Horizonte Profundo desastre no Golfo tá longe de ser um filme que vai te deixar interresado em buscar a fundo sobre o ocorrido desastre que foi relatado nesse filme; mas é definitivamente um filme importante pra nos mostrar todo desespero que a vida humana pode passar.
Estou no início do filme e o que já começou irritando foi a filha do personagem principal ter falas nitidamente da lacração que os filmes se tornaram e que o Steven Spilberg falou no pé do ouvido do Tom Cruise que ele salvou Hollywood com o Top Gun Maverick. Depois volto aqui pra deixar minhas observações sobre o restante do filme.
O maior destrate até então conhecido em alto mar ocorreu na plataforma de petróleo Deepwater Horizon, o derramamento de petróleo ocorrido em 2010 acarretou em prejuízos ecológicos de grande impacto, tais como a perda de recifes de corais e em consequência de todas as espécimes de animais que ali estavam, ficou famoso na época a imagem de uma ave coberta de óleo, demonstrando que o impacto total não ficou restrito a vida marinha e que a consequência dessa catástrofe atingiu diferentes tipos de ecossistemas.
O filme foca na retratação de como foram as horas pré e pós o incidente na plataforma, as vidas que foram perdidas e nos heróis reais que conseguiram fazer com que o menor número de vidas humanas fossem perdidas, no entanto o roteiro falha em conseguir criar vínculos entre os personagens ali existentes, principalmente entre o elenco principal formado por Mark Wahlberg (Mike Williams), Gina Rodriguez (Andrea Feytas) e Kurt Russel (Jimmy Harrell), com atuações medianas e o enfoque sendo nas consequências do desastre do que no núcleo humano, o filme não atinge o potencial que deveria.
Mais do que eficiente em reproduzir com detalhes a tragédia e falha ao não estabelecer o tom dramático que as relações familiares do primeiro ato sugeriam e não desenvolve uma outra relação de amizade, necessária para que o clímax emocionasse o que pretendia.
Embora o diretor Peter Berg não seja sagáz do ponto de vista narrativo, não há dúvidas que ele possui grande perícia em comandar obras que mostrem detalhes sustentados por grandes momentos contendo efeitos visuais e especiais, como é o caso deste interessante HORIZONTE PROFUNDO: DESASTRE NO GOLFO. Mark Wahlberg é Mike Williams, uma espécie de conserta tudo na plataforma petrolífera Deepwater Horizon. Apesar da pequena importância do sujeito dentro do monstro flutuante, ele ajuda muitos operários a escapar com vida daquele que é considerado o maior desastre em alto mar da história americana.
Não há dúvidas de que o grande chamariz desta charmosa produção são seus efeitos visuais, haja vista que raramente é possível crer que o exibido não aconteceu de fato diante das câmeras. O elenco de pompa que também conta com Kurt Russel, Dylan O'Brien, Kate Hudson e John Malkovich ajudam no alto nível do filme, que é capaz de manter a atenção de forma ininterrupta por conta da tensão que surge a cada nova explosão.
Funciona bem como entretenimento acima da média para o estilo.
(...)Eficaz como uma autêntica reconstituição dos horrores desse desastre, Horizonte Profundo ainda falha ao se prender em fórmulas genéricas na sua dramatização.
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