Sou fã do aracnídeo, assim como meu filho tem se tornado também, de longe nosso herói preferido dos quadrinhos, logo, leve isso em consideração ao ler essa crítica, pois pode estar maculada pela paixão que temos pelo herói em questão. Óbvio que, não havendo nenhum contratempo, assistiríamos logo em seu primeiro dia nos cinemas.
Vamos aos fatos: o filme é bom! Não é nota dez mais entra no hall de “melhores filmes de herói que vimos”. Se você for ao cinema esperando um herói que distribui porrada, onde o cara mascarado toma conta das telas e sai batendo em todo mundo, você vai se decepcionar, vai passar raiva. Agora, se for (assim como eu) daqueles que admiram o Amigão da Vizinhança pelo seu lado humano, suas falhas e dificuldades para tocar a vida, e mesmo com tudo isso, não perde o bom humor, vai gostar bastante da película.
Resumidamente, fazendo um apanhado com todas as obras que envolvem heróis: seja Marvel/seja DC, para ficar nas mais conhecidas, temos, definitvamente, o casal perfeito em tela, por isso digo que o filme, apesar de ser do Homem-Aranha, continua explorando muito mais seu alter ego, o que acho fantástico.
O excesso de vilões (3), desconsiderando a pequena (mas ainda questionadora) participação de Mr. Fear, acaba trazendo o problema que vemos em outros filmes que exploram isso, fazendo com que eles sejam menos explorados do que o necessário (mesmo com as 2h30min do filme), inclusive com embates rápidos entre o teioso e os antagonistas. Harry está ali mais para não precisar ser desenvolvido na próxima história pois poderia ser facilmente excluído, se não fosse com ele o clímax do filme. Por outro lado, essa “pouca exploração” funciona mais como gancho para o próximo longa e até mesmo os spin-offs, como o já anunciado filme do Sexteto Sinistro. Por outro lado, o Aranha está em sua melhor forma, com as piadas durante o combate e toda a desenvoltura que os quadrinhos lhe atribuem ao se balançar por Nova York.
Poucos Easter Eggs, mas interessantes, inclusive durante os créditos, quando crescem as especulações sobre a composição do Sexteto. O filme já introduz questionamentos futuros sobre a participação de, nada menos que, Duende, Rhino, Venom, Gata Negra, Mysterio, entre outros, provando que o vasto universo do Aranha pode gerar um filme tão interessante quanto os Vingadores, onde temos a junção de uma equipe.
Vale o ingresso, mas não ganha de Capitão América, o Soldado Invernal como o melhor filme de herói até então. Se for gastar um pouco mais com o 3D, nesse filme vale a pena!
PS1 – O discurso de Gwen, sobre Esperança é emocionante, equivalente ao discurso da Tia May (2002), sobre porque todo mundo deveria adorar um herói.
PS2 – O filme é excelente para meninos e meninas! Se os garotos saem de lá querendo ser o Homem-Aranha, as meninas sairão encantadas com Gwen, praticamente uma sidekick do cabeça de teia, e toda trabalhada no discurso da igualdade e da independência no relacionamento entre eles. Gwen é nota dez e essencial para o desenvolvimento do terceiro filme!
PS3 - A saga dos pais de Peter continuam e há uma excelente explicação por ele ter se tornado o Homem-Aranha.