackson, e que não caiu Cris Nolan com seu Cavaleiro das Trevas porque isso é tarefa pra gente muito brilhante e menos focada em ganhar dinheiro.
Thadeu H.
Thadeu H.

22 seguidores 1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 3 de maio de 2014
Assista.. eles disseram.. Vai ser bom.. Eles disseram...

Um filme, um desgosto, uma chateação...

The Amazing Spider Man 2...

Muita coisa pra um filme só que acabou não acrescentando nada...
Ao menos o senso de humor e as piadinhas dele foram bacana e deu mais personalidade ao Spider. Um filme sem muita ação
Embaralhou personagens, vilões sem alma, mt superficiais.. spoiler: (SPOILER: caralho.. o electro éh um idiota carente WTF)..

Apesar da intro(subliminar) ao Sexteto Sinistro q ficou como um bônus pra quem conhece o universo marvel e os vilões do Cabeça de Teia e de onde vieram...
Só nas cenas finais..Já aviso, esperem dentro do cinema, é de grande importância a introdução dada na cena final...
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