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Cinema em Cena
"Era uma Vez em Anatólia" é uma obra encantadora e hipnótica cuja sensibilidade pode ser resumida no lírico plano que acompanha uma maçã rolando por uma colina até cair num riacho...
Cineweb
A busca, em si, se torna mais importante, mais reveladora do que o que procuram. É uma busca beckettiana, em que o nada que acontece, o banal, é mais revelador em suas camadas mais profundas.
Estado de São Paulo
Sua trama é rarefeita e não explícita. Seu tempo é lento e não acelerado. Entrega sua história aos poucos e não por completo. Trabalha mais nas lacunas do que no preenchimento completo de todos os espaços. Para resumir: é um filmaço, que pede um espectador à altura do seu grau de elaboração.
New York Times
"Era Uma Vez na Anatólia" é, entre muitas outras coisas, um estudo da violência e da masculinidade, no qual as mulheres ainda são personagens críticos e frequentemente ausentes do enquadramento, silenciosas mesmo que nunca verdadeiramente mudas.
Screen International
Contando uma história que nas mãos de qualquer outro diretor sequer seria material para um curta-metragem, esta obra de arte visualmente arrebatadora possui uma aparência plácida, estável, que encobre uma série de temas que devem agradar os espectadores mais atentos.
The Guardian
O novo filme de Nuri Bilge Ceylan é longo e difícil, e talvez não seja para todo mundo, mas tudo que posso dizer é que ele é uma espécie de obra-prima: audacioso, sem compromissos e possuído por uma misteriosa grandeza em seu pessimismo.
Folha de São Paulo
Além de personagens compostos de intensidades e vazios, o enfoque dá a ver uma sociedade, um lugar no qual vagam homens em crise, um problema que dá sentido àquilo que parecia inócuo formalismo.
Omelete
O que Ceylan faz aqui é uma arqueologia do presente, um retrato de um momento muito particular da história turca, que envolve escavar seus costumes para ser percebido.
Variety
O novo filme sombrio e rigoroso de Nuri Bilge Ceylan é uma análise meditativa que expande um material que duraria cerca de cinco minutos em um episódio de "Law & Order" em um retrato lento, de quase três horas sobre homens trabalhando.
Critikat.com
Uma hesitação emerge diante de "Era Uma Vez na Anatólia": obra-prima meditativa ou exercício de estilo superficial? Mesmo assim, o cineasta turco é dotado de uma capacidade de desenvolver seu estilo a cada filme, tornando sua obra surpreendente, sempre instigante.
Rubens Ewald
Já se sabe que crítico adora filme chato só que este não sei se classificaria assim. Ao menos entrei na história, apreciei seu senso de humor, o retrato que pinta dos homens e da sociedade. Ainda assim requer paciência.
Chronic'art.com
Esta afetação forçada (atenção: filme de autor) é acima de tudo a promessa de que vamos encontrar, intacta, uma fórmula que se poderia descrever com os olhos fechados. Planos abertos de paisagens com céu coberto. Planos próximos de peles oleosas e olhares perdidos. O vento soprando. Incomunicabilidade. Um cão late. O bigode cresce.
The Hollywood Reporter
O filme se preocupa muito pouco com o tempo, especialmente o do espectador, com várias cenas sem ação convencional. Mesmo os jornalistas mais experientes em Cannes começaram a rir quando, depois de 90 minutos de filme em uma produção de 2h30, acontece a primeira reviravolta.